segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Vinte dias de ansiedade para Bolsonaro e Mourão



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Jair Bolsonaro e Antônio Mourão recebem às 16h a diplomação de Presidente e Vice da República, em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral. É o fato burocrático fundamental para que tomem posse, 1º de Janeiro, no Congresso Nacional que se despede. Até lá, serão 20 dias de muitas negociações políticas, econômicas e estratégicas. Começa a escalação do segundo e terceiro escalões. Mas, também, será um tempo para apagar incêndios e dar algumas enquadradas em rebeldes da futura equipe de Governo.

Terça-feira Bolsonaro terá a missão nada fácil, porém não impossível, de pacificar os envolvidos em uma guerra de vaidades no diretório do PSL em São Paulo. Nas redes sociais, circulam fofocas e xingamentos, antecipando que a deputada federal eleita, Joice Hasselmann, será enquadrada, ou terá de deixar o partido. A loira campeã de votos brigou, apenas, com os dirigentes estaduais eleitos do PSL: senador Major Olímpio e os deputados Alexandre Frota e Eduardo Bolsonaro. A gestão da treta é um desgaste absolutamente dispensável e desnecessário para Jair...

Bolsonaro ainda tem de suportar o desgaste do esquisito caso de um amigo pessoal dele, o PM na reserva e ex-assessor parlamentar Fabrício José Carlos de Queiroz, que foi motorista do deputado estadual e futuro senador Fábio Bolsonaro por 10 anos. Queiroz tem a obrigação de prestar todos os esclarecimentos possíveis sobre um estratégica e maldosamente vazado relatório do COAF que aponta 176 movimentações bancárias suspeitas que atingiram R$ 1,2 milhão. Os cheques de R$ 24 mil para a conta da primeira-dama Michelle, embora nada tenham aparentemente de errado ou ilegal, fazem a alegria da esquerda perdida...

Bolsonaro também precisa receitar calmantes para seus núcleos de poder militar, tecnocrático e político. Ministros devem se recolher, optando entre algum tranqüilizante mais forte ou um providencial chazinho. Até a posse – e principalmente depois dela -, fica proibida qualquer fofoca para alimentar a fome de canalhice da mídia inimiga. Também ficam vetados os jogos de trairagem nos bastidores. Ajudem o Onyx Lorenzoni a sobreviver à transição...

Intrigas e casos estranhos vão se resolver, por bem ou mal. Os 20 dias para a posse passarão voando, graças ao período de festas natalinas e de fim de ano. O momento recomenda baixar a bola. Nada de criar factóides inúteis que só podem gerar risco de desgastes sem necessidade. Melhor cuidar da mudança para os palácios-museus de Brasília ou para a Granja do Torto (que parece mais adequada ao estilo de gente normal como Bolsonaro)... Mourão que agüente o Jaburu, onde Michelzinho já deve estar cansado de tanto brincar...

O povão e as zelites seguem na ansiosa angústia de expectativa pelos quatro anos de Bolsonaro com Mourão (dupla perfeita para batizar o nome de algum prato de restaurante famoso e caro de Brasília). Mesmo como cozinheiro amador, não me arrisco a indicar os ingredientes, nem a receita, porém prometo pensar culinariamente no assunto. Pelo menos, antecipadamente, a dupla parece melhor de digerir que os antecessores. O mais prudente é aguardar para provar a eficiência do tempero das equipes de 22 ministérios...

Parada indigesta será suportar a oposição irresponsável, a mídia ideologizada sem noção e a quase certa sabotagem dos segmentos burocráticos aparelhados pelo Crime Institucionalizado do Capimunismo de Quadrilhas.

Devidamente empossado, Jair Bolsonaro avisou que pretende comparecer ao Fórum de Davos, que ocorrer entre os dias 22 e 25 de janeiro. Portanto, sua cirurgia intestinal fica para depois...

Bolsonaro tem consulta na quinta-feira com seu médico, Antônio Macedo, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratar da nova cirurgia de religação intestinal.

Haja saco de colostomia... Inclusive para a Polícia revelar quem contratou Adélio Bispo para dar a facada no Bolsonaro...

Releia o artigo de domingo: E$quema$ para lamentar no submundo parlamentar





Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 10 de Dezembro de 2018.

4 comentários:

Anônimo disse...

Acredito que o Pezão vá cumprir prisão domiciliar depois de expor aquela barriga enorme. Até parece aquela falsa grávida. Outra coisa, o Lula não pode ser testemunha do terrorista que tentou matar Bolsonaro porque ele não viu nada, não sabe de nada e nem conhece ele, que deve ser um amigo de algum amigo. por sinal, o Lula já estar "enrôlado".

jomabastos disse...

Por que alguns desejam reconciliar-se com o Regime Militar e outros com o Lulismo, devido à inexistência de retorno neste mundo, esses alguns e outros, consideram que tudo se encontra previamente perdoado e tudo é, dessa forma e a todos esses, arrogantemente e desrespeitosamente permitido.

jomabastos disse...

O Bolsonaro que nunca se esqueça, que venceu as presidenciais, não com os votos dos seus fervorosos e incondicionais apoiantes, mas com os votos dos anti-petistas, tal como eu e muitos milhões como eu.
E esses anti-petistas serão seus críticos mais diretos e não serão passivos e benévolos com os erros e desvios democráticos que a administração do Bolsonaro venha a cometer.
Diga-se que, o Bolsonaro no seu pós-eleitoral e na sua pré-governação, em seus momentos de euforia, não pensou no desgaste que suas palavras e ações poderiam produzir a todos os níveis, conseguindo criar conflitos de toda categoria e qualidade. Ele ainda não ponderou como irá sair desses antagonismos, criados por atitudes impensadas.

jomabastos disse...

Não classifiquemos a possível corrupção, lavagem de dinheiro e atos ilícitos, que possam vir a envolver os membros da administração do Bolsonaro, como normal e mais perdoável, comparativamente ao que aconteceu até a este momento e que possivelmente acontecerá até ao final do ano 2018.
Ninguém desclassificou o COAF quando este órgão forneceu relatórios ao sistema judiciário, relatórios esses pedidos pela sistema judicial, para várias acusações aos mais diversos suspeitos de corrupção da Lava jato e outras operações judiciais. Repentinamente o COAF é algo que nem deveria existir porque, só lida com interesses anti-bolsonaro.