domingo, 17 de março de 2019

Governo de “Bundões”?


Joice fala de Intervenção... 

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Essa decisão do Supremo, por maioria de votos (6X5), de passar para a Justiça Eleitoral os crimes de corrupção com algum “cheiro” de vinculação à  “Caixa 2”, passou de todos e quaisquer limites, imagináveis e inimagináveis, constituindo flagrante “deboche” contra a tentativa de moralização da política brasileira, à vista das mobilizações e projetos respectivos que se tramitam  nos Poderes Executivo e Legislativo Federais, dentre os quais o “Pacote” contra os crimes, provocado pelo Ministro da Justiça, Dr. Sérgio Moro, e a instalação da  CPI “Lava Toga”, dentre outras medidas moralizadoras.

Para início de conversa, impõe-se perquirir quais os motivos pelos quais somente AGORA o Supremo “descobriu” que os crimes de corrupção relativos à “Caixa 2” devem ser apreciados pela Justiça Eleitoral, e não pela Justiça Comum.                                                                                  

O  Código Eleitoral é bastante antigo (Lei 4.737/1965) para que somente agora se dê essa interpretação. O que estavam fazendo os Superiores Ministros durante todo esse tempo? Desde 1965? Coçando o “saco”?

E mais: dita decisão absurda não estaria confirmando a grande verdade dita um dia  por Ruy Barbosa, segundo a qual  “a pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra as suas decisões não há mais a quem recorrer” ? Não seria exatamente essa a “segurança” onde se apega o STF para decidir o que bem entende, nem importando o que diz a lei? O Supremo “pensa” que é a lei?

Todos sabem que a  tal Justiça Eleitoral só “aparece” e funciona a “todo vapor” nos períodos eleitorais ,e sua “competência” pouco vai além de    fiscalizar as eleições e punir infrações de “trombadinhas” da política. Nos Estados, ela é exercida pelas respectivas Justiças Estaduais, que fornece  dos seus quadros os Juízes e membros dos Tribunais Regionais Eleitorais. Mas é de Brasília o poder de nomear a Instância Maior da Justiça Eleitoral, ou seja, os Ministros  do Tribunal Superior Eleitoral-TSE.

Até agora os crimes de corrupção da esfera federal eram da competência da Justiça Federal, que apesar de toda a sua infraestrutura, ”mal e porcamente” estava dando “conta do recado”, tamanho o número de crimes envolvendo políticos e  administradores  públicos.

Mas agora o Supremo resolveu “livrar a cara” de grande parte dos corruptos de  serem processados e julgados  pela Justiça Federal, para  mandá-los para a  “moleza” da Justiça Eleitoral, sabidamente sem as mínimas  condições e capacidades para tratar, não só de matéria penal ,mas também da verdadeira “avalanche” de crimes novos  relativos à corrupção  que surgem todos os dias.

O que o STF fez foi consolidar a IMPUNIDADE para crimes de corrupção de políticos e administradores públicos , remetendo-os para uma “Justiça” sem as mínimas condições de cumprir essas tarefas.

Mas o paradoxo de tudo isso é que o Governo do Presidente Bolsonaro tem se mostrado de uma fidelidade canina em relação a uma Constituição (a de 1988) , que foi escrita exatamente pelos “antepassados” dos seus    atuais  inimigos políticos, com tendência manifestamente “esquerdista”, do começo ao fim, estabelecendo muitos “direitos” para poucos “deveres e obrigações”. Esse sem dúvida é o terreno mais fértil para a esquerda enganar e prosperar.

Mas a fidelidade do Novo Governo à Constituição de 1988 tem um limite. E esse limite está exatamente no seu único dispositivo que permitiria que se cumprissem as promessas da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro.

Trata-se do artigo 142 da Constituição, que autoriza o Presidente da República  a decretar INTERVENÇÃO para DEFESA DA PÁTRIA  e dos PODERES CONSTITUCIONAIS, o  que se tornou imprescindível com essa nova decisão do Supremo, que não passou de  um “deboche” à Pátria, e  também de um flagrante desrespeito aos demais Poderes Constitucionais, e cuja composição necessariamente  teria que ser revista com urgência, como antes já aconteceu durante o Regime Militar, sem maiores repercussões.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Crise no Brasil?
Que crise?
Olhos de ver, quem os tem?
A crise está na Venezuela...
O maduro na Venezuela já está podre.
Os maduros brasileiros ainda estão verdes, mas de olhos postos no aeroporto,pois em caso de necessidade estão a poucas horas do porto seguro do exílio confortável...
E a ralé saqueada?
A ralé saqueada que se vire à própria sorte...
Pois Deus seguramente é brasileiro...