terça-feira, 7 de maio de 2019

O Tenebroso Mundo das Criptomoedas


Sai a solução econômica? Ou sai o Guedes?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Recapitulando, já sabem os amáveis leitores, os conceitos de dinheiro e moeda. 

Dinheiro é um círculo maior e moeda é um menor, contido no primeiro. Assim, moeda é um tipo de dinheiro; o dinheiro GARANTIDO.

O garantidor pode ser público ou privado (exemplos:Banco da Inglaterra e American Express).

Pois bem, as chamadas criptomoedas NÃO têm garantidor ostensivo.

O surgimento das mesma é envolto em mistério; desde sua criação por “mineração”, até seu armazenamento, sua utilização e sua cotação.

Um homem genial completou recentemente o conceito de moeda:”é, também, tecnologia de troca”.

No momento em que lojas e outros tipos de comércio passam a aceitar criptomoedas na venda de bens e/ou serviços, as mesmas passam a ser quase-moedas, NÃO moedas plenas. Uma moeda verdadeira tem três níveis de funções: Reserva de Valor; Medida de Valor e Meio de Troca.

As criptomoedas são apenas meios de troca. No final das hiperinflações, o austral argentino, o marco alemão da república de Weimar tornaram-se somente meios de troca.

A grande maioria das populações é irracional. Tivemos uma hipervalorização dos bulbos de tulipas na Holanda por volta de 1.600.

As Bitcoins e coisas semelhantes servem para quem gosta de viver perigosamente.
Nos tempos atuais, as contas bancárias passam a ser virtuais mas sempre indexadas em moedas emitidas por instituições de grande credibilidade.

O PayPal tem contas em várias moedas dentro da mesma carteira de um cliente. MENOS no Brasil, onde há poucos dias, o Banco Central obrigou a conversão de todos os saldos em outras moedas em reais.

Não sei qual foi o propósito da medida. Talvez o senhor Paulo Guedes tenha querido mostrar de forma cabal que nós brasileiros somos cidadãos de segunda classe, sem os mesmos direitos de cidadãos de outros países. Fora Paulo Guedes!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Um comentário:

Chauke Stephan Filho disse...

Carlos Maurício, o Amigo escreveu o número de um ano (1600) com ponto. Nesse caso o ponto é inoportuno. Não se deve usar ponto num número quando este representa qualquer ano. Assim, o Amigo deve escrever 1600, 1950, 2019... mas nunca 1.600, 1.950 ou 2.019.

Certo, Amigo?

ABRS

Chauke