segunda-feira, 29 de abril de 2019

O maluco está preso dando entrevista


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

A história da humanidade está repleta de mentirosos célebres.
Na Europa, destacam-se Pinocchio e Barão de Munchhausen, em terras tupiniquins Pedro Malasartes, de origem portuguesa, mas prestamente adotado pelo nosso povo gentil, e Chicó , personagem do “Auto da Compadecida” de  Ariano Suassuna, que extrapolou o romance para  virar personagem  do folclore  nacional, até  a última sexta -feira dominavam a cena.

Em comum tinham a simpatia e a cara de pau (que em um deles era um atributo inconteste).

Como não “há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe” foram solenemente desbancados de seu trono por um personagem, ao qual, a partir desse momento, vou me referir como “o muar mitômano de São Bernardo”.

Vai ficar mais trabalhoso de escrever, mas não pretendo muito mais vezes me referir a ele.

Então vamos aos fatos.

Na data acima mencionada, dois repórteres, daquele jornal de São Paulo  à serviço do PT, autorizados pelo advogado do partido do réu no momento entronado na presidência do STF, também conhecido pela alcunha  de “ o  amigo do amigo de meu pai” protagonizaram um dos fatos mais bizarros que tive oportunidade de assistir no final de semana: a entrevista com  o  “ réu muar mitômano de São Bernardo” (está ficando cada vez mais cansativo).

- Dignidade eu tenho de berço, aprendi com dona Lindu, que nasceu analfabeta, (que brilhante dedução) e morreu analfabeta.

Em outro momento:

- O brasil está sendo governado por malucos.   

Declarou o entrevistado que responde a oito processos.

- Eu, ao contrário do Bolsonaro, fui obrigado a aprender economia para negociar no sindicato, disse o vendedor de greves e dedo duro de Romeu Tuma. Ah! então finalmente está explicado o maior roubo aos cofres públicos da história.

Quero crer que a pobre dona Lindu nunca imaginou que iria por no mundo tão execrável figura.

Não vou ficar aqui repetindo torrente de mentiras e asneiras, que fariam enrubescer  até  mesmo Rudolph Erich Raspe, autor  das  adoráveis mentiras contadas pelo Barão  de Munchhausem, dentre elas, a da vez em que o nobre barão  e seu cavalo  teriam inadvertidamente caído em um banco  de areia movediça, do qual ele havia  se safado puxando a si próprio pelo rabo de cavalo da peruca que usava, ou da vez em que durante uma batalha, viajou montado em uma bala de canhão para  espionar as linhas  inimigas e voltou à sua trincheira montado em outra bala de canhão disparada contra suas linhas, para a qual, já tendo visto o que queria, saltou no meio do caminho. 

O leitor, se tiver estômago, poderá assistir a entrevista toda com o ladrão psicopata no You tube, ou ler nas duas páginas que o jornal lhe dedicou.
Como o personagem da literatura, o entrevistado vive entre a realidade e a fantasia, em um mundo próprio; a diferença é que o primeiro não faz mal a ninguém com suas mentiras, já o segundo as usa para um projeto de poder pessoal, que por pouco não acabou com o país. 

Para nosso consolo resta lembrar Abraham Lincoln “Nenhum mentiroso tem memória suficientemente boa para ser um mentiroso com êxito”, mais cedo ou mais tarde, ele próprio se desmente.

Poderia parar por aqui, não fosse a outra coisa bizarra a que assisti no final de semana: o trailer de um filme cujo nome em inglês é Velocipastor. 

Como se pode facilmente deduzir pelo nome, trata-se da história de um inocente Pastor Religioso que se transforma em Velociraptor e mata cruelmente suas vítimas.

Uma espécie de Lobisomen B na onda do Jurrassic Park.

Se duvidarem procurem na rede.

Isso foi bizarro, mas em linguagem turfística, como diria com muita propriedade meu amigo Carlos Mantiqueira: não pagou nem “placê” para entrevista do “réu muar mitômano de São Bernardo”.

Chega!

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Anônimo disse...

Lula está muito esperto e consciente ao participar do achincalhe da ala conservadora do governo, chamando-os de malucos para testar a extensão do estrago gramscista no senso comum dos brasileiros, e contribuindo para a estratégia que a jornalista Bela Megale denunciou.