sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Bolsonaro vai cobrar imposto que a mídia sonega?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria e que ouviu duas mil pessoas, indica que 75% avaliam que Jair Bolsonaro está no caminho certo. Só 14% acham o contrário, e 11% sequer souberam responder. Dos ouvidos, 25% apostam em um governo ótimo, 39% esperam um governo bom e 14% regular. Apenas 4% apostam no ruim e 10% numa gestão péssima.

O otimismo é natural. No entanto, só vai se sustentar se tudo correr bem na economia. Com toda certeza, Bolsonaro não fará uma gestão temerária como a de Temer – que conseguiu ser menos ruim que a da Dilma (recém operada do coração). O novo governo dependerá, como sempre, da melhora econômica no quadro externo. A subida nas cotações das commodities (que independe da qualidade e capacidade de governo) salvou a pele de Temer – que bateu recordes de impopularidade, certamente porque ninguém se esqueceu de que ele foi vice, sustentáculo e derrubador da Dilma, em dois mandatos.

Bolsonaro e Mourão têm tudo para acertar, ao mesmo tempo em que o confiante eleitorado não lhes dá margem para errar. A pressão por resultados será imensa e imediatista. Por isso, logo no começo da gestão, medidas populares terão de ser mais impactantes que muitas medidas impopulares inadiáveis. Por isso, é recomendável não exagerar demais na “urgência-urgentíssima” da reforma da Previdência. O povão interpreta mal tal mensagem insistida pela mídia sem noção e pelos banqueiros que desejam faturar alto com o futuro regime de capitalização.

Bolsonaro já deixou claro que investirá na barata comunicação direta com a população via redes sociais da internet. A medida, positiva, desagrada à mídia estadodependente – sobretudo o Grupo Globo. Os concorrentes, como o Bispo Edir Macedo da RecordTV e Sílvio Santos do SBT insistem que o Governo Federal tem de promover uma revisão na tradicional política de propaganda e publicidade que sempre beneficiou os globais com a fatia mais gorda das verbas.

Aliás, depois de um almoço de duas horas de duração na mansão de Silvio Santos no Morumbi, Bolsonaro deve ter ouvido uma reclamação do Homem do Baú sobre a Caixa que rendeu uma “twittada”. Bolsonaro classificou de absurdo os gastos de R$ 2,5 bilhões com publicidade do banco federal. Por isso, Bolsonaro avisou que irá rever os contratos publicitários da Caixa, Banco do Brasil, BNDES, Secretaria de Comunicação e “outros” (sobretudo Petrobras e Eletrobrás)...

Além de administrar melhor a verba oficial de publicidade e propaganda, Bolsonaro também deve mandar seu superministro Paulo Guedes ficar de olho gordo na habitual e imensa sonegação de impostos praticada pelos maiores veículos de comunicação brasileiros. Aliás, nossa mídia aparece nas listas de grandes sonegadores da Previdência – aquele que desejam reformar por causa dos “rombos”. Aliás, novamente, seria interessante uma política de transparência total acerca dos “sonegadores”...

Curiosamente, na transição, o time de Bolsonaro enfrenta a maior oposição do órgão responsável por cobranças na dívida ativa da União Federal. A turma da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional não aceita que alguém de fora do órgão seja nomeado para comandá-lo. A PGFN também representa os interesses do governo na negativação de quem deixa de pagar os impostos em dia.

Aliás, pela terceira vez, Bolsonaro, Mourão e Paulo Guedes terão de resolver o dilema máximo do futuro governo: como reduzir gastos e não aumentar impostos para financiar a gigantesca e voraz máquina estatal. Se demorarem demais para reduzir a carga tributária, que inviabiliza a sobrevivência de pessoas e empresas, o índice de otimismo vai para o saco em alta velocidade.

É melhor Paulo Guedes acelerar ou se preparar fisicamente, para não correr o risco de ser punido com pagamento de flexões de braço pelos erros que cometer ou pelos acertos que não praticar. O sucesso do futuro governo depende, demais, do bom desempenho econômico. O bolso do eleitor está mais sensível que nunca...

Dúvida

Michel Temer vai extraditar Cesare Battisti para a Itália ou vai deixar a decisão para Jair Bolsonaro?

Releia a 2ª Edição de ontem: E o custo do “eletrolão” - que segue impune?  




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 14 de Dezembro de 2018.

6 comentários:

Mata Viva disse...

O CABRA NEM ENTROU LA E O PALHAÇO JÁ ESTA NESTA COBRANÇA TODA, SABENDO O ANIMAL QUE NADA SE FAZ DA NOITE PARA O DIA, VAI TI CATAR OTARIO

Anônimo disse...

Ué, seu VAGABUNDO, que se diz jornalista independente, não vai perguntar onde está o Fabrício??? Ah, tá! Os Bozos são honestos até o cu férido seu maçom canalha (desculpa o pleonasmo)!?

Anônimo disse...

Essa operação do coração da Dilma é para baixar o nível de veneno depositado.Se fosse mexer no cérebro, como só tem um neurônio, morreria.

Anônimo disse...

Essa operação do coração da Dilma é para baixar o nível de veneno depositado.Se fosse mexer no cérebro, como só tem um neurônio, morreria.

jomabastos disse...

A propaganda e a publicidade pagas não são necessárias para promover um governo ou em projetos lei que irão ser discutidos no Congresso.

Esta prática de o orçamento de estado poder limpar a imagem dos políticos com publicidade paga, não é usual em países desenvolvidos.

Por vezes o Governo, o Congresso, as Prefeituras "precisam" fazer propaganda com a finalidade de limpar a sua imagem, e desnecessariamente despendem dinheiro dos nossos impostos na mídia. Podemos dizer que estas publicidades governamentais quase que são ilegais.

Para comunicar algo à população, basta somente informar a mídia que irá haver uma comunicação oficial, que as empresas de comunicação social estarão todas presentes ao ato.

Também podem existir nas televisões debates políticos e sociais entre diferentes forças partidárias, para abordarem e discutirem assuntos de interesse público. É assim que todo mundo tem conhecimento do que se passa no país. Há que evoluirmos.

A mídia necessita de dar conhecimento à população em geral de como os políticos estão a governar, pra conseguir muitos leitores e espectadores. Não há que pagar à mídia por algo que ela própria necessita.

Se a mídia deixar de receber dinheiro dos políticos, essa mídia irá procurar as notícias onde elas acontecem - no Congresso, nos Parlamentos, nas Prefeituras, etc.

As infraestruturas governativas serão obrigadas a ter salas de imprensa, para os políticos poderem dar conhecimento daquilo que querem e devem transmitir aos eleitores.

Anônimo disse...

Capitão Durval Ferreira diz que a mídia deixará de ser financiada pela publicidade governamental e passará a sê-lo pelos Georges Soros do momento.