sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Nepotismo, não: Magistrados entram com ações para proibir a contratação de parentes de políticos no Executivo e Legislativo

Edição de Sexta-feira do http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Chega de nepotismo! Os parentes de políticos, pendurados sem concurso em cabides do setor público, que se preparem para arranjar um novo emprego. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vai fazer uma representação ao Ministério Público da União e ao Ministério Público dos Estados pedindo que a proibição de contratar parentes no Judiciário (reconhecida ontem como constitucional pelo Supremo Tribunal Federal) se estenda também aos poderes Legislativo e Executivo.

O presidente da AMB, Rodrigo Collaço, avisa que a representação mais ampla contra o nepotismo será enviada aos procuradores federais e estaduais até o carnaval. Collaço deu esse aviso ontem ao final da sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), quando foi concedida liminar à associação pela constitucionalidade da regra que proíbe a contratação de parentes em até terceiro grau e de cônjuges de juízes e desembargadores.

Ontem, o plenário do Supremo Tribunal Federal considerou, por nove votos a um, constitucional a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que vedou a contratação de parentes de magistrados, até o terceiro grau, para cargos de chefia, direção e assessoramento no Poder Judiciário. O único voto contrário foi do ministro Marco Aurélio de Mello, que considerou que a resolução estaria regulando um dispositivo constitucional, algo que CNJ não tem competência legal para fazer.

Uma pesquisa da OAB revela que pelo menos 76% dos parentes de juízes e desembargadores que ocupam cargos de confiança na justiça estadual no País ainda não foram demitidos até terça-feira passada, quando venceu o prazo estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça para acabar com o nepotismo no Judiciário.

Os números do nepotismo

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) identificou 1.854 parentes de até terceiro grau dos magistrados, na Justiça de 20 estados e do Distrito Federal.

O balanço revela que apenas 460 (24%) tinham sido exonerados e 701 (37%) permaneciam nos cargos graças a liminares. Os outros 39% não foram exonerados por decisão dos próprios tribunais.

Agora, não tem mais jeito. Terão de cumprir a Constituição a fórceps, por decisão do Supremo Tribunal Federal contra o nepotismo.

Vitória da Modernidade

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, considerou uma “vitória da modernidade” a decisão do Supremo Tribunal Federal.

Na opinião dele, “foi uma derrota das forças retrógradas que, infelizmente, ainda comandam alguns tribunais deste País”.

A decisão derruba as liminares que vinham sendo concedidas a parentes de juízes em todo o país. A previsão do ministro Nelson Jobim, presidente do STF, é que 1.700 parentes de magistrados ficarão desempregados.

Acertando o “primeiro-filho”

Como o Alerta Total antecipou no começo do ano, o filho do presidente Lula seria o alvo preferencial dos oposicionistas – ainda mais agora que as pesquisas indicam leve favoritismo ao pai de Fabinho da Silva, na guerra pela reeleição.

Um grupo de parlamentares está concluindo um dossiê com acusações contra o filho mais velho do presidente Lula. Os opositores suspeitam que o plano de financiamento montado pela Telemar para atender a empresa de Fábio Luiz da Silva — conhecido como “Lulinha” — é exagerado e que servirá, na prática, para favorecer financeiramente o filho do presidente. Em troca, a Telemar receberia “favores” do governo federal.

De acordo com os dados levantados, a empresa de telefonia planeja gastar R$ 4 milhões 989 mil em patrocínios de dois programas de TV da Gamecorp, empresa de Lulinha.

O valor inclui o patrocínio exclusivo da Oi, a veiculação e a produção dos programas.

A oposição tenta mostrar que essa verba publicitária é exagerada e que teria por finalidade favorecer financeiramente Fábio Luiz.

Acusação requentada?

A relação entre a empresa de telefonia e o filho de Lula já havia sido alvo de críticas da oposição.

No auge da crise do Mensalão, foi revelado que a Telemar tinha comprado parte das ações da recém-aberta empresa de Fábio Luiz pelo valor de R$ 5 milhões.

A oposição insiste que a Telemar não está interessada nos programas de games produzidos pela empresa do filho de Lula, mas sim em ganhar a simpatia do papai presidente.

Inclusive, no final do ano, diretores da Telemar participaram, junto com Fabinho, da festa de fim de ano na Granja do Torto. Foram a Brasília de carona no Aerolula – que o bondoso jornalista Cláudio Humberto apelida de “Air Force 51”...

Telemar nega tudo

A direção da Telemar rebateu as acusações. O presidente da empresa de telefonia, Ronaldo Labrudi, considera que a pretensa denúncia tem cheiro eleitoral.

A Telemar esclarece que os programas da Gamecorp concorrerão com outro programa voltado ao público jovem.

O Disque MTV, da MTV, também recebeu R$ 150 mil em anúncios da Telemar, no ano passado, e receberá R$ 1 milhão 790 mil neste ano.

A Telemar alega que o “investimento estratégico dá retorno”, e que o dinheiro é dividido entre programas transmitidos pela TV Bandeirantes e Mix TV - essa última uma emissora apenas captada em UHF (forma de transmissão de baixo alcance) ou em algumas operadoras de TV a cabo.

Tesoureiro enrolado

O tempo fechou para o ex-tesoureiro do PT. Delúbio Soares foi indiciado pela Polícia Civil de Goiás por abandono de cargo e peculato.

A Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública conclui um inquérito que mostra que, entre 2001 e 2002, Delúbio se licenciou do cargo de professor de matemática da rede estadual de ensino para prestar serviços ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás.

O problema é que Delúbio continuou a receber o salário de docente de forma indecente, pois também não havia registros de seu trabalho na entidade sindical. A delegada Jane Melo, responsável pelo inquérito, explicou a armação:

Ele se afastou do funcionalismo público para colaborar no Sintego. No mesmo período, foi conduzido pelo Codefat à CUT, já era tesoureiro do PT e residia em São Paulo. Não cumpriu a carga horária de 40 horas semanais do serviço público e não atuou no local tipificado para essa conduta”.

Duas sindicalistas que foram presidentes do Sintego foram acusadas de falsificar a freqüência de Delúbio para que ele continuasse recebendo do Estado salários que variaram de R$ 1.240 a 1.400.

Uma foi indiciada por falsidade ideológica, mas a outra — deputada federal Neide Aparecida (PT-GO) — tem direito a foro privilegiado.

Cartão sem crédito na CPI

O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), promete colocar em votação na semana que vem um requerimento de convocação da diretoria do Banco do Brasil.

Os dirigentes do BB serão questionados sobre os R$ 10 milhões de recursos públicos da Visanet que foram pagos como adiantamento a uma das agências de publicidade de Marcos Valério, sem que tenha havido a prestação de serviços correspondente.

Serraglio acredita que esse dinheiro foi desviado para financiar o valerioduto.

O deputado reclama que não consegue obter os dados de uma auditoria já realizada pelo banco para investigar o possível desvio de recursos da Visanet, administradora de cartões de crédito e débito que tem o BB como acionista.

O comendador, o Sombra e o Dono de Jornal

O caso do cadáver politicamente insepulto Celso Daniel começou a feder ainda mais. O juiz da 1ª Vara Federal do Mato Grosso Julier Sebastião da Silva denuncia que o empresário Ronan Maria Pinto, que era próximo ao PT de Santo André, tinha negócios com o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, mais conhecido como Comendador Arcanjo, condenado a 49 anos de prisão, no Uruguai, por operações de crime organizado em vários Estados e países.

Ronan Maria Pinto atua no setor de transporte público e é sócio do jornal Diário do Grande ABC. De acordo com o juiz, Ronan e Arcanjo eram sócios de empresas de transporte urbano em Cuiabá, Santo André e Fortaleza.

Ao depor na CPI dos Bingos ontem, o magistrado revelou que o Comendador Arcanjo também era sócio de Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, principal acusado pelo assassinato do prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, em 2002.

Ligações perigosíssimas

Segundo investigações preliminares do Ministério Público do Estado do Mato Grosso, um dos elos da ligação entre o ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, apontado como chefe do crime organizado na região e conhecido pelo apelido de “Comendador”, e o empresário Ronan Maria Pinto é o advogado uruguaio Luis Nin Estévez.

Arcanjo está preso no Uruguai desde abril de 2003, e Estévez é um dos seus defensores.

Estévez seria sócio da offshore Posadas, Posadas e Vecino (PPV), com sede em Montevidéu e divide cotas da empresa com o ex-ministro da Agricultura do Uruguai Raul Enrique Vairo Erramouspe, que também é o principal acionista de outra offshore uruguaia chamada Roanoake.

Entre 1998 e 2001, a Roanoake compartilhou o capital de duas empresas de ônibus de Cuiabá — a Expresso Nova Cuiabá e a Solbus Transportes Urbanos — com o empresário Ronan Maria Pinto. Ronan também é sócio de Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, em quatro empresas de transporte urbano de Santo André. Sombra é o dono da Pajero em que estava Celso Daniel quando foi seqüestrado, torturado e morto em janeiro de 2002.

Sobrou para o Senador

Faltou pouco para sair pancada ontem na CPI dos Bingos. O juiz federal Julier Sebastião da Silva acusou o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) de usar caixa dois em sua campanha de 2002 ao governo de Mato Grosso, assim como teriam feito outros candidatos tucanos.

O juiz mostrou cheques e garantiu que parte do dinheiro utilizado na campanha tucana veio das empresas de factoring de propriedade do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, conhecido como Comendador, que atualmente cumpre pena de prisão de 49 anos no Uruguai por lavagem de dinheiro, homicídio e controle de crime organizado.

O senador tucano reagiu, gritando, que o juiz era “mentiroso” e informou que estava movendo dois processos contra ele, um deles por danos morais.

Antero também classificou as afirmações do juiz de "calúnias", negando qualquer ligação com o crime organizado. O tucano afirmou ainda que o juiz prestou depoimento como uma espécie de “instrumento petista instalado dentro do Poder Judiciário”. O senador sustenta sua tese alegando que o juiz Julier da Silva já foi filiado ao PT.

O azar explica?

O diretor de aplicação do fundo de pensão dos funcionários do Banco Central (Centrus), Ricardo Monteiro de Castro, afirmou ontem que teve azar nas aplicações feitas no Banco Santos.

Em depoimento à sub-relatoria de fundos de pensão da CPI dos Correios, o executivo revelou que dos R$ 32 milhões aplicados em certificados de depósito bancário (CDB) do Banco Santos, apenas R$ 20 mil foram recuperados.

As aplicações foram feitas em maio, julho e setembro de 2004. Em novembro do mesmo ano, a instituição sofreu intervenção do Banco Central. O banco pertencia a Edemar Cid Ferreira, que fazia aplicações para muita gente boa da República em sua casa bancária.

Aos gringos, tudo!

A partir de 31 de agosto deste ano, os investidores estrangeiros ficarão isentos do Imposto de Renda, atualmente de 15%.

Existem US$ 5 bilhões de recursos nessa modalidade. A equipe econômica espera que o volume deva dobrar com o incentivo.

A idéia do governo é atrair capital para financiar a dívida interna e alongar o prazo da dívida.

A Medida Provisória 281 - isentando aplicações de estrangeiros em títulos públicos e fundos de investimento - foi publicada ontem.

Aos brasileiros, nem a lei

O Alerta Total insiste na tese: enquanto beneficia estrangeiros, o governo age contra a lei e o bolso dos trabalhadores brasileiros que pagam o imposto sobre salário (erradamente conhecido como imposto de renda da pessoa física).

A tabela do imposto de renda está defasada em 57%, segundo denunciam auditores da Super Receita do Brasil.Logo, o governo Antônio Palocci e Henrique Meirelles está promovendo um confisco, quando não aumenta o limite do valor que o “gato-leão” do Imposto de Renda come, direto na fonte, todo mês, dos assalariados na economia formal.

Assim, o governo pratica um confisco: aumento de imposto, sem uma lei correspondente, o que é inconstitucional.

Nova mordida do Leão (na gente)

O governo editou ontem a Medida Provisória que corrige em 8% a tabela do Imposto de Renda, retroativa a 1ª de fevereiro.

Quem ganha até R$ 1.257,12 mensais fica isento de IR.

A faixa que paga 15% de alíquota passou para R$ 2.512,08.

A partir de R$ 2.512,09, o imposto é de 27,5%.

A medida, que inclui também o reajuste das deduções, significará uma perda de arrecadação de cerca de R$ 2 bilhões e 500 mil.

E a gente que se dane...

A Telecheque adverte: houve um crescimento de 18,47% no número de cheques sem fundos emitidos em janeiro.

Para os técnicos da entidade, o aumento da inadimplência é resultado direto do aperto monetário promovido pelo governo até agosto do ano passado.

O Alerta alerta:a situação de pinimba sõ não está pior porque muita gente se vira na economia informal...

Quanto vai se deixar de arrecadar

A Super Receita Federal do Brasil estima que, até 2008, será de R$ 496 milhões e 700 mil a perda de arrecadação com os três benefícios fiscais da Medida Provisória 281, que concede isenção de IR para investimento de estrangeiros em fundos com títulos públicos.

Apenas neste ano de 2006, a renúncia fiscal prevista atingirá R$ 152 milhões e 300 mil.

Mas a Super Receita quer nos fazer acreditar que a perda será compensada pelo aumento da receita total de impostos federais projetada para este ano.

As perdas detalhadas

A Receita prevê a renúncia com a isenção do Imposto de Renda sobre aplicações de estrangeiros em renda fixa em R$ 86 milhões e 900 mil, em 2006; R$ 93 milhões e 200 mil, em 2007, e R$ 100 milhões, em 2008.

Para a isenção de CPMF sobre oferta pública de ações, a perda estimada será de R$ 45 milhões, em 2006; R$ 50 milhões e 600 mil, em 2007, e de R$ 55 milhões e 700 mil, em 2008.

Com o fim da alíquota de 15% de IR para aplicações estrangeiras em fundos de inovação, a Receita avalia que deixará de arrecadar R$ 19 milhões e 500 mil, em 2006, R$ 21 milhões e 400 mil, em 2007, e R$ 23 milhões e 600 mil, em 2008.

As novas regras

A Medida Provisória 281, que desonera investidores estrangeiros em títulos públicos, veta o benefício para os investidores dos países que não tributam a renda, “ou que a tribute à alíquota máxima inferior a 20%”.

Ou seja, estão excluídos do benefício os investidores provenientes de paraísos fiscais ou de países com alíquota do IR incidente sobre os rendimentos em renda fixa, inferior a 20%.

A MP 281 também reduz a zero a alíquota da CPMF nos lançamentos de ações de oferta pública registradas na Comissão de Valores Mobiliários, desde que a companhia emissora tenha registro para negociação das ações em Bolsa de Valores.

A MP introduz um novo inciso no artigo 8º da Lei 9.311, de 24 de outubro de 1996, que regulamentou a CPMF. Esse artigo define as operações com alíquota zero da CPMF. A medida também estava prevista nos estudos do Ministério da Fazenda.

A MP 281 também reduziu a zero o imposto de renda incidente sobre as cotas de fundos de investimento exclusivos para investidores não-residentes que possuam no mínimo 98% de títulos públicos federais.

O governo Paloci/Meirelles abriu as pernas. Vamos ver, agora, como os cafetões internacionais da especulação vão retribuir.

Dá uma lavadinha

A medida Provisória 281 exclui do benefício de isenção de impostos os investidores provenientes de paraísos fiscais.

Ou seja, aparentemente, não vai beneficiar os brasileiros ricos ou os corruptos que têm dinheiro aplicado em contas secretas ou em nome de “laranjas” lá fora.

Para que eles se beneficiem, precisarão dar uma “lavadinha” no dinheiro, trazendo-o para o Brasil de forma supostamente legal, como costumam fazer próximo das eleições, todo ano.

Eles trazem a grana para o Brasil “legalmente” via bancos de fronteira. Depositam o dinheiro na agência de um banco brasileiro no Uruguai (exemplo mais comum). E a grana, limpinha, é transferida para uma agência do mesmo banco, na cidade brasileira mais próxima da fronteira. Dinheiro lavado, pode ser investido. A contabilidade resolve o resto do problema.

Especuladores, uni-vos!

Para terror dos exportadores brasileiros - que ganham menos na troca dos dólares que faturam lá fora pelo reais daqui -, continua caindo a cotação da moeda mundial emitida pelo Tesouro dos Estados Unidos.

E a isenção de impostos para os estrangeiros deve empurrar o dólar ainda mais para baixo nas próximas semanas. A previsão é de dólar a R$ 2,10 antes do Carnaval.

A medida provisória chega em um momento em que o mercado de câmbio está amplamente vendedor. A cotação só não caiu mais ainda, porque os investidores estão com cautelosos com a possibilidade de o Banco Central tomar alguma medida para conter a baixa.

O Banco Central continuou com suas compras de dólares nos mercados à vista e futuro. O BC tem feito a alegria de 17 bancos "dealers", comprando dólares deles, em operação aparentemente mais agressiva que as dos últimos dias.

A nossa autoridade monetária vendeu 4.550 contratos de swap reverso, recolhendo do mercado US$ 214 milhões.

Sempre na frente?!

Coincidência não existe em economia. No rastro da Medida Provisória que beneficia estrangeiros, tentando aplicar a grana dos gringos que vem para cá, o Bradesco, maior banco privado brasileiro, está criando uma nova subsidiária, o Banco Bradesco de Investimento (BBI).

O objetivo é consolidar, dar foco e desenvolver novos nichos nas atividades ligadas ao mercado de capitais nacional e internacional, em negócios de estruturação, originação, distribuição e administração de ativos, fluxos e estoques financeiros de clientes.

O BBI terá como responsabilidade a administração e a geração de resultados nas seguintes áreas, que até agora estavam consolidadas dentro da estrutura do Bradesco: Departamento de Mercado de Capitais, Bradesco Asset Management (Bram), Bradesco Corretora, Bradesco Securities (sede em Nova York) e Bradesco Private Bank.

Otimismo oficial

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que a medida provisória que isenta de impostos os investidores estrangeiros ajudará o Brasil a desatar o nó cambial.

O ministro avalia que a medida ajudará a economia brasileira crescerá mais de 4% neste ano.
Bernardo aposta que o real pode parar de se valorizar no longo prazo, quando a curva de juros futuros e a queda do risco do País permitirem um corte mais agressivo da taxa básica de juros, a Selic, arbitrada pelo Banco Central.

O problema é combinar isso direitinho com os ortodoxos membros do Comitê de Política Monetária – o Copom do Banco Central, do Presidente Henrique Meirelles.

Novidade petrolífera

A Petrobrás iniciou a produção do primeiro campo em águas profundas localizado fora da Bacia de Campos.

Ainda em fase de testes, a empresa começou a produzir petróleo leve nas descobertas de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo.

O óleo extraído de Golfinho tem cerca de 28,5º API. Quanto mais perto de 50º, melhor a qualidade do óleo.

Para Lula, só suquinho...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia hoje, em Caxias do Sul e Flores da Cunha, no interior do Rio Grande do Sul, medidas de apoio aos produtores de uva e de vinho. Em Flores da Cunha, Lula visita a colheita da uva e participa de almoço com agricultores locais.

Em Caxias do Sul, o presidente abre a 26ª Festa Nacional da Uva, quando serão anunciadas medidas de incentivo ao produtores, por meio de uma linha de crédito específica do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A medida deve beneficiar cerca de 20 mil famílias de produtores rurais que trabalham com a fabricação de vinho e mais de 650 vinícolas na região Sul do País.

Polêmica do Carandiru

Entidades de direitos humanos e o procurador Antonio Visconti vão recorrer à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) e à Justiça para tentar anular a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo que absolveu o coronel Ubiratan Guimarães, comandante da PM de São Paulo na invasão do presídio do Carandiru.

Ex-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), o jurista Hélio Bicudo apontou um possível erro do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, que alegou erros técnicos no julgamento que condenou Guimarães a 632 anos de prisão.

O chamado massacre deixou 111 presos mortos em 1992. Mas, até hoje, ninguém foi punido. O coronel Ubiratan, deputado estadual pelo PTB paulista, vem candidato à reeleição este ano. Agora, mais questionável que sua absolvição foi a cobertura parcial da imprensa no caso. Pouco se veiculou a versão do coronel. Falou mais alto a versão dos supostos defensores dos direitos humanos. Os mesmos que sempre se escondem na hora de defender os direitos humanos das vítimas dos bandidos - sejam os marginais pé-rapados ou os verdadeiros bandidões de colarinho branco e muito dinheiro no bolso.

Todos “Ingnorantes”

A Subsecretaria de inteligência confirmou ter avisado às cúpulas das policias civil e militar, ao 23° BPM (Leblon) e às unidades de operações especiais, dois dias antes da invasão da Favela da Rocinha, que era iminente o confronto entre guerrilheiros das facções criminosas Amigos dos Amigos (ADA), que controla o tráfico por lá, e Comando Vermelho (CV), que quer retomar o controle econômico das lucrativas bocas-de-fumo.

Anteontem bandidos da Rocinha insinuavam, pelo rádio, que a PM abandonou a favela devido ao envolvimento de policiais com os traficantes invasores. Além dos cinco inocentes mortos e um bandido detonado, o episódio levou pânico a uma parte da Zona Sul da cidade, a dois dias do megashow dos Rolling Stones (na Praia de Copacabana) e a pouco mais de uma semana do carnaval.

Tanto o secretário de Segurança. Marcelo Itagiba, como o chefe de polícia, delegado Álvaro Lilns, alegaram que não sabiam do plano de invasão da favela, enquanto o comandante da PM, coronel Hudson Aguiar, admitiu ter recebido informação parcial.

Folia policial

Para completar o quadro de aparente ignorância das autoridades, 24 horas depois do tiroteio de três horas, policiais da Core (tropa de elite da Polícia Civil) não foram à Rocinha.

Tinham um compromisso mais importante.

Os tiras se reuniram para um churrasco regado a cerveja e samba, o "Corefolia", em Grumari.

O negócio do tráfico

Aliás, é bom que se diga, a presença policial na Rocinha de nada resolveria. A Polícia enxuga gelo na briga contra o tráfico. Na verdade, o real embate, naquela e em outras favelas do Rio de Janeiro, é econômico. Guerrilheiros - contratados por comerciantes ilegais de drogas - brigam entre si, pela disputa de territórios comerciais.

O empreendimento pára-militar conta com pessoal treinado, armamento alugado (via sistema de leasing), acordos internacionais com traficantes colimbianos, sistema de logística para entrega, segurança para comboio, e até um pouco conhecido esquema de investimento no tráfico - que financia a estocagem de drogas ou o aluguel de armas.

"Investidores" são remunerados pelos comerciantes das drogas com um percentual do retorno da venda de maconha, cocaína e outras drogas mais sofisticadas como o ecstasi, muito consumido nas classes de maior poder aquisitivo. Isso dá mais retorno que uma aplicação bancária tradicional.

Além disso, os traficantes são um dos maiores financiadores ilegais de campanhas eleitorais. Com seu poder, eles controlam os currais políticos, e usam esse poder como moeda de troca. O dinheiro deles também compra, com facilidade, a Polícia - em uma relação perigosa que todo mundo sabe que existe, mas que a sociedade prefere fazer vista grossa.

Outro detalhe fundamental: o negócio do tráfico só existe e resiste porque há consumo. Neste caso, a grande responsável por todos os crimes é a própria sociedade que se mostra alarmada sempre que eclodem as batalhas do tráfico.

Ato contra a Impunidade em Piracicaba

A Catedral de Piracicaba vai oficiar um culto ecumênico, nesta sexta-feira, a partir das 19h 30min, em tributo à memória da professora de português Edilene Borghese, de 47 anos, muito querida no Liceu Terras do Engenho, daquele município do interior paulista.

Ela foi brutalmente assassinada em casa, junto com sua irmã, a secretária Delci Borghese Igreja, de 54 anos, no último dia 20 de dezembro.

O assassino foi o ex-marido da professora, o empresário João Marcelo Augustini, que também feriu, a tiros, a sobrinha Tatiana Igreja. Mas a estudante, de 23 anos, sobreviveu e denunciou o tio à Polícia.

Até agora, ele continua foragido. Familiares da vítima denunciam que João Augustini se encontra escondido na região de Piracicaba, acobertado por seu poder econômico.

O tributo às irmãs Edilene e Delci Borghese já tem a participação de 332 membros, a maioria alunos da professora assassinada.

Motivo torpe

A prisão preventiva do empresário João Marcelo Augustini foi expedida desde 6 de janeiro. No duplo homicídio, na antiga residência do casal, ele usou uma pistola 9 milímetros – de uso exclusivo das Forças Armadas.

O empresário João Augustini, do ramo sucroalcooleiro, enfrentava um processo de separação judicial com Edilene, professora de português na escola Liceu Terras do Engenho, e estaria descontente com a possibilidade de dividir seus bens.

Por este motivo, teria passado a ameaçá-la e persegui-la, até matá-la. É mais uma história trágica de poderoso empresário que se considera acima do bem e do mal, e ainda pode acabar impune, se não houver pressão social.

Universal expulsa na África

O Ministério das Relações Exteriores lamentou, em nota oficial, a expulsão dos pastores Carlos Barcelos e Jamil Craveiros pelo governo de Zâmbia. As famílias dos dois pastores receberam ordem para deixar aquele país africano em uma semana a contar do dia 12.

O Itamaraty destacou que a medida é inconstitucional. O governo brasileiro é contra decisão tomada em janeiro pela Suprema Corte da Zâmbia, alegando que a Constituição de lá, em seu artigo 19, garante plenamente a liberdade de culto.

Os pastores Barcelos e Craveiros foram deportados para a África do Sul no dia 12, de onde retornaram ao Brasil na mesma data.

Na folia com a Jeane

A “promotora de eventos” Jeane Mary Córner será a principal homenageada do Trigésimo Baile do Bloco Anárquico Armorial Siri Na Lata, que deverá receber mais de quatro mil pessoas, no animado carnaval do Recife.

Os organizadores da festa e da homenagem garantem que Jeane não cobrou cachê para participar do baile, onde receberá uma faixa de madrinha 2006 do bloco. Apenas exigiu sigilo quanto ao hotel onde está hospedada em companhia do filho e de um segurança.

A empresária, que seria organizadora das festinhas mais animadas para políticos de Brasília, soltou uma frase emblemática para comprovar que sua vida profissional lhe rende mais respeito do que críticas:

Com a crítica me corrijo, com o elogio me corrompo”.

Jeane avisou que está cheia de projetos para 2006 (só não antecipou quais) e afirmou estar pronta para o embate depois do carnaval. Ela está doida para depor nas CPIs. O problema é se os clientes terão coragem de convidá-la...

Jefferson não quis ir

O outro convidado do bloco do Siri na Lata foi o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).

Só que recusou o convite, alegando uma série de compromissos.

O pivô da eclosão do chamado escândalo do Mensalão não estará presente, mas será lembrado através da música "Nervos de Aço", que abrirá o baile, numa alusão ao CD que o ex-deputado disse estar ouvindo, quando teria levado uma, até hoje mal explicada, pancada no rosto.

Piadinha de Internet para politicos

Piadinha que circula na Internet. Verdadeira ou não – a web tem muita mentira girando – vale pela avacalhação a uma classe que anda merecendo ser chacoalhada.

No Programa Amaury Jr, a cantora Rita Lee teria apresentado uma idéia aparentemente brilhante.

Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão:

Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo.

Todos sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados.

Toda semana o público votaria e eliminaria um.

No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do País.

Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.

O problema da piada

Do mesmo jeito que o Big Brother está sendo suspeito de manipular resultados de paredões, para faturar uma média de R$ 9 milhões em ligações telefônicas de incautos que têm a ilusão de que seu voto vale realmente alguma coisa, lá dentro dauela suposta casa, nossos políticos, craques em armar Mensalões e outros conchavos, são bem capazes de aprontar algum conluio e deixar tudo do mesmo jeito que está hoje.

Só quem pode mudar a classe política é o povo, por enquanto, através do voto. Mas não podemos esquecer que a classe política brasileira é um reflexo da nossa sociedade oligárquica, corrupta e que sempre se acostumou a tirar proveito do Estado e explorar a maioria dos cidadãos.

Quer conhecer a verdadeira personalidade de alguém? Não precisa colocá-lo na idiotizante casa do Big Brother... Basta lhe dar poder. Um idiota, no poder, não sabe o que fazer. Fica deslumbrado e embriagado pelo pretenso poder que pensa ter, referendado pelo voto. Portanto, a cada mensagem engraçadinha, via Internet, o cidadão precisa dar uma refletida.

Vida que segue...

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