segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Vai para a PQP!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Em tempos de mais fidalguia e finura, como nos tempos em que viveu minha sabia avó, para se dispensar alguém que nos estava aborrecendo com pedidos e reinvindicações absurdas não atendidas e para os quais não estivéssemos dispostos  a dar maiores explicações sobre nossas decisões, costumava-se no lugar de ir direto aos fatos mandando o insatisfeito ir atrás  de sua progenitora na zona (do baixo meretrício é claro), onde trabalha, dizia-se:

- Se o cavalheiro não está satisfeito, vá reclamar com o Bispo!

Tal sugestão seria o suficiente para o indivíduo entender que: “daquele mato não sairia coelho”.

Parece, no entanto, que mesmo passado tanto tempo, desde os áureos anos de minha avó, ainda existem indivíduos que não entenderam a “sutileza” da mensagem de dita frase, então resolveram, vejam só, dar um “up grade” no conceito e foram reclamar para o Papa, em mais uma tentativa ridícula de marketing esquerdista de vitimizar suas lideranças, bem em um momento e que uma pesquisa do Ibope  mostra que pelo menos 75% dos brasileiros entende  que o novo governo está no caminho certo  14% acha que não e 11% se negaram a responder - me pergunto, se esta pesquisa está correta, de onde saíram os quarenta e quatro milhões de votos no “beiço de mula”? - estará já o Ibope sofrendo de um ataque de honestidade como efeito colateral da vitória da direita nas urnas?

A capacidade do “cantor fraude da mpb esquerdista” - segundo suas próprias palavras, a maioria das composições  por ele assinadas é de autoria de músicos desconhecidos dos  quais  ele as compra – de nos surpreender parece inesgotável, assim como a do Papa que o recebeu, que cada dia me espanta mais e mais com novas atitudes de complacência para com a esquerda, como quando recebeu Cristina Kirchner  cheio de sorrisos  e   Macri “ottuso”.

É estranha – ou não – a atitude do maior representante da igreja católica, nesta dimensão pelo menos, para com ditadores como Maduro e um cocaleiro empoderado como Evo Morales, para não falar de uma simpatia declarada a comunistas de esquerda declaradamente ateus.

Eu, como humanista - um nome mais palatável para o ateísmo- talvez fique mais chocado com este fato do que seu próprio rebanho de ovelhas cristãs, acostumadas a “ dar a outra face” mas por outro lado fico tranquilo, porque sei que as reclamações feitas a Sua Santidade, terão o mesmo efeito que as feitas ao Bispo desde muito tempo, ou seja: nenhum.

O Papa gostando ou não, a ONU gostando ou não, os artistas de esquerda gostando ou não, os políticos corruptos junto com os juízes do supremo gostando ou não, em janeiro nascerá um novo Brasil e quem não gostar pode reclamar para quem quiser.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

jomabastos disse...

"O Papa gostando ou não, a ONU gostando ou não, os artistas de esquerda gostando ou não, os políticos corruptos junto com os juízes do supremo gostando ou não, em janeiro nascerá um novo Brasil e quem não gostar pode reclamar para quem quiser.".

Infelizmente o auto deste artigo faz uma misturada neste texto, parecendo que o Brasil não foi a única responsável por votar, por décadas, em corruptos e em lulistas comunistas.
Este texto, é a demonstração de que o brasileiro adora jogar as culpas nos demais e não assumir as próprias culpas.

Puxa! Temos um país cheio de riquezas minerais e de terras produtivas na agro-indústria, mas estamos atrasados décadas no desenvolvimento. Temos cerca de 70 milhões de pobres e muito pobres, um país cheio de corrupção política e social, um país em que a terceira revolução industrial passou muito ao de leve por aqui, a saúde, a educação, a cultura, a violência, o saneamento básico e as infraestruturas estão um caos, e ainda temos coragem e a afronta de culpar o mundo externo de nossas fraquezas e abandonos?

É "obrigatório" que respeitemos a Carta Universal dos Direitos Humanos se quisermos ser um país civilizado. Quantos de nos já lemos essa Carta e sua origem? Penso que extremamente poucos.