quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Bolsonaro tem de manter a impulsão



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

A canalhice midiática, que defende interesses inconfessáveis criando factóides e faketóides contra o Presidente da República, investe tudo na repercussão mal intencionada de uma suposta crise política que já foi debelada no nascedouro. A maioria da opinião pública condena a covardia da imprensa na tentativa de desgastar Bolsonaro, sua família e seu vice. A tendência é que o feitiço vire contra os feiticeiros.

A fofocagem em torno do desgaste e exoneração de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência da República até mobilizou o mundo político, porém não gerou consequências nas expectativas do mercado financeiro. O desespero da oposição sem noção ficou maior porque o Bebiannogate fortaleceu a relação pessoal entre Jair Messias Bolsonaro e seu vice Antônio Hamilton Mourão – os principais impulsionadores do governo, junto com Sérgio Moro e (até agora) Paulo Guedes.   

Todo mundo sabe que uma imprensa comprometida com a verdade é fundamental para o Estado Democrático de Direito, através do exercício pleno da liberdade de expressão. O problema é que isto não acontece no Brasil, onde a mídia hegemônica, Estadodependente, foca na defesa dos interesses políticos e econômicos de uma oligarquia criminosa e decadente. Felizmente, tal quadro tende a mudar. Assistimos à evolução de veículos de informação mais independentes. Ao mesmo tempo, vivenciamos a desmoralização e falência da velha mídia.

Nem a crédula Velhinha de Taubaté conseguiu acreditar no que viu e ouviu no Jornal Nacional da Rede Globo. Em meio à marretagem editorial contra Bolsonaro, o Grupo Globo soltou uma nota oficial para vender a inacreditável tese de que não tem, nem nunca teve, inimigos... KKKKKK... A Família Marinho quer matar todo mundo de rir... Prova da piada é a histórica edição do Jornal Nacional de 15 de março de 1994, na qual o falecido Leonel Brizola ganhou um direito de resposta contra a Globo...


O Bebiannogate está superado. Agora, Bolsonaro e Mourão têm de manter a impulsão. Filtrem as críticas, mas não se deixem dominar pelas histerias midiáticas. O governo é que deve definir e executar a pauta da agenda positiva. O fundamental é seguir rumo aos 100 dias de governo. Daqui a 50 dias, é hora de um freio de arrumação para uma inevitável revisão de parte da equipe que não cumpriu metas estabelecidas.

Mudanças institucionais, que começam com reformas, exigem sabedoria para tomar decisões difíceis, mas que são corretas e inadiáveis, mesmo que provoquem efeitos colaterais políticos. O fundamental é manter a força de impulso, com pulso firme, porém com jogo de cintura e, se possível, bom humor – como é a característica pessoal de Bolsonaro e Mourão.

Os segmentos esclarecidos da sociedade não podem entrar no joguinho canalha dos controladores midiáticos – comprometidos com a continuidade do funcionamento do “Mecanismo”. Aliás, a canalhice da mídia é parte do negócio, principalmente em um País subdesenvolvido, sem educação e sob influência permanente do extremismo ideológico – fator de emburrecimento social.

Depois do caso Bebiano, uma coisa é certa. A mídia em ritmo de falência tem tudo a temer. A máquina do Governo Bolsonaro vem com tudo para cima dos canalhas e criminosos. O fundamental é que o ataque será baseado, exclusivamente, na aplicação da Lei – coisa a qual os dirigentes da velha mídia não estão acostumados, pois são viciados nas mais variadas formas de corrupção.

Bolsonaro leva nesta quarta-feira ao Congresso Nacional a proposta de Reforma da Previdência. Mourão calcula que o governo tem 250 votos a favor, enquanto a oposição tem 150 contra. O vice lembra que entre 60 e 70 votos precisam ser buscados para aprovar o pacote previdenciário.

O melhor negócio é manter a impulsão...

Momento de União


Lobão convoca a direita a uma união, sem análises precipitadas que provoquem conflitos que só beneficiam a esquerda...

Goza Gleisi...


O que Bolsonaro fez de ruim para a esquerda... Pura gozação com a Presidenta do PT, Gleisi Hoffmann...

Bebi anos...


 Casseta & Planeta em 13 segundos...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Fevereiro de 2019.

Eu sou nuvem passageira...



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Se conselho fosse bom, ninguém daria; venderia.

Aos amáveis leitores, não obstante, me atrevo a dar alguns. Grátis!

Não usem as famosas “nuvens” oferecidas para armazenar suas mensagens e documentos. A privacidade é o bem mais precioso no século XXI.

Os governos totalitários (como o da China), vigiam seus cidadãos o tempo todo e em todo lugar. Câmaras com reconhecimento facial, softwares que identificam a maneira de andar na rua das pessoas, banco de dados de impressões digitais, de iris, etc. levarão seus “súditos” à escravidão total.

Usem cartões de crédito ou débito o mínimo possível. Através deles os bancos “bonzinhos” sabem de toda sua vida, seus hábitos e sua rotina.

Redes de mensagens instantâneas (Watsapp, Messenger) são muito úteis mas também muito perigosas. Por favor ( pelo amor de Deus, melhor dito) tenham cuidado com o que escrevem.

É melhor falar que escrever. Verba volant, scripta manent.

Recentemente, o ilustre senhor Presidente da República demitiu um ministro por quebra de confiança.

Como Julio Cesar ele também tomou uma facada. Na barriga; Cesar, várias.

Nos Estados Unidos da América o maior “crime” é mentir.

Restabeleçamos a transparência; o reinado da Verdade.

Um lindo ditado em espanhol diz: “Nunca es triste la verdad; lo que no tiene es remédio “

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Jornalismo sob pressão



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Da infinidade de virtudes imagináveis, qual será a mais desejável em um jornalista? Na era da ciberfrivolidade, uma pergunta assim é "ponto fora da curva" (permitido o lugar comum). E também por isso será válida.

A morte do jornalista Ricardo Boechat, em 11/02/19, causou grande comoção, quer pelas circunstâncias do fato, quer por ser ele muito querido e admirado por colegas e pelo grande público. Mas não é dele que se trata aqui, senão de uma fala recorrente entre seus pares, ao lamentar sua partida.

Desde militantes da Folha de S. Paulo até rapazes da equipe de esportes da Rádio Gaúcha, jornalistas articularam o discurso do vitimismo: "Ele nos deixou num momento crítico em que o jornalismo tanto precisa de alguém que denuncie o que está acontecendo", eis o que se repetiu numa abordagem cuja síntese é a afirmação de a imprensa estar vivendo dias de cerceamento, o que, no Brasil, não é verdade.

Mas uma parcela da imprensa deve estar mesmo desconfortável em razão de mudanças que, do ponto de vista da sociedade, são bem positivas: a população mais escolarizada já não engole qualquer coisa que saia nos noticiários. E uma das causas é o contraponto que as "mídias alternativas" fazem às mídias tradicionais (rádio, TV e jornal), inclusive desmascarando jornalistas favoráveis a causas revolucionárias.

Até 2013, quando atingimos o ponto de saturação e o país começou a mudar, os queixosos de agora tinham a vida mais folgada: era mais fácil engrupir o público. Quer dizer, a militância ideológica travestida de jornalismo não tinha, como hoje, o desconforto de uma enérgica e amplamente compartilhada contestação.

Mas as redes sociais ganharam corpo e a moleza acabou. Hoje, se black blocs destroem automóveis de uma loja de carros importados, se o MST põe fogo em tratores e plantações de uma fazenda altamente produtiva, se o movimento dos sem-teto cobra aluguel em um prédio invadido e tranca as portas para controlar as pessoas, não adianta a mídia tradicional se omitir nem querer dourar a pílula. Haverá sempre um abelhudo para gravar imagens no smartphone e mandar às redes.

Em suma, especialmente a partir de 2013, o núcleo hegemônico da imprensa, cabresteado pelo Foro de S. Paulo (organização que esse núcleo finge ignorar), vem sendo desmascarado e repelido.

À parte de excessos e fake news, as redes sociais tiveram a faculdade de revelar o que todo mundo via sem ver: "o rei está nu!". Os que hoje se queixam assistiram, no passado recente, à instituição da corrupção como método de poder, ao aparelhamento do Estado e à imposição de um projeto de subversão das instituições concebido com cinismo revolucionário. Mas não denunciaram! Terá sido por ignorância ou por conveniência? Tanto faz! Merecem repúdio. E hoje o têm! E se queixam.

Mas as mídias tradicionais vão acabar? Em essência não! Pode até desaparecer a impressão em papel, por exemplo, mas não o jornalismo profissional. Haverá sempre uma busca de credibilidade, inexistente no mundo anárquico das mídias sociais. E quem tiver competência e independência de caráter é que vai granjear a confiança do público.

E assim chegamos a um esboço de resposta à pergunta inicial. Sem dúvidas, uma das virtudes mais apreciáveis num jornalista - e, de resto, em qualquer pessoa - é "honestidade intelectual", que é a materialização do irrefreável desejo de buscar a verdade, sobre si mesmo e sobre a realidade do mundo.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Advogado.

Pronto para decolagem?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

Não pode dar errado. O Executivo, sempre com imensa força em início de gestão, dispõe de condições para aprovar no Congresso seus primeiros projetos. Só mesmo forte instabilidade teria o condão de inviabilizar a agenda do governo. Sinal daquilo que Roberto Campos chamava de “reversão de expectativas” é esse imbróglio envolvendo o presidente Bolsonaro, seu filho Carlos e Bebianno. Mas a crise não parece debelada com a demissão do ministro na Secretaria Geral.
Se o episódio não provocar terremoto ainda maior, deputados e senadores endossarão a pauta do Palácio do Planalto, mesmo ressabiados. Após disputar renhido pleito, desfraldando a bandeira de mudanças e sob apoio popular, Bolsonaro agrega força para reformar a Previdência e aprovar o pacote anticrime e de combate à corrupção. A fragilidade da administração só ocorrerá na hipótese de não apresentar resultados.
As duas encomendas, se aprovadas, darão impulso ao governo, tirando-o do marasmo ou da sensação de baixa iniciativa, situação compreensível ante o afastamento do presidente para tratar da saúde desde o atentado sofrido em Juiz de Fora (MG). A mudança na Previdência, fixando a idade mínima de aposentadoria aos 62 anos para a mulher e 65 anos para os homens, tem um prazo para ser aprovada: até junho.
Já a blitzkrieg para combater a corrupção, o crime organizado e os crimes violentos, deverá ganhar ajustes, nada que desnature seu escopo.
Os ministros Paulo Guedes e Sérgio Moro não podem perder suas causas, sob pena de abrirem um campo de dissonâncias na frente parlamentar, provocando uma decolagem turbulenta da nave governamental.
Na Câmara, com o apoio de Rodrigo Maia, serão alcançados os 308 votos para a aprovação da PEC da Previdência e também os votos para chancelar a proposta do ministro da Justiça, que abrange 19 objetivos e prevê alteração de 14 leis, entre elas, o Código Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei de Crimes Hediondos e o Código Eleitoral.
A aprovação se torna viável ainda pelo fato de que as duas Casas congressuais estão sob comando de quadros do DEM, partido em ascensão. Na Câmara, a capacidade de articulação de Rodrigo Maia, cuja vitória se deve a mérito próprio, será decisiva. O Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), não via com bons olhos a candidatura do correligionário. Eleito com votação extraordinária, 334 votos, Maia poderia até vestir o manto de independência, mas sua formação liberal e o compromisso que tem expressado de levar a bom termo projetos fundamentais para o país sinalizam uma atuação firme em favor do Executivo.
Lembre-se que ele usou com mestria sua capacidade de articulação para aprovar projetos de alto alcance no governo Temer, como o teto de gastos, a Reforma Trabalhista e a Lei da Terceirização. A formação de um bloco, com mais de 300 parlamentares, reunindo PSL, PP, PSD, MDB, PR, PRB, DEM, PSDB, PTB, PSC e PMN, confere alguma segurança ao governo.
Já no Senado, o comando está nas mãos do senador Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá, um nome que emergiu de articulação feita com sucesso por Lorenzoni, da Casa Civil. Portanto, ali também o governo contará com sólida base de apoio. Ademais, a interlocução será mais fácil tendo em vista um colegiado de apenas 81 membros. A aprovação da PEC carece do voto de 49 senadores.
O que fará a oposição? PT e PSOL parecem sem rumo. Dizer que as reformas tiram direitos dos trabalhadores é chover no molhado. O dito não mais convence.  Perde para o lema: “reformar a Previdência ou quebrar o Brasil”. MDB e PSDB agirão sob o pragmatismo. Votarão a favor das reformas, com um ou outro alerta, na tentativa de fazer sobressair sua “independência”. O PSL, bancada maior da Câmara (55), superando a do PT, hoje com 52, será o carro-chefe a puxar os votos do governo. (Um alerta: partido que chega ao poder central, cheio de novatos, sem lastro doutrinário, corre o perigo de ver seus integrantes disparando tiros uns contra outros).
De todo modo, se o governo não tiver força suficiente para aprovar a mudança na Previdência, abrirá um gigantesco inferno astral logo no início do governo.
E fica a dúvida: quem fará a articulação do governo? O general Santa Cruz, da Secretaria do Governo, Lorenzoni, da Casa Civil ou o vice-presidente Mourão?
P.S. O papel dos filhos do presidente é uma incógnita. Uma Torre de Babel está à espreita.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

Sistema Tributário: Benefícios ou privilégios



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Flávio de Haro Sanches

Depois de décadas de um sistema tributário combalido, é inegável o sem número de regimes de tributação para setores e até para empresas especificas, com ampla proliferação de incentivos fiscais e/ou financeiros. Os déficits primários seguidamente apurados após políticas econômicas assistencialistas deu lugar a um sentimento social de que benefício econômico seria mais corretamente percebido como puro privilégio. O novo governo tem a missão de revisar o sistema tributário, e, com isso, os benefícios, sem deixar de cuidar daqueles que são economicamente legítimos, e não apenas e necessariamente privilégios.

Os incentivos contam com uma condição de fomento que impulsiona uma atividade ou uma empresa. Isso ocorre em maior ou menor grau, e a dificuldade de momento é aferir que atividades, ou ainda setores da atividade, efetivamente precisam deste fomento, e por que razão. A só justificativa de criação de empregos não é mais suficiente, tal como há algum tempo esta mesma fundamentação não surte mais efeitos no campo, por exemplo, da recuperação judicial. Não que gerar e manter empregos não seja importante, a questão é que a atividade ou empresa deve ser sustentável, do contrário alguns vão subsidiar empregos dos outros em uma falsa economia de mercado.

Se uma atividade ou empresa não é mais sustentável, em geral pela perda de competitividade decorrente da combinação de novas tecnologias, com mudança de costumes e má gestão, é melhor que cesse o quanto antes, para não aprofundar danos a terceiros, inclusive aos empregados, que ao invés de se tornarem credores em uma massa falida, o quanto antes terão a condição de buscar reinserção no mercado de trabalho real.

Desta forma, nesta situação, incentivar atividades ou empresas com vistas ao emprego, acaba se tornando privilégio daquela atividade ou empresa.
O incentivo fiscal voltado ao benefício mais generalizado possível se distancia da condição de privilégio. Poderíamos imaginar, com isso, que o incentivo aos defensivos agrícolas, além de politicamente incorreto, estaria na direção de um privilégio de um setor. Aqui está o engano. Os defensivos agrícolas são aproximadamente 30% do investimento da lavoura de milho e soja no Brasil, que por sua vez servem para alimentar animais, ou são insumos diretos na industrialização ou preparo de alimentos. 

Portanto, o impacto na conta alimentação para TODOS os brasileiros é inegável. Este é um exemplo de incentivo a ser praticado sem hesitação, e que em tese acabaria ao final de abril de 2019 (Convênio Confaz 100). A questão da prejudicialidade dos defensivos não entra nesta conta até que a população possa ter alternativas efetivamente viáveis que não conflite com a necessidade de sermos por ora pragmáticos. Pior que ter um alimento produzido com defensivos é não os ter na mesa do brasileiro.

Desta forma, ao se conceder um benefício automaticamente se institui alguma medida de privilégio. É natural. O exercício dos entes tributantes é avaliar aqueles incentivos: i) que um setor dependa para se enraizar e desenvolver pelas próprias pernas; ii) que efetivamente seja algo bastante limitado, que uma vez cessado o remédio, novamente o paciente caminhe com saúde; ou iii) que alcancem itens básicos do cotidiano do maior número de pessoas (ou pelo menos dos mais necessitados) a afetar a macro economia de forma efetiva e com isso melhorar a qualidade de vida na ponta de consumo, tal como ocorre com cesta básica, gás, água e energia, que, por exemplo, apesar do princípio da seletividade, conta com alíquota bastante alta nos diversos estados da federação.

Flavio de Haro Sanches é Responsável pela área de Direito tributário, com ênfase em consultoria de indiretos e contencioso administrativo e judicial. Atua em questões aduaneiras e previdenciárias. Formado pelo Mackenzie. Especialista em Direito Tributário pelo IBET, possui especialização em Imposto de Renda das Empresas pela APET. Fez o curso “Introduction to the American and International Law” ministrado pelo “The Center for American and International Law (CAILAW) – Dallas / Texas”. Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas da Secretaria dos Negócios da Fazenda do Estado de São Paulo – TIT/SP em 2012/2013 (representante dos contribuintes).

Abertura!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Carlos Marchesan

A necessidade de novidades, por parte de nossa sociedade, não se restringe ao campo da moda ou do consumo, mas alcança até áreas insuspeitas, como a economia. Nos últimos anos, por exemplo, a solução para o crescimento econômico passou por várias ideias que foram consumidas rapidamente e substituídas sempre pela novidade mais recente. 

A moda atual, neste campo, não é propriamente nova, e elege a abertura comercial, de preferência ampla e unilateral, como o remédio infalível para aumentar a produtividade e a competitividade dos produtos brasileiros tanto de bens quanto de serviços, via maior concorrência com os produtores externos, o que traria como consequência a retomada do crescimento.   

A ferramenta para tanto é uma forte redução das atuais alíquotas do imposto de importação, eventualmente até zerá-las. Ora, se isto resolve nossos problemas, porquê temos e mantemos o imposto de importação? Antes que alguém pense que se trata de mais uma jabuticaba, é bom esclarecer que todos os países do mundo taxam, em maior ou menor grau, os produtos e serviços que eles importam.

É bom deixar claro que as tarifas alfandegárias não foram criadas para os governos arrecadarem mais, ainda que, eventualmente, seu efeito não seja desprezível. A razão para sua existência é a de cumprir outra função, ou seja, equalizar a diferença de custos de produção internos e externos ou em casos mais específicos proteger a indústria local da concorrência externa.

No caso brasileiro houve alguns períodos nos quais as tarifas alfandegárias foram utilizadas para proteger setores nascentes como no caso da indústria da informática ou, mais antigamente, os governos usaram e abusaram deste recurso para restringir importações, em função das históricas dificuldades do país em conseguir dólares suficientes para pagar nossas importações.

Nas últimas décadas, entretanto, o imposto de importação, em maior ou menor grau, tem cumprido seu papel de compensar as eventuais diferenças de custos internos face aos externos, quando devidas a fatores sistêmicos e não especificamente às deficiências da indústria brasileira. Assim, antes de afirmar que nossas tarifas são altas, é necessário verificar se elas cumprem o papel para o qual foram criadas, ou seja, se elas compensam o custo Brasil.

Os custos adicionais, em relação aos principais concorrentes externos, que o Brasil impõe a quem aqui produz, ou seja, o custo Brasil é atualmente da ordem de trinta pontos percentuais o que significa que a tarifa média brasileira deveria ser de 21% apenas para compensar o fato de que produzir aqui é mais caro do que lá fora. A consequência é que a produção brasileira, com uma tarifa nominal média ao redor de 14%, não está sendo protegida. 

Nossas tarifas alfandegárias tem muitos defeitos começando com o fato das alíquotas de matérias primas serem, às vezes, assemelhadas às de produtos finais mas, as acusações de que são muito altas levam em conta apenas o valor nominal do imposto, quando, na realidade, face ao elevado custo Brasil, são um verdadeiro subsídio às importações, fato comprovado pelos enormes deficits na balança comercial dos manufaturados, em períodos de crescimento do país.

Assim, por uma questão de bom senso, a prioridade a ser enfrentada pelo próximo governo, dentro de uma agenda de competitividade, é a redução sistemática do custo Brasil promovendo uma reforma tributária que simplifique o sistema e redistribua impostos entre os diversos setores e uma redução dos juros reais de mercado ao nível de nossos concorrentes, apenas para ficar com os dois principais fatores. Depois disto poderemos voltar a falar de abertura, sempre negociada.

João Marchesan é empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Prioridades: ataque à corrupção e nova previdência



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Apesar do desperdício de energia emocional, amplificada pela atuação canalha da maioria da desmoralizada mídia hegemônica, o Presidente Jair Bolsonaro resolveu a crise do Gustavo Bebianno com a caneta esferográfica de plástico: exonerou, aliviou na desculpa pública e ponto final. Agora é hora de reforçar uma agenda positiva e demonstrar que consegue ser um bom gestor – inclusive de crises. Bolsonaro começa uma nova fase do governo, em 50 dias de trabalho.

Nesta terça-feira será enviado ao Congresso Nacional o pacote Anti-corrupção de Sérgio Moro. Na quarta-feira, a Reforma Previdenciária do Paulo Guedes será entregue, pessoalmente, pelo Presidente. A sabedoria recomenda que os dois assuntos sejam tratados como “prioridades”. Logicamente, os deputados e senadores centrarão o foco na previdência. Mas a pressão popular e um empurrãozinho do Palácio do Planalto também devem fazer andar, célere, o combate ao que arromba os cofres públicos: a roubalheira sistêmica e agravada pela impunidade. Bolsonaro foi eleito para isto...

As máscaras irão caindo... Bolsonaro, aos poucos e às vezes na base da porrada, irá descobrir quem é aliado verdadeiro, quem é de mentirinha e quem é inimigo real. Ao contrário do que prega a Folha de S. Paulo, a saída de Bebianno não atrapalha a tramitação de nada. Embora o jornalãozinho indique que o Planalto fica sem interlocução direta com Rodrigo Maia, sem Bebianno, a reforma previdenciária passará porque interessa aos banqueiros – e não porque vai economizar R$ 1 trilhão em 10 anos aos cofres públicos. O Poder Econômico sempre é decisivo...

O mesmo pode não ocorrer com o pacotão anti-corrupção e com as mudanças legais para combate ao Crime Organizado. Isto não interessa ao Mecanismo – que fará o diabo para sabotar. No entanto, com o aparato disponível atualmente, Sérgio Moro tem plenas condições de combater à corrupção e o banditismo. Ele tem a Polícia Federal e o COAF para botar para quebrar. O fundamental é democratizar – dar toda segurança jurídica, seguindo princípios do Estado de Direito – para atacar, neutralizar e, se possível, derrotar as variadas Organizações e facções criminosas.

O jogo será brutíssimo. Bolsonaro vai sentir o drama assim que retomar a exigência feita à Polícia Federal para dar explicações oficiais sobre quem estaria por trás do Adélio Bispo - que fracassou no atentado a facão de 6 de setembro. O Presidente aguarda, ansiosamente, pela resposta. Quem tinha interesse e, eventualmente, financiou a tentativa de assassinar Bolsonaro?

A embromação, até agora, na solução deste gravíssimo caso, um crime de Segurança Nacional contra um candidato presidencial, indica que o Mecanismo não deseja que a verdade seja conhecida da vítima e do público. A enrolação também sugere que Bolsonaro, Sérgio Moro e outros devem tomar cuidado redobrado no enfrentamento das organizações criminosas com articulação política.  

Releia a 2ª Edição de segunda-feira: Erro imprevidente de prioridade pode ser fatal


Recadão do Dallagnol


Promotor Deltan chama atenção para ameaças contra a Lava Jato, crimes de corrupção ou eleitoral...

Personagens em Guerra



Uma das críticas supercriativas ao filme Mariguela, do Wagner Moura. A obra receberá R$ 6,05 milhões dos pagadores de impostos do Brasil, via leis de incentivo. Só para comparar, a campanha eleitoral do Bolsonaro custou R$ 2,83 milhões...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Fevereiro de 2019.

Maldades pequenas, médias e grandes


Boa de Bola

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Recentemente foi postada uma foto no Facebook em que o Mito aparece de chinelos, vestindo um paletó sobre uma camisa colorida.

Muitos desavisados criticaram seu desalinho. Esqueceram , por maldade ou parvoice, que o Presidente convalesce de uma cirurgia de grande porte e que seu abdómen apresenta grandes cicatrizes. É necessário que se vista com o maior conforto possível. Foi uma pequena maldade.

Tentar intrigá-lo com o ilustre Vice é missão impossível, devido à formação de ambos, dentro da maior lealdade possível. Maldade média.

Agora, tentar indispor pai e filhos é de uma baixeza sem nome. Na verdade tem nome; apenas é impublicável. Grande perversidade, geralmente cometida pelos que não sabem quem é o pai.

A curiosidade agora é ver qual dos integrantes da mídia marrom abrirá o bico primeiro.

Cavalheiros e damas, façam suas apostas !

Como diria um político da “velha” guarda: “Não há o que não arda !”.

Um transfuga que bosteja na paulicéia, hoje serve de piques para os fabianos declarados ou enrustidos.

A escória se abriga com a rima. Um João Ninguém, conhecido como Forrest Gump tercermundista.

Por obra do acaso foi alçado a importantes magistraturas.

Na caradura quer mais. Vejamos se é capaz!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Por um sistema tributário simples e eficiente


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Reynaldo Lima Jr

Com a renovação nos cargos executivos e legislativos nas últimas eleições e a abertura de uma nova legislatura abriu-se novamente uma boa oportunidade para repensar o sistema tributário nacional.

Temática de grande relevância nacional, a reforma tributária vem sendo debatida por diversos setores da sociedade, entidades, órgãos de classe, juristas, economistas e pesquisadores, que vêm opinando e buscando encontrar caminhos que possibilitem, acima de tudo, a simplificação.

A simplificação construída nesse modelo, alinhado ao modelo desenvolvido pelo Secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra, permite maior transparência e neutralidade nas operações, a desburocratização de obrigações acessórias muitas vezes repetitivas, maior possibilidade de planejamento, o fim da guerra fiscal, a construção de normas claras de isenções, imunidades e incidências tributárias, dentre outros aspectos que permitem a alavancagem das atividades econômicas.

Embasado em uma história de mais de sete décadas de defesa e mobilização pelo empreendedorismo e pelo desenvolvimento, justiça econômica e social, o SESCON-SP sempre esteve à frente de debates sobre temas de grande relevância nacional e, desta vez, não está sendo diferente. Afinal, somos uma entidade patronal, representante de mais de sessenta categorias econômicas no Estado de São Paulo do segmento de serviços, que é o responsável pelo maior número de empregos no país e que historicamente tem arcado com grande parte do ônus da alta carga tributária, da burocracia e de um sistema tributário ineficiente.

A entidade tem buscado dialogar com seus representados, entidades e diversos agentes públicos e buscado estudos que demonstrem os impactos da legislação tributária nas atividades econômicas do setor de serviços com objetivo de contribuir com a simplificação e o redesenho do modelo de tributação brasileiro.

Dentre as alternativas propostas, o SESCON-SP defende o modelo criado baseado na tributação de bens e serviços que substitua todos os cinco tributos  que impactam nas atividades econômicas das empresas atuais, PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, por um imposto único, partilhando a receita entre os governos federal, os estaduais e municipais, de forma cumulativa, sendo  tributado no consumo, ou seja,  destacado  no preço final de cada bem ou serviço, hoje já chamado de “IBS” (imposto sobre bens e serviços).

Nessa mesma linha, estamos vendo com bons olhos a possibilidade de desoneração da tributação das empresas incidente sobre a folha de salários, além de apoiar o término de diversos benefícios que são concedidos a determinadas atividades econômicas, gerando inúmeras distorções e, com isso, equiparando todas empresas ao mesmo patamar, o que traria justiça tributária.

Esse modelo de simplificação defendido pelo SESCON-SP deve necessariamente observar regras sólidas de transição do modelo atual para uma nova sistemática, como a apresentada pelo CCIF (Centro de Cidadania Fiscal), permitindo uma verdadeira adequação e melhoria do sistema tributário, tanto do ponto de vista operacional como o de estímulo econômico.

A proposta defendida pelo governo corrobora com pontos que estão sendo defendidos pela entidade, em especial a simplificação do sistema tributário. No entanto, há pontos que devem ser aprimorados, como os impostos que devem ser incluídos no modelo de tributação única, o que tem exigido ainda maior engajamento do SESCON-SP nesses debates, objetivando o desenho de uma segura e efetiva simplificação.

A necessidade e a disposição dos novos governantes para enfrentar a reforma tributária após muitos anos de postergação são excelentes indícios para que encontremos finalmente alternativas para antigos entraves ao crescimento do país. 
Disposto a participar desta grande mobilização em favor do Brasil, o SESCON-SP está aberto e apoiará todo movimento em favor da desburocratização, redução da carga tributária e melhoria do ambiente de negócios no Brasil.

Reynaldo Lima Jr. – empresário contábil e presidente do SESCON-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Erro imprevidente de prioridade pode ser fatal



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Em meio ao desgaste midiático do Bebiannogate, em fase de solução por redução da temperatura pelo lado da família Bolsonaro e pelo lado do ministro que deixará a Secretaria Geral da Presidência da República, surge a pior notícia dos quase 50 dias do Governo Bolsonaro. Focado em priorizar a aprovação da Reforma da Previdência, parece que o Palácio do Planalto prefere deixar tramitando em banho-maria a votação do pacote anti-corrupção e de combate ao crime organizado – que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, envia ao Congresso Nacional nesta terça-feira. A da Previdência segue na quarta-feira...

A “estratégia” pode ser um erro imprevidente de prioridade. A missão de Moro é uma prioridade claramente definida pelo eleitorado – e não por marketeiros – durante a campanha eleitoral que produziu o milagre da eleição de Jair Bolsonaro e Antônio Mourão. A Previdência, fundamental para um ajuste nas contas públicas – só apareceu como “prioritária” durante a fase de transição governamental. Será que o governo não tem pressa na tramitação do pacote de Moro – que mexerá no Código Penal e na lei de combate às organizações criminosas?

É inacreditável que isto aconteça nesta altura do campeonato... Será que já tem gente agindo, no bastidor mafioso, para forçar que Sérgio Moro peça para sair do Ministério da Justiça, só porque as supostas “prioridades” políticas e econômicas sabotaram o trabalho dele?

O Presidente Bolsonaro precisa ponderar tamanho risco, antes que a imprevidente inversão de prioridade termine sendo fatal à integridade de seu governo. A saída de Bebianno do governo é fichinha. Pode ser superada facilmente. Já a substituição de Moro não tem preço. O eventual prejuízo não tem cobertura de seguridade política...

Se não houver combate efetivo à estrutura criminosa, nenhuma reforma resolverá coisa alguma. O Crime Institucionalizado continuará vencendo no Brasil. O Presidente Bolsonaro tem o dever de saber disto. Ou vai terminar refém de bandidos profissionais...

Releia a primeira edição: A luta para renovar o STF e o STJ



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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Fevereiro de 2019.