segunda-feira, 22 de abril de 2019

Pascoela em nossa Goela



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Passadas extravagâncias pascais, voltam à cena os pascácios federais.

Tentarão de tudo para esconder a mazela dos urubus e companhia bela.

Escafeder-se-ão em palácio ou em favela.

Bruxas tentarão disfarçar-se em mortiça Manoela.

E a própria Dona Onça que há séculos por nossa Pátria zela, dá sinais de cansaço diante de tamanho fracasso.

A porcada faminta, no governo sem espaço, tem medo de ouvir gritos como “Selva!” e “Aço”!

Sem inspiraCão e sem esperança, por abúlica fase, passo.

Resta-me apenas colher os louros do Parnaso.

Menos mal que se aproxima o fim da injustiça fedorenta. Desbaratá-la, agora o povo tenta.

"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!”

Os que tem a dita do sereno pensamento não se fia em palavras que se esvaem como vento.

Mole ou dura é a massa do queijo meia cura.

Adeus “boquinha”, adeus sinecura, é a lamentação dos sem “alimentação”. 

Propinas, articulações e diálogo, de agora em diante, só na infernal porta de Dante.

"Deixai toda esperança ó vós que entrais!”

Nas belas palavras de Virgílio, quem prevaricar ajoelhará no milho.

É gritante a diferença entre o Cisne de Mântua e um urubu tribufu.

Diante de cagadas tais e tantas, os “deuses” nos lembram as peripécias da Anta.

Bons tempos da tubaína, do crush e fanta!

Quando entre padrecos não havia sacripanta.

Este texto vai chegando ao fim. Há gato na tuba da banda do Serafim!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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