quinta-feira, 2 de maio de 2019

Língua Neo-Latrina



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

É uma lástima, no entanto é a verdade.

Nas redes sociais, a forma de se expressar da maioria dos internautas, é sofrível.

Em seus perfis, consta terem curso superior. Ou é mentira ou a qualidade do ensino está abaixo de traseiro de minhoca.

A linguagem é semelhante aos modos à mesa. A falta de intimidade com os talheres, os cotovelos apoiados e o fato de comer com a boca aberta, indicam imediatamente o nível social do pantagruel.

Minha admiração pelo povo italiano cresce dia a dia.

Por prudência, no momento de titular um novo artigo, pesquiso no “santo” Google para ver se, por acaso, há coisa semelhante.

Ser acusado de plágio é infamante para pessoas de bem. Apenas urubus de negras penas não se incomodam com o fato. Pelo contrário, cagam e andam para o povo e seu idioma que outrora foi a última flor do Lácio...

Por arrogantes ou por se acharem invulneráveis, não advertem o perigo iminente.

Sem dúvida, a forma abjeta de uma nova língua (neo-latrina, bien sûr) é o juridiquês.

Com suas grandiloquências gerundificadas, com suas elipses hiperbólicas, com seus sulfúricos sofismas, o novo idioma talvez seja o mais indicado para os padecedores de fecaloma.

Mot de Cambronne é o termo mais adequado para qualificar, ao mesmo tempo, a qualidade de seus raciocínios, sua atuação institucional e os resultados de seus atos.

Na antiguidade tínhamos o ritual do bode expiatório. Por que não instituir a cerimônia da depenagem urubúsica?

Rota a imagem por que manter o altar?

Vivemos a república do saco cheio!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

3 comentários:

Loumari disse...

SÃO MIGUEL ARCANJO NA SUA MENSAGEM DE 30 DE ABRIL DE 2019 DIZ:

O homem que tem prazer em apontar, que se aponte a si mesmo, em seu lugar converta-se, cada um procure ser como aquele samaritano que caminhava e viu um irmão atirado no chão desfalecido, lhe ungiu e o levou a pousada para curar-lhe.

Anônimo disse...

Depois que uma professora de Português ao invés de dar aula,começou a falar em política e foi filmada por uma aluna, a gente conclui que a Fina Flor do Lácio nunca correu tanto perigo!

Anônimo disse...

Depois que uma professora de Português ao invés de dar aula,começou a falar em política e foi filmada por uma aluna, a gente conclui que a Fina Flor do Lácio nunca correu tanto perigo!