quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Estratégia para evitar novas “cagadas”



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Acidentes com grande quantidade de perdas humanas e altos prejuízos materiais geram comoção social, provocam discussões irracionais e dão margem para muitas jogadas de oportunismo político e econômico. Consenso é que o Brasil já passou da hora de tratar de catástrofes com amadorismo, fingindo que resolve as conseqüências, sem cuidar das causas, para evitar novos desastres semelhantes ou mais graves.

É fato objetivo que os concorrentes transnacionais da Vale já agem, nos bastidores, para sabotar a empresa. São eles quem incentivam grandes escritórios de advocacia norte-americanos a pescarem investidores interessados em processar a Vale, pedindo reparação por prejuízos gerados pelo “acidente” (chamemos, por enquanto assim, em Brumadinho). O objetivo evidente é enfraquecer a empresa para adquirir ações na baixa cotação.

Até agora, a Vale tem tomado muita surra da mídia e do mercado. Os mais rigorosos diriam que não poderia ser diferente... Lenta no começo – tal como ocorreu com a tragédia da Samarco, três anos atrás -, aVale parece que começa a reagir. A empresa teria se comprometido a construir barragens de contenção em seus empreendimentos em que haja risco de acidentes.

No Brasil, várias mineradoras, além da Vale, são responsáveis por 3.386 barragens classificadas como de dano potencial alto ou de risco alto. Nada menos que 205 barragens de rejeitos minerais são definidas como de risco alto. O Ministério das Minas e Energia promete fiscalização intensa, depois do desastre de Brumadinho. Além disso, é preciso investir em planos de ação de emergência. Comunicação eficiente e transparência são compromissos fundamentais para que nada de errado volte a se repetir tão “facilmente”.

O Brasil precisa repensar todo o seu modelo de fiscalização. A regra vale para todas as coisas e para todas as pessoas. Interesses econômicos habitualmente falam mais alto que as necessidades humanas. É muito comum, praticamente um vício, a corrupção nos laudos que atestam suposta segurança e na concessão de licenciamentos. Concorrentes mais fortes sabotam os mais fracos. Laudos e licenças saem facilmente para uns, enquanto outros, em situação idêntica, são preteridos. Eis o tal do rigor seletivo, impondo multas, punições e perdões (quando convém, mesmo que o regramento excessivo diga o contrário).

O Brasil urge por um choque de transparência. Também precisa, urgentemente, de um reavaliação e consolidação legal, para deixar claro o que alei permite ou não, de forma o mais objetiva possível, sem necessidade de interpretações (muitas vezes subjetivas) por advogados de grandes bancas, fiscais “poderosos”, membros do Ministério Público e por magistrados. Na prática, o País é ingovernável.

É muita cagada para administrar. Felizmente, o Presidente Jair Bolsonaro voltou a defecar normalmente nesta terça-feira. A esperança é que consiga consertar um Brasil que mais parece um grande saco institucional de colostomia. O País precisa de um Projeto Estratégico de Nação. A necessidade é garantir mais acertos que erros primários, evitando “cagadas” amadoras ou cuidadosamente corruptas.

Prioridades imediatas do Presidente: 1) Cuidar da saúde; 2) Sobreviver, politicamente, à nova composição da Câmara e do Senado, garantindo governabilidade combatendo corrupção (tarefa para filme do Tom Cruise); 3) Fazer seus ministérios agirem coordenados, focados em soluções integradas; 4) Aprovar a tal reforma da previdência, junto com a reforma tributária; 5) Se tudo der certo até aí, focar na elaboração do Plano Estratégico de Nação, em debate interativo com a parte pensante da sociedade, incluindo a oposição, se possível.

Eis a pressão legítima que os segmentos esclarecidos da sociedade precisam exercer sobre Jair Messias Bolsonaro e Antônio Hamilton Mourão – eleitos Presidente e vice para mudar a estrutura do Brasil para melhor.

O resto é papo para jogar fora junto com a bolsa de colostomia.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Janeiro de 2019.

4 comentários:

Anônimo disse...

No mesmo dia da tragedia de Brumadinho a Band News informou em primeira mão, que uma empresa Alemã fez a pedido da Vale uma auditoria a respeito da segurança dessa empresa. e que está sob sigilo e sua auditoria não pode ser divulgada. Cabe assim ao ministerio da justiça obter esses dados que se são sigilosos é porque alguma coisa grave foi informada e negligenciada o que teria ocasionado essa catástrofe com a perda de centenas de vidas humanas e de animais. Como o governo Bolsonaro não pactua com o procedimento capcioso de empresas poderosas como sempre aconteceu neste infeliz país, esperamos que tudo seja esclarecido e essa empresa seja punida e
seus responsaveis processados e presos, inclusive os fiscais do governo sempre locupletados através dos propinodutos. NBR

jomabastos disse...


Para construir um Brasil melhor, é necessário ter a determinação e a nobreza de elaborar um novo começo.

É preciso atingir a meta de termos um estatuto socioeconômico evoluído, deixando o atraso definitivamente para trás.

Há que sermos conservadores e não atrasados.

Há que não confundir o conservadorismo com o atraso.

Há que irmos ao encontro das soluções e não esperarmos que as soluções cheguem até nós, como até agora vem acontecendo.

A Vale, assim como todas as mineradoras deste país, até ao presente momento tem sido um rentista que abandonou a segurança e a ética profissional e social.

É NECESSÁRIO MUITO BOA REGULAÇÃO, MUITO BOA FISCALIZAÇÃO, RESPEITO ÀS NORMAS SOCIAIS E DIZER NÃO AO EXCESSO DE REGULAÇÃO, NÃO AO EXCESSO DE BUROCRACIA, NÃO AO DESRESPEITO DAS NORMAS SOCIAIS.

Uma barragem de rejeitos deve ser construída por empilhamento rocha e terra para produzir uma barreira impermeável, um método estável e seguro.

Atualmente todas as barragens de rejeitos no Brasil são erguidas com o sistema mais barato e menos seguro, somente com terra e lama dos rejeitos.

meu site disse...

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Anônimo disse...

Missa de Sétimo Dia não é um ritual mágico que precise ser realizado em determinado lugar. Lula pode colocar essa intenção pelo irmão falecido na igreja mais próxima, independente de outra estar sendo celebrada no ABC.