quinta-feira, 25 de abril de 2019

Carlos x Mourão: Tretas e as verdades que libertam


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Christina Fontenelle

O presidente Jair Messias Bolsonaro precisa vir a público, em rede nacional, esclarecer ao povo brasileiro sobre as fofocas internas e externas falando de intrigas entre ele e seu vice-presidente, bem como as de entre seguidores de Olavo e militares. Essa coisa toda está tomando proporções inimagináveis e precisa ser estancada. Não há a menor possibilidade de investimentos externos no país, bem como a de que empresários brasileiros apostem nisso aqui, com a situação de insegurança institucional que está sendo construída e mantida. Não se trata de pauta conservadora versus progressista coisa nenhuma. A questão é a de governabilidade mesmo.

Essa briga entre Olavo e Mourão começou bem antes das eleições, quando Olavo fez um vídeo chamando o general de traidor, porque supunha que sua filiação ao PRTB tivesse a ver com candidatura à presidência, vindo a concorrer, pois, com Bolsonaro. Desculpou-se depois, ao ver as inúmeras declarações de Mourão de que jamais viria como candidato à presidência, enquanto Bolsonaro estivesse na disputa. Mais tarde, com a impossibilidade de o general Heleno assumir a candidatura a vice, na chapa de Bolsonaro, surgiu a disputa pela vaga. Venceu Mourão – escolhido pessoalmente pelo presidente, como este mesmo revelou depois do pleito em que foi eleito.

A campanha de achincalhamento de Mourão começou de verdade, depois das eleições, quando o vice-presidente fez declarações à imprensa sobre o aborto. Disse que, ao final, “cabe à mulher decidir”. Fizeram um verdadeiro escândalo! Chamaram Mourão de abortista e de traidor da pauta conservadora. Engraçado, porque Bolsonaro fez essa mesmíssima declaração, várias vezes, inclusive durante a campanha presidencial do ano passado (veja no final desse artigo os links). Escândalo? Nenhum. Silêncio ensurdecedor. Pior do que isso: nenhum defensor da tal pauta conservadora que elegeu Bolsonaro teve a honestidade de colocar estas declarações de Bolsonaro, idênticas às do vice, para falar sobre o episódio. Mourão não é abortista coisa nenhuma, bem como Bolsonaro. Nunca defenderam tal pauta. Ambos, ao se referirem à decisão das mulheres, o fizeram com base na realidade dos fatos, sem entrar em mérito de valores.

Depois jogaram pedras em Mourão por ter mantido encontros com árabes muçulmanos, dentro de sua agenda. Bolsonaro estava em viagem, fora do país. Na ocasião, questionado sobre resoluções a respeito da transferência da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, Mourão disse que não havia nada oficialmente decidido e que a decisão final sobre o assunto caberia ao presidente Bolsonaro. Ignoraram as falas do vice completamente. A turma da pauta conservadora esbravejava que Mourão era um traidor por se encontrar com muçulmanos, que era contra a transferência da embaixada, que era um desafiador do presidente etc. Pois bem, semanas depois, o presidente Bolsonaro teve os mesmos encontros, só que mais efusivos quanto à amizade e às boas relações que mantemos historicamente com os povos árabes. Falou sobre a não transferência da embaixada, por enquanto. Protestos da turma da pauta? Absolutamente nenhum. Espiral do silêncio. Nada.

Em seguida, a questão da Venezuela. Uma comitiva brasileira foi enviada à Colômbia para lidar com o caso de ajuda humanitária. Equipe uníssona. Um repórter perguntou, propositadamente, é claro, sobre a situação da população da Venezuela, refém de um governo tirano e desarmada. Mourão declarou que, NAQUELA SITUAÇÃO, era bom o fato de estar desarmada, para que não houvesse uma guerra civil sangrenta. Sim, tão somente naquela situação. Não, ele não falou sobre se a população sempre estivesse armada não chegaria àquela situação. Porque talvez não tivesse mesmo chegado. Mas, hoje, na atual circunstância, se viesse a estar repentinamente armada, seria a desculpa ideal para que Maduro terminasse de massacrar mais ainda a população, com risco de termos um Vietnã aqui na América Latina. O que ocorre na Venezuela é o resultado do que já sabemos sobre a esquerdização da AL. Os dois últimos governantes do Brasil tiveram boa parcela de culpa no que lá ocorre hoje. Não está sendo fácil resolver. Mas, isso é outro assunto. O fato é que, para o pessoal da pauta conservadora, nosso vice-presidente passou a ser rotulado de desarmamentista, quando já cansou de defender o direito de defesa dos brasileiros inúmeras vezes. Incontáveis vezes. Quem insiste em dizer isso, sabe que está mentindo.

Teve mais. Uma atrás da outra. A seguinte foi a fala do general Mourão em evento na Universidade Harvard. Impecável, isso sim, foi a palestra do vice-presidente. Exaltou o presidente Bolsonaro e seu governo, além de desfazer a péssima impressão sobre nosso país que a esquerda fez o favor de divulgar lá fora. Na fase de perguntas, um senhor da plateia fez um questionamento sobre a diferença entre Mourão e o presidente militar Ernesto Geisel, ao que o vice-presidente respondeu, ‘na lata’: “eu fui eleito, Geisel não”. Foi aplaudido de pé. Não deu nem para terminar de falar. Menos de dez minutos depois da transmissão ao vivo desse evento, já havia nas redes gente dizendo que Mourão teria desmoralizado os governos militares ao dizer que não foram eleitos e que, portanto, os tinha como ditaduras. Ora, tenham a santa paciência... É óbvio, evidente, que Mourão estava falando de votos diretos – de 57 milhões de eleitores. Além de já ter defendido o regime diversas vezes.

Agora, sobre essa mesma conferência, jogaram nas redes sociais um panfleto que alegam ter estado circulando nas mãos de estudantes de Harvard, convidando para o evento. No tal panfleto, estaria implícito que Mourão era formidável e Bolsonaro um horror. Espalharam por aqui que o tal panfleto se tratava de convite oficial e que Mourão teria aceitado deliberadamente, apesar da comparação com o presidente. Ora, ora, ora... Bolsonaro foi quem autorizou o comparecimento de Mourão ao evento, mediante um outro convite oficial. Isso é óbvio! Nosso vice foi lá e se saiu muito bem, exaltando a figura do próprio Bolsonaro.

Também criaram polêmica com uma ‘curtida’ que o perfil do Twitter do general Mourão teria dado num tweet da jornalista Raquel Sherazade, no qual a mesma tecia elogios ao vice, mas que, no final, o comparava pejorativamente ao presidente. Não foi Mourão quem curtiu o tweet e sim o administrador da conta, distraidamente. Alertado pelo público e pelo próprio Mourão, logo depois, o tal tweet foi ‘descurtido’. Mas, a turma da guerrilha anti Mourão continua, até hoje, falando no assunto, sem mencionar a ‘descurtida’.  

Citados aqui foram os principais episódios, para que se pudesse ter a noção de como fatos e falas têm sido distorcidos e/ou omitidos, em nome de uma campanha para difamar o vice-presidente e outros militares que estão no governo. Sim, pelo nível intelectual dos criadores de tais distorções, o problema está bem longe de ser simplesmente cognitivo. Isso está sendo feito, deliberadamente. Tem alvos determinados e pratica bem o que temos visto a esquerda fazer por aqui, há anos. O método é o mesmo. Já vimos esse filme.

O presidente Jair Bolsonaro já enviou duas mensagens, pelo porta-voz do governo, pedindo que cessem as ofensas entre os dois lados. Ontem, entretanto, o próprio filho de Bolsonaro foi o principal veiculador de ataques ao general Mourão. Situação difícil para o presidente que, é claro, sempre será pai de Carlos Bolsonaro. 

Se alguém ainda não percebeu, podemos tentar mostrar algo aqui. O presidente Bolsonaro não está mais em campanha. Quase não fala mais diretamente com a imprensa. Quem foi elencado para isso foi o porta-voz da presidência e o general Mourão, a quem também foi dada a incumbência de lidar com as questões mais polêmicas, delimitando atritos. Mourão tem desempenhado esse papel com maestria - tem segurado bastante a animosidade da imprensa com o governo, bem como a de boa parte da oposição. Ao contrário do que se esperaria, caso vivêssemos a normalidade, é a própria autointitulada parte mais intelectualizada da direita que tem feito uma oposição mais agressiva - só que direcionada ao vice-presidente e aos militares. Bem, na verdade, quem não entende muito de guerra psicológica é que não esperava que alguma coisa assim fosse acontecer - já havia sinais anteriores à eleição que davam algumas pistas.

A questão principal aqui é a de que há um projeto bem definido de desenvolvimento para o Brasil que, junto com os EUA e Israel, faria parte fundamental do bloco Ocidental de poder, em oposição ao Oriental eurasiano, na luta pelo resgate civilizacional. Tudo de ruim que está acontecendo aqui tem o dedo fantástico de globalistas antiocidentais, quer estejam explícitos ou não. É um jogo de xadrez bem complicado. Encontrar uma chance de tentar destruir aqueles que estão de fato construindo os pilares desta reação de resgate ocidental é um trunfo indispensável aos nossos inimigos. Sejam os operadores que estejam por trás desta chance quem forem. É preciso tentar compreender minimamente este cenário.

Fico por aqui, porque não convém, ainda, discorrer sobre outras obviedades que vêm se revelando no cenário atual.

Matérias de Bolsonaro sobre aborto:




Christina Fontenelle é Jornalista e Ativista Conservadora. Originalmente publicado no site ViraNews em 24 de abril de 2019.

Lágrimas de Crocodilo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um dos maiores privilégios de conversar com pessoas inteligentes é ouvir pontos de vista absolutamente surpreendentes e originais.

Sobre a tentativa intrigar o Mito com seu ilustre Vice, alguém fez o seguinte raciocínio: “Um homem vaidosíssimo, usa um jovem lealíssimo ao pai, como um aríete para investir contra um gênio de inteligência superior à dele, além de possuir outras qualidades que não foram brindadas ao agressor”.

Não podemos criticar o filho. Após o atentado à faca ao qual o Presidente Bolsonaro sobreviveu milagrosamente, todos os membros da família estão com os nervos à flor da pele.

Todos podemos ver claramente que os astros estão a favor do Mito.

Venceu uma eleição contra tudo e contra todos.

Colocou o país no primeiro plano geopolítico mundial.

Montou (e continua montando) uma equipe com pessoas cultas e leais, que foram formadas para enfrentar adversidades sem medo de cara feia.

Não é meia dúzia de “barbudinhos” e de histéricas de sovaco peludo que intimidarão os bravos soldados do bem.

Alguém disse que montar um cenário político com sabedoria e realismo, é como montar um quebra-cabeças de cinco mil peças. Começa-se pelas beiradas; depois, pela escolha das peças mais óbvias. No final, ainda que incompleto, já se pode vislumbrar o tipo de cena retratada: mar, montanha ou ambas as coisas. O fabricante do passatempo, por desleixo ou má fé , deixou peças que se encaixam mas são de outra paisagem.

Não tenho raiva de quem discorda de minhas idéias; quase sempre tenho dó; raras vezes, medo.

Parece que o jovem objeto do ataque às muralhas do ilustre general vai se casar em breve. Aí sim ele verá o que é bom pra tosse!

Contam que um marido desesperado, casado há décadas com mulher mandona, um dia levou-a à caverna do eco onde a megera morreu de exaustão.

Queria sempre dar a última palavra.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.






quarta-feira, 24 de abril de 2019

Beleza Pura



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Após nove horas de sessão tensa, por 48 a 18 votos, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou o texto da reforma da Previdência na primeira etapa de tramitação. Vai para a Comissão Especial e, depois, para votação em plenário.

Alerto os amáveis leitores, o público em geral e a torcida do Corinthians sobre estado de encantamento em que se encontra nosso querido Mito em razão de maquiavélica hipnose a que foi submetido pelo “mágico” Paulo Guedes.

A urgência número um é CRIAR EMPREGOS!

A mentirosa reforma da (im)previdência NÃO é transparente!

Enquanto o ministro da Economia não for demitido, não há perigo de a situação melhorar.

Como a Bela Adormecida está o nosso Presidente, alheio aos reais problemas nacionais.

Os que tentam intrigá-lo com o seu ilustre Vice, desconhecem o significado da palavra LEALDADE.

As águas ainda estão revoltas e turvas.

Se Bolsonaro permanecer no firme propósito de acabar com o “toma lá, dá cá” todas as eventuais falhas serão infinitamente menores que a vitória sobre a corrupção.

Quer fazer média com o “povão” ? Cumpra as promessas de campanha, tais como isentar o Imposto sobre a Renda a salários até cinco mil reais mensais e corrigir a Tabela do mesmo tributo, criminosamente defasada pelos desgovernos anteriores.

Andar de motocicleta em lugar perigoso é pura fanfarronice que em nada melhora a conjuntura econômica.

De resto, está indo tudo muito bem. Os novos ocupantes de cargos nos altos escalões estão tomando pé da situação e lutando contra a “máquina” aparelhada.

É verdade que nosso Presidente pode convocar a Intervenção prevista no art.142 da Constituição federal a qualquer tempo.

Quando mais tardar, maiores terão sido os estragos feitos pelo cão egresso e pelo judas ciário.

Acredito no patriotismo e na coragem do Presidente Bolsonaro.

Que faça Política, e não titica!

Que pare de sandice, e recomponha com o Vice.

Que governe, e pare de alimentar o berne.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.











terça-feira, 23 de abril de 2019

Auto-oposição, ninguém merece!



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Perdão pela insistente repetição. O desafio ajudar o Presidente Jair Bolsonaro a governar o Brasil é para águia e não para pombinho... É missão para samurai e não para gueixa... É estratégia para ideólogo e não para 171 acadêmico... Exige aplicação tática para quem tem coragem e honra para agir com respeito, disciplina e ordem. O governo precisa de um claro Projeto de Nação, com objetivos capazes de unir a maioria das pessoas de bem e bom senso.

Vamos poupar detalhes sórdidos expostos nas redes sociais, na extrema mídia intriguenta e até na transparência do porta-voz do próprio governo. Não dá para entender um governo que consegue fazer oposição a ele mesmo. Tudo por ação centralizada equivocada, excesso de personalismo, erro de leitura conjuntural e falta de staff com vivência política necessária para administrar objetivos comuns que não conseguem ser definidos claramente pelo governo.

Enquanto não apresentar um Projeto de Nação, com objetivos, metas e responsabilidades bem definidas, com prazos possíveis de serem cumpridos, o governo Bolsonaro seguirá refém do Centrão do Congresso ou dos grupos antagônicos que fazem parte da administração federal. Curiosa e lamentavelmente, a oposição é zero a esquerda (sem trocadilho). Até agora, além dos supostos aliados do “baixo-clero” da Câmara, o governo Bolsonaro tem rendimento questionável porque joga contra ele mesmo.

O desafio imediato e urgente de Bolsonaro é acabar ou neutralizar a esquisita “auto-oposição”. O problema não ocorre por fanfarronismo ou personalismo. A causa principal é a falta do projeto estratégico visível e compreendido pela sociedade e, principalmente, pelos colaboradores escalados e/ou pagos para cumprir as missões, objetivos e metas para tornar a gestão eficiente, eficaz e efetiva; combater a corrupção e o mecanismo do crime organizado; melhorar a sensação de segurança; e criar condições estruturais para o desempenho econômico – os ultinmatos dados pelas urnas a Bolsonaro.

Por favor, Presidente Bolsonaro: Pare de cometer e não deixe que seus assessores pratiquem auto-oposição. Se tal erro primário persistir, uma oposição burra e destrutiva tem tudo para renascer do esgoto...

A guerra de todos contra todos só se intensifica. O Mecanismo segue intacto. O Crime Institucionalizado deseja que a desorganização persista. O povo deseja resultados concretos. Realize, Bolsonaro. Fale menos, cobre mais e faça mais!

Mindfullness, Presidente! Ore, medite, cobre e realize! Auto-oposição, ninguém merece...

Leia, abaixo, o artigo de Gaudêncio Torquato: 

Chimpanzé, Maquiavel e Gândhi







Salve, Jorge! Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Membro do Movimento Avança Brasil.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Abril de 2019.

Salpicância



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O supremo castigo para um ser pensante é dar-se conta de sua irrelevância.

Para quem se atreve a escrever, o fato é ainda pior.

Um escrito preparado com carinho e dedicação, com pesquisas bem feitas e com redobrada atenção, passa em brancas nuvens.

Bem disse Hamlet: “Palavras, palavras, palavras...”

Livros maravilhosos, verdadeiras jóias de conhecimento e inteligência, repousam um sono eterno em bibliotecas ou, pior, servem para calçar algum móvel de pé quebrado.

Todo bibliófilo é um egoísta. Avarento possuidor de objetos com apenas valor de estima.

Na obra-prima “A ilustre Casa de Ramires” um jovem senhor diz aos antigos guerreiros comandados por seus antepassados: “...de que me servem as vossas armas — se me falta a vossa alma? “.

Odeio mais os idiotas que os bandidos.

Atualmente há nas redes sociais um bando de bocós defendendo a tal reforma da (im)previdência e seu ladino vendedor, com frases e slogans tais como “se não for aprovada, o Brasil quebra !!!”; “ é para tirar direitos dos políticos...”

A crise econômica se agrava dia a dia. Em lugar de gerar empregos o novo governo embarcou no canto da sereia do “mago” dos banqueiros.

Terminará encurralado e ,então, a contra gosto, convocará a intervenção prevista no art. 142 da Constituição Federal.

Os fantasiados de guerreiros de ópera bufa, terão suas reputações salpicadas de opróbrio.

Têm armas mas falta alma?

Até nosso amado Mito resvala no populismo e na fanfarronice.

Por quê? Medinho dos narizinhos torcidos de governos estrangeiros ou da lacração “É golpe !”?

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Chimpanzé, Maquiavel e Gândhi


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

A democracia é um jogo de cooperação e oposição. Com jogadas entre contrários. No certame de cooperação, as regras são a persuasão, a negociação, os acordos, a busca de espaços de consenso. Já no jogo de oposição, procura-se medir forças, confrontar o adversário, provocar tensões, desgastar, impor a vontade pela força. Ultimamente, o jogo das oposições não tem sido bem jogado, tanto em função da derrota por elas sofrida no último pleito como pela reclusão do seu principal jogador, o ex-presidente Lula. 
Mas no Brasil, as manobras divisionistas acabam se superpondo às táticas de cooperação e é por isso que o país anda devagar. Veja-se esse início de governo Bolsonaro. Pela extraordinária vitória obtida por ele, as reformas – inclusive a Previdenciária – deveriam estar, a essa altura, em estado bem adiantado. Ao contrário, caminham devagar, a passos lentos, quase parando.
E não se pense que esse andar de tartaruga se deve à oposição, aos chamados partidos de esquerda, PSOL, PT, PSB. O confronto mais forte provém de grupos incrustados nas entranhas do próprio Governo. Os partidos do centrão, todos com um pé atrás, olham para onde caminha o governo, lutam por espaços de poder e influência. E haja desconfiança. O que se vê é um jogo de soma zero. Ao avanço do governo, um recuo da base parlamentar.
Pinço a concepção do sociólogo Carlos Matus, em seu ensaio Estratégias Políticas. Impera entre nós o estilo chimpanzé de fazer política. Que se baseia no projeto de poder pessoal, de rivalidade permanente, de hierarquização de forças. Cada partido quer ser melhor e com mais força que outro. Já o presidente Bolsonaro e seu entorno militar parecem optar pelo modelo Maquiavel, onde o personalismo do Príncipe, eixo do sistema, se subordina a um projeto de Estado. Construir um Estado de Direita.
Presenciamos uma luta entre os dois estilos. De um lado, os políticos, inspirados no lema “o poder pelo poder”, usam a arma do voto no Congresso para atingir o objetivo de preservar e ampliar territórios. Disparam processos de tensão, ameaçam o Governo com retiradas de apoio, buscam coalizões entre eles. Assim, a natureza política se assemelha ao instinto chimpanzé, para quem a luta tem como foco a conservação da própria espécie (“o fim sou eu mesmo”). Representar o povo? Ah, quimera.
Já o presidente Bolsonaro está mais para o estilo maquiavélico. Seu discurso é claro: ele não é o projeto - o projeto é o Brasil, mas construir a Pátria que o povo quer só será possível com ele. Todos os meios devem se adequar ao objetivo: livrar o Brasil das esquerdas, do PT, do comunismo, das forças que atrasam o país. Ele só vê amigos nos aliados militares, nos grupos evangélicos, nos núcleos de direita, nas massas de apoio e nos filhos. Todos os outros são inimigos. 
Tudo deve ser sacrificado pelo projeto. Para governar, a conduta maquiavélica acabará fazendo concessões ao estilo chimpanzé dos políticos, com estes abocanhando fatias de poder. Basta esperar. O presidente alimenta suas bases sociais incentivando-as a perfilar ao lado das reformas.
Nas margens da sociedade reina um clima de expectativas. Os pobres não têm munição para fazer guerra. Grudam-se ao Bolsa Família. Os marginalizados recebem o pão, cultivam laços de amizade entre si, buscam cooperação. E têm a honestidade como valor. Os necessitados são mais afeitos ao estilo Gândhi. Vivem expectativas, enfrentam dissabores, as tragédias do cotidiano, as chuvas destruidoras. Choram a morte dos seus, depositando sua fé no divino, indo às igrejas, rezando, implorando aos céus.
É assim que o país está fatiado: entre Chimpanzé, Maquiavel e Gândhi. Os tempos exigem diálogo, elevação dos espíritos, negociação, convivência, um pacto por causas coletivas, coisa difícil ante a onda chimpanzé que se alastra.
Mas o Brasil carece muito do estilo Gândhi. Assim, os cidadãos sentiriam mais vergonha de cometer atos ilícitos. O fato é que a sem-vergonhice aplaude o estilo chimpanzé. Sob as bênçãos de Maquiavel.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

segunda-feira, 22 de abril de 2019

As próximas jogadas supremas



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Supremo Tribunal Federal não vai parar apenas na permissão para que o prisioneiro Lula conceda entrevistas (afinal, ficou decidido, consensualmente com o jogo de pressão da sociedade, que a liberdade de expressão vale para todos, inclusive para o chefão petista). Preparem a alma para as próximas ousadias e travessuras supremas. O bicho vai pegar e vai ser pego... É dialético...

O STF tem grandes chances de conceder um habeas corpus para Lula, antes mesmo de definir se segue valendo, ou não, a prisão após decisão de órgão colegiado em segunda instância judicial. Vários condenados da Lava Jato estão no privilegiado regime de prisão domiciliar. Por isso, tem ministro no STF indagando: por que Lula (também) não pode ficar “preso” em casa?

E a entrevista de Lula? Pode ser interessante. Ele tem uma chance de encenar uma oposição ao governo, fazendo cobranças ao Presidente Jair Bolsonaro. Se Lula não fizer isso, aí sim, vai se condenar ao cantinho mais medíocre da História. Se fizer críticas construtivas ou destrutivas, ajudará Bolsonaro a governar – privando-o da solidão dos elogios dos puxa-sacos (que, quase sempre, conduzem um governante ao desastre). Assim, quem sabe, a gente escapa, definitivamente, do risco de sofrer repetições do modo Dilma ou Temer de governar...

Tudo que a cúpula do STF fez até agora – gerando polêmicas dentro e fora do Judiciário – indica que a Corte entrará em uma fase de “liberou geral”. A casa vai cair para quem não tiver capacidade, sensibilidade e poder para suportar a subida infernal de pressão na guerra de todos contra todos. Quem sobreviver verá... Quem não agüentar poderá “pedir para sair”... A gestapo que se cuide, pois será forçada a experimentar do próprio veneno... A previsão é de clima de Estado de emergência...

Mas é bom ficar esperto, porque a tendência libertadora também dará lugar a uma onda repressora. Se pau que der em Chico também der em Francisco, muito malandro que hoje está soltinho da silva tende a ser preso. A Polícia Federal nunca investigou tanto. Os delatores premiados devem ganhar mais protagonismo, revelando provas objetivas que justifiquem novas prisões e algumas solturas.

O jogo brutal é para águia e não para pombinho... É missão para samurai e não para gueixa... A estratégia é para ideólogo e não para 171 acadêmico... A tática é para quem tem coragem e honra para agir com respeito, disciplina e ordem. A guerra de todos contra todos vai longe... Só vai valer chute do pescoço para cima...

Na guerra, no entanto, temos lances dialéticos... O Instituto de Gilmar Mendes promove a sétima edição de seu Fórum Jurídico em Portugal, e a maior estrela é Sérgio Moro. Curiosamente, o Ministro da Justiça de Bolsonaro é uma das figuras mais criticadas pelo polêmico supremo magistrado... Sabe o que isto significa? 

Pensa...

No mais, o Flamengo conquistou seu 35º título de Campeão Carioca, e o Corinthians faturou seu 30º Paulista. Além da alegria das grandes torcidas, sabe o que isto significa politicamente?

Nada...

Releia o artigo de domingo: O Supremo Coelhinho da Páscoa








Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Membro do Movimento Avança Brasil.
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Abril de 2019.

Pascoela em nossa Goela



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Passadas extravagâncias pascais, voltam à cena os pascácios federais.

Tentarão de tudo para esconder a mazela dos urubus e companhia bela.

Escafeder-se-ão em palácio ou em favela.

Bruxas tentarão disfarçar-se em mortiça Manoela.

E a própria Dona Onça que há séculos por nossa Pátria zela, dá sinais de cansaço diante de tamanho fracasso.

A porcada faminta, no governo sem espaço, tem medo de ouvir gritos como “Selva!” e “Aço”!

Sem inspiraCão e sem esperança, por abúlica fase, passo.

Resta-me apenas colher os louros do Parnaso.

Menos mal que se aproxima o fim da injustiça fedorenta. Desbaratá-la, agora o povo tenta.

"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!”

Os que tem a dita do sereno pensamento não se fia em palavras que se esvaem como vento.

Mole ou dura é a massa do queijo meia cura.

Adeus “boquinha”, adeus sinecura, é a lamentação dos sem “alimentação”. 

Propinas, articulações e diálogo, de agora em diante, só na infernal porta de Dante.

"Deixai toda esperança ó vós que entrais!”

Nas belas palavras de Virgílio, quem prevaricar ajoelhará no milho.

É gritante a diferença entre o Cisne de Mântua e um urubu tribufu.

Diante de cagadas tais e tantas, os “deuses” nos lembram as peripécias da Anta.

Bons tempos da tubaína, do crush e fanta!

Quando entre padrecos não havia sacripanta.

Este texto vai chegando ao fim. Há gato na tuba da banda do Serafim!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.