domingo, 20 de janeiro de 2019

Transparência pós-Davos


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Vende-se facilmente a notícia de que o poderio econômico global está empolgado com viagem do Presidente Jair Bolsonaro ao World Economic Forum, em Davos. Tomara que o Chefe de Estado brasileiro não entre numa fria geopolítica, nos gelados Alpes Suíços. Bolsonaro jantará com os principais líderes da Oligarquia Financeira Transnacional que controla o Planeta Terra. O principal objetivo do Fórum é puro marketing do Poder Globalitário: deixar claro quem manda no jogo, na hora de fechar os maiores negócios internacionais.

O evento tem uma utilidade prática para Bolsonaro. O Presidente brasileiro espera redesenhar sua imagem perante o mundo. Na campanha eleitoral, a esquerda foi eficaz na apresentação negativa do Bolsonaro, pintando-o internacionalmente como um “fascista, autoritário, de extrema-direita”. Desenharam Bolsonaro como um “Trump dos Trópicos”. Tal imagem é tão falsa como uma nota de 13 dólares com a efígie da Rainha da Inglaterra, emitida pelo Banco Central dos EUA, que é vendido como “independente”, porém é controlado, na verdade, por seus acionistas, os principais banqueiros internacionais, desde quando o sistema da “Reserva Federal” foi implantado nos fins de 1913.

Os “Donos do Mundo” constatarão que Bolsonaro é diferente. Tem nada a ver com Donald Trump. O Presidente dos EUA é um bilionário homem de negócios nos ramos imobiliário, do turismo e da comunicação. Bolsonaro é um servidor público militar com um patrimônio de classe média – e olhe lá. Trump se dá ao luxo de ignorar o beija-mão ao seus poderosos pares em Davos. Bolsonaro vai debutar em um jantar no qual o Brasil será o prato principal. Os controladores globalitários têm certeza de que o Brasil só tem soberania na retórica diplomática. Na prática, somos um obediente País Capimunista, na periferia econômica do Planeta Terra.

Bolsonaro lá fora, o Presidente do Brasil em exercício será Antônio Hamilton Mourão. Temos outra diferença para o País de Trump – que continua presidente onde estiver o Air Force One e aquela maleta que pode deflagrar uma guerra nuclear. O Brasil ainda adota aquele conceito estúpido de que, deixou o território, o chefe de Estado passa, automaticamente, o cargo ao substituto eventual. Definitivamente, temos muito a evoluir institucionalmente...

Mourão assume e terá de gerenciar uma inútil crise política gerada por um erro estratégico de comunicação do deputado estadual e futuro senador Flávio Bolsonaro. Há seis meses, o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro investiga assessores de 21 parlamentares. Os “aspones” – e não necessariamente “Suas Excelências” são suspeitos de lavagem de dinheiro. O caso do Flávio ganhou repercussão porque ele é o filho do 01 da República.

Semana passada, depois que descobriu que fora alvo de quebra de sigilo e de uma investigação “secreta”, Flávio recorreu ao Supremo Tribunal Federal para mandar parar as investigações e exigir a anulação de provas obtidas e vazadas ilegalmente. Na presidência interina do STF, durante as férias forenses, o ministro Luiz Fux acatou o pedido e trancou as investigações as investigações contra Queiroz – que até hoje não deu uma explicação oficial convincente para suas movimentações financeiras atípicas que, por indução da mídia e da oposição, atingiram o filho do Presidente da República.

A treta tem mais um capítulo. Vazou – e o Globo publicou – que foi de R$ 7 milhões, entre 2014 e 2017, a movimentação financeira nas contas do Fabrício Queiroz. As cifras vêm dos arquivos do COAF – órgão federal de controle das atividades financeiras. Atualmente sob controle de Sérgio Moro, o COAF terá de explicar como vazaram apenas os dados de Queiroz, porém não vieram à tona informações sobre os aspones de outros 21 parlamentares. O canalha rigor seletivo no vazamento criminoso está mais que evidente.

A extrema imprensa ganhou, de bandeja, todos os argumentos (confiáveis ou não) para detonar a tese oficial de que os problemas do primeiro-filho não afetam o Presidente da República. O erro estratégico de comunicação agravou o escândalo taticamente fabricado por adversários e inimigos de Bolsonaro. Os treteiros usam o argumento (verdadeiro ou falso) de que Queiroz também era considerado “amigo” pelo próprio Jair Bolsonaro – que afirmou ter emprestado dinheiro ao assessor do Flávio que devolveu a quantia depositando na conta da primeira-dama Michelle.

O escândalo foi turbinado pelo estúpido silêncio do Queiroz (que foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um câncer intestinal). A extrema imprensa insiste na tese de que o “Presidente está emparedado”, que “tem laranja no liquidificador de Bolsonaro” e que o “Palácio do Planalto tenta blindar o Presidente, criticando a investigação”. O Globo usa as palavras do Secretário Especial de Comunicação da Presidência, Floriano Barbosa: “Esse assunto não é referente ao Poder Executivo, nem ao Planalto”.

O Presidente que assume interinamente neste domingo à noite, Antônio Hamilton Mourão, apenas repetiu o que tem dito desde o começo do escândalo: “É uma questão do Flávio Bolsonaro, não tem nada a ver com o Governo Federal. Esse assunto pertence ao Flávio e aos assessores dele. Vamos aguardar os esclarecimentos que tiverem de ocorrer por parte dele mesmo e da própria investigação que está em curso”.

O pepino não deve ser encarado como uma Crise, mas sim como uma oportunidade para o Presidente e seus integrantes de governo comprovarem o compromisso com a transparência e o combate à corrupção, doa a quem doer. Não adianta tentar minimizar a crise apenas nas habituais negativas dos discursos oficiais. O desgaste só será revertido com muita seriedade, serenidade e (vale insistir na palavrinha mágica) TRANSPARÊNCIA.

Tomara que o episódio seja devida e legalmente investigado. Oxalá que o resultado sirva de exemplo para gerar uma pressão popular que mude o sistema de parlamentares com excesso de “assessores-de-porra-nenhuma” (aspones) hiper-ultra-bem-remunerados. É preciso acabar com esquemas de lavagem de dinheiro e outras negociatas em gabinetes pelo Brasil afora. Transparência Total, já!

Depois que retornar de Davos, essa crise ainda estará rendendo... Só que a prioridade de Bolsonaro será cuidar da saúde. A cirurgia para normalizar a atividade intestinal exigirá extremo repouso do Presidente. Acontece que Mourão está pronto para presidir e “arrancar rolhas” que surjam pelo caminho.


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Janeiro de 2019.

Revolta dos Velhinhos



“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O que mais incomoda ao idoso é verificar como foi burro em sua juventude.

Arrepender-se das besteiras que fez e, ainda mais, das que não fez !

Assustar-se quando o primeiro amigo morre por causas naturais, sobretudo se era mais jovem.

Menos mal se nunca tivemos rusgas com o falecido.

As mulheres que cobiçamos, estão em ruínas.

Os objetivos que não alcançamos, hoje se mostram inúteis. Tanto esforço por nada.

Se por sorte tivemos algumas vitórias, devemos comemorá-las.

Mas o mais importante é rir.

De si mesmo é o melhor. Dos quidproquos, das asneiras ditas (e das não ditas que por milagre não escaparam de nossas bocas).

De nossa parvoíce por ter aprendido tão tarde, truques que tanto nos facilitam a vida.

Xingar quem merece ou até quem merecia uma obtemperação.

Já entrados na idade do condor, fazer o jogo do contente.

Observar os jovens sem interferir. Torcer por eles.

Lembrar de antigos ditados.

“Si jeunesse savait, si vieillesse pouvait...”

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Caso Flávio Bolsonaro... É só o começo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Félix Maier

Não tenho dúvidas de que a mídia vai pegar um a um os filhos do Bolsonaro, por meio de vazamentos bancários ilegais, falsos ou não. Para no final tentar pegar o Presidente também.

Não se deve esquecer que Tuma Jr. no livro "Assassinato de Reputações" acusou que existe a "Gestapo do PT" na PF.

Alguém tem alguma dúvida de que haja as SS no Coaf, se esse aparato de aparelhamento esquerdista revolucionário existe em todos os órgãos públicos, até no STF, por meio da "tomada de espaços" preconizada por Gramsci e executada pelo PT?

Félix Maier é Escritor.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Temos muitas caixas pretas para escancarar


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Um rápido olhar na lista das empresas que receberam apoio financeiro do BNDES nos revela muito deste Brasil de oligarquias, de “coronéis” e dos Barões do Serviço Público que usurpam o futuro da Nação em proveito próprio.

Antes de mais nada, devemos nos lembrar que estamos falando de um Brasil no qual mais de 82% do emprego vem de micro e pequenas empresas. Elas são obrigadas a pagar as maiores taxas de juros do planeta e suportar uma carga fiscal cruel, desigual, punitiva e que arrasa criminosamente o empreendedorismo.

Bastam esses dois fatores para explicar em muito o fechamento de mais de 400 mil empresas no Brasil nos últimos anos. Elas não tiveram acesso a juros subsidiados do BNDES... Terminaram severamente punidas por suas inadimplências com os fiscos estadual e federal. Portanto, o emprego desapareceu ou desapareceram com ele. Simples assim.

Salta aos olhos de qualquer brasileiro comum, que está desempregado ou com certeza tem algum familiar desempregado, que grandes clientes dos juros baratos do BNDES sejam companhias telefônicas transnacionais que nos fornecem as piores telefonias e internet do planeta e que nos cobram valores absurdos pelo serviço ruim. Elas são financiadas com o dinheiro dos nossos impostos, repassados via BNDES.

Montadoras de veículos como Ford, Renault e Fiat também estão no topo da lista de “clientes”. Todas transnacionais que vendem seus carros caríssimos no Brasil que as subsidia. Na listagem, também, não poderiam faltar as estrelas da Operação Lava-Jato: Odebrecht, Petrobrás dentre outras.

Milhões de brasileiros desempregados. Centenas de milhares de empresas fechando. E o BNDES emprestando BILHÕES de Reais a empresas transnacionais, em setores cartelizados e oligopolizados, dominados completamente por pouco mais de 5 empresas. Como explicar e justificar isto para a sociedade brasileira?

Duvido que alguma empresa brasileira seja contemplada com empréstimos públicos, com generosas taxas de juros na Alemanha, na Inglaterra, França, Itália ou nos EUA. Naqueles países o dinheiro arrecadado com os impostos é utilizado para promover o desenvolvimento de suas economias e gerar empregos para a sua população.

Temos que interromper este ciclo maldito do uso indevido do dinheiro dos impostos pagos pela população brasileira. Com total rigor e disciplina. Doa a quem doer.

Insistimos que o Brasil precisa de um verdadeiro choque de transparência, para que todos saibam, a partir de uma fácil consulta na Internet, qual o destino real do dinheiro público arrecadado.

A transparência é um dos maiores desafios do Governo Bolsonaro. Sem ela, não haverá efetivo combate à corrupção. Sem ela, não teremos qualidade de gestão pública. Sem ela, continuaremos sofrendo abusos do Mecanismo que comanda o setor público.

O Brasil tem muitas caixas pretas para escancarar. Não dá mais para sobreviver em um “estado de exceção”, no qual a roubalheira parece ser a regra vigente. Transparência, já! Doa a quem doer...

Releia o artigo: O custo da falta de transparência no Brasil

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Janeiro de 2019.

A Bolsa (ou a vida?)



“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Tirante os modelos mais sofisticados (e caros) da grandes grifes, as bolsas são um complemento da vestimenta, de preço razoável em comparação a sua utilidade.

Por comportar um grande número de itens (úteis ou inúteis), os locais onde são negociados valores mobiliários, tomaram seu nome emprestado.

A brasileira, recentemente alterou seu nome para B 3.

Isso nos faz lembrar a célebre anedota dos tempos das Segunda Guerra Mundial. Os líderes do Eixo enviaram um telegrama ao governo turco, pedindo sua adesão a eles.

A resposta foi: “BB 63”. Chamados os decifradores de mensagens secretas, nenhum deles foi capaz de interpretá-la.

De repente, um jovem que tinha trabalho na região da Vinte e Cinco de Março, em São Paulo, resolveu o enigma: “BudiBariuceistreis !”

Recentemente foi autorizado a funcionar um novo banco; o C 6.

Enquanto isso, nós velhinhos antenados, tentamos sobreviver à era das siglas.

PEC não está ligada à pecuária.

MPF não é um tipo de madeira aglomerada (MDF).

MP é um eufemismo para um “moderno” decreto-lei.

Já os clássicos VSFD e VTNC são exatamente, o que vocês estão pensando !

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Vulnerabilidade sem surpresa



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

"Sou a favor do assalto", diz Marcia Tiburi. E justifica: "Tem uma lógica no assalto. Eu não tenho uma coisa que eu preciso, fui contaminada pelo capitalismo... (...) Tem muitas coisas que são muito absurdas, que se você vai olhar a lógica interna do processo (...)". E chega a uma conclusão: "Sabe que isso seria justo dentro de um contexto tão injusto?" É uma afirmação em abstrato que, se aceita, convalidaria todo e qualquer assalto. Agora, veja-se um caso concreto.

Ocorreu em Porto Alegre, em 2018. Uma mulher, na idade dos 40, estava na piscina de casa, quando viu um homem saltar o muro, aproximar-se e anunciar o assalto. Ele era jovem, mais ou menos da idade da filha dela, que é universitária. Sua única reação foi verbalizar incredulidade: "Não acredito que vais me assaltar!". Pronto. Bastou para o facínora atacá-la a golpes de faca.

Ela não tinha mais do que as mãos para defender-se das facadas, o que lhe acarretou mutilações: o bandido decepou-lhe três dedos, além de infligir outros ferimentos. Se não houve morte foi porque vizinhos apareceram e o criminoso (ou seria vítima social?) resolveu fugir.

No pleno uso das faculdades mentais, alguém cogitaria assaltar uma residência munido unicamente de uma faca (como foi o caso)? Até aqui, sim, porque bandidos têm certeza de que as vítimas estão totalmente vulneráveis, proibidas por lei de se defender. Nem os vizinhos, obviamente desarmados, representam qualquer risco: criminosos acham mais fácil ganhar na loteria do que encontrar alguém armado.

Mas a questão aqui não é "como seria, se aquela mulher tivesse porte de arma". Também não se está a propor uma completa desregulamentação da matéria. A verdadeira questão é: bandidos teriam tanta ousadia, se tivessem que lidar com o risco de encontrar mãos armadas?

Que o assaltante tem, a seu favor, o efeito surpresa é um fato (maximizado por ativistas ideológicos). Porém, tão ou mais grave é não ter ele que se preocupar com surpresas. O esfaqueador do caso descrito podia confiar que não haveria sequer um vizinho bem posicionado para abatê-lo: o Estatuto do Desarmamento protege-o contra tais surpresas.

E assim é porque, em 2005, o governo Lula contrariou a vontade da população que, no Referendo Nacional Pelo Comércio de Armas e Munição, votou contra o desarmamento (e a favor do direito de autodefesa). Foi desarmando a população sem desarmar o crime que o governo Lula tornou o banditismo uma "profissão" sem risco.

Hoje a insegurança no país é generalizada. E a população clama por medidas saneadoras, o que inclui correções na legislação, tarefa do Congresso Nacional - sem excluir o papel do Executivo, que já faz os seus primeiros movimentos.
Entre as medidas está corrigir o dito Estatuto do Desarmamento e acabar com o "sinal verde" para bandidos, aumentando-lhes o risco (e o medo) de "cair" em ação - descartado o falso humanismo de Marcia Tiburi. E, também, assegurara todo cidadão o exercício do direito de autodefesa.

Mas corrigir o famigerado estatuto é, frise-se, só um começo, ecoando um profundo anseio nacional.

Releia no Alerta Total "A insegurança nossa de cada dia":

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Insolvência dos Estados



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

As contas públicas não fecham e 25% dos estados brasileiros já decretaram calamidade e isso pode contaminar outros e também centenas de municípios sem caixa e depauperados para pagamento de folha, serviços e obras públicas. O que fazer nesse momento delicado, no qual não temos uma legislação a tratar de falências públicas e apenas uma espécie de reparcelamento das dívidas?
Três caminhos podem ser adotados. O primeiro de utilização das reservas. O segundo parte do dinheiro a ser devolvido pelo BNDES para o Tesouro seria destinada aos reconhecidamente em estado pré falimentar. Por último e não menos importante, diante do default, um prazo de carência de 2 a 3 anos para que voltem a quitar suas obrigações em particular com a União.

Sem uma drástica e pontual medida o governo federal que estréia bem
corre o sério risco da contaminação de uma insolvabilidade coletiva o que, em sã consciência, não desejamos. Qual o fato relevante descortinado em razão das circunstâncias aqui declinadas para soerguer as finanças públicas?

Primeiro é de se fazer a reforma, compatibilizar a folha e liberar via União, BNDES, ou Banco Mundial recursos que poderiam ser drenados para os seis estados da federação em momento de excepcional crise das finanças públicas. Acaso o governo se permitisse liberar 50 bilhões de reais poderia colocar em ordem a casa e diminuir as expectativas negativas certo de que monitorar as finanças e decretará o afastamento dos governantes se não vierem a cumprir suas promessas.

Não podem estados importantes da federação ser punidos fruto da irresponsabilidade dos ex governantes e de algumas quadrilhas que assumiram o poder de fogo contra a população e sociedade de uma forma geral. Dessa maneira a única fórmula que se acha razoável e dentro da plausibilidade seria a União não apenas prorrogar as dívidas mas sim liberar recursos financeiros a serem utilizados para saúde, educação, segurança, transporte, e por em dia a folha de pagamento dos servidores com o compromisso de, dentro de dois a três anos, voltar a pagar a dívida que está sendo rolada pela União, e pode ser transformada em títulos da dívida pública, letras financeiras subordinadas de longa duração ou debêntures as quais seriam estruturadas somente no modelo de pagamento dessa brutal dívida existente pela inépcia, incompetência, corrupção e acima de tudo o descompromisso com a lei de responsabilidade fiscal.

Semana próxima estaremos em Davos para tratar a luz do mundo e do mercado globalizado das pujanças do Brasil no cenário internacional, mas deixar e rolar o problema com a barriga em nada resolve. Antigamente estados ricos hoje se transformaram em mascates e esmolam recursos e privatizam suas empresas à cata de liquidez e melhoria de perfomance.

O governo federal tem uma janela de oportunidade para investir nos estados endividados, parcelar suas dívidas, mas enfrentar de olhos abertos o desafio de injetar dinheiro novo para a sobrevivência do próprio estado democrático, razão de ser da governabilidade que expulsa a corrupção, comunga da eficiência e partilha do bem estar da população brasileira.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Davos ou Renan?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por José Maurício Barcelos

O Palácio do Planalto informou que o presidente Jair Bolsonaro participará, no final deste mês de janeiro, do Fórum Económico Mundial, em Davos. É uma oportunidade singular porque além de ser a primeira viagem internacional do novo presidente, também pela primeira vez o Brasil vai se apresentar ao mundo – e ao mundo dos negócios em especial – depois da terrível época de desprestígio e de imensa desmoralização que lhe impuseram as quadrilhas de Sarney a Temer.
O encontro, na Suíça, acontecerá de 22 a 25 do corrente mês e terá a participação de 250 autoridades do G20 (grupo das 20 principais economias do mundo) e de outros países para debater uma pauta econômica global, regional e industrial comum, já denominada pelo tema: “Globalização 4.0: Moldando uma arquitetura global na era da quarta revolução industrial”.
O texto de apresentação do Fórum destaca que a reunião deste ano será promovida em meios às “incertezas, fragilidades e controvérsias sem precedentes”, de um planeta vivendo de crises em crises. O Fórum, nos quatro dias de evento, abordará ainda questões como geopolítica, o futuro da economia, “cibersegurança”, capital humano e sistemas industriais, mas sem dúvida que a libertação do mercado brasileiro da tutela ideológica e o combate à corrupção são os temas mais aguardados pelos organizadores do encontro.
Considere-se ademais que, nesta ocasião, parece que tudo está concorrendo para que o Brasil brilhe muito e protagonize a presença maior, principalmente porque se sabe até agora que os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos e Emanoel Macron, da França – ambos com problemas em seus países – estarão impedidos de comparecer.
A comitiva brasileira vai contar com os ministros Paulo Guedes e Sérgio Moro e com o chanceler Ernesto Araújo. A lista ainda inclui o governador de São Paulo, João Doria, e o setor privado que estará representado pela Apex-Brasil e pelos executivos do Bradesco, do Banco BTG Pactual – na pessoa do banqueiro André Esteves – bem como da Eletrobrás, Embraer, Itaú Unibanco, Petrobras e Vale. Isto tudo está matando de despeito os calhordas da “Rede Goebells” que apostam no insucesso do novo governo e do novo chanceler Ernesto Araújo, que chegou dando um tabefe na corja comunista do Itamarati aliada de Cuba e da Venezuela fantasiada de “globalista”, mas que nada mais é do que uma mixórdia de “neo-entreguismo” com uma sórdida afronta à soberania das Nações de cunho gramscista.
Sem dúvida que o gigante das Américas consubstancia a grande oportunidade de negócios que há muito se espera. Não só para os Estados Unidos e para as economias mais fortes do continente americano, mas também para o que sobrou em pé da Europa, bem como para Israel, para a China e para os países árabes, o Brasil livre das amarras e do perigo socialista é um porto seguro para o investimento estrangeiro.
O que se diz na Europa é que está na hora de “fazer negócios” com o Brasil, pois o social-comunismo foi afastado e com ele as ultrajantes peçonhas que nos envergonharam perante a comunidade das Nações livres. Consta que o presidente da Suíça, Ueli Maurer, estaria ávido por um encontro com o presidente Jair Bolsonaro, com objetivo de tentar fechar um acordo, nada excludente, entre o MERCOSUL e o bloco composto pela Suíça e Noruega.
Tem tudo para ser um sucesso a participação do Brasil em Davos e há uma chance real do Capitão encantar o mundo com seu jeitão simples, direto, seguro e honesto, apresentando no Fórum uma equipe de patriotas que traz a marca da probidade, da segurança jurídica, da competência, com as quais logrou resgatar a Nação brasileira das mãos de ex-governantes que a Europa e os demais continentes, por seus países sérios e desenvolvidos, tinham na conta de audaciosos aventureiros ou inconsequentes ladrões da coisa pública.
Estou convicto que será assim mesmo. Isto, entretanto, aumenta e agrava a reponsabilidade dos 58 milhões de responsáveis pelo novo Brasil que se apresenta em Davos e, como aconteceu depois que o Capitão foi esfaqueado, quando o povão saiu carregando sua campanha nos ombros, também desta feita (e no futuro igualmente) o povo deve proceder com o mesmo empenho, cerrando fileiras em torno da Revolução Democrática de 2018, para que tudo dê certo. Não vamos desmobilizar e vale qualquer sacrifício.
Quando o Presidente chegar a Davos deve lhe preceder a notícia que o povo desta Nação Verde e Amarela está disposto e vigilante para impedir qualquer tentativa do retorno da gentalha corrupta e desclassificada, que nos dominou nos últimos 30 anos. Deve estar claro para o mundo que o Brasil está disposto a tudo para impedir que os malfeitores do executivo, do legislativo e do judiciário retornem ao poder. Deve chegar a Davos a notícia de que o Brasil da gentalha de Lula e Dilma é outro. Agora é Paulo Guedes, Moro, General Heleno e tantos outros do mesmo naipe, que o mundo conhece e respeita há muito tempo.
Atenção Gabinete de Segurança Institucional, Itamarati e Área de Comunicação do Planalto! Deve correr de boca em boca pelos salões de Davos que assim como Lula está preso, Renan Calheiros – um dos nomes mais execráveis da velha política, muitas vezes réu e investigado pela Justiça – conquanto esteja solto ainda só ficará fora do xilindró por pouco tempo. Avaliem com que cara ficará o Capitão e sua equipe se por lá correr a notícia no sentido de que aquele cidadão desprezível poderá voltar a ser Presidente do Senado Federal?
Pelo território livre da Rede Mundial de Computadores transitam dois vídeos. Um mostra um pedido aflito e urgente do intrépido e destemido Promotor Público de Curitiba, na Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, que está liderando, em todo Brasil, um abaixo assinado que objetiva exigir do Parlamento que passem a adotar em qualquer votação nas casas do Congresso o voto aberto como princípio inarredável e não os inconstitucionais e sórdidos votos secretos. Neste caso específico da eleição para mesa do Senado, com a votação às claras certamente se poderá impedir o retorno do tal bandidaço à Presidência do Senado.

O outro vídeo produzido pelos Movimentos Sociais – os mesmos que pelas redes sociais derrubaram a guerrilheira “Dilma Carabina” e ajudaram a eleger Jair Bolsonaro – está convocando a população para até o dia da votação para as mesas do Senado e da Câmara Federal, que ocorrerá no início de fevereiro, para nas ruas mais esta vez gritar contra Renan Calheiros – um dos piores cancros da politicalha brasileira – execrando o nome deste réu por peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, com mais de 18 inquéritos na Lava Jato. Auguro que aqueles movimentos sociais tenham sucesso, como nas vezes anteriores e que Davos escute a voz das ruas e se emocione com nosso entusiasmo em defesa desta Terra de Santa Cruz.
Vou continuar insistindo sem esmorecer. Cada movimento governamental, cada passo importante para vida nacional terá que ser acompanhado de perto pelas Redes Sociais. Foi desta forma que colocamos os vermelhos para correr. Nada pode ser deixado à mercê da imprensa profissional, absolutamente inimiga da “Nova Ordem”. Custa muito pouco a cada um de nós para divulgar ou compartilhar as notícias, os comentários e as campanhas de incentivo e apoio aos bons atos do governo Bolsonaro, bem como também para denunciar todo e qualquer malfeito dos negros tempos petistas. Uma Davos extasiada com o Brasil da era Bolsonaro, Renan e outros patifes na cadeia, tudo faz parte de uma Nação da qual não mais abrem mão os bons brasileiros.
Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O custo da falta de transparência no Brasil


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

O Supremo Tribunal Federal se supera e entra fácil no jogo contra a transparência pública. Depois de manter em segredinho judicial os nomes dos 19 políticos enrolados na escandalosa roubalheira da Operação “Carne Fraca”, o STF também cria dificuldades para tirar das trevas da corrupção o escândalo que envolve 21 deputados e vários servidores da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro – principalmente o caso que mexe com o PM Queiroz, ex-motorista do futuro senador Flávio Bolsonaro e (agora) ex-amigo do pai dele, Jair Bolsonaro, Presidente da República.

A abordagem do assunto merece todo cuidado. De cara, pode-se afirmar que o escândalo é causado pela condenável falta de transparência nos poderes públicos. Um braço do “Mecanismo” rouba; outro corrompe; um terceiro lava dinheiro para parlamentares; um quarto promove investigações com rigor seletivo. A imprensa faz o jogo da oposição, explorando um caso apenas porque supõe que pode atingir o chefe do Poder Executivo Federal.

Acionado porque a zona saiu de controle, com vários abusos e omissões de informações, o Judiciário toma decisões que parecem políticas e manda parar tudo. Mais uma vez, o STF indica que pode vigorar o hediondo sigilo processual nas investigações. O ato confirma a falha estrutural do sistema Judiciário (incluindo o Ministério Público e a Polícia Judiciária). Sempre que é conveniente, conforma a maré política (alta ou baixa), o esquema persegue e pune ou embroma a investigação e perdoa. O tratamento depende do poderio do freguês...

A oposição a Bolsonaro festejou com a interpretação simplória de que o STF beneficiou o futuro senador Flávio Bolsonaro (aliás, já diplomado pela tal de “Justiça Eleitoral”). Embora a decisão do ministro Luiz Fux não favoreça a transparência com a coisa pública, o foco do magistrado não foi beneficiar o filho do Jair Bolsonaro. Flávio alegou que ajuizou a reclamação no STF porque descobriu que era objetivo de investigação pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Ele reclamou da quebra de sigilo bancário sem autorização judicial. Fux mandou parar as investigações em função dos indícios dos procedimentos ilegais. Lamentavelmente, Flávio Bolsonaro ficou enrolado com as movimentações financeiras atípicas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Desde que o caso do PM/Motorista Queiroz veio à tona, o Alerta Total defendeu, com todo vigor, que tudo seja investigado com todo rigor (exceto o rigor seletivo). O escândalo chamou a atenção para um vício parlamentar que contrata funcionários para cargos de confiança, fazendo a cobrança ilegal de “contribuições” sobre os “salários” pagos. Trata-se de uma sacanagem praticada na maioria das casas legislativas do Brasil. O negócio gera movimentações ilegais de dinheiro nas contas dos assessores parlamentares usados para fazer a arrecadação fora da lei.

A confusão gerada ontem com a decisão do STF, trancando a investigação até segunda ordem judicial, mais uma vez mexeu com o questionável “Foro de prerrogativa por função” (mais conhecido como “foro privilegiado”). Políticos poderosos têm sido beneficiados pelo tratamento especial dado a eles pelo sistema judiciário. Geralmente, graças à demora processual, suas excelências conseguem sair impunes, porque seus delitos prescrevem... O crime compensa no Brasil...

A única prática efetiva para combater e prevenir a corrupção é abrir as diversas caixas-pretas da administração pública Federal, estadual e municipal. A transparência total dos atos e contas públicas é o único meio eficaz para qualquer cidadão fiscalizar e descobrir se os recursos públicos são (ou não) empregados corretamente. A luta pela transparência é o maior desafio da cidadania brasileira.

O resto é perda de tempo e conversa fiada.

BNDES abre o jogo


O BNDES divulgou em seu site a lista dos maiores tomadores de recursos do banco.

Lidera o ranking a Petrobras, seguida da Embraer, Norte Energia e Vale. Em quinto lugar, aparece a Odebrecht.

Já estão disponíveis para consulta os contratos de exportação de engenharia.

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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Janeiro de 2019.