segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Mais uma vitória da alternância política maldita



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Os lamentáveis episódios da recente visita à China dos 11 parlamentares, Deputados Federais e Senadores, eleitos em  outubro passado, pelo partido do Presidente Bolsonaro, o PSL, na busca de tecnologia para identificar pessoas, com objetivos altamente questionáveis, certamente já tem a força necessária para que os brasileiros coloquem as “barbas de  molho” em relação ao futuro político do Brasil. Inclusive essa “ameaça” já foi previamente denunciada pelo respeitado filósofo Olavo de Carvalho, que  “batalhou” como poucos  pela vitória  de Bolsonaro.                                                                                                                                                        
E se isso de fato acontecer, será muito “azar” do sofrido povo brasileiro, após a desgraça política  que o atormentou ,desde o Governo Sarney (Nova República, Plano Cruzado, etc.), em 1985,agravada pela “ Era” do PT/MDB, de 2003 a 2018,com os “recheios” nada melhores  dos Governos Collor/Itamar  e FHC. Será que os brasileiros foram enganados? Mais uma vez? Na prática de uma “democracia” distorcida?

Tudo o que é de bom ou de mal na política, praticada nas “democracias”, ainda mais quando deficientes, como a brasileira, sempre surge das urnas eleitorais, seja diretamente, com os eleitos, seja indiretamente, através das escolhas que esses eleitos fazem de assessores para governar. Por esse motivo, uma democracia imprestável, ou corrompida, sempre será  um desastre para a sociedade.

Esse tipo de “democracia” foi denominada pelo geógrafo e historiador grego POLÍBIO (203 a.C-120 a.C)), de OCLOCRACIA, que  segundo ele seria um modelo de democracia deturpada, degenerada, corrompida, “às avessas”,  praticada por uma massa ignara, carente de consciência política, em proveito de “patifes” que se infiltram na política e dela só tiram  proveito.

Hitler foi um monstro, sem dúvida, tanto pelo que fez, quanto pelo que permitiu fazer. Mas como qualquer outro bandido, teve também alguns (na verdade “poucos”) méritos. Um deles foi a ideia que  ele cultivava  sobre o verdadeiro socialismo, que focaria  na ascensão das classes baixas, e não na simples destruição da classe alta, assim nivelando a sociedade “por cima” ,e não “por baixo”, como tem sido feito pelos os “outros” socialismos que já foram instalados pelo mundo, que não distribuem a riqueza, porém a miséria.

A outra grande verdade que ele desvendou, que igualmente registrou na sua obra “demoníaca” “Mein Kampft” (Minha Luta), foi de a  que no seu país de origem, a Áustria, ”eram atraídos a fazer política a pior escória da sociedade”. Por essa sentença, muito mais do que pelos horrores que cometeu ou permitiu, mesmo considerando o “Holocausto”, Hitler foi condenado pela “escória” política de todo o mundo como o inimigo número um (1) de toda a  humanidade.

Sem dúvida, historicamente, os políticos brasileiros não merecem melhor qualificação que os antigos políticos da Áustria, na visão de Hitler. Fico em dúvida se a “Reserva Moral”, constituída pelos militares convocados a governar com Bolsonaro, terá ou não a força necessária para anular os possíveis  malefícios egressos das urnas nas eleições de outubro de 2018,onde muitos “desclassificados” se aproveitaram da “onda Bolsonaro” e se elegeram.

Todavia há que se considerar, ainda, que antes que decretada pelo  povo “democrático”a vitória  de Bolsonaro, o objetivo maior teria  sido o afastamento do PT/MDB do comando da política. De uma coisa, porém,  podemos ter certeza: o Governo Bolsonaro não terá o sucesso esperado  se ele  for “chantageado” e se submeter aos interesses mesquinhos de muita gente    vitoriosa nas urnas.                                                                                                                                                       

E também fracassará se não abrir os olhos para o fato de que aquela mesma “Constituição”, a de 1988, frente a qual ele se “ajoelha”, e promete “juras de amor”,  continuar a balizar todas as questões jurídicas , políticas, econômicas e sociais   do país, tendo como “cão-de-guarda” um “Supremo Tribunal Federal”  desclassificado como esse.

Essa mesma Constituição se trata da “obra-prima” das canalhices políticas que se “pensam” afastadas com as eleições de outubro de 2018. Como imaginar mantê-las? Será que “lá no fundo” não seria o mesmo tipo de gente interessada  em manter a  origem de todos os males políticos? Que seria meramente uma “troca de moscas”, deixando a mesma merda?

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Um comentário:

Anônimo disse...

PSL vai para a China e o PSOL está indo para os EUA. O Brasil precisa abrir bem os olhos e os EUA também.