sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Jogando no Ataque


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Empossados presidente e governadores da República Federativa do Brasil, verdadeiros administradores da massa falida do País,os discursos invariavelmente foram de cortes dos gastos públicos,fechamento e privatizações de estatais,parcerias público privadas,além de muitas lamúrias condensadas com reclamações de caixas super deficitários,eis que alguns Estados da Federação nem pagaram o décimo terceiro do funcionalismo, reajustes nem pensar, cogitar aumentos é um pecado original.

Entretanto,se não jogarmos no ataque e sim na defensiva pouco ou nada colheremos,analogamente se assemelha aquela parábola do bom semeador que recebeu moeda e a guardou pois o patrão seria severo é assim que nossos eleitos enxergam a máquina pública e seus grandes desafios.

Os poderes legislativo e judiciário na quadra da conjuntura não poderiam estar em recesso com tantas matérias a serem disciplinadas por medidas provisórias. Fundamental que o recesso fosse de apenas 15 dias em janeiro e 15 em julho,além do recesso de 13 dias entre 20 de dezembro até 02 de janeiro vindouro. Com isso a economia será elevada e a eficiência insuperável.

A par disso e das reformas essenciais necessitamos abrir mercados aumentar parcerias e reduzir tarifas de importação e acabar de vez com os benefícios e incentivos fiscais,e tributar o lucro de empresas que fazem as remessas para as suas matrizes. Um conjunto de medidas é fundamental para o crescimento como a redução de tributos de micro e médias empresas,reforma tributária e fiscal,acrescida de políticas de distribuição de renda e melhoria dos salários.

O salário mínimo teve pífio aumento e os controles de gastos serão cada vez maiores nas costas do funcionalismo que não merece ter seu poder aquisitivo achatado. O tempo é elementar para que não se demore e leve adiante todos os projetos desde a presidência mas de governos estaduais com a máquina inchada e funcionários em completo e total descontrole,a iniciativa privada deve ser o foco da gestão mediante um choque e um freio de arrumação para que a Europa ,EUA e a China sejam parceiros de verdade e não apenas compradores das empresas e de terras no Brasil.

Avançar significa jogar no ataque e crescer com desenvolvimento, eliminando os desarranjos sociais e os pontos de assimetria,já que  a distância entre o maior e o menor salário é brutal. Rever o papel das agências reguladoras e retirar o estado do seu encapsulamento prejudicial e danoso.

O que temos é um estado hobbesiano se autodefendendo para que seus dirigentes não sejam pilhados pela corrupção,desvios, e lavagens. Enquanto nossos gestores e administradores públicos não desconfiarem que o Estado é o interesse maior da Nação e que a Federação merece reconstrução jogaremos na defensiva.

O espírito de equipe zela pela transformação com obras públicas eficientes, saneamento básico, casas de médio padrão, saúde,transporte e acima de tudo segurança. Apenas combater as consequências das mazelas não nos levarão a lugar algum, o combate aos desvios exige ao mesmo tempo um programa sólido e eficiente que permita espalhar pelos mais de 5500 municípios empresas, empreendedores e reduzir a drástica mortalidade infantil com programas de médio e longo prazos que sejam capazes de erradicar de vez a fome e a falta de educação e cultura da maioria da população.

Ao fecharmos escolas ,livrarias e editoras sentimos na própria pele que jogamos contra o progresso, a ciência e a formação de cérebros responsáveis pelo Brasil do amanhã. Que todos tenham na teoria e na prática um exuberante 2019. 

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

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