segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Lula admite a ACM por telefone que será candidato à reeleição, mesmo que venha a ser massacrado pelo eleitorado

Edição de segunda-feira do http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Exclusivo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou domingo de manhã ao senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), em conversa telefônica, que vai mesmo disputar a reeleição. Ao baiano, no entanto, Lula não repetiu o mesmo discurso de sexta-feira passada, quando avisou que só viria candidato se tivesse a certeza de ganhar. Lula admitiu a ACM dificuldades para se reeleger.

O presidente Lula telefonou ontem para ACM, a fim de lhe dar pêsames pela morte do irmão do Senador, o ex-deputado federal constituinte Ângelo Magalhães, na madrugada de domingo, de problemas renais, aos 80 anos de idade. O corpo do ex-parlamentar foi sepultado ontem, em Salvador. Os dois políticos aproveitaram para uma rápida conversa de meia hora. ACM passou a Lula uma pesquisa do Ibope, reservada, revelando que 85% do Congresso será renovado na próxima eleição. A pesquisa indica que o PT perderá de 50 a 60 por cento das cadeiras que conquistou no último pleito.

O presidente Lula admitiu a ACM que será candidato, mesmo correndo o risco de ser “massacrado” na disputa. Lula teria admitido ao senador baiano que a política econômica está lhe criando dificuldades. Lula teme que o desempenho da economia possa piorar. Foi mais uma crítica velada, nos bastidores, ao ministro da Fazenda Antônio Palocci – que Lula, para o público externo, sempre faz questão de elogiar.

No entanto, por motivos externos, embora também seja crítico dos juros altos, o presidente Lula advertiu que vai seguir a política econômica atual, mantendo um acordo de cavalheiros firmado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Aviso aos navegantes: O Alerta Total jura que não usou "grampo" para obter essa informação exclusiva... Por favor, nos poupem dessa...

Reunião ministerial

O presidente Lula reúne hoje todos os 23 ministros para fazer um balanço do terceiro ano de seu mandato. Ele vai cobrar um desempenho melhor de todos em 2006.

Na reunião ministerial, na Granja do Torto, Lula quer escolher os projetos prioritários de cada pasta para o ano da reeleição. Terão prioridade investimentos nas áreas social e de infra-estrutura. Será elaborada a plataforma do governo para o ano que vem.

O presidente deverá repetir o que já vem cobrando: quer mais agilidade para gastar em 2006 o que for aprovado no Orçamento.

Os recursos disponíveis serão avaliados e, pelo combinado com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, terão que ser liberados com agilidade.

O presidente Lula deve aproveitar a última reunião ministerial para responder às críticas da oposição. Ele quer que os ministros que disputarão as eleições saiam em janeiro e já prepara a reforma. Lula deseja que Tarso Genro retorne ao governo.

Bomba de Jefferson

O deputado cassado Roberto Jefferson promete, para antes do Natal, presentear o governo com uma entrevista detonando novos detalhes do esquema de investimento e arrecadação entre os fundos de pensão.

Jefferson não se conforma que Romeu Queiroz tenha sido salvo da cassação, e ele não.

Por isso, promete jogar mais lenha na já fervente fogueira das CPIs.

Caso Varig tem reviravolta

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Édson Vidigal, concedeu ontem suspensão ao mandado de segurança que garante a volta da Fundação Ruben Berta ao controle da FRB-Par e da Varig.

A decisão do ministro suspendeu também a assembléia de credores que estava marcada para hoje.

Desde a última quinta-feira a Fundação Ruben Berta havia sido afastada, reconduzida e novamente tirada do controle da empresa.

Assim, a venda do controle da FRB-Par à Docas Investimentos, de Nelson Tanure, ainda depende de decisão da Justiça. A briga é boa... E não se surpreendam se aparecer o nome de algum grande banco ou fundo de pensão nessa estória...

Preso com bacalhau na cueca

A turma do “dólar cueca” está fazendo escola... O vendedor Naor Celestino, de 51 anos, foi detido ontem com uma bandeja de dois quilos de bacalhau português dentro da própria cueca

A prisão ocorreu na saída para o estacionamento de um hipermercado, no Jardim Santa Lúcia, Região Oeste de Campinas, no interior paulista.

Na delegacia, sem demonstrar nervosismo, ele justificou o furto:

Sou pobre, mas gosto de comer bem”.

A bandeja com o bacalhau, avaliado em R$ 69,62, foi devolvida ao estabelecimento comercial. O vendedor tem quatro passagens pela polícia por furto. Para esconder o bacalhau, Naor usava calça e camisa maiores do que o seu número para passar sem ser notado pelos caixas.

O analista de corrupção contratado pelo Alerta Total, Doutor Robualdo Probo Filho, comenta:

"Botar bacalhau na cueca é crime hediondo, de pobre. Por isso, no Brasil, pobre vai para a cadeia. Se ainda tivesse colocado dólares ou diamantes na cueca, teria chances de ser perdoado e ter muitos votos na próxima eleição. Se fosse nos EUA, recomendaria para ele a pena capital, com direito a chicotadas de bacalhau aplicadas pela CIA".

Doutor Robualdo pegou meio pesado nessa...

Guerra aos Fundos

A CPI dos Correios declarou guerra aberta aos administradores de Fundos de Pensão, entidades privadas que detêm ativos de R$ 256.590.684.268,28, conforme dados da Secretaria de Previdência Complementar.

A Comissão vai pedir a destituição dos dirigentes da Funcef (Caixa Econômica), Postalis (Correios) e Núcleos (estatais da área de energia nuclear) por terem feito investimentos de R$ 23 milhões e 500 mil no Banco Santos.

O furo é que as aplicações ocorreram poucos dias antes ou no exato dia em que o Banco Central promoveu uma intervenção na instituição financeira, em 12 de novembro de 2004.

Dá para afastar?

O líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (PFL-RJ), cobra o afastamento dos dirigentes dos três fundos com base nas suspeitas de que pode ter ocorrido gestão temerária nos fundos.

O parlamentar pretende mandar ofícios para a Secretaria de Previdência Complementar (SPC) do Ministério da Previdência, para a diretoria das empresas patrocinadoras dos fundos e para as associações de funcionários das três estatais.

A ação dos parlamentares pode não surtir grande efeito porque os fundos de pensão são privados, independentemente da natureza jurídica da empresa patrocinadora. Eles são constituídos para administrar recursos recolhidos pelos trabalhadores e por suas empresas para o custeio dos planos de benefícios.

As aplicações

A CPI revela que a Funcef aplicou R$ 10 milhões no Santos no dia 5 de novembro, sete dias antes do BC atuar.

A Postalis tinha R$ 9 milhões e 750 mil investidos no banco, sendo que R$ 1 milhão foi destinado à instituição, de acordo com os dados obtidos pela comissão, no dia da intervenção.

Já o Nucleos aplicou R$ 3 milhões e 600 mil no Santos – sendo que R$ 1 milhão e 800 mil no mesmo dia em que o Banco Central interveio.

Socorro de última hora?

A CPI dos Correios está investigando se os fundos de pensão de estatais fizeram uma operação de última hora para tentar salvar o Banco Santos, que teve a falência decretada dia 12 de novembro do ano passado.

Os técnicos da sub-relatoria dos fundos de pensão, que analisam os investimentos dos fundos no mercado financeiro entre 2000 e 2005, desconfiaram de aplicações em títulos privados do Banco Santos feitos nas duas semanas anteriores à intervenção e consideradas fora do padrão.

O deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), sub-relator responsável pelas investigações que envolvem os fundos de pensão, informa que a CPI vai fazer o mapeamento de todas as operações feitas pelos 14 fundos de pensão investigados com o Banco Santos.

Operações de alto risco

ACM Neto assegura que é possível apontar se foram feitos investimentos irresponsáveis, por gestão temerária, dos fundos no Banco Santos.

Técnicos da CPI dos Correios avaliam que as operações feitas pelos fundos foram de alto risco, porque, naquele momento, todo o mercado já sabia da situação em que se encontrava o Banco Santos.

Desde setembro, o Banco Santos tinha sua classificação de risco modificada constantemente.

Como operam os fundos?

Os fundos operam com recursos originários das empresas integram a cesta de remuneração dos seus empregados, tal como foi negociado com eles.

A totalidade dos recursos em poder das instituições pertence, portanto, aos seus participantes.

É esse fato que lhes confere caráter privado, como a Lei Complementar nº 109 reconhece e os tribunais o têm consagrado.

Sonho de José Dirceu

Um dos planos do governo Lula, que seria pilotado pelo ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, era utilizar os recursos dos fundos de pensão no projeto de mega-investimentos em desenvolvimento. As PPPs (Parcerias Público Privadas) seriam o principal mote para o uso do dinheiro dos fundos de pensão nos tais “projetos desenvolvimentistas”.

Tal projeto, sob a coordenação de Dirceu iria se contrapor à política monetária ortodoxa e restritiva do Banco Central – que o governo Lula foi obrigado a seguir (ou por imposição de organismos internacionais, como o FMI, ou por pura falta de saber o que fazer na economia como alternativa ao modelo adotado pela gestão de Pedro Malan, no ministério da Fazenda, durante os oito anos de FHC no poder).

Nos primeiros dias do governo Lula, comentava-se que José Dirceu e o ex-ministro da Secretaria de Comunicação e atual secretário de Assuntos Estratégicos, Luiz Gushiken, haviam indicado, pessoalmente, os diretores financeiros dos principais fundos, para garantir que teria o controle do processo.

Só falta baixar mais os juros...

Agora, sem o comando direto de Dirceu (pelo menos na formalidade, nos bastidores, ninguém sabe...), tal projeto já tem todas as condições formais para, finalmente, sair do papel.
Em setembro, o Comitê Gestor das PPPs aprovou o regulamento do Fundo Garantidor desses projetos (FGP, ou Fundo Garantidor das PPPs), com um valor estabelecido em R$ 6 bilhões – dos quais R$ 4 bilhões e 200 mil já integralizados sob a forma de ações na carteira do Tesouro Nacional.

Esse valor, assim como o perfil de alta liquidez das ações escolhidas, todas blue chips, foi aprovado pelos especialistas em investimentos e empresários interessados nesse tipo de contrato.

Apesar do arcabouço técnico, jurídico e regulatório praticamente impecável, as PPPs encontram ainda, neste final de ano, um inimigo bastante conhecido: o juro real em patamar que inviabiliza qualquer aplicação fora do segmento de títulos públicos e demais ativos atrelados à taxa Selic.

O governo Lula aposta no emprego desses recursos bilionários para as “grandes realizações” do ano eleitoral, comprometendo empresários a continuar apostando na continuidade do governo, para o prosseguimento dos projetos iniciados... É esperar um pouco para conferir...

Campanha pelas obras

As empreiteiras agradecem! Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) autorizaram a publicação dos editais de licitação do Programa de Concessões Rodoviárias.

O TCU só ordenou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que condicione, nos editais de licitação, o início da cobrança de pedágio à aprovação do cadastro do passivo ambiental existente.

A assessoria da ANTT informou que os editais serão publicados na segunda semana de janeiro. Já as audiências públicas sobre os editais começam esta semana.
Obras (e pedágio) à vista

As rodovias previstas para serem privatizadas são:
1 - BR-153/SP Divisa MG/SP - Divisa SP/PR
2 - BR-116/PR/SC Curitiba - Divisa SC/RS
3 - BR-393/RJ Divisa MG/RJ - Entro. BR116 (Via Dutra) 4,20 4,03 -4,07
4 - BR-101/RJ Divisa RJ/ES - Ponte Presidente Costa e Silva
5 - BR-381/MG/SP Belo Horizonte - São Paulo
6 - BR-116/SP/PR São Paulo – Curitiba
7 - BR-116/PR; BR 376/PR e BR 101/SC, Curitiba – Florianópolis
8 BR-101/ES Divisa BA/ES - Divisa ES/RJ

Nada deixa empreiteiros mais felizes em um ano eleitoral que um grande pacote de obras ou de privatizações de pedágios de rodovias...

Brizola fazendo escola...

Os espíritos do ex-governador Leonel Brizola e do antropólogo Darcy Ribeiro devem estar vibrando de felicidade lá no céu, tirando onda com a alma do Dr Roberto Marinho...

O motivo: o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), deu sinal verde para um projeto-piloto de ensino em tempo integral na rede municipal, nos moldes dos antigos "Cieps" (os Centros Integrados de Educação Pública) do eterno líder pedetista.

Um projeto, aprovado por unanimidade pelos vereadores do município do interior paulista, prevê que a proposta, em caráter experimental, deve ser implementada na escola Professora Rosa Tomita.

Vale lembrar que os “Brizolões”, como o povo apelidou os Cieps, sempre foram duramente combatidos pelo PT e pelas Organizações Globo... Mas, como lembrou Fernando Collor de Mello em uma de suas camisetas de jogging, “o tempo é o senhor da razão”...

Metrô de críticas a Palocci

Entrou nos chamados “restos a pagar” de 2005 os R$ 72 milhões que o Governo Federal prometeu liberar para a obra do Metrô de Salvador.

Por isso, o dinheiro para o trem dos baianos só chega no ano que vem...
Representantes do Consórcio Metrosal, que reúne as empreiteiras Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Siemens responsáveis pela obra, esperam recomeçar as obras, em 20 dias, com a promessa de que a grana federal está a caminho.

O atraso na liberação da verba para o metrô baiano é sempre um motivo de arranca-rabo verbal do senador Antônio Carlos Magalhães com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci...

Luiz Zveiter preocupado

A pressão é total para que o desembargador Luiz Zveiter seja punido, nesta segunda-feira, a partir das 14 horas, na sessão do Conselho Nacional de Justiça.

Os conselheiros do CNJ retomam hoje o julgamento do caso Zveiter, interrompido, em duas sessões passadas, por pedidos de vista no processo. O relator do caso é o ministro-corregedor Antônio de Pádua Ribeiro.

O desembargador Zveiter está perdendo por três a zero no CNJ.

Chances de derrota

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil já aprovou, por unanimidade, uma manifestação considerando “absolutamente incompatível, moral e eticamente”, o fato de Luiz Zveiter acumular a função pública de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com o cargo privado de presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Votam hoje na sessão o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, e os dois representantes da advocacia no CNJ, Paulo Lôbo e Oscar Argollo. A sessão será presidida por Nelson Jobim, que é o presidente do CNJ.

Zveiter é alvo de cinco reclamações disciplinares no Conselho Nacional de Justiça.

Há risco até de Zveiter perder o cargo de desembargador.

Maçons contra o “irmão” Zveiter

A pressão nos bastidores do Judiciário contra Zveiter vem de membros da Maçonaria, entidade secreta da qual Luiz é membro, mas dentro da qual cultiva poderosos inimigos nada ocultos.

A família Zveiter, tendo à frente seu pai Waldemar Zveiter (um ex-ministro do STJ), é criticada por monopolizar o poder na Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro e na Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil.

Por sua vez, Luiz Zveiter conta, a seu favor, com o poder e prestígio de sua família no Judiciário. Os Zveiter foram, por muitos anos, advogados do poderoso presidente das Organizações Globo, falecido jornalista Roberto Marinho...

Grampo baiano para o CNJ

O presidente da seccional baiana da OAB, Dinailton de Oliveira, vai solicitar ao Conselho Nacional de Justiça que investigue a denúncia de manipulação de votos na eleição para a Presidência do Tribunal de Justiça da Bahia.

A OAB também vai acionar o CNJ para que o Tribunal de Justiça da Bahia faça cumprir a resolução que põe um freio no nepotismo. Denúncias do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) revelam que 23 dos 30 desembargadores do Órgão Especial do TJ baiano têm parentes empregados, o que contraria a norma do CNJ.

O escândalo dos grampos veio à tona no dia 2 de dezembro, com a revelação do conteúdo de uma conversa telefônica (gravada ilegalmente) entre o advogado baiano Luciano Cintra e o arquiteto Fernando Frank.

Batalha de gigantes

A OAB já enviou um ofício à Polícia Federal para que também investigue o caso do “grampo” telefônico em que o arquiteto Frank teria revelado ao advogado Cintra que presenteara, com anéis de brilhante, três (das 11) desembargadoras do Tribunal de Justiça da Bahia, composto por 30 membros.

Os presentinhos estariam vinculados à eleição da mesa do tribunal, vencida pelo desembargador Benito Figueiredo.

O escândalo ganhou peso porque Luciano Cintra é irmão do desembargador Carlos Alberto Cintra, atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral.

Presenteada devolve anel

Pelo menos uma das presenteadas, a desembargadora Aidil Silva Conceição, resolveu dar explicações.Ela divulgou um fac-símile de um texto, escrito de próprio punho e endereçado ao arquiteto Fernando Frank, notificando-o da devolução do anel.

Em uma conversa, gravada ilegalmente, a desembargadora reclama do “presente de grego”.

No entendimento do presidente da OAB da Bahia, ao dar conhecimento público da devolução do presente, a desembargadora confessa tê-lo recebido.

Para Dinailton de Oliveira o fato é gravíssimo, já que Fernando Frank teve ou tem processos em julgamento no Tribunal.

Um desses processos foi movido pelo arquiteto contra a Petrobras e teria lhe rendido uma indenização no valor de R$ 35 milhões.

Desembargador exige apuração

O desembargador Eduardo Jorge Mendes de Magalhães, irmão de ACM e candidato derrotado à presidência do TJ baiano, entregou na sexta-feira à mesa diretora do Tribunal de Justiça da Bahia autorização para a quebra do sigilo bancário dele, da mulher e filhas.

O desembargador Magalhães desafiou o Pleno do Tribunal a que fizesse o mesmo.

Num duro pronunciamento, na última reunião do TJ em 2005, o desembargador exigiu uma investigação ampla das escutas clandestinas e, principalmente, do teor das conversas, onde ele afirma “estarem evidentes a troca de presentes por votos, o tráfico de influência e os conchavos nos bastidores da eleição”.

O duro discurso do desembargador Eduardo Magalhães foi ouvido em silêncio pelos demais desembargadores e pelas galerias.

ACM desafia desembargadores

O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) duvida que 24 dos 30 desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia estejam mesmo dispostos a processá-lo pelo discurso, no Senado, em que denunciou a "desmoralização da Justiça baiana".

ACM reitera as denúncias que havia feito na semana passada, da tribuna do Senado, sobre uma suposta fraude na eleição do desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra para a presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE):

Minha palavra é inviolável. Quero que tenham a ousadia de me interpelar para que eu conte tudo o que sei. Eu já disse tudo que queria e vou dizer mais. Quem quer que haja apuração sou eu. Se alguém fez grampo, quero saber quem foi e o conteúdo. Eu fiz um discurso mostrando que existe uma justiça prostituída, mas isso não quer dizer que todos os juízes e desembargadores compactuem com isso”.
Vinte e quatro dos 30 desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia prometem processar ACM, que já foi acusado de promover “grampos” de adversários na Bahia.

Guerra na imprensa baiana

O caso do grampo no TJ Baiano vira, agora, uma guerra na imprensa.

O jornal Correio da Bahia, de propriedade da família Magalhães, criticou, em editorial, o seu rival, o jornal A Tarde, por não ter dispensado atenção editorial ao escândalo dos grampos, em tempo hábil. O Correio, de ACM, bateu duro:

O jornal A Tarde, também poderia colaborar na investigação, já que recebeu o CD no dia 2 de dezembro, logo após a eleição e, com receio de desagradar ao líder do Judiciário ou pôr em risco o emprego de colunistas e parentes de jornalistas-consultores, preferiu ignorar a grave denúncia. Poderia, o jornal A Tarde, abrir o seu protocolo e dizer quem entregou o CD no jornal ou quem foi o jornalista que o recebeu e de quem”.

O editorial do Correio da Bahia alegou que, nessa tarefa, tem pouco a ajudar, “uma vez que recebeu a gravação pela internet e imediatamente a publicou, para conhecimento dos seus leitores”.

Escândalo do Nepotismo

Não bastasse a estória que veio à tona com o grampo, o Judiciário baiano é alvo, agora, de denúncias de nepotismo.

O presidente eleito do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Benito Figueiredo afirmou que não vai seguir a determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de demitir os parentes em até terceiro grau de desembargadores, juizes, diretores do Tribunal de Justiça da Bahia, a fim de acabar com o nepotismo no Judiciário.

Ao contrário do que determina a lei, o desembargador - ele próprio com a filha Maria Daniela Soares Figueiredo Mascarenhas lotada no Tribunal de Justiça como sua assistente de gabinete -, promete analisar "caso a caso".

ACM denuncia que, dos 30 desembargadores do TJ baiano, 23 tem parentes contratados que deverão ser demitidos pelo presidente eleito, desembargador Benito Figueiredo, se não quiser incorrer em crime de responsabilidade. O líder do Judiciário, Dultra Cintra tem seis parentes do TJ.

Os bem-empregados

ACM lembra que o presidente eleito do Tribunal baiano deveria cumprir a lei e contrariar o interesse de outros 23 desembargadores que empregam parentes até o terceiro grau em seus gabinetes.

Cita o caso desembargador Carlos Alberto Dultra Cintra que, entre os parentes contratados estão a irmã, Maria Lúcia Dultra Cintra, presidente do Conselho de Administração do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj; o cunhado, Manoel Augusto Cunha Cavalcanti, chefe do seviço de consultas de arquivo na 1ª instância; o sobrinho por afinidade, Helvísio Cunha Cavalcanti Júnior, assistente de supervisor no Serviço de Assistência Judiciária (SAJ).

ACM revela que o desembargador Dultra Cintra também influenciou na contratação do coronel Mansur de Carvalho, assistente do juiz Salomão Resedá e das suas duas filhas dele, em cargos em comissão no Judiciário baiano.

Outro alvo de ACM

O Senador baiano também cita como exemplo o desembargador Gilberto Caribé, que também tem a sua cota de parentes em cargos de confiança no Tribunal de Justiça.

Trabalham no TJ o filho, Bruno Tommasi Costa Caribé e a irmã Griege Caribé Morais, ambos lotados no gabinete da presidência e a sobrinha por afinidade, Maria Eugênia de Lemos Costa, como secretária assistente da 1ª Vara da Infância e Juventude.

ACM lembra que, no caso da presidência, a contratação de parentes se estende a funcionários ligados ao desembargador Caribé, como Célio Alves Silva, lotado na Execução Orçamentária, casado com a secretária do desembargador, Aira Mota Alves. Há também o caso de Thaís Fonseca Felippi, assistente especial de presídio, filha do chefe de gabinete da presidência, Edmundo Assemany Felippi.

Chega de nepotismo!

A proibição do nepotismo foi, até agora, a decisão mais importante do Conselho Nacional de Justiça, o órgão de controle externo do Judiciário criado em junho deste ano com a reforma do Poder, aprovada pelo Congresso Nacional.

A resolução do CNJ entrou em vigor em 14 de novembro, dando o prazo de 90 dias para que todos os tribunais demitam os parentes até terceiro grau de desembargadores, juizes e assessores. Quem não cumprir a resolução estará incorrendo em crime de responsabilidade.

E, os que forem nomeados a partir de então para cargo de confiança terão de assinar um documento afirmando que não têm vínculo de parentesco com nenhum juiz ou diretor do tribunal.

Imperador contra o Garotinho

O Imperador do Rio, Cesar Maia, não gostou das desculpas dadas pelo ex-governador Antony Garotinho à Coluna “Nhenhenhem”, do jornalista Jorge Bastos Moreno, negando qualquer ligação sua com o rombo da Prece.

Garotinho afirmou não temer um “arsenal de denúncias contra ele”, com as seguintes palavras:

Eu não tenho nada com os Correios, que é um órgão do governo federal. Se eles têm um arsenal, que publiquem e provem. A minha vida é honesta. Isso é plantação de notícia, que foi tirada do blog do Cesar Maia”.

O Imperador do Rio não perdoa e lança mais um desafio para Garotinho:

Se Garotinho está impaciente e quer conhecer logo as denúncias, não vai precisar esperar muito. Ele fala em Correios para despistar... Por que não usa logo a expressão certa: Funaro/Cunha?”.

Traduzindo: Cesar Maia se refere ao economista Lúcio Bolonha Funaro e ao deputado federal Eduardo Cunha...

Rombo na Prece

A Prece, fundo de pensão dos funcionários da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio de Janeiro, está no seu quarto ano consecutivo de déficit, chegando à casa dos R$ 300 milhões.

Em 2001, faltaram em reservas para garantir todos os benefícios um total de R$ 13 milhões 860 mil. Já em 2002, esse déficit saltou para R$ 74 milhões 770 mil. No ano seguinte, dobrou, para R$ 146 milhões 770 mil e, em 2004, alcançou R$ 236 milhões e 500 mil.

O relatório anual de 2004 do fundo constata que o déficit é atuarial, o que significa que se trata de mudança do perfil etário e previdenciário dos associados e da metodologia de cálculo dos benefícios.

O curioso é que, no ano passado, quando o setor de previdência privada chegou a um superávit técnico de R$ 45 bilhões e 400 mil, o Relatório Anual da Prece apontou prejuízo de R$ 16.684.068,44 em aplicações.

Mas o fundo também vem sofrendo déficits técnicos, resultado de aplicações financeiras mal sucedidas e de deficiências de gestão. No ano passado, o rombo chegou a R$ 152 milhões 707 mil. Em quatro anos, de 2001 a 2004, a Prece aumentou seu déficit em 1.001,73%.

Culpa de quem?

O caso Prece é dor de cabeça para Antony Garotinho, Benedita da Silva, Marcelo Sereno, Eduardo Cunha e Carlos William (os dois últimos, deputados federais pelo RJ e MG, respectivamente).

Em 2001, durante o governo de Anthony Garotinho, o fundo esteve sob intervenção da Secretaria de Previdência Complementar (SPC).

Há também acusações contra Marcelo Sereno (ex-assessor da Casa civil no governo Lula e ex-secretário de Comunicação do PT), que, no governo Benedita da Silva, foi secretário e integrou o Conselho de Administração do Cedae. Sereno é apontado como responsável pela indicação, para área de investimento da Prece, de Carlos Eduardo Carneiro Lemos.

Os investimentos que resultaram em prejuízos para a Prece, inscritos no balanço do ano passado, foram feitos nos governos de Benedita da Silva e Rosinha.

Dois ocorreram em 20 de dezembro de 2002, quando os petistas ainda governavam; os demais estão registrados em maio e junho de 2003 e julho de 2004, na gestão peemedebista, embora a Prece atribua a responsabilidade por eles ao governo passado. O jogo de empurra, neste caso, é evidente...

Aliados de Garotinho na mira

A CPI dos Correios investiga suspeitas do mercado financeiro sobre uma suposta ligação de Lúcio Bolonha Funaro (um jovem, chique e conhecido operador do mercado financeiro de São Paulo, com patrimônio declarado de US$ 12 milhões) com a turma do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. A CPI considera o fundo Prece seria a zona de influência de partidários de Garotinho (o que ele próprio nega) e do PC do B (o que Garotinho confirma).

Há um mês, a revista Época revelou que Funaro paga o aluguel (ou seria o dono) do apartamento ocupado pelo deputado Eduardo Cunha,(PMDB-RJ), num luxuoso flat Blue Tree, Brasilia.

Cunha é braço direito e comandante da bancada (que reúne 20 parlamentares) do ex-governador Antony Garotinho na Câmara Federal.

As conexões de Funaro com o Rio se estenderiam, principalmente, a Anthony Garotinho (PMDB).

Funaro é apontado como um dos operadores do caixa dois do ex-governador.

Garotinho nega que faça caixa dois e que se relacione com Funaro. O rico investidor também assegura que nada tem a ver com Garotinho...

Funaro, o grande beneficiado?

A CPI dos Correios suspeita que Lúcio Funaro teria ganhado cerca de R$ 6 milhões em operações com a Prece.

A Prece foi o fundo que acumulou mais prejuízos entre 2000 e 2005, segundo ranking elaborado pelo deputado ACM Neto (PFL-BA).

Só em operações na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), a fundação perdeu R$ 309 milhões – enquanto o prejuízo total de 14 fundos analisados pelo neto de ACM atingiu R$ 729 milhões. Os fundos contestam o valor...

O período em que as perdas estão concentradas na Prece (2003 e 2004) coincide com os dois primeiros anos de Rosinha Matheus (PMDB) à frente do governo do Rio.

Prece vítima da Guaranhus?

O caso Prece tem interconexões com o Mensalão de Marcos Valério. A Polícia Federal e o Ministério Público estão convencidos que José Carlos Batista é um mero testa de ferro do doleiro Lúcio Bolonha Funaro na empresa Guaranhuns Empreendimentos, Intermediações e Participações. Funaro também é sócio da corretora Laeta.

Funaro fundou a empresa Guaranhuns em 1999 e a repassou em 2001 para o corretor José Carlos Batista.

A Guaranhuns, é apontada pela CPI como uma empresa de fachada que movimentou milhões de reais do esquema Delúbio Soares-Marcos Valério.

Pelo menos R$ 6 milhões e 300 mil foram comprovados até agora pela CPI... O dinheiro, recebido entre fevereiro e agosto de 2003, tinha como destino final pagamentos de dívidas de campanha do PL.

Os auditores da CPI têm elementos indicando que a principal vitima do esquema de lavagem de dinheiro da Guaranhuns foi o Prece – fundo de pensão da Cedae do Estado do Rio.

Mais giro que o declarado

A Receita Federal comparou os dados da CPMF e da renda declarada pela Guaranhuns entre 2000 e 2003 e descobriu que ela girou muito mais dinheiro do que contou ao Fisco.

Em 2002, por exemplo, movimentou 168 vezes mais do que ganhou.

Passaram R$ 45 milhões e 400 mil por suas contas bancárias.

Mas seus donos declararam ter recebido apenas R$ 270 mil.

Offshore inexplicável

José Carlos Batista também aparece como presidente da Esfort Trading.

Trata-se de uma offshore sediada no Uruguai.

O problema é que Batista afirmou nunca ter ido àquele país.

Batista, que não fala espanhol, admitiu que pagou R$ 15 mil a um advogado para abrir a offshore.

Para onde vai a grana, Funaro?

A CPI dos Correios tenta rastrear o destino final dos R$ 13 milhões e 300 mil, sacados em dinheiro vivo, durante um período de dez meses, em uma conta da empresa Guaranhuns - a mesma usada para repassar R$ 6 milhões e 300 mil do caixa dois do PT operado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza.

Concentrados no período que vai de 6 de fevereiro a 18 de dezembro de 2001, os saques foram feitos mediante cheques endossados pelo economista Lucio Bolonha Funaro da conta da Guaranhuns na agência matriz do BCN, em São Paulo.

Como os saques foram em espécie, a missão da CPI é para lá de complicada...

Funaro e os tucanos

A CPI também investiga eventual ligação de Funaro com a arrecadação de fundos para campanhas do PSDB.

Funaro nega ter feito os saques de R$ 13 milhões, em 2001.

O investidor admite que “pode ter feito” alguns saques em espécie, mas que não teriam atingido esse valor.

O economista Funaro confirmou ser amigo de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e arrecadador de fundos da primeira campanha eleitoral de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Apesar disso, Funaro insiste que “nunca” trabalhou com qualquer órgão público, incluindo o BB.

Petros na berlinda

No período que coincide com a campanha eleitoral até o segundo ano do governo Lula (entre 2002 e 2004), a Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, ganhou de lucratividade menos que ganharia se apostasse no mais conservador dos investimentos o DI-Cetip – operação apelidada pelo mercado de “Papai-com-Mamãe”, por ser considerada tão ruim.

A constatação é dos técnicos da CPI dos Correios após análise criteriosa sobre os números da Petros.

Mas eles observaram que, apesar do baixo retorno das aplicações, o fundo ainda assim cumpriu a meta atuarial.

Carequinha Coreano

A CPI dos Correios descobriu que os negócios do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza estendem-se até o Oriente.

Os técnicos da comissão rastrearam uma misteriosa operação financeira do Valerioduto que injetou cerca de R$ 2 milhões nas contas de quatro empresas da Coréia do Sul, durante cinco dias, em agosto de 2004, bem na véspera das eleições municipais.

O dinheiro saiu de uma das empresas de Marcos Valério, passou por duas tradings e, lavado, desembocou nas contas das empresas, todas do setor têxtil. Essas companhias e as tradings estão envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro do MTB Bank, montado por doleiros.

A CPI agora vai investigar se as remessas têm conexão com o mensalão ou se Valério atuou como intermediador de outro esquema.

Rota da grana

Os extratos bancários das empresas de Valério e das tradings em poder da CPI mostram o caminho do dinheiro. No dia 30 de julho, a 2S Participações, uma das empresas de Marcos Valério, transferiu R$ 1.967.403,00 para a conta da Athenas Trading.

Dois dias depois, a Athenas fez um depósito para a Eplo Trading no mesmo valor - apenas com uma diferença de R$ 91 a menos. Ainda no mesmo dia, a Eplo fez remessas para as contas das empresas G Honey Global Ltd., Samil Knit Co., Ra Sung Family Co. e Orientex Precision Industrial Co. As quatro operações somam R$ 1.963.400,47.

Ou seja: R$ 4 mil a menos do que entrara na conta da trading.

A transferência mais polpuda teve como destino a Samil Knit. Foram R$ 796 mil. A Ra Sung Family vem logo atrás, com R$ 511 mil. A G Honey Global recebeu R$ 403 mil e a Orientex, R$ 211 mil.

A CPI já constatou que as quatro empresas mantiveram operações no esquema de lavagem de dinheiro do MTB Bank – investigado pela Promotoria de Nova York que descobriu que o banco americano serviu como corredor de dinheiro sujo de corrupção, do narcotráfico, do crime organizado e do terrorismo internacional. O esquema era operado por doleiros, inclusive brasileiros.

Lula cria mais 974 cargos em comissão

Véspera de ano eleitoral é uma festa... O governo Lula criou 5.199 cargos na administração federal e deu aumentos aos funcionários das agências reguladoras.

O pacotão de Natal consta da Medida Provisória 269, publicada no Diário Oficial.

Do total, 4.225 cargos devem ser ocupados por concurso público ou funcionários de outras áreas e 974 são cargos com comissão ou gratificação, abertos a pessoas de fora da administração.

Custo das contratações

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informa que esses cargos atendem a antigas reivindicações e haverá um cronograma para preenchê-los. O ministro adverte:

Não é para encher o governo de petistas”.

O custo estimado para os comissionamentos é de R$ 4 milhões e 600 mil anuais. Já a reestruturação das agências e outros órgãos pode chegar a R$ 113 milhões.

Gastos com pessoal da União

Um estudo do economista Ricardo Bergamini desnuda a evolução histórica dos gastos com pessoal da União, nos governos FHC e Lula.

O custo total de pessoal migrou de R$ 35 bilhões e 800 mil (em 1994) para R$ 75 bilhões (em 2002).

Houve um incremento nominal de 109,50% em relação ao ano de 1994.

Bergamini explica que, com base nos números conhecidos até outubro de 2005, podemos projetar um custo total de R$ 98 bilhões e 900 milhões.

Ou seja, na era Lula, um acréscimo nominal de 31,86% em relação ao ano de 2002.
Funcionários públicos x trabalhadores privados

O professor Ricardo Bergamini calcula que, com base nos números conhecidos até outubro de 2005, considerando-se 1.094.729 servidores (757.782 civis e 336.947 militares), podemos projetar um rendimento médio/mês per capita com pessoal ativo de R$ 4.149,38.

A média/mês per capita nacional para os trabalhadores formais nas atividades privadas é de R$ 966,10 (76,72% menor).

Inativo e pensionistas da União x privados

O professor Bergamini calcula que o rendimento médio/mês per capita projetado com pessoal inativo e pensionista – 1.040.244 servidores (722.634 civis e 317.610 militares) – é de R$ 3.556,92.

A média/mês per capita dos inativos e pensionistas das atividades privadas (23,4 milhões de beneficiários do INSS) é de R$ 464,00 (86,96% menor).

Aumento de servidores

Analisando cuidadosamente os números conhecidos até o mês de outubro de 2005, o professor Ricardo Bergamini calcula que houve aumento de 99.616 servidores civis e aumento de 71.480 servidores militares (recrutas), totalizando acréscimo de 171.096 servidores da União, em comparação ao efetivo existente no mês de dezembro de 2002.

Conseqüentemente, os gastos com pessoal migraram de R$ 75 bilhões (em 2002) para previsão de R$ 98 bilhões e 900 milhões (em 2005)

O acréscimo nominal de gastos com servidores entre 2002 e 2005 é de 31,86%.

O professor Bergamini lembra que os recursos para pagamento dos trabalhadores do setor público dependem da geração de renda dos trabalhadores da iniciativa privada.

O professor Bergamini ressalta que não existe outra fórmula conhecida até a presente data.

Anulando a Pizza

O deputado Raul Jungmann (PE), vice-líder do PPS na Câmara, adverte que seu partido vai entrar com um pedido para anular a votação que resultou na absolvição do deputado Romeu Queiroz (PTB-MG):

São tantas as evidências de irregularidade, a começar da duplicidade de cédulas, que aquele resultado não pode ser aceito sem que a Câmara saia enxovalhada”.

O PPS se baseia no Inciso 8º do Artigo 15º e no caput do Artigo 117º, ambos do Regimento Interno da Casa, que dispõem sobre atos que provoquem grave dano à imagem da Câmara.

Jungman informa que o PPS vai entrar com um requerimento junto à Corregedoria para que os responsáveis pela bandalheira daquela sessão sejam punidos.

Senado devolve verba

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vai devolver ao Tesouro até o final deste mês R$ 155 milhões liberados na sexta-feira como crédito extraordinário para pagamento de salários.

Renan argumenta que o Senado já conseguiu pôr em dia sua folha salarial, inclusive o pagamento retroativo do reajuste de 15% concedido aos funcionários.

O governo estranhou o gesto de Renan, já que, no dia 17 de novembro, o Senado enviou ofício ao Ministério do Planejamento pedindo recursos adicionais de R$ 235 milhões.

Renan reclama que o governo teria demorado demais em atender a demanda e agora já não precisava mais, pois a Casa conseguira honrar as despesas com pessoal. Outros gastos foram transferidos para janeiro, usando orçamento de 2006.

Quem quer dinheiro?

Uma medida provisória publicada sexta-feira passada no Diário Oficial da União abre crédito extraordinário de R$ 825.908.968 para Câmara, Senado, Presidência da República, Ministérios da Fazenda e Integração Nacional, estados, Distrito Federal e municípios.

Desse montante, R$ 363 milhões são destinados à Câmara e ao Senado para pagamento do reajuste de 15% dado aos servidores do Legislativo este ano.

O Senado já avisou que não precisa da verba, mas, a Câmara precisa... Grande parte do dinheiro (perto de R$ 95 milhões) deve ser usado para pagar parte do salário extra pela “autoconvocação”.

Bom exemplo do Doutor Rosinha, o deputado

Integrante da esquerda petista, o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) não quer receber o pagamento extra pela autoconvocação do Congresso no período do recesso.

Já remeteu ofício ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo, pedindo que o dinheiro não seja depositado em sua conta.

Dr. Rosinha, que está no Congresso desde 1998, diz ser o único deputado federal que, em toda a sua vida pública, nunca recebeu pelas convocações extraordinárias:

Apesar de legal, trata-se de um pagamento imoral. E o fato de se tratar, na verdade, de uma autoconvocação torna o caso ainda mais absurdo. Aliás, nunca vi uma convocação extraordinária que tivesse uma justificativa minimamente plausível”.

Dr. Rosinha defende que todos demais os deputados e senadores também recusem o pagamento. Os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Vicentinho (PT-SP) já manifestaram o mesmo desejo. O problema, agora, é que os três devem esperar, bem sentados, pela boa atitude ética da maioria dos colegas...

Menos férias

Dr. Rosinha também é favorável ao fim do recesso parlamentar de 90 dias, tanto no Congresso quanto nas assembléias legislativas e câmaras municipais:

A grande maioria dos trabalhadores brasileiros tem férias de 30 dias. Por que os parlamentares têm um período maior?”.

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, se comprometeu a colocar em votação um projeto nesse sentido, durante a “autoconvocação”. Resta saber se os deputados vão aprová-lo... Será???

O custo da “autoconvocação”

No total, o Congresso terá gastos de aproximadamente R$ 95 milhões, entre remuneração extra a parlamentares, custos administrativos e gratificação a servidores.

Por cada um dos 22 dias úteis “trabalhados” da primeira fase da convocação extraordinária do Congresso, que começa hoje e vai até 14 de janeiro, cada um dos 513 deputados e 81 senadores vai embolsar, em média, R$ 1.751/dia.

Líquido, no primeiro mês, receberão R$ 25 mil e 700. Como haverá uma segunda convocação extra, de 16 de janeiro a 14 de fevereiro, os parlamentares vão botar no bolso mais R$ 25 mil e 700.

Mas esse “pagamento extraordinário” vai se somar ao salário normalmente recebido, religiosamente, todo mês pelos parlamentares. Além da verba de gabinete (R$ 44.187 mensais para contratar 18 assessores – que podem ser lotados em Brasília ou no Estado de origem dos congressistas) e do salário de R$ 12.847, deputados recebem ao mês R$ 15 mil para seus escritórios nos estados, R$ 3.000 de auxílio-moradia e R$ 15 mil para passagem aérea, correio e telefone.

Mal exemplo natalino

Que vergonha! O vereador Tonhão Dutra (PT), que enviou 4.000 cartões de Natal produzidos em seu gabinete para funcionários da GM e da Urbam, em São José dos Campos, tenta minimizar os efeitos das críticas de alguns dos funcionários da GM que classificaram sua iniciativa como irregular:

"Como alguns funcionários da GM são ligados ao PSTU estão me criticando. Mas utilizei o material economizado ao longo do ano e ainda comprei algumas folhas de papel sulfite para complementar a cota da Câmara".

Os vereadores de São José dos Campos, no interior de São Paulo, utilizaram suas cotas de correio para fazer agrados aos eleitores, neste fim de ano.

Ainda bem que essa coisa triste só aconteceu em São José dos Campos... Já pensaram se outras câmaras de vereadores e assembléias legislativas fizessem a mesma coisa... Os marcianos iriram pensar que nossos políticos não têm ética com o uso do dinheiro público...

Mulher do Lao vai ser solta?

Advogados de Law Kin Chong, denunciado pela Polícia Federal e o Ministério Público como o maior contrabandista do País, entram nesta segunda-feira com um hábeas corpus pedindo a libertação de Miriam Law, presa no sábado. O marido dela cumpre pena por corrupção no Instituto Penal Agrícola de Bauru.

Miriam teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal em São Paulo, acusada de comandar todos os negócios escusos do marido, usar uma rede de empresas de fachada constituídas para distribuir em São Paulo toneladas de produtos contrabandeados e ainda ser a importadora ilegal de toneladas de produtos de beleza, com prazo de validade vencido, que tinham os rótulos mudados e acabavam revendidos nos shoppings de contrabando e até mesmo em farmácias.

A família Law é dona de dois andares na Galeria Pajé, famoso centro comercial de produtos contrabandeados. São deles também os três maiores shoppings populares da cidade, que abrigam lojas onde se vendem todos tipos de produtos do Paraguai, sem o pagamento de impostos.

Mais carro que moto

Em cinco anos, as vendas anuais de motos deverão superar as de automóveis.
Para este ano de 2005, é esperada a contagem final da comercialização de 1 milhão de motos e 1 milhão 375 mil automóveis.

O País hoje tem frota de 7 milhões e 600 mil motocicletas, equivalentes a 30% da de carros de passeio, estimada em 25 milhões.

Um estudo da Lafis Consultoria avalia que Preço mais em conta, menor gasto em combustível e facilidade de locomoção no trânsito das cidades são os fatores que devem impulsionar o mercado de motos.

Não mexa no meu celular...

As operadoras de telefonia móvel não podem mais trocar o número do celular dos clientes que mudam os planos telefônicos de pós-pago para pré-pago. A decisão foi assinada pelo juiz Paulo Roberto Campos Fragosos, do Juízo da Terceira Vara Empresarial do Rio de Janeiro, na última sexta-feira e vale para todo o território nacional.

A posição do juiz é uma resposta favorável à ação civil pública, com pedido de liminar, movida pelo Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro, que sustenta seus argumentos nas próprias determinações da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que prevêem que a mudança do Plano de Serviço não implica na mudança do número do cliente.

A partir de agora, a operadora que desrespeitar a nova regra corre o risco de ser multada em R$ 5 mil para cada violação anotada.

Eleição inédita na Bolívia

Os bolivianos elegeram o primeiro presidente de origem indígena do país: o líder dos plantadores de folha de coca e candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales, de 46 anos.

Depois de as pesquisas de boca-de-urna apontarem a vitória de Morales, mas sem garantir que ele teria mais de 50% dos votos, um sistema de contagem rápida (com base numa mostra representativa de 70% das mesas de votação de todo o país) realizado pela "Apoio, Mercado e Opinião", mostrou que ele venceu com 51% dos votos.

O novo presidente boliviano será empossado, no Palácio Quemado, no dia 22 de janeiro. Ele já avisou que seguirá uma política idêntica a de Hugo Chávez, na Venezuela. Os EUA não vão gostar do que ele prometeu...

De olho no Verão

O Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), de Cachoeira Paulista, realiza na próxima terça-feira reunião para discutir a previsão climática para o próximo verão, que começa oficialmente na quarta-feira, dia 21, às 15h35.

Além disso, os pesquisadores vão fazer também uma avaliação das condições observadas durante o mês de novembro.

O encontro será realizado no auditório do Cptec, que é vinculado ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos.

O verão é a estação caracterizada por dias mais longos, com mudanças rápidas nas condições diárias do tempo e chuvas fortes no final do dia. As chuvas já atormentam MG, RJ e SP.

Emprego de morte

O secretário estadual de Administração Penitenciária do RJ, Astério Pereira dos Santos, desmente a informação dada pelo presidente do sindicato dos servidores penitenciários, Paulo Ferreira, de que o chefe de segurança de Bangu III, Henrique Fernandes da Silva - assassinado no sábado - havia sido ameaçado de morte.

O secretário afirmou que nem a direção da penitenciária nem a secretaria receberam qualquer pedido de proteção ao servidor, em função de supostas ameaças.

A secretaria informou que vai interpelar judicialmente o presidente do sindicato.
Imortal internado

O acadêmico Josué Montello, que ocupa a cadeira 29 na Academia Brasileira de Letras, está internado na Casa de Saúde São José, desde a semana passada, sem previsão para alta.

Aos 89 anos, Montello é o mais antigo integrante da ABL, pois tomou posse em julho de 1955, e está com problemas de saúde desde agosto do ano passado. Ele é autor de mais de 50 livros, sendo Tambores de São Luiz o mais conhecido. Montello também foi redator dos discursos do presidente Juscelino Kubitschek.

Sua mulher, dona Ivone, informou que seu estado de saúde "está normal", mas ele foi para o hospital realizar exames.

Atualmente, a Academia tem duas vagas, a de número 7, que era ocupada pelo embaixador Sérgio Correa da Costa, e a de número 28, do ex-ministro da Justiça. Oscar Dias Corrêa. As inscrições para ambas estão abertas e a eleição só ocorre no ano que vem.

Justiça versus Daslu

A 2ª Vara de Justiça Federal de Guarulhos, na Grande São Paulo, marcou para hoje os depoimentos da empresária Eliana Tranchesi, dona da Daslu, e de seu irmão, Antonio Carlos Piva Albuquerque, que é diretor-financeiro da butique.

Eles são acusados de importação irregular, falsidade ideológica e formação de quadrilha, crimes pelos quais podem ser condenados a até 21 anos de prisão.

Os dois estão “daspu” da vida de serem obrigados a depor...

Daslu versus Daspu

Ainda esta semana, a grife carioca Daspu pode ser acionada judicialmente pela grife paulistana de elite Daslu, para que mude o nome de sua marca.

O prazo dado pela Daslu para que a Daspu abrisse mão do nome expirou na última quinta-feira.

A ONG Davida, dona da marca Daspu, colocou suas prostitutas na passarela, na última sexta-feira, para desfilar os dez primeiros modelos da marca, cuja coleção completa será lançada em março de 2006.

Daspu versus Daslu

A idealizadora do projeto e coordenadora da ONG Davida, Gabriela Leite, avaliou que o desfile foi uma vitória contra a Daslu e contra tudo o que ela representa num País como o nosso:

Eles que sonegam impostos e ainda querem nos processar? Nós é que somos sem-vergonha? Que denegrimos a imagem deles? Eles não precisam de nós para sujar a própria imagem... Sem-vergonha é quem não paga imposto”.

Gabriela confessa que a idéia de batizar a grife das prostitutas com o nome de “Daspu” nasceu justamente depois que a dona da Daslu, Eliana Tranchesi, saiu de seu templo da moda algemada, acusada de sonegação fiscal...

Sabonete da Bruna Surfistinha

A agora escritora e bloguista militante Raquel Pacheco (que durante três anos foi a garota de programa “Bruna Surfistinha”, cujo livro é um grande sucesso de fim de ano) promete entrar em um novo empreendimento limpo.

Vai investir, com uma amiga, no ramo de sabonetes finos, sais de banho e hidratantes - que terão a marca “Bruna Surfistinha”.

Uma das atrações promete ser o sabonete de chocolate com “recheio” de morango...

O Alerta Total deseja sucesso para a Raquel, que conseguiu a façanha de encontrar um amor de verdade (o médico Pedro, seu ex-cliente nos programas) e deixar a “nada fácil” vida de três anos como garota de programa, cujas experiências picantes eram relatadas, detalhadamente, em um blog na Internet, que acabou virando livro.

Sexo e boa digestão

A maior parte dos distúrbios de estômago é causada pela dificuldade de digestão relacionada à má alimentação.

Para resolver o problema, o gastroenterologista italiano Lucio Capruso, do Hospital San Filippo Neri, em Roma, dá uma receita nota dez:

Fazer amor, moderadamente, depois de comer (comida, é claro!)

O especialista italiano garante que fazer uma atividade física moderada depois de comer ajuda mais na digestão que remédios digestivos.

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

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Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

3 comentários:

Anônimo disse...

O capitão 'impedido' ?

Sinceramente, esse 'capitão' não serve para militar muito menos
do Exército.

Ami Veras.
amiver@yahoo.com.br

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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