sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Banco Central acaba com o sigilo bancário, usando super-computador para fiscalizar correntistas de 182 bancos no Brasil

Edição de Sexta-feira do http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

O Banco Central está acabando com o sigilo bancário no Brasil de forma ilegal, sem uma clara e democrática regulamentação. Desde a manhã da segunda-feira, trabalha sem cessar no quinto subsolo do Banco Central um supercomputador instalado especialmente para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras instaladas no País. Seu nome oficial é Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional – CCS, na sigla abreviada. O alerta é de Cesar Maia, prefeito do Rio de Janeiro.

O cérebro eletrônico mais poderoso de Brasília já nasceu com o apelido de Hal, homenagem ao mais famoso cérebro eletrônico da ficção, imortalizado no filme “2001: Uma Odisséia no Espaço”. A primeira carga de informações que o computador recebeu durou quatro dias. Ao final do processo, ele havia criado nada menos que 150 milhões de diferentes pastas (uma para cada correntista do País), interligadas por CPFs e CNPJs aos nomes dos titulares e de seus procuradores.

A cada dia, Hal acrescentará a seus arquivos cerca de um milhão de novos registros, em informações providas pelo sistema bancário.A partir desta semana, quando o sistema se estabilizar, o CCS deverá responder a cerca de 3 mil consultas diárias. Toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do País, estará armazenada ali, com origem, destino e nome do proprietário.

Diferentemente dos imensos mainframes dos tempos em que o escritor de ficção científica Arthur C. Clarke concebeu sua supermáquina para 2001, o Hal do BC tem a arquitetura pós-moderna dos tempos da microeletrônica. São três servidores e cinco CPUs de diversas marcas trabalhando simultaneamente, no que se costuma chamar de cluster. Este conjunto é o novo coração de um grande sistema de processamento que ocupa um andar inteiro do edifício-sede do Banco Central.

Seu poderio não vem da capacidade bruta de processamento, mas do software que o equipa. Desenvolvida pelo próprio BC, a inteligência artificial do Hal consumiu a maior parte dos quase R$ 20 milhões destinados ao projeto - gastos principalmente com a compra de equipamentos e o pagamento da mão-de-obra especializada. Só há dois sistemas parecidos no planeta. Um na Alemanha, outro na França. Mas ambos são inferiores ao brasileiro.

No alemão, por exemplo, a defasagem entre a abertura de uma conta bancária e seu registro no computador é de dois meses. Aqui, o prazo é de dois dias. Não por acaso, para chegar perto do Hal, é preciso passar por três portas blindadas, com código de acesso especial. Visto em perspectiva, o sistema é o complemento tecnológico do Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP), que, nos anos de Armínio Fraga à frente do BC, uniformizou as relações entre os bancos, as pessoas físicas, empresas e o governo.

O supercomputador promete ser uma ferramenta decisiva no combate a fraudes, caixa dois e lavagem de dinheiro no Brasil. O Banco Central promete abrir senhas para que os juízes possam acessar diretamente o computador.

O banco de dados do Hal remete aos movimentos dos últimos cinco anos. Antes de sua chegada, quando a Justiça solicitava uma quebra de sigilo bancário, o Banco Central era obrigado a encaminhar ofício a 182 bancos, solicitando informações sobre um CPF ou CNPJ. Multiplique-se isso por três mil pedidos diários. São 546 mil pedidos de informações à espera de meio milhão de respostas. Em determinados casos, o pedido de quebra de sigilo chegava ao BC com um mimo: "Cumpra-se em 24 horas, sob pena de prisão".

A partir da estréia do Hal, com um simples clique, COAF, Ministério Público, Polícia Federal e qualquer juiz têm acesso a todas as contas que um cidadão ou uma empresa mantêm o Brasil. A criação do cadastro de clientes do sistema financeiro teve um orçamento previsto de R$ 20 milhões.

O Big Meireles

Com a chegada de Hal, o verdadeiro Big Brother é o Presidente do Banco Central. Justamente no momento em que surgem especulações de que o deputado cassado José Dirceu se encontrou com o presidente Lula, quinta-feira à noite, em Brasília, quando recomendou que seria bom para o governo que o Henrique Meirelles fosse afastado de seu cargo.

Como o Banco Central não é independente, a autoridade monetária tem ligação direta com o poder Executivo. Logo, os dados bancários sigilosos dos cidadãos correm o risco de ficar ao sabor do eventual partido ou grupo político que ocupa o poder.

Tais informações sobre contas correntes seriam perfeitas para perseguir os adversários e inimigos.

Quebra de sigilo bancário, sem legislação definindo claramente como proceder, é inconstitucional, ilegal e arbitrária.

Duro recado do Joaquim

Um documento elaborado pelo secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, e intitulado O Brasil Virando Onça (divulgado ontem no site do Tesouro) estima que a dívida líquida do setor público encerrou 2005 em leve queda, apesar do imenso esforço fiscal do governo.

O texto de Levy revela que o sacrifício dos investimentos para quitar compromissos não foi suficiente para reduzir de forma significativa o endividamento do País.

Além disso, o documento revela que parte da queda da dívida se deve à desvalorização do dólar em 12,4% no ano passado. Sem isso, em vez de cair, a dívida poderia ter crescido.

Mostra ainda que, só com o pagamento de juros da dívida interna foram jogados fora R$ 140 bilhões e 900 milhões em 2005. O valor da dívida pública no ano passado será divulgado oficialmente na semana que vem.

Nesta brincadeira toda, só quem ganhou foram os bancos. O governo continua mostrando que ainda gasta muito mal o dinheiro público. Em alguns casos gasta demais.

Despesas da União

A União contava, em 2005, com uma dotação inicial de R$ 1.609.308.176.084.

Foram aprovados créditos adicionais de R$ 24 bilhões e 900 milhões, elevando a dotação autorizada para R$ 1.634.228.297.193.

Desse total, foram empenhados R$ 1.108.907.187.924 dos quais R$ 1.108.878.612.100 foram liquidados.

As despesas efetivamente pagas foram de R$ 1.074.131.112.139.

Haja calculadora! Os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) foram coletados pela ONG Contas Abertas.

Roubados pelos impostos

A alta da carga tributária ajudou o governo federal a fazer no ano passado um ajuste fiscal superior à meta.

O superávit primário, dinheiro economizado para pagar juros da dívida pública, somou R$ 52 bilhões e 500 milhões. O “economizado” entre aspas, na verdade arrecadado, ficou R$ 6 bilhões e 200 milhões acima da previsão.

Em 2005, o governo central arrecadou 25,26% do PIB (soma das riquezas produzidas no país), contra 23,75% em 2004. O resultado contrariou promessa do Ministério da Fazenda de não elevar a carga tributária.

Quantos anos de perdão?

Levantamento da Polícia Civil de São Paulo revela que a região metropolitana de São Paulo sofre um assalto a banco por dia.

Em 2004, foram registrados 418 caos. No ano passado, 449 - um aumento de 8%. Nos 25 primeiros dias deste ano, 41 bancos já foram roubados.

Êta classe desunida, essa dos ladrões, no Brasil.

Banco Santos na mira

O sub-relator de Fundos de Pensão da CPI dos Correios, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), avisou que a comissão ouvirá o ex-presidente do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira – um banqueiro muito amigo do senador e ex-presidente José Sarney

O operador de mercado Alexandre Athayde Francisco revelou ontem à CPI que foi a amizade entre Edemar e Haroldo de Almeida Rego, o Pororoca, que possibilitou a compra de R$ 153 milhões em certificados de depósitos bancários (CDBs) do Banco Santos pelo fundo Real Grandeza (fundo de pensão dos funcionários de Furnas e da Eletronuclear).

A operação foi feita numa época em que o mercado já considerava inevitável a quebra do Santos. Alexandre Francisco avalia que Pororoca ganhou entre R$ 40 milhões e R$ 70 milhões na transação.

Pororoca é ex-sócio da corretora Safic, inabilitada pela BM&F em 2002, que administrou investimentos deficitários de fundos de pensão.

Livrando a barba do Lula

A Pressão política do Palácio do Planalto funciona mesmo! O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que vinha prometendo colocar o presidente Lula no seu relatório, por ter faltado com o dever de vigiar seus subordinados, voltou atrás ontem.

Serraglio advertiu que vai se limitar a relatar que Lula foi informado da existência do Mensalão pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), mas sem juízo de valor ou sinal de convicção que possa resultar em processo de impeachment contra o presidente.

Mas o agora cuidadoso Serraglio adverte que novos fatos podem mudar isso. Caso Lula aparecesse como negligente no relatório final, os governistas poderiam apresentar um relatório paralelo, que colocaria em risco todo o resto do trabalho da CPI.

Belíssima Prova de Fogo sem Bang-Bang

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, depôs por seis horas na CPI dos Bingos. Poupado de perguntas mais incisivas e elogiado por 8 dos 17 senadores durante o depoimento, Palocci defendeu antigos e atuais colaboradores seus.

O ministro, que buscou minimizar as investigações do Ministério Público e da CPI, voltou a negar acusações de corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto e no governo federal. Repetiu que não será candidato a nada este ano.

O Planalto avalia que ele se saiu otimamente. Melhor ator, impossível. Nem nas novelas da tevê...

Muitas dúvidas no ar

Mas seu manso depoimento na CPI Palocci deixou diversas dúvidas em suspenso, principalmente sobre as denúncias que envolvem sua gestão na Prefeitura de Ribeirão Preto

O relator da CPI, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), avaliou que ficaram sem explicação o suposto superfaturamento de serviços de limpeza na cidade, o desvio de recursos públicos para o PT e o relacionamento com ex-assessores, acusados de participar de esquemas de pedido de propina.

O relator não quis adiantar se vai mencionar ou não o ministro em seu relatório final.

Conivência e insensibilidade

O senador Garibaldi Alves também reclamou que Palocci não foi convincente em relação ao caso de pagamento de propina pela Gtech para que a empresa pudesse renovar seu contrato com Caixa Econômica Federal. Mas teria ficado claro que o ministro não teve participação no caso.

O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), interpretou que a postura de Palocci demonstra “conivência” com as irregularidades.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) reclamou que o ministro demonstrou insensibilidade, frieza e condescendência com o que está ruim ao seu redor”.

Cercando os corruptos

A Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou a criação de cargos de corregedores para fiscalizar as contas e as atividades de cada um dos ministérios e a implantação da Secretaria Nacional de Prevenção à Corrupção e de Informações Estratégicas.

As medidas integram o Sistema Nacional de Correição. Os corregedores não ficarão subordinados aos ministérios, mas diretamente à CGU, como forma de conferir mais autonomia ao trabalho.

Eles estarão encarregados de apurar denúncias de desvio de dinheiro e sugerir punições para os responsáveis.

Os corregedores serão designados nos próximos dias pelo ministro-chefe da CGU, Waldir Pires. Já a Secretaria de Prevenção à Corrupção será incumbida de acompanhar a evolução patrimonial dos agentes públicos federais, com o objetivo de verificar a presença de sinais exteriores de riqueza e identificar uma eventual incompatibilidade com a renda declarada. Vai ter muito trabalho essa secretaria...

Menos privilégio

O ministro Waldir Pires sugeriu a redução do número de cargos em comissão no governo federal.

Além dessa mudança, Pires, que compareceu ontem à sub-Relatoria de Normas de Combate à Corrupção da CPI dos Correios, sugeriu que o foro privilegiado de parlamentares e autoridades governamentais também deveria ser “muito reduzido”.

O ministro defende a redução da discricionariedade. Este é o critério que permite ao administrador público fazer uma ou outra opção na escolha de prestadores de serviço sem licitação, mas desde que isso aconteça com transparência.

Pires prega “uma cidadania vigilante, que defenda o dinheiro público”.

Choro real na CPI

Foi sério! Em depoimento na subcomissão de contratos da CPI dos Correios na noite de ontem, o funcionário concursado dos Correios e chefe da Divisão de Endereço Eletrônico da estatal Maurício da Silva Marinho teve duas crises de choro compulsivo e lamentou que seu pai tenha virado símbolo da corrupção no País.

No depoimento, Maurício expôs o drama que sua família está vivendo e reclamou que todo dia, quando chega no trabalho, escuta piadas de colegas sobre seu pai, ex-chefe do setor de Administração dos Correios pego embolsando propina, no que gerou todo o chamado escândalo do Mensalão.

Maurício da Silva desabafou que tem vontade de pedir demissão e sair do País pela discriminação que está sofrendo por ser filho de Marinho.

Viajando atrás do Duda

A CPI dos Correios definiu que seu relator deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), e os relatores-adjuntos, deputados Eduardo Paes (PSDB-RJ) e Maurício Rands (PT-PE), viajarão aos Estados Unidos receber as informações sobre as movimentações financeiras do publicitário Duda Mendonça.

Na próxima semana, os três seguem para Nova York junto com uma equipe de assistentes do Consulado Brasileiro, que se reúnem na segunda-feira para discutir os trabalhos.

Na manhã do dia seguinte, os deputados irão ao escritório da Promotoria Distrital de Nova York.
À tarde, viajam para Washington, onde têm reunião no Departamento de Justiça e no Financial Crimes Enforcement Network (órgão do Departamento do Tesouro norte-americano encarregado de investigar crimes financeiros).

A viagem é necessária porque Duda, em depoimento à CPI, revelou que abriu conta nas Bahamas, um paraíso fiscal, para receber R$ 10 milhões e 500 mil do PT em pagamento a trabalhos feitos na campanha de 2002. Depois disso, apareceram denúncias de que Duda teria outras contas. A Veja afirma que ele teria US$ 15 milhões de dólares no exterior. O baiano nega.

Coitada da mãe

O deputado Professor Luizinho (PT-SP) esbravejou ontem no Conselho de Ética que não intermediou nem deu autorização ao ex-assessor José Nilson para receber os R$ 20 mil do valerioduto.

Luizinho prometeu recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo petista Antonio Carlos Biscaia (RJ). A auto-defesa de Luizinho foi sentimental:

Eu não participei desse processo. Eu perdi meu pai aos seis anos, mamãe tinha 22 anos, sou o filho mais velho. Ela, metalúrgica, lutou com muita dificuldade para me fazer professor. Eu não faria isso com minha mãe e muito menos com minha mulher e meus filhos, eu não menti. Vejam nos autos, por favor”.

De nada adiantou o discurso emocional. Por nove votos a cinco, os representantes do Conselho aprovaram o pedido de cassação de Luizinho. O processo agora, seguirá para o plenário.

Pela verticalização

Conforme prometido, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) protocolou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) ação que pede que seja suspensa a tramitação da proposta de emenda constitucional que derruba a regra da verticalização.

O pedido de liminar deverá ser analisado pelo presidente do Supremo, ministro Nelson Jobim, que é próximo de Miro e responde pelo plantão no recesso judiciário. O deputado optou por um mandado de segurança e argumenta na ação que a PEC viola os princípios constitucionais.

A Carta de 1988 garante que os cidadãos têm direito de conhecer com pelo menos um ano de antecedência as regras das eleições. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também promete algum tipo de contestação, como uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin), pelo mesmo motivo.

Promiscuidade Eleitoral

A PEC foi aprovada na noite de quarta-feira pela Câmara. Precisa ainda ser votada em segundo turno.

Caso seja confirmada, os partidos poderão fazer para as eleições deste ano as alianças que bem entenderem. Será um verdadeiro “bacanal eleitoral”.

Com a manutenção da verticalização, seriam obrigados a seguir nos Estados as coligações que fizessem em nível federal.

Campanhas mais baratas

Um dos candidatos sempre famoso por fazer campanhas eleitorais milionárias, agora mudou de idéia.

O deputado federal Moreira Franco (PMDB-RJ) é o relator do projeto de autoria do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), que pede a redução do custo das campanhas eleitorais, e a adoção de uma arrecadação legal adequada.

O projeto já foi aprovado no Senado e deverá ser votado na Câmara na próxima semana. O texto legal prevê a proibição dos showmícios, de cenas externas na programação da TV e de distribuição de brindes como camisetas e bonés.

Na terça, Moreira discutiu a proposta com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim. Depois da conversa, o deputado se disse convencido de que os gastos de campanha não necessariamente fazem parte do processo eleitoral e não estariam sujeitos ao artigo 16 da Constituição, que determina que as “alterações no processo eleitoral” sejam definidas um ano antes das eleições.

Azar do Dinamite

Sempre polêmico, Romário ameaça dividir o eleitorado vascaíno como deputado estadual Roberto Dinamite, ídolo da torcida na década de 80/90.

Vem candidato a deputado estadual na eleição deste ano.

Filiado ao PP, o baixinho promete seguir os conselhos de Eurico Miranda - patrão no campo e mentor na política. Tomara que Romário não seja mais um craque para o time do Mensalão...

Protegida do grampo

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga irregularidades na contratação de transporte para alunos da rede pública do Distrito Federal terá de restringir a exibição de uma fita clandestina com gravações de conversas da deputada distrital Eurides Brito.

A decisão é do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Os desembargadores acolheram pedido da parlamentar para a proteção do princípio do contraditório e da ampla defesa, além de mandar periciar a tal gravação, fruto de escutra clandestina.

A deputada alegou que sofre ameaças de duas pessoas envolvidas no escândalo. Elas afirmam que possuem uma fita contendo diálogos que incriminam Eurides. Segundo os autos, trechos dessas falas já foram divulgados na TV Câmara, em junho de 2005, sem que houvesse exame pericial na gravação.

A deputada alega que o conteúdo, da forma como foi divulgado, compromete sua imagem. Realmente, ficou mal na fita...

Polícia para quem precisa

A polícia do Rio de Janeiro vai investigar, novamente, 15 PMs que já estiveram presos sob suspeita de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.

O delegado Milton Olivier continuou ontem analisando os extratos bancários de um cabo da PM suspeito de lavar dinheiro arrecadado por caça-níqueis. Só em agosto de 2004, mais de R$ 500 mil foram movimentados em uma das contas dele.

Um major também é acusado de participar do esquema. Na conta dele, existe uma movimentação de R$ 900 mil.

O major e o cabo, suspeitos de lavar dinheiro dos caça-níqueis, foram afastados do trabalho. Eles respondem à sindicância na Corregedoria da Polícia Militar. Os outros 15 policiais, que ainda estão sendo investigados, negam envolvimento com a contravenção.

Exemplo do Índio

O decreto do presidente da Bolívia Evo Morales que reduz em 57% o próprio salário e o de seus ministros entrou em vigor ontem. O objetivo da medida era impulsionar a criação de vagas nos setores de Saúde e Educação:

"Com esta redução nós estaríamos cobrindo pelo menos 1500 mil itens dedicados à saúde, destinados particularmente à área rural”.

O déficit de professores é igualmente notável. Segundo Morales, para este ano só existe orçamento para criar 2 mil e 200 vagas de professor, quando a Bolívia exige pelo menos seis mil. Como é duro viver em um país com problemas educacionais e um setor público de saúde que não funciona direito...

Baixem os salários, deputados!

O presidente também apelou aos 157 legisladores do Congresso bicameral a tomarem a mesma decisão de baixar os salários.

Leis bolivianas estabelecem que nenhum servidor público estatal pode perceber rendimentos superiores aos do presidente, neste caso 15 mil bolivianos (menos de US$ 2 mil).

Os parlamentares percebem mensalmente um equivalente a US$ 4 mil, assim como servidores públicos de alta escalão e de muitas instituições estatais.

Doutor Robualdo Probo Filho, presidente mundial vitalício e bem remunerado do Partido da Honestidade e consultor para assuntos de corrupção do Alerta Total (primo mais esbelto de nosso pesado e secreto “Agente 171”) comenta o caso boliviano:

O presidente Bush deveria mandar os Estados Unidos invadirem, imediatamente, a Bolívia, destituir o Evo Morales e mandá-lo para um hospício. Onde já se viu baixar salário de presidente e deputados para dar dinheiro para as áreas de Saúde e Educação. O índio é louco. Já pensou se o nosso heavy metalúrgico do Palhaço do Planalto resolve fazer a mesma coisa?”...

Por aqui, vem aumento!

O governo Lula faz os últimos retoques no Plano de Classificação de Cargos (PCC) que beneficiará cerca de 300 mil servidores federais, com reajustes que variam de 16,5% a 45,9%.

A intenção é que o aumento seja dado sobre gratificação de desempenho recebida por funcionários do "carreirão". Mas sindicatos não concordam. Defendem que incida sobre o vencimento básico. E que seja estendido aos inativos.

Por causa do impasse, é possível que o presidente Lula desista de aprovar o PCC por projeto de lei e edite uma medida provisória. Só para variar um pouquinho...

Petrobrás afetada

O novo presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos, a empresa estatal de petróleo da Bolívia, Jorge Alvarado, anunciou um plano de estatização das refinarias bolivianas e avisou que esse projeto começará por duas que são atualmente gerenciadas pela Petrobras.

Além das refinarias, cerca de 20 postos de gasolina também serão privatizados.

A Bolívia possui a segunda maior reserva de gás natural da América do Sul, 108 bilhões de metros cúbicas, e atualmente vende, diariamente, para o Brasil 30 milhões de metros cúbicos de gás.

É quase certo que o preço do gás, hoje nada barato, vai subir – afetando quem caiu no conto do gás natural barato vindo pelo gasoduto Brasil-Bolívia.

Radicais vencem

Os resultados finais divulgados nesta ontem pela Comissão Central Eleitoral Palestina mostram que os candidatos do Hamas venceram 76 das 132 cadeiras do Parlamento.

O Fatah, partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, ficou com 43 vagas.

O resultado mostra que o Hamas pode formar um novo governo sem necessidade de formar alianças, mas algumas lideranças da organização já demonstraram seu desejo de formar uma coalizão. Os israelenses estão de olho...

Mulher danada

O Mossad, o serviço secreto de Israel, tentou usar uma bela mulher para matar em 1996 o líder da organização terrorista Al Qaeda, o saudita Osama bin Laden. A revelação vazou na da imprensa israelense.

Nem o nome, nem a nacionalidade da mulher foram revelados. O Mossad recrutou uma mulher próxima do saudita, com a ajuda do serviço de inteligência do país dela.

A missão teria sido abortada por problemas nas relações entre o país da colaboradora e Israel, resultado das tensões entre israelenses e palestinos. O comandante do Mossad na época, Danny Yatom, não quis comentar o assunto.

Rede de Prostituição

Uma organização dedicada a levar ilegalmente brasileiras para exercer a prostituição na Espanha foi desarticulada pela polícia em uma operação que terminou com a detenção de 42 pessoas nas Ilhas Canárias.

Entre os presos, estão dois espanhóis, sete colombianos, dois brasileiros e um argentino, que também usavam as mulheres para introduzir drogas e armas na Espanha.

Dezenove mulheres, a maioria prostitutas brasileiras, também foram presas por estarem ilegais em solo espanhol.

O Político e a garota de programa

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Um comentário:

Anônimo disse...

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