sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Bolsonaro pode e deve baixar os juros: vai ou não?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Os noticiários das principais emissoras de televisão – por coincidência que não existe – resolveram, ontem, meter o pau nos juros altos. Se foi uma pauta coordenada propositalmente – é uma dúvida a ser tirada pelos teóricos em conspirações. O fato concreto, que não foi divulgado, porém merecia, é que o novo governo tem condições (pode e deve) baixar os juros imediatamente. Se vai ou não, eis a questão...

Fato concreto: Os juros não baixam no Brasil. As maiores taxas de juros do Planeta. Ouvimos essas frases há décadas no Brasil. Enquanto todos os países desenvolvidos estimulam o cooperativismo de crédito para garantir crédito e financiamentos baratos para suas economias, no Brasil, o governo federal só atrapalha. Para variar... Nada de anormal em um País cartorial e cartelizado...

O governo Temer impôs as cooperativas de crédito a ABSURDA taxação de IOF – Imposto sobre Operações Financeiras. As cooperativas só podem operar com seus cooperados e não podem atuar livremente no mercado. Isso ocorreu em 30 de março de 2017, através do Decreto 9.017/2017.
O Ministro Banqueiro da Fazenda, senhor Meirelles, ABSURDAMENTE alegou que as cooperativas de crédito competiam com os bancos em desigualdade por não pagarem IOF.

Que absurdo. Um setor consegue emprestar dinheiro e financiar empresas com taxas de juros menores e vem o Ministro da Fazenda pregando que é preciso corrigir uma suposta distorção na competição. Meirelles impôs um novo imposto para aqueles que estão emprestando com juros menores. Só pode ter sido um arroubo de quem era mais banqueiro do que ministro interessado em melhorar a economia popular.

Senhores Bolsonaro, Mourão e Paulo Guedes, tem uma notícia boa que não foi dada... O Banco Central pode revogar esta decisão ABSURDA de tributar com o IOF as cooperativas de crédito. No dia seguinte, as taxas de juros destas cooperativas já estarão menores. Estas associações de crédito só emprestam para os seus cooperados. Emprestam para micro e pequenas empresas... Que representam mais de 82% dos empregos formais no Brasil. Também liberam dinheiro para o tal do agronegócio...

Assim, é a economia brasileira quem sai ganhando. Juros menores significam melhoria para as empresas que geram empregos, que tanto precisamos. Seria bom que o governo tornasse realidade este óbvio ululante, antes que o povão comece a gritar de raiva...

O relatório anual da European Association of Cooperative Banks, com sede em Bruxelas (Bélgica), mostra que é preponderante o papel dos bancos cooperativos no continente europeu, por atingirem 224 milhões de clientes, 68 milhões de associados, com uma participação de mercado de cerca de 20% do mercado de depósitos.

Entre os 50 maiores sistemas bancários do mundo, 6 são bancos cooperativos, representados por: Credit Agricole, Rabobank, Natixis, Norinchukin Bank, Dz Bank e Credit Mutuel.

Na América do Norte, EUA e Canadá, dispõem de 7.093 cooperativas de crédito que juntas têm mais de 110 milhões de cooperados, com mais de 1,4 trilhões de dólares de ativos financeiros e com mais de 950 bilhões de dólares na carteira de empréstimos.

Na Ásia, continente que apresenta os maiores crescimentos nos indicadores sociais e econômicos, dados referentes a 21 países demonstram que 24.552 cooperativas de crédito, com aproximadamente 44 milhões de cooperados têm 184 bilhões de dólares de ativos financeiros e com mais de 120 bilhões de dólares na carteira de empréstimos.

Apenas essas informações comprovam friamente que é através de incentivo ao cooperativismo de crédito que os países irrigam a economia com crédito barato e abundante. Assim as taxas de juros praticadas são aceitáveis. Em vários dos países nos quais o cooperativismo de crédito é forte, a taxa de juros é próxima de 0% ao ano. E o caso do Japão: a taxa de juros anual é negativa.

No Brasil, existe uma falta de incentivo e apoio dos governos que, apesar de criticarem os Bancos, sempre colocam banqueiros em posições de vanguarda do poder político e econômico - ou como Ministros da Fazenda ou como Presidentes do Banco Central.

Apesar disto, as cooperativas de crédito vêm apoiando, a duras penas, as atividades econômicas e com um bom crescimento. Empréstimos para empresas, a participação das cooperativas de crédito passou de menos de 1% em 2005 para mais de 8% em 2017. Já nos empréstimos para pessoas físicas, as cooperativas passaram de 5,2% em 2005 para 6,5% em 2017.

Resumindo: Bolsonaro, Mourão e Paulo Guedes precisam dar mais atenção às cooperativas de crédito e suas demandas. Essas entidades, prestigiadas, ajudarão a colocar em prática, mais rapidamente, o lema “Mais Brasil e menos Brasília”, já que fortalecem o poder econômico local – efetivo gerador de empregos.

Baixar juros (também reduzindo e eliminando impostos) tem de entrar na agenda imediata e prática do Governo. O resto é banqueiragem e papinho furado de rentista...


 

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 11 de Janeiro de 2019.

2 comentários:

Yoseph Makabi disse...

José Durceu está no Rio Grande do Norte...de lá ele comanda o caos no estado vizinho.

Anônimo disse...

Perversidade do inimigo: o atentado devastou a aparência jovem de Bolsonaro para a foto oficial.