quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Jura que o juro e os gastos podem baixar?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Responda sinceramente, à enquete: “Você sentirá saudades do Presidente Michel Temer”? Provavelmente, muita gente dirá que não sente. Embora sua gestão tenha sido infinitamente melhor (ou menos ruim?) que a de Dilma (de quem, aliás, Temer era vice), a popularidade dele nunca foi boa, nem subiu. Em recente entrevista à revista Época, Temer antecipou: “Não vou sentir falta de nada”. A maioria deve dizer o mesmo sobre ele. O Brasil agora torce e reza por uma boa administração de Jair Bolsonaro e Antônio Mourão.  

“Como fazer os juros serem mais baixos no Brasil”. A Federação Brasileira dos Bancos editou um livro, distribuído gratuitamente, para discutir o assunto crucial para a retomada do crescimento na Era Bolsonaro que se inicia. Nossos banqueiros faturaram tanto com os juros estratosféricos que agora têm condições de seguir lucrando com os juros menos altos. Vamos ler o livrinho e analisar as propostas dos economistas contratados pelos maiores bancos do País.

Ontem, a taxa básica de juros da economia brasileira (a Selic) foi mantida em 6,5% pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Uma surpreendente queda da inflação abriu espaço para a estabilidade da taxa básica de juros ainda por um tempo prolongado, possivelmente ao longo de todo o ano de 2019. O COPOM volta a se reunir nos dias 5 e 6 de fevereiro, já no governo Bolsonaro, mas sob o comando do presidente Ilan Goldfajn. O economista Roberto Campos Neto só assume o Banco Central depois de ter o nome aprovado pelo Senado, já na nova legislatura.

Se o juro vai baixar ou se manter estável é mero exercício de futurologia. Isto dependerá de muitos fatores. O próximo governo terá de rebolar entre um dilema complicado: cortar gastos e, ao mesmo tempo, aumentar as receitas. Não tem outro jeito senão aumentar impostos, reduzir isenções e/ou subir alíquotas previdenciárias de servidores públicos e militares. O movimento vai gerar uma guerra política/econômica, nos bastidores do poder e fora deles.

Jair Bolsonaro e Antônio Mourão parecem prontos para tomar decisões duras – que podem desagradar, ao mesmo tempo, a gregos e baianos. O único negócio possível agora é aguardar para ver o que acontecerá. O certo é que a maioria da população e dos empreendedores não pode continuar pagando pelo gasto abusivo ou excessivo da máquina pública brasileira.     

Balanço do Bolsonaro


Presidente eleito promete adotar prática de comunicação semanal, nas redes sociais, para prestar contas de suas ações.

Sobre a polêmica em relação ao amigo Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar do filho Flávio Bolsonaro na Assembléia Legislativa do RJ, apanhado em um relatório do COAF por movimentação atípica de dinheiro, o Presidente eleito foi objetivo:

"Se algo estiver errado, que seja comigo, com meu filho, com Queiroz, que paguemos aí a conta deste erro que nós não podemos comungar com erro de ninguém. O que a gente mais quer é que seja resolvido o mais rápido possível, que seja apurada a responsabilidade, se é minha, se é do meu filho, se é do Queiroz ou de ninguém".





Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 13 de Dezembro de 2018.

3 comentários:

jomabastos disse...

A polêmica ao redor do ex-assessor de Flavio Bolsonaro está sendo alimentada sobretudo pela imprensa anti-Bolsonaro, e nas redes sociais por aqueles que afirmam que o COAF é o culpado de tudo.
Há que deixar a justiça resolver a situação judicial da ALRJ e deixar de alimentar polêmicas.

jomabastos disse...

O Banco Central irá corrigir a taxa Selic para um nível mais apropriado.
O Banco Central, através do seu atual presidente Ilan Goldfajn, projetou uma taxa Selic de 8% para 2019 e de 9% para 2020.
Penso que o Roberto Campos Neto, após a sua tomada de posse, não fará qualquer alteração repentina.

jomabastos disse...

O baixíssimo crescimento da economia brasileira ao longo de décadas, a falta de produtividade no trabalho e o declínio fiscal desde a segunda administração ruinosa da Dilma, em que os gastos governamentais superiorizaram a arrecadação.

Após esta decadente situação, a Administração de Bolsonaro precisará estabelecer um eficaz acerto fiscal - aumento e regularização de impostos -, de modo a não aumentar a dívida bruta líquida em porcentagem do PIB no curto e médio prazo.

Necessitará de uma forte reforma tributária, uma superior abertura à economia internacional e a promoção de grandes privatizações, principalmente da Petrobras Distribuidora, dos aeroportos e das telecomunicações brasileiras.

Também é necessária uma reforma educacional profunda, de modo que cresça fortemente a qualidade do ensino e a quantidade de brasileiros a concluir o ensino médio e o superior, porque neste momento temos uma enorme falta de mão de obra qualificada para aprovisionar futuros grandes investimentos empresariais privados. Temos muita mão de obra qualificada a trabalhar fora de portas, que certamente retornarão se acontecer um forte aumento da economia.

Para o aprimoramento fiscal, a Reforma da Previdência também tem necessidade de estar estabelecida, o mais tardar, no início de 2020.

A restrição dos incentivos fiscais e a austeridade no setor público através do indispensável congelamento das suas remunerações, são da mesma forma saídas muito necessárias para o ajuste fiscal.

Com tudo isto, haverá um forte crescimento do PIB através da recuperação da economia com os investimentos privados e públicos que crescerão com pujança e consequentemente as famílias aumentarão o seu consumo.