quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Furnas energizou 156 candidatos com R$ 39,9 milhões em 2002, mas Roberto Jefferson admitiu ter recebido apenas R$ 75 mil

Edição de Quinta-feira do http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Eletrizante "Furnasduto" - A língua solta do soprano Roberto Jefferson, na Polícia Federal, confirmou a denúncia de que 156 políticos ou candidatos teriam se beneficiado de R$ 39 milhões e 910 mil oriundos de um caixa dois montado com recursos intermediados por Furnas Centrais Elétricas, na eleição de 2002. A Polícia Federal estuda convidar os políticos e doadores citados no chocante dossiê de Dimas Toledo, um ex-diretor da estatal da Era FHC até 2005, no governo Lula.

O caso vinha sendo devidamente abafado, apesar de investigado pela Polícia Federal. Mas a bendita Internet não deixa mais nada ficar em segredo: um dossiê vazou na web. E hoje será o dia dos desmentidos na Ilha da Fantasia e adjacências. A lista é uma cópia e não traz documentos que sustentem seu conteúdo ou autenticidade. Não aparece nela qualquer político do PT. O partido não era da base aliada de FHC. Era pedra, e não vidraça.

O polêmico deputado cassado por denunciar o “Mensalão” confirmou ontem à Polícia Federal, em Brasília, que realmente recebeu R$ 75 mil do ex-diretor de Furnas Centrais Elétricas, Dimas Fabiano Toledo, como “ajuda” para sua candidatura a deputado federal em 2002. Roberto Jefferson confirmou que o dinheiro foi entregue em seu escritório, no Rio de Janeiro. Ele detona, novamente, o estopim de um escândalo da Era FHC que os tucanos mais temiam que viesse à tona agora, na largada para a campanha eleitoral em que o PSDB gostaria de despontar como favorito.

Além dos 156 políticos citados, o caso envolve, além de Furnas, 101 empresas (algumas estatais – entre empreiteiras, bancos, corretoras, seguradoras, agências de publicidade e fundos de pensão). As agências SMP&B e DNA, do carequinha Marcos Valério, aparecem na lista do "Furnasduto". O escândalo embaraça figuras do peso político do prefeito José Serra (SP), e dos governadores Geraldo Alckmin (SP) e Aécio Neves (MG) – este último amigo e padrinho político do denunciante Dimas para o cargo poderoso que ele ocupou: Diretor de Obras de Furnas.

Roberto Jefferson confirmou em depoimento que, no que diz respeito a seu nome, “é verdadeira” a lista cuja autenticidade é investigada, desde dezembro, pela Polícia Federal. O dossiê foi entregue pelo lobista mineiro Nilton Antônio Monteiro, no final do ano passado, ao delegado Federal Luis Flávio Zampronha, que investiga o escândalo dos Correios.

A autenticidade do documento, datado de 30 de novembro de 2002, foi atestada pelo Laboratório do perito Ricardo Molina de Figueiredo em 28 de outubro de 2005: “O documento questionado não apresenta indícios de manipulação fraudulenta”. Um grande mistério é quem pagou Molina para fornecer o atestado. O perito pode ser intimado a depor na Polícia Federal.

O autor do dossiê, Dimas Toledo, destaca na quinta página do documento que “os recursos foram levantados e disponibilizados por intermédio de Furnas Centrais Elétricas, entre colaboradores, fornecedores, prestadores de serviços, construtoras, bancos, fundos de pensão, corretoras de valores e seguradoras”.

Também ressalta que “todos os valores foram repassados aos coordenadores e responsáveis financeiros pelas campanhas dos candidatos à Presidência, Governadores de Estado, Senado Federal, Deputados Federais e Estaduais, sendo estes responsáveis pela distribuição dos recursos mencionados, conforme as planilhas apresentadas e com os respectivos acordos de recebimento”. Logo, vários políticos citados podem mesmo não saber de onde veio o dinheiro ilegal para suas campanhas.

Como operava o Furnasduto

O dossiê que Jefferson agora confirma ser verdadeiro revela a existência de um “caixa dois”, montado com dinheiro de Furnas, que distribuiu recursos financeiros para as campanhas de dois ex-ministros candidatos (um deles a Presidente), dois governadores, sete senadores - três do Rio de Janeiro, três de Minas Gerais, e um de São Paulo -, 146 candidatos a deputados estaduais e federais de vários estados, dentre eles vários lideres partidários e até ex-ministros.

O dinheiro teria beneficiado, além da candidatura majoritária tucana, e dois governadores, sete candidatos a senador e pelo menos 146 candidatos a deputado dos partidos PSDB, PSN, PMDB, PSD, PFL, PRN, PTB, PSL, PSB, PDT, PP, PSC, PL, PST, e PMN.

No dossiê aparece o próprio filho do autor do relatório, Dimas Fabiano Filho, que se elegeu Deputado Estadual em Minas pelo PPB (hoje PP). Ele teria recebido R$ 250 mil de contribuição.

Os beneficiados em SP

Na primeira página, o dossiê revela que vultosos recursos foram transferidos para a campanha presidencial de José Serra (PSDB), contemplado com R$ 7 milhões (sendo a metade do valor em cada turno eleitoral). O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também teria recebido uma ajuda de R$ 9 milhões e 300 mil – sendo R$ 3 milhões e 800 mil (no primeiro turno) e R$ 5 milhões e 500 mil (no segundo turno).

Em São Paulo, o candidato ao senado José Aníbal (atualmente vereador pelo PSDB) teria recebido R$ 500 mil. Também foram repassados para campanhas de 24 candidatos paulistas R$ 2 milhões e 870 mil.

Dimas Toledo revela que os valores foram repassados, na totalidade, para Antônio Carlos Pannunzio e José Aníbal.

Os ajudados no RJ

Na página 2, os beneficiados são candidatos do Rio de Janeiro ao Senado. Sérgio Cabral (PMDB) teria recebido uma ajuda de R$ 500 mil. Arthur da Távola (PSDB) teria contado com R$ 350 mil do esquema. Outro beneficiado foi Marcelo Crivella (na época do PL e hoje no PRB), cuja ajuda recebida foi de R$ 250 mil.

No Rio de Janeiro, Dimas Toledo destaca que R$ 2 milhões e 450 mil para a campanha de seis candidatos a deputado estadual e federal do PSDB foram repassados, na totalidade, para Luiz Paulo Corrêa da Rocha, também candidato na época e atual deputado estadual pelo PSDB.

Dimas assinala que outros 17 candidatos do PFL, PPB, PL, PMDB e PTB receberam “repasses não contabilizados” no valor total de R$ 2 milhões e 465 mil.

Os números do "padrinho"

O “caixa dois” energizado por Furnas, na versão de Dimas Toledo, teria beneficiado o governador mineiro Aécio Neves (PSDB), com R$ 5 milhões e 500 mil de ajuda na campanha.

O senador Eduardo Azeredo teria recebido R$ 550 mil de colaboração. O atual ministro das comunicações de Lula e senador licenciado Hélio Costa (PMDB) foi contemplado com R$ 400 mil. E o candidato Zezé Perrella (PFL) recebeu R$ 350 mil.

Aécio Neves é tido como o autor da indicação de Dimas Toledo para a diretoria de Furnas.

O esquema mineiro

Em Minas Gerais, quem centralizou o recebimento de R$ 1 milhão e 300 mil de “ajuda” foi o candidato a deputado federal Danilo de Castro.

Ele também recebeu e ficou responsável por repassar R$ 3 milhões e 800 mil a 59 candidatos a deputado estadual e federal mineiros.

Na lista de Minas, Dimas Toledo ressalta um valor avulso de R$ 695 mil repassados para Andréa Neves, irmã do Governador Aécio Neves, figura ativa no governo dele.

O dinheiro se destinaria a comitês eleitorais e prefeitos do interior do Estado de Minas Gerais.

Ajuda pelo Brasil afora

Outros 41 candidatos a deputados federais e estaduais de outros estados também foram beneficiados com R$ 4 milhões 830 mil.

Os beneficiados foram: 14 candidatos baianos (com R$ 1 milhão e 615 mil); três capixabas (com R$ 550 mil); um maranhense (com R$ 100 mil); um mato-grossense (com R$ 100 mil); oito pernambucanos (com R$ 1 milhão e 265 mil); oito paranaenses (com R$ 750 mil) e seis catarinenses (com R$ 450 mil).

O dinheiro foi repassado, segundo Dimas Toledo, pelas empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierres, OAS, Camargo Corrêa e Engevix.

Batom na cueca

Verdadeira ou não, a lista de doadores feita por Dimas Toledo deixa claro como funcionam os esquemas de levantamento de dinheiro para campanhas eleitorais, frutos de acordos mirabolantes entre políticos, empresas públicas e privadas.

As relações, se devidamente investigadas, vão caracterizar crimes de corrupção, peculato e formação de quadrilha.

Nas cinco páginas do documento produzido por Dimas Toledo, estão tabulados os dados por estado da federação e por partidos políticos. Estão claramente identificados, em espécie, quanto foi destinado para cada candidato.

E mais importante: Também estão lá os nomes dos coordenadores de campanha responsáveis por receber o dinheiro para repassar aos políticos.

Quem é Dimas Toledo

Ex-diretor de Obras de Furnas Centrais Elétricas, Dimas Toledo é bem relacionado com o governador de Minas, Aécio Neves, que foi seu padrinho na ocupação do cargo, do qual foi detonado, no governo Lula, por pressão de Roberto Jefferson, quando o petebista ainda tinha poder e prestígio no Palácio do Planalto.

Dimas é conhecido na imprensa mineira por suas relações com as grandes empreiteiras. Foi diretor de Furnas nos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva até meados de 2005, quando saiu após acusações do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de que a estatal organizava repasses de caixa dois a políticos.

Em Furnas, suas decisões condicionavam os milionários pagamentos das empreiteiras, muitas delas acusadas da formação do caixa dois da estatal de energia, desde 2002.

Sua defesa foi o ataque

Dimas Toledo teria produzido seu “dossiê”, cuja veracidade é investigada pela Polícia Federal, justamente para se livrar de acusações no caso.

Ele soube, há meses, que seria alvo de retaliação de Roberto Jefferson, que pediu sua cabeça do poderoso cargo em Furnas.

Os advogados de Dimas lhe aconselharam que seria melhor atacar agora, para se proteger. Sua estratégia consistiria em incriminar a oposição, com provas, para que as denúncias contra ele cessassem, após um grande “acórdão”.

Dimas apostou na tese de que a impunidade é geral, quando todos têm a culpa.

Lista duvidosa

As desconfianças sobre a veracidade do dossiê de Furnas decorrem das condições de sua primeira aparição, na internet.

Quem deu publicidade a ela foi um site de perfil petista chamado “Os Amigos do Presidente Lula”.

A cópia da lista foi entregue à PF pelo lobista Nilton Monteiro. Na opinião de Jefferson, foi produzida por Dimas Toledo, então diretor de Engenharia de Furnas, e vazada com a intenção de tirar o foco de Dimas e colocá-lo em grandes nomes da política.

Brincando com o Delegado

Irritado com o vazamento do depoimento de seu cliente, o advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa informou que iniciou o depoimento de ontem perguntando ao delegado responsável pelo caso se, no prédio da PF, funcionava o comitê central da campanha eleitoral do PT. Raciocínio do defensor de Jefferson:

Se a tal lista tem todo mundo do PSDB e não tem ninguém do PT, isso nos sugere um ato de campanha. Como aquilo favorece pelo menos por omissão, isso nos levou a crer que aqui era o comitê do PT. O delegado foi que me convenceu de que era isento”.

Barbosa explicou que depois de duas horas de conversa se convenceu de que a investigação conduzida pelo delegado Luiz Flávio Zampronha é isenta.

Resposta angelical

O advogado Barbosa explicou que o ex-deputado depôs como testemunha em quatro inquéritos na PF.

Indagado se a origem dos recursos recebidos por Jefferson de Dimas é de um esquema de corrupção, o advogado respondeu:

Eu não sei a origem dos recursos, por isso não posso dizer que seja um esquema de corrupção”.

Os petistas não aparecem na lista porque, na Era FHC, não faziam parte de base aliada de FHC. Só por este motivo...

Novo dossiê Cayman?

O prefeito José Serra e o governador Geraldo Alckmin, pré-candidatos do PSDB à Presidência, recorreram à lembrança do famoso dossiê Cayman para desqualificar as denúncias de que teriam recebido recursos provenientes da estatal Furnas, por intermédio de caixa-dois, para suas últimas campanhas eleitorais.

Os tucanos se referiram a um conjunto de documentos sem autenticidade comprovada que ligavam o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador Mário Covas e os ex-ministros José Serra e Sérgio Motta a uma empresa com conta de US$ 368 milhões no paraíso fiscal do Caribe.

Serra comentou que “o atual documento é mais falso do que o dossiê Cayman”. Em sua defesa, Alckmin destacou que já sabia das denúncias há mais de quatro meses. E também recorreu ao dossiê que foi levantado contra os tucanos.

Considerou o documento totalmente irresponsável e prometeu tomar tomar todas as medidas judiciais devidas.

Outra maldade petista?

Os petistas ficaram eufóricos com a condenação de sete dirigentes do Banco do Brasil na era FHC no escândalo da falida construtora Encol.

Aproveitaram ontem para atacar o presidenciável José Serra, com uma triste constatação:

Um dos condenados era Ricardo Sérgio de Oliveira, que foi tesoureiro da campanha de Serra... Este ano eleitoral promete muitas emoções e malvadezas...

Hélio Costa também nega tudo

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, negou ontem que tenha recebido dinheiro do caixa dois de Furnas para a campanha ao Senado, em 2002.

Costa faz parte de uma lista de 156 políticos que supostamente teriam dividido R$ 40 milhões em recursos irregulares, repassados via Furnas.

De acordo com a relação, o ministro teria recebido R$ 400 mil.

Se alguém tiver qualquer documento que prove que eu recebi qualquer dinheiro de Furnas como caixa 2, eu renuncio a meu mandato”.

A lista está em poder da Polícia Federal. O senador mineiro deveria dar uma olhada... Ou ter uma conversa mais séria com o deputado federal Danilo de Castro, apontado por Dimas Toledo como sendo o centralizador dos recursos em Minas Gerais.

A arte de negociar

A Polícia Federal vai iniciar uma verdadeira caça ao tesouro no escândalo de Furnas: vai procurar o documento original produzido por Dimas Toledo, incriminando os coordenadores financeiros da campanha eleitoral tucana de 2002.

O lobista Nilton Antônio Monteiro confirmou, em depoimento na Polícia Federal, que viu o documento verdadeiro com Dimas. Mas que apenas deu uma cópia ao delegado Zampronha.

Especula-se na Ilha da Fantasia que Monteiro tenha tentado negociar, no câmbio negro, a peso de ouro, o documento original que já estaria devidamente destruído por quem o adquiriu.

Caso Azeredo

O lobista mineiro que detonou o chocante Propinoduto de Furnas, Nilton Antônio Monteiro, foi o mesmo que denunciou à Polícia Federal um suposto caixa dois de R$ 91 milhões e 500 mil na campanha de 1998 para a reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB).

Parte dos R$ 39 milhões e 910 mil vindos do "Furnasduto" teria engordado tal fundo não declarado de campanha.

Ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, a coligação do PSDB declarou apenas o uso de R$ 8 milhões e 500 mil.

Fantasia?

O hoje senador Eduardo Azeredo já afirmou que o valor de R$ 100 milhões em sua campanha é "absurdo e fantasioso".

Seu ex-tesoureiro Cláudio Mourão, que já reconheceu R$ 11 milhões e 500 mil de caixa dois na campanha de Azeredo, acusa o lobista Nilton Antônio Monteiro de "fabricar documentos".

Mourão nega a autenticidade dos papéis entregues à PF – embora tais documentos tenham passado por uma perícia de Ricardo Molina, que confirmou a autenticidade das assinaturas de Dimas e Mourão nele contidas.

Basta quebrar sigilos

A Polícia Federal tem um caminho para comprovar se o suporto dossiê é real ou não.

Basta pedir à Justiça e ao Supremo Tribunal Federal a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de todos os envolvidos no documento que circula pela Internet.

O problema é se haverá condições políticas para incriminar 156 políticos, desde a era FHC, a maioria com mandatos até agora.

Baixem o musicão do mensalão

Quem quiser baixar para o computador ou MP3 a “Marcha do Mensalão”, dos compositores Jorge Costa e Waldyr Argento Júnior, que o podcast rádio Alerta Total vem tocando com sucesso, é só clicar no link abaixo:

http://geocities.yahoo.com.br/oportalmagico/musica/marchamensalao.htm

Protejam Okamotto

O presidente Lula deu uma ordem expressa a sua base aliada: é preciso impedir qualquer ataque ao seu amigo Paulo Okamotto.

O serviço de inteligência do Planalto teme a revelação de uma suposta conta de Okamotto, que traria problemas para o governo.

A ordem de Lula é blindar o seu amigo de todo o jeito. Okamotto está na alça de mira porque admitiu à CPI dos Bingos ter pagado, com recursos do próprio bolso, uma dívida de R$ 29 mil e 400 de Lula com o PT - débito que nem o próprio presidente reconhecia.

TCU bate na ONG dele

O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou ao Sebrae que suspenda o repasse de R$ 2 milhões e 400 mil anuais ao projeto intitulado Política Nacional de Apoio ao Desenvolvimento Social, que está sob responsabilidade do Instituto Cidadania, uma ONG ligada ao PT.

O TCU alerta para o fato de o Sebrae ter sido criado para fomentar as atividades de micro e pequenas empresas e considera o “o aporte de recursos financeiros da entidade no referido projeto em muito pouco, ou quase nada, reverterá para ações efetivas na consecução de seus objetivos institucionais”.

O ministro Benjamin Zymler, responsável pela decisão do tribunal, criticou o fato de que o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, é membro do conselho fiscal da ONG com a qual a parceria foi firmada.

Aprendendo com o mestre?

O senador José Agripino (PFL-RN) anunciou em discurso plenário que o presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais (PFL-PB), vai se encontrar com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, para saber como embasar corretamente o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.

Liminar de Jobim suspendeu a quebra desses sigilos, que havia sido determinada pela CPI com o objetivo de descobrir a origem do dinheiro usado por Okamotto para pagar dívida de Lula com o PT.

Segundo Jobim, o requerimento baseou-se apenas em matérias jornalísticas, o que o obrigou a conceder a liminar em favor do petista.

Outra, ministro?

O presidente da CPI dos Bingos, senador Efraim Morais, vai recorrer de uma nova decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, de conceder uma segunda liminar impedindo a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal do empresário Roberto Carlos Kurzweil.

O empresário é amigo do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Pesam sobre “Seu Roberto” (como Palocci o chama publicamente) várias suspeitas. Ele é dono do veículo Omega blindado que teria transportado os lendários US$ 3 milhões de Cuba para o Brasil e ingressado no caixa dois do PT em 2002, durante a campanha de Lula à Presidência. Também seria ligado a empresários de bingo que teriam feito doação de R$ 1 milhão ao PT.

Na liminar que concedeu, Jobim argumentou que o segundo pedido de quebra de sigilos feito pela CPI usou os mesmos argumentos do anterior, que haviam sido rejeitados pelo STF. Efraim nega que isso tenha ocorrido.

Os dois pedidos foram elaborados pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Para o senador, Dias listou muitas novas razões e deu detalhes das operações apuradas pela comissão.

Depoimento adiado

A CPI dos Bingos adiou para a próxima terça-feira o depoimento do empresário Roberto Carlos Kurzweil e de dois bicheiros, previstos para ontem.

A decisão foi fruto de um acordo das lideranças partidárias para que os trabalhos da comissão não entrassem em choque com a ordem do dia no plenário do Senado, que marcou sessão deliberativa para as 15h30.

Mas integrantes da comissão atribuem o adiamento à mais recente decisão de Jobim em favor dos petistas.

Batendo na patrulha

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Nelson Jobim, criticou, sem mencionar o Congresso diretamente, as investigações que são realizadas pelas CPIs.

“Lá e cá há investigações intermináveis, inquisições, invasão de privacidade. Não queremos a barbárie em nome de interesses superiores do Estado”.

Jobim aproveitou a solenidade de abertura dos trabalhos do Judiciário em 2006 para defender a decisão que tomou na terça-feira de suspender a quebra dos sigilos do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, o amigão de Lula.

Revelação indiscreta

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, marcou para a última semana de março sua aposentadoria e conseqüente retorno à vida política.

A revelação indiscreta foi do presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP).

O deputado avisa que Jobim deve se filiar ao partido, mas não pretende disputar as prévias que definirão o candidato peemedebista ao Palácio do Planalto.

Nelson Jobim, de 60 anos, poderia ficar mais dez anos no STF. Além de deputado pelo PMDB (de 1987 a 1995), ele foi ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso (1995-1997). Apesar disso, tem excelente trânsito com Lula.

A legislação permite que magistrados, como Jobim, disputem eleições desde que se filiem a partido político seis meses antes do pleito (até 1º de abril, para a disputa de 2006).

Candidato ou não?

Um grupo de juristas e de integrantes de diversos setores da sociedade, como a imprensa e a Igreja Católica, protocolou uma interpelação no Supremo (STF) pedindo que o ministro Nelson Jobim, presidente do tribunal, declare se vai ou não concorrer nas eleições de 2006.

Jobim tem prazo de cinco dias para dizer se será ou não candidato a algum cargo público no próximo pleito. Por fina ironia do destino, Jobim é o presidente do Conselho Nacional de Justiça, que julga eventuais abusos ou desvios do Judiciário.

Em caso positivo, o grupo espera que o ministro renuncie imediatamente à função de juiz, sob pena de ser denunciado por crime de responsabilidade.

Sarney defende o amigo

O senador José Sarney (PMDB-AP) saiu ontem em defesa do presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, em discurso no plenário.

Sarney declamou que Jobim é um dos mais brilhantes ministros do STF, mas não mencionou a decisão do presidente do STF de suspender a quebra dos sigilos de Okamotto.

Sarney defendeu a independência e a harmonia entre os Poderes, em nome da estabilidade democrática.

Volta, Duda

O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) adverte que deve ser votada hoje a reconvocação do publicitário Duda Mendonça.

O baiano bom de galo de briga admitiu em depoimento à CPI que recebeu R$ 10 milhões e 500 mil do PT numa conta aberta nas Bahamas.

Mas a CPI trabalha com a possibilidade de o publicitário ter mais contas em paraísos fiscais. Será?

Inteligência financeira

O Fincen (agência de inteligência financeira dos EUA) prometeu à equipe da CPI dos Correios que vai repassar ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério da Fazenda) "dados brutos" sobre a movimentação financeira de Duda Mendonça.

Todas as eventuais contas do publicitário no sistema americano serão rastreadas, e o Coaf receberá informações sobre valores e datas.

Para os deputados, o acesso à documentação ficará mais simples. Se realmente os dados foram repassados...

Baiano Blindado

Três representantes da CPI, que estão em Nova York tentando negociar com as autoridades de lá a liberação de documentos relativos à movimentação financeira do publicitário, podem voltar de lá apenas com lembranças do frio e do passeio.

Os bancos norte-americanos não estão dispostos a arriscar suas relações com grandes clientes para repassar dados comprometedores aos brasileiros.

Quase detonado

O Conselho de Ética aprovou por 11 votos a favor e 3 contra o parecer que recomenda a cassação do presidente do PP, deputado Pedro Corrêa (PE).

A decisão do Conselho precisa ser confirmada pelo plenário da Câmara para que o parlamentar perca o mandato.

Corrêa é apontado como destinatário de R$ 4 milhões e 100 mil do esquema de Marcos Valério.

Garotinho correndo

Pré-candidato à Presidência, Anthony Garotinho deixou a Secretaria de Governo para disputar as prévias do PMDB.

O ex-governador do Rio se considera favorito na disputa:

Garotinho garante que “os peemedebistas querem disputar para ganhar”. Garotinho tem, agora duas pedras grandes em seu caminho. A primeira é José Sarney. A outra é o Tribunal Superior Eleitoral que vai confirmar se ele é elegível ou não em 2006.

Alckmin na dúvida?

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reavalia sua decisão de deixar o Palácio dos Bandeirantes até 31 de março, mesmo que não seja escolhido como o nome tucano para disputar a Presidência.

Segundo interlocutores, o governador já admite a possibilidade de cumprir seu mandato até o fim. O motivo não divulgado: seu nome não decola nas pesquisas.

Questionado ontem se deixaria o cargo, Alckmin respondeu com um "aguardem". Mais tarde, mudou o discurso. Avisou que seu nome está à disposição do partido, e prometeu que, como pré-candidato, deixaria o governo no dia 30 de março.

A teoria Histórica de Lula

Na inauguração da sede do Tribunal Superior do Trabalho em Brasília, ontem, o presidente Lula reagiu aos ataques que vem sofrendo, atribuindo-os aos mal-intencionados.

Para Lula, os homens públicos sempre podem entrar para a história não pelo que fizeram, mas pelo que disseram sobre eles alguns de seus adversários, nem sempre leais:

De vez em quando, enveredamos pelo caminho do julgamento fácil. Não passaremos pela história apenas por aquilo que fizemos; não passaremos também apenas por aquilo que não fizemos. Muitas vezes, e a história já provou isso, passaremos para a história por aquilo que alguns mal-intencionados falarem que fizemos”.

Olha que o presidente tem razão... Como sociólogo amador merece nota 10!

Se o telefone falasse...

Recém-lançado pela Agência Nacional de Telecomunicações, o telefone popular recebeu o veto do ministro das Comunicações.

Hélio Costa acha que ele “é mais caro e engana o consumidor". O ministro, prestes a deixar o governo, defende um boicote ao novo produto.

Ainda em fase de implantação, o sistema oferece ao cliente uma linha fixa com assinatura mensal mais barata, mas com custo maior por ligação. É vantajoso apenas para quem recebe chamadas. Fora da modalidade "pai de santo" - aquele que só recebe - o tal telefone popular é um assalto ao bolso.

Tire o dedo do meu Digital!

Os militantes pela democratização da comunicação que estão se organizando, no Rio de Janeiro, para exigir um processo democrático de digitalização do rádio e da TV brasileiros, se reúnem hoje, a partir das 19h, na sala 314 do Sindipetro-RJ (na Av. Passos, 34 – Centro do Rio).

A reunião é aberta ao público. Os “comunicativistas” já marcaram para o dia 22 de fevereiro, no Rio de Janeiro, na Assembléia Legislativa, a audiência pública sobre a implantação do sistema de rádio digital Iboc, dos EUA, em nossas emissoras.

O bloco carnavalesco “Tire o Dedo do Meu Digital” deve sair ao final da audiência. A concentração vai ser na Praça XV e a proposta é ir até a Cinelândia. Sambando e distribuindo panfletos sobre o tema.

Também será realizado este mês um grupo de estudo sobre o tema. O professor Luiz Fernando Gomes Soares, do Departamento de Informática da PUC-Rio e que faz parte do Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de Tv Digital, vai falar sobre todos os sistemas de tv e esclarecer todas as dúvidas para municiar a militância de informações.

Avião virou táxi?

A oposição é malvada mesmo. No último dia 30 de dezembro, o avião presidencial voou sem parar. A aeronave fez quatro viagens entre O Distrito Federal e São Paulo.

O Aerolula trabalhou intensamente para transportar os parentes e amigos do presidente para a festa de fim de ano na Grande do Torto.

O Agente 171 do Alerta Total, sempre pegando uma carona em alguma aeronave oficial, revelou que o primeiro-filho, Fábio da Silva, fez uma dessas viagens acompanhado de 12 (por que não 13?) diretores da Telemar – a mesma empresa que investiu R$ 5 milhões na sua empresa Gamecorp.

Gênios da família Lula

Os “ingnorantis” e “maldózus” “opozicionistas” que “kriticãom” o “prezidente” Lula por sua “pretença” “farta” de “intirigença” e “baicha” “Iscolaridadi” “diviam” se “ridimir” perante o “maió” “exempro” de “ginialidade” e preparo “físico-interectual” dado pelos familiares da primeira-dama Marisa Letícia.

Doze (por que não 13?) parentes de Marisa conseguiram a proeza de serem aprovados no recente concurso público para a Petrobrás, para cargos cujo salário médio é de R$ 3.500.

Os doze aprovados são mesmo gênios, porque superaram 78 mil candidatos que disputavam apenas 480 vagas. Uma prova de inteligência como essa deve ser elogiada. Até porque, a maneira mais justa e perfeita de se ingressar no serviço público é por concurso. Inteligência é fundamental... Viva os inteligentes e vivos!

Vida que segue...

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Um comentário:

Eugenio Kronberg Junior disse...

Eugenio Kronberg Junior :
Senhore, a Propósito de “A Lista de Furnas Está de Volta”, Saibam que no Departamento DPI-E/FURNAS-RIO a pratica de Usura, Exercida Pelo Agiota Oficial da Casa Sr. Roberto Mario Pena Caudeira é Feita Com o Dinheiro Público; Contratações Irregulares de Parentes e outros Filhotes Apadrinhados -A Pedido do Antigo Diretor de Furnas DIMAS FABIANO TOLEDO para Manter o Curral Eleitoral do seu Filho: Deputado DIMAS FABIANO JUNIOR/PPB-MG> Também; Pasmem os Senhores, Que Tudo isso é Devidamente Regado à Cocaina -Com o Dinheiro Público, é Claro!-
Agradecido pela Atenção
Eugenio Kronberg Junior
Funcionário Aposentado do DPI-E/FURNAS-RIO.
(Atualmente/Contratado Terceirizado de Furnas)