terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Militância no Ar



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Não tenho assistido a nenhum canal da Globo. É recomendação de um gastroenterologista sensato e preocupado com meu estômago. Daí, só no blog de Políbio Braga fiquei sabendo que Renata Lo Prete e Jorge Pontual, apresentadores do Jornal da Globo, protestaram ao vivo contra a ministra Damares Alves, que, em reunião com amigos, saliente-se o pormenor, falou: "Menino usa azul e menina veste rosa".

Segundo li, Lo Prete usou um vestido azul, fora do seu hábito, enquanto Pontual, correspondente da Globo em Nova York, vestiu terno rosa, o que ele usa de vez em quando.

Antes de mais nada, faça-se a mais ferrenha defesa da liberdade de imprensa, inclusive para garantir a insensatos que possam manifestar sua insensatez. Se eles passarem dos limites, nós daremos ouvidos ao nosso gastro...
Mas, qual é o espírito da coisa? A fala de Damares Alves, titular do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foi feita enquanto brindava com amigos: reunião privada. Em tal circunstância, poderia ela dizer espontaneamente o que disse? É óbvio que sim! Alguém está obrigado a concordar com ela? É óbvio que não!

Ora, o conteúdo latente desse imbróglio é "ideologia de gênero", com a falsa afirmação de que masculino e feminino não passam de invenções da sociedade burguesa. Nos governos petistas, em nome da "livre orientação sexual", as escolas foram providas de material "didático" concebido para "erotizar as crianças" ou, mais exato e mais grave, "genitalizar a afetividade infantil", um modo de sequestrar a infância!

É a lógica do socialismo, em que o indivíduo é propriedade do Estado - vide os médicos cubanos do "Mais Médicos". Seguindo as diretrizes do Foro de S. Paulo e aplicando a doutrina de Antonio Gramsci, o petismo promovia assim a "apropriação gradativa das crianças pelo Estado", usando a patetice de alguns professores e ludibriando as famílias.

Comentário adicional: nunca se saberá se foi a maioria, mas é sabido que muitos eleitores homossexuais votaram em Bolsonaro. Porque viram que as suas legítimas inquietudes e reivindicações foram roubadas pelo esquerdismo para transformar no pacote vicioso da "ideologia de gênero".

E viram que, a partir daí, o seu injusto estigma social aumentou. Como não repelir o projeto lulopetista? Algo similar ocorreu, registre-se, com negros, deficientes e mulheres. Ninguém quer ser "idiota útil".

Volto à ministra. Seu ato, censurado pela Globo, celebrava com empolgação a mudança e a preservação de valores muito caros: a eleição do novo governo foi, sim, uma reação a um planejado combate desses valores. Aliás, muitos eleitores gostariam de ter votado em Winston Churchill, mas quem se apresentou com aptidão, vontade e coragem para dar um basta ao projeto de totalitarismo do PT foi Bolsonaro.

Agora, seja por falta de honestidade intelectual, seja por desinformação (imperdoável em qualquer hipótese), Lo Prete e Pontual parecem não compreender os fatos e brigam com as legitimas mudanças do país. A forma de protestar até foi bem civilizada. Mas, se acertam na forma, erram no conteúdo. Eles são jornalistas ou militantes? Sim, os "transformers" da Globo, como diz Políbio, "transformaram-se em esbirros do lulopetismo e perderam a compostura".

Para finalizar, não sei como será o novo governo. Mas sei que haverá "liberdade de imprensa, até porque as urnas derrotaram o programa de governo que previa um controle da mídia. Se haverá ou não "imprensa livre" já é outra coisa, questão de atitude: "esbirros" não são livres por escolha própria. Também sei que o Estado não vai mais formatar a sexualidade das crianças, respeitando a família, que terá liberdade (oxalá, saiba exercitá-la!) para cuidar da educação dos filhos.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Um comentário:

Anônimo disse...

Esses jornalistas não são esbirros do lulopetismo, mas empregados da emissora ligada à Nova Ordem Mundial que patrocina a ideologia de gênero e a destruição dos valores.