sábado, 20 de abril de 2019

O absurdo custo Petrobrás e o insuportável preço dos combustíveis


Livre Mercado: no Chile é assim...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

As explicações singelas, superficiais, incompletas e “enroladoras” dadas pelo Governo (atual e anteriores),  todos os dias, sobre  os preços dos combustíveis derivados do petróleo, levando-os cada vez mais “às alturas”, não passam de conversas para “boi dormir”.

Dois países podem servir como referências  para que se desmanchem  todas essas “desculpas esfarrapadas”: a Venezuela e os Estados Unidos. No primeiro deles ( Venezuela), que tem o petróleo como a sua principal riqueza, o preço dos combustíveis  na “bomba” são inferiores ao da água para beber. E ao que consta ,o Brasil teria tanto ou quase o mesmo tamanho da autossuficiência que têm o país vizinho em petróleo.

Por que, então, o preço dos combustíveis para o povo venezuelano não está  “amarrado” ao tal preço “internacional” do barril de petróleo ? E por que  o Brasil tem  essa “amarração”, se ele também é praticamente autossuficiente  nesse  precioso mineral?

Deve ser feita também  uma enorme “ginástica” para se explicar a diferença de preços nas “bombas” do Brasil e dos Estados Unidos. Nos Estados Unidos o preço do litro é bem inferior ao estabelecido para o Brasil, quase a metade,  consideradas ambas as cotações em dólar americano (USD), aumentando essa diferença enormemente quando se verifica a maior renda média desse povo se  comparada à dos brasileiros. Significa dizer que os brasileiros pagam muito mais pelos  combustíveis do que os americanos, não só em “USD”, como também na relação entre o poder de compra de cada povo, e o preço dos combustíveis.

Portanto,em relação a todas as outras coisas que têm que ser compradas no mercado ,os combustíveis de petróleo (e todos  os outros “amarrados” a ele)  ,no Brasil, são imensamente mais caros que nos Estados Unidos.
Buscando as principais CAUSAS dessas gritantes distorções, verifica-se que o preço dos combustíveis no Brasil não podem ser descolados dos seus CUSTOS de produção, havendo total correspondência , e mesmo “coerência”, entre os “custos” de produção  e os “preços” cobrados dos consumidores.

Então a origem do problema não está  propriamente no “preço” dos combustíveis, porém no seu  “custo” final, e nos impostos incidentes sobre os combustíveis, que são bastante “salgados”, também saindo do bolso dos  consumidores. E ao que consta o Governo nem  mesmo cogita de mexer nos impostos para reduzir o preço dos combustíveis,assim “acalmando” os caminhoneiros na   sua justa reivindicação.

Com absoluta certeza, os dois maiores agravantes do “custo” final do petróleo , que são repassados  lá na “bomba” ao consumidor, são (1) CORRUPÇÃO desenfreada que se abateu sobre a Petrobrás  no passado (tomara que seja só lá  no passado),onde muitos” bilhões”, ou “trilhões”, foram  embolsados por corruptos, e também (2) uma generosa FOLHA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS (empregados próprios e terceirizados) sem procedentes, em comparação  às maiores empresas petrolíferas do mundo.

A relação entre o número de trabalhadores da Petrobrás (próprios e terceirizados), e a quantidade de petróleo ou  combustíveis produzidos no país ,é infinitamente superior à SOMA de algumas das maiores petrolíferas  multinacionais do mundo. Mas essa enorme diferença de “custos” não está somente na quantidade de trabalhadores que se dedicam à Petrobrás, direta ou indiretamente, mas também nos salários de uns e de outros, onde os “sanguessugas” privilegiados da Petrobrás  “dão de relho” em todos os outros concorrentes.  Nesse sentido, os trabalhadores da Petrobrás estão entre as poucas categorias  que recebem uma melhor remuneração, se comparados  aos os demais trabalhadores brasileiros.

Observe-se que esse trabalho não teve a mínima  preocupação de apresentar “números”, porquanto eles existem em fartura na “praça”. Mas na questão de ordem de grandeza, em “grandes números”, mesmo na condução do “raciocínio”, todas as informações poderão ser conferidas  em fontes insuspeitas, na certeza de que serão confirmadas.

Lamentavelmente , temos  que se chegar à conclusão que a campanha “O Petróleo  é Nosso”,da primeira metade do século passado, e o surgimento  decorrente da própria  Petrobrás, foram “tiros que saíram pela culatra”, mais prejudicando do que beneficiando  o povo brasileiro, exceto relativamente àquela minoria do  povo  ligada de uma ou outra forma ao “petróleo”, inclusive os  homens públicos corruptos que “forraram os próprios bolsos” com a roubalheira na Petrobrás no período 2003-2018.

Impõem-se algumas  indagações: será que os brasileiros não estariam pagando MENOS  pela gasolina e pelo  óleo diesel, caso não existisse a Petrobrás, e “tudo” tivesse que continuar  a ser importado, como era antes?

E se a Petrobrás fosse privatizada, como ficariam os preços dos combustíveis, com a eliminação da corrupção e o “enxugamento” do pessoal e salários? No que o povo brasileiro teria sido beneficiado com uma “estatal” (Petrobrás) comandando a questão do petróleo?

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

2 comentários:

Leopoldo Mosqueira gomes disse...

Ficam as perguntas:
1- a legislação brasileira permite a “livre concorrência” de outras empresas, sejam estrangeiras ou brasileiras sobre descobertas de poços, exploração, refino e venda de seus subprodutos?
2- ou é a favor do monopólio da exploração do petróleo, submetendo o povo brasileiro a ganância da política interna e destrambelhada da Petrobras?

reinaldo disse...

E a onde está a qualidade do Combustível??? Alcool//Agua.