domingo, 31 de março de 2019

Vamos celebrar 31 de março de 2064?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A sabedoria recomenda que cada um deve ter liberdade para tirar lições verdadeiras a partir do pleno conhecimento e da correta interpretação dos fatos e versões da História. Tal missão, no Brasil, é extremamente dificultada pela hegemonia ideológica de esquerda. O despotismo intelectual dos canhotos contadores de estórias dita o que é relatado e ensinado. A dos outros não vale.

Felizmente, surge uma nova postura da historiografia a partir do processo social que ajudou a eleger Jair Bolsonaro. Documentos oficiais e versões antes não consideradas revelam o que aconteceu, de verdade, no Brasil pós-1964. A honestidade intelectual força uma mudança no relato da academia e da imprensa sobre o governo dos Presidentes-Generais. O que se rotulou, imprecisamente, de “ditadura fruto de um golpe”, já é entendido como um “contragolpe nos grupos que queriam implantar o Comunismo/socialismo no Brasil”.

Resistir é inútil. A História é oficializada pelos vencedores. Os militares venceram em 1964. No entanto, saíram derrotados na guerra de comunicação em 1985. Até a eleição de Bolsonaro, vigorava a versão esquerdista de um “regime autoritário”. As pessoas acordaram para a verdade objetiva da real ditadura implantada entre 1985 e 2018. A Nova República, que ainda resiste a ser superada, impôs o regime do crime organizado, com ingredientes de corrupção, violência, terror, em meio a conflitos institucionais. A Ditadura do Crime extermina 70 mil brasileiros por ano. É a Barbárie! Inaceitável! Intolerável! Insuportável!

O momento de reformas (que pode acionar o gatilho das mudanças estruturais) demanda que os cidadãos estudem muito e corretamente. Não adianta queimar a livralhada de esquerda. Também não resolve espancar os historiadores canalhas. O fundamental é recorrer a uma nova bibliografia que comprova o que realmente aconteceu no Brasil entre 1964/1985 e 1985/2018. Não há verdade histórica absoluta, nem relativa. Existem versões (verdadeira, falsas ou fantasiosas) e interpretações (corretas, erradas ou baseadas em fantasias).

Em vez de embarcar em polêmicas inúteis e irresponsáveis (tipo: comemora ou proíbe a comemoração sobre 31 de março de 1964), a atitude mais responsável é indicar fontes confiáveis de informação, para que cada um, livremente, possa ter elementos objetivos, universais, reais e permanentes para tirar as próprias conclusões históricas. Traduzindo: é fundamental fazer leituras e ouvir depoimentos confiáveis das variadas testemunhas da História.

O Alerta Total faz uma listinha básica para os livre-pesquisadores:

- ORVIL: Tentativa de tomada do Poder – Agnaldo Del Nero Augusto, Lício Maciel, José Conegundes do Nascimento (Organizadores) – São Paulo : Schoba, 2012. 924 páginas.

- A Verdade Sufocada:A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça – Carlos Alberto Brilhante Ustra – Brasília : Editora Ser, 2006. 541 páginas.

- 1964: 31 de Março – História Oral do Exército (Tomos) – Aricildes de Moraes Motta (Coordenação) – Rio de Janeiro : Biblioteca do Exército Editora, 2003. Tomo 1, 318 páginas; Tomo 2, 366 páginas.

- Os Militares no Poder (3 volumes) – Carlos Castello Branco – Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1977. Volume 1, 680 páginas; Volume 2, 563 páginas; Volume 3, 757 páginas.

- AI-5, A Opressão no Brasil – Hélio Contreras – Rio de Janeiro : Record, 2005. 253 páginas.

- A Ditadura Militar e os golpes dentro do golpe (1964-1969) – Carlos Chagas – Rio de Janeiro : Record, 2014. 490 páginas.

- A Ditadura Militar e a longa noite dos Generais (1970-1985) – Carlos Chagas – Rio de Janeiro : Record, 2015. 335 páginas.

- Desfazendo mitos da luta armada – Aluísio Madruga de Moura e Souza – Brasília : abc BSB Gráfica e Editora, 2006. 492 páginas.

- O Araguaia sem máscara – Carlos I. S. Azambuja – Rio de Janeiro : Clube Naval, 2016. 184 páginas.

- A Hidra Vermelha – Carlos I. S. Azambuja – São Paulo : Observatório Latino, 2016. 338 páginas.

- O Foro de São Paulo, A mais perigosa organização revolucionárias das Américas – Graça Salgueiro – São Paulo : Observatório Latino, 2016. 216 páginas.

- O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial – Heitor de Paola – São Paulo : Observatório Latino, 2016. 270 páginas.

Todas essas fontes bibliográficas altamente confiáveis contêm informações corretas para quem deseja entender, de verdade, o que aconteceu um pouco antes e depois de 1964. A esquerdalha pseudointelectual tem seus livrecos repletos de fantasias e versões distorcidas da realidade que são (repito) hegemônicas no ensino de História do Brasil na maioria de nossas escolas e faculdades. Por isso, quem deseja conhecer a verdade e se libertar das mentiras, precisa ler muito. Não tem outro jeito, nem jeitinho...

Estudar a História por fontes confiáveis é infinitamente muito mais importante que participar de “comemorações”... Aprender com os acertos e erros históricos é fundamental para adquirir a visão estratégica imprescindível para embasar as mudanças estruturais pelas quais o Brasil tem de passar, se não quiser terminar, irremediavelmente, condenada a uma Nação Subdesenvolvida, mantida artificialmente na miséria pela combinação de ignorância com subserviência e canalhice.

Uma coisa é consenso: Não dá mais para suportar e sobreviver sob regimes de exceção – quaisquer que sejam ou como sejam rotulados conforme as conveniências ideológicas das partes antagonistas da História.

Agora, a prioridade é viver o momento presente. Observar, estudar e lembrar a História Real para pensar, formular e debater o inédito Projeto Estratégico para o Brasil.

Se fizermos esse dever de casa, quem sabe (?), em 2064, tenhamos uma Nação de verdade para celebrar feitos ou criticar defeitos históricos.

Enquanto estudamos, vamos ver no que vai dar (tomara que dê certo) nosso recente e inédito “regime militar com intervenção pelo voto direto”...


Globo passa recibo?


Bonner e Renata lendo nota do MD sobre 1964? Não tem preço...

Não foi golpe!




Depoimento do jornalista Paulo Martins.

Verdade Histórica


Celebração particular




Homenagem ao ex-Comandante Eduardo Villas-Bôas.


Manifestante Solitário



No tempo em que Bolsonaro jogava quase sozinho... Manifestação feita cinco anos atrás, na Explanada dos Ministérios, em Brasília... Tudo bem antes da facada, bem antes da vitória eleitoral e da Presidência... 
Hoje, a celebração do 31 de março foi em Israel...



Programa de Domingo


Assista Direito e Justiça em Foco, Domingo, às 22 horas na Rede Gospel (Tv Aberta canal 27; Brasília – Canal 43; Net – Canal 26; Net HD – Canal 526; Vivo – Canal 2)


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Membro do Comitê Executivo do Movimento Avança Brasil.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Março de 2019.

Há muitas pessoas de Bem Bocós



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Gente culta e preparada, patriotas sinceros, defendem a reforma da previdência nas redes sociais, por total desinformação.

Como se pode reformá-la antes de uma auditoria séria, antes de cobrar TODOS os devedores, antes de recadastrar os beneficiários de pagamentos pelo governo, a qualquer título?

Essa reforma NÃO foi promessa de campanha e nem é a mais urgente. Devemos primeiro implantar a reforma TRIBUTÁRIA para desonerar quem produz e gera empregos, livrando-os da burocracia desleal.

O senhor Paulo Guedes, num passe de mágica, levou o nosso Presidente da República no bico.

Da forma que está, a tentativa só beneficia aos bancos.

O ministro da Economia é (ou foi) banqueiro. Seu DNA e sua natureza obrigam-no a priorizar o interesse da banca e não o do país.

Por essas e por outras é que chegará o momento em que sua excelência o Presidente da República será obrigado a convocar as Forças Armadas na forma do artigo 142 da Constituição Federal.

Nossos ilustres generais talvez prefiram não assumir essa tarefa. Em sua grande maioria, eles não têm cultura de combate.

Num país que sofre há décadas uma guerra assimétrica, de quinta geração, não é possível melhorar nada com um Congresso e um Judiciário apodrecidos.

Quê fazer? Só não vale perguntar ao Lênin... Nem aos Bocós...

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

“Acordão” que soltou Temer também libertará Lula?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Está  mais que  evidenciado que  a ordem liminar do Desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal  da 2ª Região  (TRF 2), que libertou  Michel Temer, e a quase certa soltura de Lula da Silva, a ser determinada nos próximos dias, seja pelo Supremo Tribunal Federal (STF), revisando a prisão em 2ª Instância, seja pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), atenuando a pena de Lula - com isso oportunizando-lhe  “prisão domiciliar”- têm  base, ambas as hipóteses, num sinistro “acordão” feito entre as forças políticas que apoiam um e outro “presidiário”, com os respectivos tribunais usados como instrumentos operacionais dessa “lambança” político-jurisdicional.

Não pode existir nenhuma dúvida que o PT, o MDB, e o PSDB, com todos os seus partidos “associados” que, somados, têm  a maioria dos Senadores e Deputados Federais, estão inteiramente “fechadinhos” nessa operação espúria. Seguem à risca o princípio de que “uma mão lava a outra”, também adotado na política.                                                                                                                                   

Não bastasse esse “detalhe”, por essa estratégia demoníaca, a própria opinião pública tende a ficar totalmente desarmada para oferecer qualquer crítica a essa “operação casada”. Afinal, ”não houve qualquer privilégio” a quem quer que seja. Os políticos brasileiros e seus tribunais conseguiram dar uma “lição de democracia e igualdade” para todo o mundo “poder copiar”.

Somente com medidas excepcionais poderá ser dado um basta nessas operações que se avizinham. Uma delas seria o “Estado de Sítio”, decretado pelo Presidente da República, onde as   tais garantias constitucionais poderiam ficar suspensas por um curto período. Mas essa medida não seria o suficiente  para se fazer a “limpeza” que o Brasil precisa, e evitar “manobras” como essa que estão fazendo para livrar Temer e Lula.

A única medida válida que o Governo teria para mexer onde fosse necessário estaria concentrada no artigo 142 da Constituição, que prevê a INTERVENÇÃO, que praticamente não impõe quaisquer limites para se fazer o que deve ser feito. Seria a única “saída” para um Governo Decente não ficar refém dos “freios” arquitetados pelos políticos e transformados em leis e constituições, que visam mais aos seus próprios interesses, muito acima dos interesses do povo, tornando uma verdadeira piada o princípio constitucional que “todo o poder emana do povo”.

E aqui fica um alerta “amigo”: se Bolsonaro não tomar essa medida  rapidamente, com certeza vai se concretizar a terrível previsão que anda por aí de que o “seu Governo não irá longe”.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Cidade Imensa e Triste



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mário Vargas Llosa

Vim a Londres pela primeira vez em 1967, para lecionar no Queen Mary's College. Levava uma hora de metrô para chegar à universidade, a partir de Earl's Court, e outra para voltar. Usava essas duas horas para preparar as aulas e corrigir os trabalhos dos alunos. Descobri que gostava de ensinar, que não me saía mal e aprendia muito lendo – por exemplo, Sarmiento, cujo ensaio sobre o gaúcho Quiroga passou a ser, desde então, um de meus livros de cabeceira.

A Londres daqueles dias era muito diferente de Paris, onde vivi os sete anos anteriores. Ali se falava de marxismo e revolução, de defender Cuba contra as ameaças do imperialismo, de acabar com a cultura burguesa e substituí-la por outra, universal, na qual a sociedade toda se sentisse representada.

No Reino Unido, os jovens perdiam o interesse pelas ideias, pela política e a música passava a liderar a vida cultural. Eram os anos dos Beatles e dos Rolling Stones, da maconha, dos trajes chamativos e dos cabelos até os ombros. Uma nova palavra, hippies, havia se incorporado ao vocabulário universal.

Havia passado meus seis primeiros meses em Londres vivendo num distante e tranquilo bairro cheio de irlandeses, Clicklewood, mas logo, sem mesmo saber, aluguei uma casinha no próprio coração do universo hippie, Philbeach Gardens, em Earl's Court. Eram benignos e simpáticos e lembro-me da surpreendente resposta de uma garota a quem me ocorreu perguntar por que andava sempre descalça: "Para me livrar de uma vez de minha família".

Todas as tardes em que não tinha aulas, eu passava na belíssima sala de leitura da British Library, que então ficava no Museu Britânico - escrevendo Conversa na Catedral e lendo Edmund Wilson, Orwell, Virginia Woolf e, por fim, Faulkner e Joyce em inglês. Tinha muitos conhecidos, mas poucos amigos, entre eles Hugh Thomas e os Cabrera Infantes, que, por pura casualidade, vieram morar a poucos metros de minha casa. No ano seguinte, passei a lecionar no King's College, muito mais perto de casa. Trabalhava mais, mas o salário era melhor.

Naqueles anos, passei a ter muito carinho e admiração pela Inglaterra. Também fui deixando de ser socialista e me convertendo, pouco a pouco, no que ainda tento ser, um liberal. Esse sentimento aumentou com as coisas extraordinárias que Margaret Thatcher fez no governo. Na época, eu lia muito Hayek, Popper, Isaiah Berlin e, sobretudo, Adam Smith. Fui a Kirkcaldy, onde ele havia escrito A Riqueza das Nações . De sua casa, só restou um pedaço de muro, com uma placa. O museu local só tinha dele um cachimbo e uma caneta.

Em Edimburgo, em compensação, pude depositar um buquê de flores na Igreja onde ele está enterrado e passear pelo bairro onde os vizinhos o viam vagabundear durante seus últimos anos, distraído, distante do mundo, com seus passos de dromedário, totalmente absorto em pensamentos.

Em meus antigos tempos de Londres, no final dos anos 60, não tínhamos televisão, embora tivéssemos um rádio, e só saíamos uma vez por semana, nas noites de sábado, para ir ao cinema ou ao teatro, porque a senhora da Maby Minders que vinha ficar com as crianças nos custava o olho da cara.

Entretanto, apesar das limitações, creio que éramos muito felizes, e é possível que, não fosse por Carmen Balcells, teríamos ficado para sempre em Londres. Meus dois filhos e minha futura filha seriam três ingleses. Tenho certeza, porém, de que seria contra o Brexit e teria militado ativamente contra semelhante aberração.

Eu me dava muito bem com meu chefe no King's College, o professor Jones, especialista no Século de Ouro. Naquele fim de ano acadêmico, ele me propôs que, no ano seguinte, eu substituísse uma vez por semana um professor de espanhol de Cambridge que sairia de férias e eu aceitei. Então, sem se anunciar, Carmen Balcells bateu como um furacão à minha
porta.

Havia sido apresentado a ela em Barcelona por Carlos Barral, que explicou que ela se ocuparia de negociar no exterior meus direitos autorais. Pouco depois, porém, a própria Carmen me contou que havia deixado de trabalhar na editora Seix Barral, porque a missão de uma agente literária era representar os autores ante (e contra) o editor, e não o oposto. Gostaria eu de tê-la como minha agente? Sem dúvida. E as coisas ficaram mais ou menos por ali.

E o que ela veio fazer em Londres? "Vim ver você", respondeu. "Quero que renuncie imediatamente à universidade e à Inglaterra e quero que todos vocês venham viver em Barcelona. O King's College toma muito de seu tempo. Garanto que você pode viver de seus livros. Eu me encarrego disso."

É provável que eu tenha dado uma gargalhada e lhe perguntado se ela havia enlouquecido. Viver de direitos autorais era uma bobagem, pois eu levava dois ou três anos para escrever um romance e, se tivesse de escrevê-lo em seis meses para dar de comer a meus filhos, sairia um livro ilegível.

O que eu não sabia era que quando Carmem punha uma coisa na cabeça era melhor fazer o que ela queria ou então matá-la. Não havia meio termo. Em me lembro de que discutimos horas e horas e ela me contou que García Márquez já estava em Barcelona vivendo de seus livros - ela havia ido ao México para convencê-lo. E decretou que não sairia de minha casa enquanto eu não dissesse sim.

Venceu-me pelo cansaço. Na mesma tarde, fui dizer ao professor Jones que iria para Barcelona e, dali em diante, viveria de meus direitos autorais. Ele era um homem bem educado e não me disse que eu era um imbecil fazendo tal disparate, mas vi em seu olhar que pensou isso.

Não me arrependo nada de ter ouvido Carmem Barcells, pois os cinco anos que passei em Barcelona foram maravilhosos. Ali nasceu minha filha Morgana, na clínica Dexeus, e graças a Santiago Dexeus eu a vi nascer.

A cidade se converteu, graças principalmente a Carmen e a Carlos Barral, na capital da literatura latino-americana por um bom tempo, e lá voltaram a se encontrar e a conviver os escritores espanhóis e os hispano-americanos, que se davam as costas desde a Guerra Civil .

Nós que passamos aqueles anos na grande cidade mediterrânea não esqueceremos nunca o entusiasmo com que sentíamos chegar o fim da ditadura e a sensação reconfortante de saber que, na nova sociedade democrática, a cultura teria um papel fundamental. O pensamento é livre!

A Espanha ainda não prestou a Carmen Balcells as homenagens que ela merece. Carmen, sozinha, decidiu que, com suas grandes editoras e sua antiga tradição de alta cultura, caberia a Barcelona reunir muitos escritores latino-americanos e, reconciliando-os com os espanhóis, unir a cultura e a língua num só território cultural.

Os editores, pouco a pouco, começando com Carlos Barral, passaram a ouvi-la. Como fez comigo, ela levou muitos escritores a se instalarem em Barcelona, onde, naqueles anos, começavam a chegar jovens sul americanos, como antes chegaram a Paris, porque era ali que fazia sentido fantasiar histórias, escrever poemas, pintar e compor.

Desde o Brexit, me senti profundamente fraudado e a Inglaterra foi se apagando de minha memória. Entretanto, nestes dias, talvez porque já esteja velho, lembrei com saudade os anos que aqui passei e mais uma vez contradigo aquele poeta brasileiro do qual Jorge Ewards tanto gostava, que chamou Londres de "cidade imensa e triste" e disse de si mesmo:

"Foste lá triste e voltaste mais triste".

Mario Vargas Llosa, escritor e ensaísta peruano, é prêmio Nobel de
Literatura. Originalmente publicado em O Estado de S. Paulo em 17/03/2019. Tradução de Roberto Muniz

sábado, 30 de março de 2019

Esquerdopata age igual a Nazifascista


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Pode até ser impreciso apontar o nazismo alemão e o fascismo italiano como movimentos totalitários de esquerda. O chanceler brasileiro Ernesto Araújo recebeu uma saraivada de críticas por sustentar tamanha polêmica.  No entanto, uma análise objetiva da prática socialista/comunista comprova que os métodos totalitários das esquerdas são muito semelhantes aos dos ditadores nazifascistas.

No final das contas, os extremismos totalitários promoveram a barbárie e extermínio em massa de opositores, nos países em que foram praticados. Usaram os mesmos métodos de Propaganda para enganar a sociedade. Seus dirigentes abusaram da autoridade e usurparam o poder. Portanto, foram anti-democráticos, pois atentaram contra a segurança do Direito, principalmente afrontando os mais elementares Direitos Humanos.

Na vida real, os totalitarismos nazista e fascista foram muito semelhantes aos regimes que se autoproclamavam de esquerda, como o russo, o chinês, o nortecoreano e o cubano, nas suas práticas políticas e sociais hediondas. Os fatos históricos são incontestáveis. Este é o ponto principal da comparação feita pelo ministro Ernesto Araújo – que deveria calibrar melhor sua análise, para não dar margem a críticas da esquerdopatia midiática e diplomática.

Esquerdopatas agiram igual aos Nazifascistas. Os fatos históricos comprovam. Apenas o pensamento cultural oblíquo dos comunosocialistas não enxerga a verdade, a realidade universal permanente. Ideologias são formas de dominação. O mais importante é ter clareza sobre quem tem compromisso democrático e respeito aos valores humanos. Extremistas radicalóides não têm.

O desafio brasileiro é implantar a Democracia, recuperando a saúde das instituições republicanas, aprimorando-as, para a implantação da Democracia. Por isso, não devemos perder tempo com debates que levam a nada, a não ser ampliar a divisão ideológica artificialmente plantada na sociedade brasileira pelos agentes conscientes do Crime Institucionalizado.

Só o povo tem o legítimo Poder Originário, Instituinte, para aprimorar as instituições. O nazicomunofascismo só interessa a quem deseja ocupar e exercer a hegemonia em alguma instância estatal apenas para se locupletar ou satisfazer seus egos vaidosos e doentios por poder. Por isso, só resta às pessoas de bem e do bem lutar pela Democracia.

O fundamental, de imediato, é limpar o Estado e combater a corrupção, afastando a escória do poder. O passo seguinte, quase simultâneo, será o aprimoramento institucional e o enxugamento legal, até que seja viável propor, debater e implantar o inédito Plano Estratégico de Nação, a partir de uma Constituição efetivamente democrática – o que não é o caso da nossa em vigor desde 1988.

Esquerdismo



Fascismo definido


Ribas Paiva Imperdível


Assista Direito e Justiça em Foco, Domingo, às 22 horas na Rede Gospel (Tv Aberta canal 27; Brasília – Canal 43; Net – Canal 26; Net HD – Canal 526; Vivo – Canal 2).






          


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Membro do Comitê Executivo do Movimento Avança Brasil.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Março de 2019.

Imprensa Imprestável



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

As pessoas que dedicam parte de seu tempo para acompanhar as “notícias” do dia, já devem ter percebido que a quase totalidade dos meios opera sob um comando único a serviço de interesses inconfessáveis dos implantadores da Nova Ordem Mundial.

Não critico os jornalistas como um todo. Têm que sustentar suas famílias, e assim se submetem à imposição dos seus patrões na ingrata e desesperadora tarefa de “desinformar”.

Além disso, foram formados em faculdades de comunicação que rezam na cartilha da esquerdice estúpida da Escola de Frankfurt. O método forma marxistas e gramscistas imbecilizados.

Hoje em dia é mais útil saber das notícias via redes sociais.

Da mídia tradicional, leio apenas os obituários. Atento para evitar uma notícia falsa ou “ressurreição” inesperada.

A revista inglesa The Economist é uma espécie de diário oficial dos globalistas.

A Europa está podre. É por esse motivo que o Reino Unido sairá da União Europeia. 

Pedir um novo plebiscito sobre o Brexit é dar um tapa na cara dos eleitores.

Aqui no Brasil, pessoas de bem estão erroneamente apoiando a reforma da previdência. Não foi promessa de campanha e só aproveita aos bancos.

O ministro da Economia, sem embargo de seus méritos pessoais, está a serviço dos interesses estrangeiros e não de nosso país.

Por ironia do destino, talvez a parte mais podre de nossa política será a tábua de salvação, rejeitando a maldita reforma.

Não foram cobrados os devedores do INSS; não foi feita uma auditoria; não foram recadastrados TODOS os beneficiários de qualquer pagamento pelo poder público.

As ameaças de que o “país quebrará sem a reforma da previdência” são mentirosas e pueris. Sinal de desespero.

Nosso povo não é mais ”criança” que se assusta no Trem Fantasma da política.

Nosso Presidente e seu Vice devem se empenhar na implementação das promessas de campanha.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Fim do Presidencialismo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

A Constituição Federal de 1988, saudosa memória de Ulisses Guimarães, deu mais poderes ao Parlamento do que ao Presidente. Esse entrechoque de interesses já permitiu o impedimento de dois presidentes, cadeia em outros 2, além de uma crise sem precedentes pós regime dito autoritário.

O momento atual conturbado é prova disso com bate boca e muita disputa que leva a sociedade à perplexidade. Qual seria a melhor solução? A implantação de um semi presidencialismo ou de um puro parlamentarismo, pois aqui, a exemplo de lá fora, o que vemos é que o presidente reina, mas não governa. Está nas mãos do parlamento cuja divisão é grande e o número de partidos impraticável para o pleno exercício da democracia.

A melhor saída, portanto, seria conferir ao presidente o mandato de 5 anos, sem reeleição e ao mesmo tempo dividir as funções com o seu representante no Congresso, se a maioria não tivesse mais voz e voto, automaticamente seria substituído, o que viria ao encontro dos interesses majoritários.

O que não podemos é esperar grandes transformações do nosso Congresso nacional. Embora tenha existido um grande número de novos representantes do povo, a estrutura da máquina é emperrada e seus ditames são feitos pelo colégio de lideranças. Ou seja, os indicados fazem parte do baixo clero e o poder de influência é mínimo e bastante reduzido.

Outra alternativa que também seria aplaudida seria a redução do número de parlamentares, pois que 581 deputados e 81 senadores não nos dão a clara imagem da representatividade proporcional pelo porte econômico e significado de cada ente federado. O ideal seria, em primeiro lugar, a fusão de estados do norte, nordeste e centro oeste, de 27 estados passaríamos a 15 estados com substancial redução de gastos e folha de pagamento.

O numero de deputados federais cairia para 333 e o de senadores, se não fosse unicameral o regime, de 81 do quadro atual para 45 membros. Com isso as despesas que se somariam ultrapassariam a casa de 500 bilhões de reais. Daria grande fôlego para a redução da dívida pública e para avançar nas reformas estruturantes. O Estado brasileiro é maior do que seu produto interno bruto e quem carrega o peso é o contribuinte, a cidadania servil à massacrante carga tributária sem retorno algum.

Enfim, a primeira e mais importante de todas as reformas está na própria Constituição com a redução do número de entes federados e representantes, a fim de que sejamos verdadeira e plenamente uma democracia - e não mera colcha de retalhos, já que com a implementação destas medidas teríamos no máximo 5 partidos políticos com drástica redução dos recursos dos fundos partidários.

O Brasil, sim, tem jeito. O problema é que nossos governantes não
se posicionam ou preferem o embate das palavras e a preferência do governo virtual. Mas a realidade é outra história...

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

sexta-feira, 29 de março de 2019

A Guerra de Pacificação



A guerra continua. Apenas entra na fase de fingimento de que uma pacificação é possível. Não é... As partes em conflito institucional têm apenas uma prioridade. Cuidar da manutenção dos próprios interesses e privilégios. Depois, o que vier é lucro... A classe política segue em descrédito, porém super-bem-remunerada, mesmo ainda não mordendo o que o Presidente Jair Bolsonaro ainda não permite. As reformas sairão do jeito que der. A economia também sairá da letargia, porque não tem outro jeito. Triste é que o jeitinho brasileiro está longe de ser varrido da nossa cultura. Mas a previsão é que as coisas vão melhorar. E poderemos nos aposentar.

Sigamos pela reta final... Estamos na contagem regressiva... 





Festa Comuna pode...


Esquerdismo é isso aí...





© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Março de 2019.

Silogeu de Dona Onça

É Flórida...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Saibam amáveis leitores, que nossa amada felina tem um grupo de admiradores que se reúnem regularmente, franco de pagamento, para analisar o cenário político, econômico e psicossocial.

Em um encontro de multidisciplinaridade de formação acadêmica e de atividade empresarial, as analogias e pensamentos independentes, forjam pouco a pouco, uma síntese de conceitos sobre os objetivos nacionais permanentes.

Com honestidade de propósitos, são analisados temas complexos e , quando há consenso, formuladas sugestões a quem de direito.

A constatação de que a grandeza do BRASIL é de tal ordem que os celerados, usurpadores dos poderes constitucionais, apenas arranharam o esplendor pátrio, por mais assustadores e monstruosos roubos que tenham sido praticados.

É óbvio que temos a obrigação de reaver os recursos desviados.

No entanto, muito mais importante é a punição exemplar dos que deram maus exemplos às atuais e futuras gerações.

Um saudoso e ilustre professor de Direito Penal ensinava que o poder dissuasório da Justiça não é o tamanho da pena e sim, a certeza de sua aplicação.

Não aguentamos mais viver na incerteza. A Lei não é cumprida, nem, igual para todos.

Neste caos urbano chamado São Paulo, qualquer tiranete, a seu bel prazer, interdita ruas e/ou avenidas sob qualquer pretexto e os munícipes que se lixem.

O que um país civilizado proporciona a seu povo é a Previsibilidade de seus deslocamentos presentes e futuros.

Seria apenas molesto o afã, não fora intencional o propósito de destruir o habitat “da burguesia”.

Não pensem também que as pichações, acumulação de lixo, urina e fezes nas ruas, são espontâneas. Tudo regiamente planejado e financiado por bandidos nacionais e estrangeiros que nos querem escravizar.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quinta-feira, 28 de março de 2019

O Avanço dos Retrocessos


A guerra de todos contra todos os poderes ainda terá capítulos de extrema baixaria. O Presidente da República segue na briga com a extrema mídia. O Presidente da Câmara sai do controle emocional. O Presidente do Senado confirma seu descompromisso com o combate à Corrupção. O Presidente do Supremo Tribunal Federal ficou aliviado com o arquivamento da CPI da Toga.

Em meio a tanta briga e intriga, o grande perigo que se desenha é um avanço do risco de retrocessos institucionais. Pautas-bombas no Legislativo e no Judiciário comprometem o futuro da construção democrática do Brasil. O povo não pode parar de pressionar por mudanças ou reformas estruturais. Os bandidos seguem unidos.








Que catiguria... O Alerta Total comemora a façanha do nosso craque dos memes José de Abreu... Olho nele, Guiness Book...

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Março de 2019.