segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Catástrofes Humanas



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O Brasil ao longo de várias décadas vem sendo vítima de inimagináveis catástrofes humanas,as quais somente indicam o resultado nefasto da corrupção, da falta de competência e sobretudo da despreocupação do administrador público com o bem comum.

Não há manutenção ou preservação da coisa pública, desde museus, prédios históricos, tombados, até pontes e viadutos o que culmina com o desabamento e risco à população, sem falar nos incontáveis mortos da tragédia recente em Brumadinho.

Ao contrário de Nações ricas, desenvolvidas, e cheias de vigor do homem público que sofrem catástrofes naturais, o Brasil de seu turno apenas humanas. A roubalheira foi tanta que somada à crise econômica dilacerou as finanças dos estados e de milhares de municípios.

Eis o grito de socorro que o Governo Federal não quer ouvir, o nosso modelo federalismo está falido tudo se concentra nas mãos da União. E o pobre brasileiro que mais paga impostos, em janeiro para o Estado (IPVA) em fevereiro prefeitura (IPTU) em março (imposto de renda) depois os seguros do carro, da casa e tarifas e taxas, etc.

Um Brasil que em pleno século XXI ainda trata de doenças endêmicas e epidêmicas, como dengue e outras do genêro, mostra a pobreza do administrador público e o descaso com os interesses da coletividade. Enquanto não se orientar nosso governante pela absoluta neutralidade e interesse da camada social menos favorecida continuaremos a sair no exterior como o País das catástrofes, das tragédias, e todos os anos são assim, aliás até pior já que não temos investimentos, as contas públicas não fecham e agora querem nossos gestores públicos reduzir a jornada de trabalho para reduzir salários dos servidores os grandes vilões de toda a história que começou há mais dez anos atrás.

Foram pilhados trilhões dos cofres públicos, nossos administradores viajam,passeiam no exterior, nossos parlamentares não tem restrição de verba e culpam a magistratura e tanto assim que já se cogita uma CPI nos tribunais superiores, mas para aonde chegaremos poucos sabem. O túnel não tem luz no seu final e a barbárie civilizatória nos impede de evoluir, crescer e desenvolver.

Enfim, enquanto nosso homem público não tiver consciência que governar significa atender às necessidades da população, veremos novamente Brumadinho, alagamentos, incêndios, hospitais sucateados, e centros de pesquisas paralisados, um triste retrato do que sobrou de nossa herança maldita deixada por aqueles que corrompem, corromperam e corromperão a história de toda uma Nação.

Não é sem razão que alguns países adotam prisão perpétua e até pena de morte para o hediondo crime de corrupção tanto na esfera pública, mas também privada.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Autores de vários livros jurídicos.

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