terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

As “razões” do Estado-Ladrão



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Crime Organizado é associação delitiva entre criminosos e servidores públicos. Estrategicamente, as organizações criminosas praticam o Terrorismo – a politização da violência ilegal (privada, estatal ou uma mistura de ambas). Pergunta básica: para que servem?

O Crime e o Terror existem para gerar desequilíbrios, déficits, carências, carestias e uma habitual “roubalheira”. Tudo em meio a uma guerra de todos contra todos os poderes. Resumindo: Sobrevivemos sob o domínio do Estado Ladrão porque a Crise Estrutural e o Crime Institucionalizado cumprem sua missão contra o Brasil.

A Cleptocracia é intencional. Tem a função básica de manter o País inseguro, violento, burro, amedrontado e subdesenvolvido. O Governo do Crime Organizado conta com a colaboração dos extremismos ideológicos. Toda ideologia é uma forma de controle e dominação. A opção cega por ideologias sabota um debate fundamental: Qual deve ser o papel e o tamanho do Estado?

A resposta é simples e inovadora: o “Estado necessário”. Eis o modelo ideal, liberal, que precisamos colocar em prática, no Brasil. O termo “Estado” designa o conjunto de instituições que controlam e administram uma Nação. Estado é a instituição que concentra uma sociedade dentro de um território específico (pátria) e detém os poderes de governar, legislar e reprimir.

O Estado se refere a todos os agentes políticos, às instituições públicas, aos seus princípios e leis reunidos em uma Constituição. O Estado inclui o governo e a burocracia que regem um povo em um determinado território. A burocracia é instância que aplica as regras estabelecidas pelo Estado, a partir da Carta Magna. Ela define os agentes do Estado, o governo, o tamanho da burocracia e como todos devem ser organizados. Estipula os limites e os sistemas de controle. Muitos cometem o pecado de confundir Governo com Estado.

Governo é liderado pelo agente político eleito para administrar as instituições do Estado durante determinado período definido. O Governo é temporário na gerência da coisa pública. O Estado é permanente. Está acima do governo. Devemos sempre lembrar que governantes e burocratas são gente de carne e osso. Elas acertam e erram, dependendo do modo como usam a máquina estatal. E existe uma tendência das pessoas no poder concentrarem poder e tentarem se perpetuar no poder.

É fácil de perceber o “Estado Máximo” que exagera no intervencionismo político, econômico e social. A gigantesca máquina administrativa e seu excesso de regras burocráticas existem para controlar a sociedade. Esse modelo priva da liberdade os indivíduos, os grupos e as empresas. Interfere abusivamente na vida das pessoas empreendedoras. Concentra poder exageradamente no pequeno grupo que dita as ordens (a oligarquia). Geralmente, o Estado Máximo é incontrolável pela sociedade. Torna-se autoritário ou totalitário.

Não podemos embarcar em um conceito inverso e equivocado. O tal “Estado Mínimo” não existe. Trata-se de uma babaquice neolibertina. O Estado mínimo ou Estado minarquista é um tipo de estado que procura intervir o mínimo possível na economia do país. A utopia é maximizar o progresso e a prosperidade do país. Defensores do Estado mínimo pregam que a função do Estado é assegurar os direitos básicos da população. Tal conceito é vago. Pobre de conteúdo. 

Temos de defender o correto: O Estado Necessário é aquele que cumpre a função básica de garantir a Democracia – aqui definida como a segurança e estabilidade legal, jurídica, política, econômica e individual. O Estado Necessário garante a liberdade fundamental dos cidadãos. O Estado Necessário tem uma Constituição enxuta, liberal, e um conjunto de leis mais simplificado e fácil de cumprir, sem interferência constante do Judiciário (corrompido).

O Estado Necessário foca na Educação, na Saúde e na Segurança. O Estado Necessário conta com mecanismos públicos de controle do governo e do Estado pela sociedade organizada. O Estado necessário equilibra a existência de empresas estatais com os empreendedores privados. O Estado Necessário tem uma burocracia essencial, sem excessos, com servidores públicos justamente remunerados, capacitados e competentes para cumprir sua missão.

É esse Estado Necessário que precisamos implantar no Brasil, após amplo e livre debate na sociedade. Enfim, temos de implantar um Estado Necessário, com uma Constituição fácil de ser cumprida, para equilibrar o funcionamento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, tendo como sustentáculo o poder Militar e (por que não?) um Poder Moderador eleito pela sociedade para controlar os entes e mecanismos estatais.

O Estado Necessário precisa ser definido por um amplo debate. O Brasil tem de definir um Projeto de Governo e de Estado. Enfim, um Projeto de Nação. A Constituição de 1988 – supostamente “cidadã” – se transformou em uma Carta “vilã”. Se não for reformulada, levará o Brasil a uma guerra civil que causará nossa desintegração, em uma insana secessão. A quem interessa dividir o Brasil?

Resposta: aos operadores do Crime Institucionalizado – que cumprem a canalha missão como agentes conscientes de um Poder Real Globalitário.

Solução? Ou definimos o Estado Necessário ou continuaremos sendo uma pretensa Nação, partida, criminosa, injusta, rumo à fragmentação, candidata permanente a desastres e tragédias com muitas vítimas fatais.

Quem não quer mudança estrutural, por mais inocente e idiota que possa parecer, na verdade, está do lado do Crime... Por enquanto, a governança criminosa é hegemônica. Precisamos de uma união nacional, urgente, sem babaquices ideológicas, para neutralizar e vencer o Crime.

A prioridade das prioridades: recuperar o papel institucional do Judiciário – que é promover a Justiça, sem rigores ou perdões seletivos que alimentam a impunidade e o desrespeito às Leis.

Enfim, temos de exterminar as “razões” do Estado-Ladrão!

Releia os artigos:

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Até mais ver, Ricardo Boechat


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 12 de Fevereiro de 2019.

4 comentários:

Anônimo disse...


Cleonice I Ferreira disse:
SR. Jornalista Serrão, em infame guerra civil já estamos há muito tempo.
Não há tempos para debates, discussões e outros.
É uma questão urgente fechar todas as "Instituições" para o desaparelhamento e profunda limpeza. É preciso mais que coragem, é preciso clarividência (no sentido de ver com lucidez a grave situação em que se encontra o País).
O Povo está se sentindo órfão de Pátria, suas esperanças desabaram.
O site do Antagonista publicou a afirmação do Haddad: “Família Bolsonaro está mais enrolada em 30 dias do que PT em 39 anos”. GRAVÍSSIMO!
É o caos instalado propositalmente.

jomabastos disse...

Excelente texto que espalha a promiscuidade existente na atual realidade do Brasil.

Muitos cometem o grave erro de mesclar Governo com Estado. Esta é uma realidade!

"O Governo é temporário na gerência da coisa pública. O Estado é permanente. Está acima do governo."

"A Constituição de 1988 – supostamente “cidadã” – se transformou em uma Carta “vilã”. Se não for reformulada, levará o Brasil a uma guerra civil que causará nossa desintegração, em uma insana secessão. A quem interessa dividir o Brasil?

Resposta: aos operadores do Crime Institucionalizado – que cumprem a canalha missão como agentes conscientes de um Poder Real Globalitário.

Solução? Ou definimos o Estado Necessário ou continuaremos sendo uma pretensa Nação, partida, criminosa, injusta, rumo à fragmentação, candidata permanente a desastres e tragédias com muitas vítimas fatais."

O Brasil está vivendo, desde há alguns anos, uma forte hostilidade interna, por estarmos vivendo com uma Constituição emaranhada de leis, que vem ajudando os estelionatários a corroerem esta Nação. Esta Constituição de 88 foi preparada e continuou sendo emendada por gente moral e eticamente medíocre, de modo que resultasse em uma forte defesa para os escroques e pilhantes.

"Precisamos de uma união nacional, urgente, sem babaquices ideológicas, para neutralizar e vencer o Crime."

Anônimo disse...

Ele estava mais para um desinformante.

Anônimo disse...

Trocando em miudos o crime organizado mais perigoso não é o que é comandado nas prisões, o crime organizado instalado nas entranhas do governos é o que mais nos afunda, porque se vale de leis promiscuas, que soltam os bandidos de colarinho branco descaradamente. Os militares da reserva nomeados pelo presidente Bolsonaro não tem poder de comando para virarem o brasil do avesso. Eles representam a honestidade os principios e a nobreza de carater em seus respectivos cargos, mas só isto não basta para desbaratar o crime organizado instalado nas entranhas dessa republica carcomida. Neste momento crucial, ainda não caiu a ficha do nosso presidente de que se não convocar as FFAA, para fazer uma limpesa total, continuaremos enxugando gelo, boicotados pelo crime organizado chamado de mecanismo, esperando uma brecha para voltar ao poder. A impunidade dos responsaveis pelas tragedias anunciadas, em Mariana, Brumadinho, Boate Kiss, CT do Flamengo, etc.etc. são um exemplo gritante, de que o brasil necessita de tratamento de choque, ou o comunismo ateu voltará brevemente com força total. Acredite se quiser.