quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

STF não decide, desde 2002, se os lucrativos bancos podem ser enquadrados no Código de Defesa do Consumidor

Edição de Quinta-feira do http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

O Supremo Tribunal Federal vem adiando, sucessivamente, o julgamento da ação para definir se o Código de Defesa do Consumidor pode ser usado por clientes em processos contra os bancos. A decisão foi postergada, mais uma vez, depois do voto do presidente Nelson Jobim. Depois de quase quatro anos com o processo “em vista” (na gaveta), Jobim considerou que o Código vale para serviços bancários, mas não para fixação de tarifas, limites e cobrança de juros. O ministro Eros Grau pediu vista dos autos. O caso só volta a ser julgado daqui a duas sessões do STF.

Os lobistas dos banqueiros no Judiciário fazem pressão total, em Brasília. O STF vem adiando, sucessivamente, desde abril de 2002, o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (Adin) movida pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras. A Consif alega que é necessária uma lei complementar para a criação de novas obrigações impostas aos bancos e questiona se o cliente de instituição financeira pode ser considerado consumidor.

Pelo entendimento que prevalece até agora, no enrolado julgamento do STF, parte dos serviços bancários como a compensação de cheques, sistema de auto-atendimento, entrega de cartão de crédito ou o tempo de espera nas filas devem seguir as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor. Já as taxas de juros nas operações não podem ser fixadas de acordo com o CDC, pois são da esfera do Sistema Financeiro Nacional. O Código incide na relação entre banco e cliente, mas não na política financeira, que seria matéria exclusiva do Banco Central.

Enquanto o Supremo decide nada decidir, o império dos banqueiros se amplia. Os cinco maiores bancos embolsaram R$ 18 bilhões e 800 milhões no ano passado. Foi de 242,4% o crescimento médio anual do lucro líquido dos maiores bancos no atual governo. Nos três primeiros anos do governo Lula, os cinco maiores bancos em ativos com atuação no Brasil tiveram lucro líquido 28,4% maior do que nos oito anos da administração Fernando Henrique Cardoso.

Só o Bradesco lucrou R$ 5 bilhões, 514 milhões, o melhor desempenho da América Latina. A safra recorde de lucros dos bancos supera os ganhos do setor produtivo. O mega-lucro do Bradesco equivale ao lucro das siderúrgicas Gerdau e Arcelor juntas. Tal lucro representa crescimento de 80,2% em relação ao ano anterior.

A política de Juros altos da dupla Antônio Palocci e Henrique Meirelles, junto com uma forte expansão do mercado de crédito (também incentivada pelo governo para compensar os impostos elevados e os não reajustes de salários) explicam o desempenho das instituições financeiras no período.

Juntos, na Era Lula, - Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Santander/Banespa e Unibanco - tiveram lucro líquido de R$ 44 bilhões, 125 milhões - entre 2003 e 2005. O super-desempenho não foi tão diferente na Era FHC: de 1995 a 2002, o lucro dessas instituições foi de R$ 34 bilhões, 366 milhões. As políticas monetárias (idênticas, quase clones) dos governos tucano e o petista fazem a alegria dos bancos.

Os clientes que se danem!

Enquanto isso, o cliente dos bancos se dana. Paga tarifas absurdas e vive assediado pelo canto da sereia do crédito pretensamente fácil. E ainda tem de agüentar a cena de efeitos especiais provocada pelas decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que finge baixar a principal taxa de juros da economia, mas os bancos não obedecem.

Apesar de a Selic, juro básico da economia, ter caído 0,75 ponto em janeiro, as taxas cobradas ao consumidor subiram de 59,3% para 59,7% ao ano. Com a maior procura por empréstimos, os juros cobrados das pessoas físicas subiram 0,4 ponto em janeiro.

Os bancos têm explicação para tudo...

Assim dá para comprar a Vivo

O Banco Votorantim anunciou, nesta quarta-feira, que encerrou 2005 com lucro líquido de R$ 805 milhões 800 mil. O número representa uma alta de 8,76% sobre o ano anterior.

Em cinco anos (de 2001 a 2005), o lucro da instituição da família Ermírio de Moraes cresceu 379%. No mesmo período, o crescimento do patrimônio líquido chegou a 496% e a carteira de crédito ao consumidor cresceu 862%.

Com tanto fôlego assim em seu braço financeiro, o grupo Votorantim se articula para comprar a metade das ações da Portugal Telecom na operadora brasileira de celular Vivo.

O caso enrolado

Ontem, ao trazer seu voto depois ter pedido vista há quase quatro anos, o presidente do Supremo, ministro Nelson Jobim, votou de acordo com o relator da questão, ministro Carlos Velloso, já aposentado.

Velloso afirmou que fixar a política monetária é matéria exclusiva do Sistema Financeiro e deve ser regulada por lei complementar, conforme decidido anteriormente pelo Supremo no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade número 4.

O presidente do Supremo lembrou que a política monetária decorre da escolha feita pelo voto. Estaria, assim, regulada pelas autoridades monetárias competentes: o Banco Central e o Conselho Monetário — e não deveria se submeter ao CDC.

Caso contrário, os Procons poderiam se meter na política da taxa de juros. Rememorou, inclusive, da Resolução 2878 do Banco Central, o chamado Código de Defesa do Cliente Bancário.

Deletério

O ministro ainda falou que a aplicação do CDC em operações bancárias seria “deletério (prejudicial) do ponto de vista econômico”, ao seguir o voto do relator, Carlos Velloso.

Mas Jobim ressalvou que haveria situações nas quais o Código de Defesa do Consumidor poderia ser aplicado. Seriam as situações em que o banco prestasse um serviço bancário — remunerado ou não por tarifa.

Após o voto de Jobim, os ministros seguiram para o intervalo. Ao final da paralisação, Eros Grau decidiu pelo pedido de vista.

Mais realista que um banqueiro?

Pelo raciocínio de Nelson Jobim, depois de quase quatro anos avaliando o caso, os bancos seriam as instituições que, por excelência, realizam a atividade de pegar de quem tem mais e emprestar a quem tem menos. No caso dos mutuários, seriam os que têm menos pegando dinheiro de quem tem mais. Às instituições bancárias cabe o papel de intermediar a situação, remunerando mutuante e recebendo dos mutuários.

Em seu voto, Jobim estabeleceu uma diferença entre o consumo e a caderneta de poupança. O primeiro seria direcionado para a satisfação de um interesse pessoal ou uma necessidade — levando à extinção, desaparecimento, depreciação de um produto ou serviço. Já a poupança decorreria de um excedente de capital — além de ser um ato de renúncia ao consumo.

Quanto ao consumidor, Jobim entendeu haver, nesse caso, uma relação retributiva, um pagamento do que se usa. O poupador, por sua vez, não consome, mas aplica ou guarda valores.

A partir da diferenciação, Nelson Jobim apontou que, no caso dos consumidores, como decorrência da relação de hipossuficiência (inferioridade) em relação às grandes empresas, haveria necessidade de uma proteção ao direito subjetivo, individual.

No entanto, quando se trata de um poupador ou mutuário, há uma situação mais extensa. Em razão dos reflexos na economia, haveria uma necessidade de proteção a direitos transindividuais, já que todos os cidadãos estariam envolvidos.

Poupador e mutuário não são protegidos na perspectiva histórica do indivíduo, mas enquanto agentes econômicos”.

Se é assim, viva o conselho monetário nacional – cujos membros parecem mandar nos destinos do Brasil há vários governos...

Ex-banqueiro sofre...

A liminar que garantia a permanência do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira e sua família no imóvel onde moram foi revogada pelo ministro Hélio Quaglia Barbosa, do Superior Tribunal de Justiça.

Edemar e outras 18 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal por prática de crime de gestão fraudulenta do Banco Santos e de lavagem de dinheiro auferido com a prática do crime financeiro.

O ministro Barbosa reconsiderou a decisão do presidente do STJ, Edson Vidigal, que concedeu a liminar a Márcia de Maria Costa Cid Ferreira, mulher de Edemar, questionando o despejo.

Além de não poder usar sua mansão nos Jardins, em São Paulo, o dono do Banco Santos não conseguiu sua recondução à condição de depositário do imóvel e das obras de arte nele guardadas.

As teles detestaram

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou ontem - com a pompa e circunstância de candidato ao governo de Minas Gerais - que o governo federal vai adiar por um ano a conversão do sistema de cobrança nos telefones fixos de pulso para minuto. A decisão foi informada após encontro na Casa Civil.

O novo sistema de cobrança estava previsto para entrar em vigor no dia 1º de março. De acordo com Hélio Costa, a nova fórmula de cálculo traria, no geral, prejuízos para os consumidores. Apenas as ligações com duração menor que três minutos ficariam mais baratas.

Segundo Hélio Costa, o custo do acesso discado à Internet teria, por exemplo, um aumento de custo de 100%. O prazo de um ano será usado para buscar soluções alternativas.

O consumidor sempre se dana

Ao adiar por um ano a mudança do sistema de cobrança das tarifas de telefone de pulsos para minutos, o chefe de gabinete do Procon-SP, Paulo Arthur Góes avalia que o governo está “dando com uma mão e retirando com a outra”.

Góes lembra que o consumidor se livra agora de contas mais caras. Porém, poderá ter que esperar mais um ano para receber as contas detalhadas e com um sistema claro de cobrança.

O Procon adverte que o sistema em vigor não permite ao consumidor controlar bem os gastos ou ter a certeza de que fez todas as ligações cobradas.

Média com a Internet

O ministro Hélio Costa promete criar uma tarifa telefônica fixa, possivelmente a um custo entre R$ 12 e R$ 15 mensais, para conexão à internet por linha discada por tempo ilimitado.

De acordo com Hélio Costa, ainda não há definição se a tarifa faria parte da assinatura básica do telefone fixo ou se seria cobrada adicionalmente.

Outra questão em estudo é a alteração da modulação horária da telefonia fixa como forma de beneficiar os usuários de internet por conexão discada.

O ministério quer que a cobrança por chamada seja antecipada de meia-noite para as 21h. Dessa forma, seria ampliado o tempo que os usuários poderiam navegar a um custo mais baixo do que o convencional.

A arte de roubar

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que 81,6% das 60 prefeituras fiscalizadas em setembro passado cometeram fraudes para justificar o gasto de verbas federais.

O alvo principal foi o dinheiro da educação. Foram usadas notas fiscais frias para o desvio de recursos. Historinha que se repete todos os anos...

Por isso, a cidadania deve aguardar, com toda atenção, que fique pronta, em março, a lista de funcionários públicos que terão as contas vigiadas. Medida faz parte de recomendação da ONU contra a corrupção. Deveriam entrar nessa dança todos os ordenadores de despesas e seus subordinados, nas esferas federal, estadual e municipal.

Carnaval eleitoral?

A Agência Brasileira de Inteligência produziu um relatório, que está sobre a mesa da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, revelando que o casal Garotinho teria doado R$ 3 milhões para financiar o importantíssimo carnaval da cidade de Campos dos Goytacazes.

O relatório, que adverte sobre o risco de uso eleitoral do carnaval campista pelo casal Garotinho, revela que já foram contratados 16 ônibus para levar, do Rio de Janeiro, cerca de duas mil pessoas que vão desfilar nas seis escolas, junto com Rosinha e Antony, em seis escolas de samba campistas.

No relatório, os agentes da Abin advertem que essas pessoas terão seus lanches custeados por empresas que, coincidentemente, são os principais fornecedores dos restaurantes populares do Estado do Rio.

Agora, não me perguntem como o Agente 171 do Alerta Total soube disso, que eu não tenho a menor idéia... O Gordinho não está fácil...

Justiça eleitoral na folia

O procurador regional eleitoral do Rio, Rogério Navarro, acredita que os desfiles podem caracterizar propaganda política. Por isso, já pediu ao Ministério Público (MP) de Campos que acompanhe tal folia.

Os promotores têm poder de fiscalização e poderão apreender, durante a folia, qualquer material inadequado e encaminhar relatórios com denúncias à Procuradoria-Geral Eleitoral, em Brasília.

A propaganda irregular se configuraria em caso de menção explícita da condição de candidato à presidência - o que ocorre no enredo da Unidos de Ururaí: "Guerreiro do sol, da planície ao Planalto, uma história de lutas e vitórias: Garotinho".

Este ano, seis das 11 escolas de samba do município de Campos, no Norte Fluminense, terão enredos sobre a vida e os feitos do ex-governador e ex-prefeito Anthony Garotinho (PMDB). Duas do Grupo de Acesso e quatro do Grupo Especial.

Outro olho no Garotinho

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou ontem que o ex-governador do Rio de Janeiro e pré-candidato à presidência pelo PMDB, Anthony Garotinho retire outdoors de campanha eleitoral na cidade de Marica, na região dos lagos do RJ.

A decisão em caráter liminar do TSE foi uma resposta a uma representação movida pelo PDT contra as propagandas.

De acordo com o ministro Marco Aurélio Mello, os outdoors caracterizam “escancarada propaganda eleitoral”, ferindo a lei 9.504/97, que proíbe a propaganda política antecipada.

Olho na Marta

Na guerra contra a publicidade eleitoral fora do período permitido, o PSDB protocolou ontem mais uma ação contra o PT. Foi a sexta ação movida pelos tucanos.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) já havia vedado, na semana passada, as participações da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy na propaganda de televisão do partido. Marta é pré-candidata à disputa estadual.

Foi o troco. Porque o Tribunal também aprovou a redução, em nove minutos, da propaganda partidária do PSDB que vai ao ar somente em 2007, atendendo a uma representação petista.

Campanha o ano todo?

O presidente Lula soltou ontem uma das mais sinceras pérolas dos últimos tempos, em discurso proferido em Parnaíba, no Piauí:

Um homem público não precisa de época de eleição para fazer campanha. Ele faz campanha desde que acordo até dormir, 365 dias por ano

Com a declaração, Lula pretendia rebater as críticas que tem recebido por usar eventos públicos, como inaugurações de obras, para fazer propaganda eleitoral.

Ato falho?

Ao discursar ontem no lançamento da pedra fundamental do novo campus da Universidade Federal do Maranhão (na cidade de Imperatriz), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva advertiu que não fez tudo o que precisava fazer como governante.

Assumimos o compromisso de até 2008 não deixarmos nenhuma casa no escuro neste país, sobretudo na área rural. E vamos cumprir, porque estamos trabalhando para cumprir”.

Embora tenha evitado a palavra reeleição em seu discurso, o presidente acabou se traindo minutos mais tarde, durante rápida e tumultuada entrevista, ao anunciar a meta de levar eletricidade para todas as residências do País até 2008.

Chuchu com Lula

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mandou ontem um recado para o presidente Lula: a campanha eleitoral só começa em junho, depois das convenções partidárias.

Agora, o que o governo tem que fazer é funcionar”.

O pré-candidato tucano deu seu aviso depois de comer chuchu no almoço, na inauguração de um restaurante popular em Sorocaba, no interior paulista.

Faixa amiga?

Ontem foram espalhadas por São Paulo faixas que cobram a permanência do prefeito José Serra (PSDB) no cargo. Diz uma delas, perto da Avenida Paulusta:

Serra, fique! Precisamos de políticos de palavra!

Diversas delas foram postas no bairro onde mora o ex-presidente Fernando Henrique (Higienópolis) e perto da Câmara Municipal.

A manifestação aparece justamente quando pesquisa Datafolha mostra que 50% dos eleitores de São Paulo não querem que Serra deixe a prefeitura para disputar a Presidência.

Partidários do prefeito suspeitam que seja um movimento dos tucanos ligados ao governador Geraldo Alckmin, que têm apelado para a promessa que Serra fez durante a campanha municipal de cumprir o mandato até o fim. Partidários do governador, no entanto, negam a autoria das “faixas amigas”, anônimas até agora...

Briga tucana

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, ao analisar os números do Datafolha, afirmou ontem que os tucanos já estão “cansados” da guerra de vaidades travada para a escolha do candidato do partido:

Todo tucano de bom senso já está cansado. Tínhamos que estar unidos. Lutar contra este governo”.

Para ele, a disputa entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital, José Serra é “uma luta fratricida que só beneficia o flagelo que é o presidente Lula”.

Virgílio reclamou que além dele próprio, o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, “já não tem mais paciência” para essa situação.

Quem vai morrer na praia?

O presidente Lula aproveitou sua caminhada de 5 Km e banho na Praia dos Coqueiros, em Luís Correia (PI), para confidenciar, para a torcida do Corinthians, que está se divertindo com as dificuldades do PSDB para definir quem será seu adversário em outubro, quando deverá tentar a reeleição:

Pelo que estou lendo na imprensa, o PSDB parece um pouco o PT dos anos 80. É mais confuso do que devia".

Lula aposta com amigos que José Serra é fortíssimo candidato a “morrer na praia” bem antes do esperado...

Encrenca da falsificação

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, e seu antecessor, Tarso Genro, devem ser convidados para prestar esclarecimentos ao Conselho de Ética da Câmara sobre o episódio da falsificação da assinatura de Genro na representação apresentada pelo PT contra o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS).

Perícia feita pela Polícia Civil do Distrito Federal atestou a falsidade da assinatura da representação. Tarso Genro insistiu que assinou a representação, mas disse suspeitar que o documento entregue no Conselho de Ética tenha sido forjado. Depois que assumiu a presidência do PT, Berzoini encaminhou ofício ao Conselho confirmando que Tarso tinha assinado a representação.

A presença dos dois no Conselho foi defendida por parlamentares da oposição, mas só deve ser apreciado depois do carnaval... A deputada petista Ângela Guadagnin disse que ambos estão “à disposição” do Conselho.

Lamas

A Polícia Federal indiciou o ex-tesoureiro do PL, Jacinto Lamas, por lavagem de dinheiro e sonegação.

O ex-tesoureiro, que depôs ontem novamente na PF, confirmou o que já havia dito no ano passado: era um dos principais canais de transferência de recursos do Valerioduto para o PL.

O publicitário Marcos Valério revelou que Lamas foi responsável por saques num total de R$ 1 milhão e 300 mil na conta de sua agência SMPB no Banco Rural.

Ainda de acordo com Valério, o PL, por meio de seu presidente, o ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP), teria recebido R$ 10 milhões e 500 mil, no total.

O carequinha e os correios

O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que a agência de publicidade SMP&B Comunicação, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, recebia comissões dos Correios sem prestar serviços, cobrava preços acima do devido e promovia subcontratações não previstas nos contratos, o que reforça as suspeitas de fraude.

Os ministros do tribunal julgaram e aprovaram ontem os resultados de auditorias feitas nos contratos da SMP&B com os Correios. Numa das auditorias, foram constatados oito tipos de irregularidades e, em outra, cinco.

A SMP&B era uma das empresas de Marcos Valério usadas na movimentação do chamado valerioduto, que financiou o PT e partidos aliados.

Dilma e o Dimas

O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) quer reverter para o governo Lula o ônus gerado ao PSDB pela Lista de Furnas.

O tucano apresentará requerimento à CPI dos Correios pedindo que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, exponha os motivos pelos quais optou por manter Dimas Toledo — acusado de ser autor da lista — como diretor da estatal federal depois da troca de governo.

Dilma foi ministra das Minas e Energia no começo do governo Lula. Dimas Toledo foi indicado para uma das diretorias de Furnas no governo Fernando Henrique Cardoso, pelo governador mineiro Aécio Neves.

A lista de Furnas traz o nome de 156 políticos, de 12 partidos, que teriam recebido R$ 39 milhões 910 mil de caixa 2 produzido por 101 empresas que prestariam serviços à estatal. Boa parte dos acusados de ter recebido dinheiro ilegal é do PSDB e do PFL.

O requerimento cobrando Dilma só deve ser apresentado e votado pelos integrantes da Comissão depois do Carnaval.

Para depois do carnaval

O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), resolveu adiar o debate sobre a quebra do sigilo contábil do diretório nacional do PT para a semana posterior ao Carnaval.

O relator chegou a apresentar o requerimento para obter as informações sigilosas na sessão administrativa da Comissão de ontem, mas acabou sendo pressionado pelos petistas, que argumentaram que, se o pedido fosse aprovado, os sigilos de outros partidos também deveriam ser quebrados.

Para evitar uma discussão mais acirrada, o relator optou pelo adiamento do debate. A votação do requerimento para convocação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, também ficou adiada. Além do clima quente, faltou quórum para as votações. Para variar...

É carnaval?

Nenhum dos cincos convocados para depor na sub-relatoria de Fundos de Pensão da CPI dos Correios compareceu ontem à audiência marcada.

Cláudio Roberto Seabra de Almeida, da corretora Brasil Central; Ângela Celeste de Almeida Costa, Luís Felipe Índio da Costa, Luís Octávio Azevedo Lopes Índio da Costa e Luiz Fernando Pinheiro Guimarães de Carvalho, todos do banco Cruzeiro do Sul, alegaram problemas de agenda.

O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), relator da subcomissão, se irritou com a impossibilidade dos depoimentos.

Ataque ao bolso dos magistrados

Dos 14 mil magistrados brasileiros, entre 2 mil e 3 mil ganham supersalários.
Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) constatou que magistrados se aproveitam de 40 tipos de gratificações diferentes para driblar a Constituição e receber acima de R$ 24,5 mil, o teto salarial do serviço público.

Depois do fim do nepotismo - o empreguismo de parentes -, esse é o próximo privilégio a ser extirpado do Judiciário.

Isso será feito por meio de resolução que o presidente do STF e o CNJ vão apresentar em 16 de março.

A medida reduz a apenas três as gratificações. E regulamenta as situações em que juízes poderão acumular vencimentos e ultrapassar o teto.

Judiciário reage

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Hugo Bengtsson Junior, reclamou que o Poder Judiciário não pode servir de bode expiatório para saciar aqueles que defendem o fim do nepotismo.

Assim que a decisão do Supremo Tribunal Federal contra o nepotismo foi publicada, Bengtsson assinou a exoneração de 363 servidores nomeados, em todas as instâncias no estado.

O desembargador defende que a medida precisa ser estendida também ao Legislativo e ao Executivo, acabando com o nepotismo, isonomicamente, em todos os lugares.

O desembargador mineiro avalia que o Judiciário não deve servir como saco de pancadas sozinho.

O Bispo perde para a Veja

O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, não tem direito a indenização por suposta difamação decorrente de reportagem publicada pela revista Veja.

Quem bateu o martelo foi a 5ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Macedo tentou contestar judicialmente a reportagem, publicada em 28 de fevereiro de 2001, informando que um avião de sua propriedade teria sido arrestado pela Receita Federal, quando se encontrava em poder de pilotos que prestavam serviços para a Igreja Universal do Reino de Deus.

No recurso, o bispo afirma que a linguagem jornalística foi usada para camuflar a intenção de ridicularizá-lo e de atribuir a ele a propriedade de uma frota de aviões. Macedo alegou que isso é falso e imputou malícia à reportagem, que, na sua opinião, deturpou a realidade tentando fazer crer que ele seja o dono da Igreja Universal do Reino de Deus.

No entendimento julgadores, “não traduz difamação nem ofensa à estima que a pessoa notória tem de seus atributos pessoais” a notícia que motivou o pedido de indenização do bispo - que se limitou a informar ao público de milhões de leitores a existência de fato verdadeiro e provado, que diz respeito à vida da Igreja Universal do Reino de Deus e a associar essa instituição à pessoa de seu fundador e líder.

Doidos por Deus?

Por unanimidade, a Suprema Corte dos EUA deu autorização à seita União do Vegetal para praticar culto em território americano, utilizando um chá alucinógeno que, segundo os dirigentes da seita, aproxima os praticantes de Deus.

Oito juízes do tribunal máximo norte-americano recusaram os argumentos do governo Bush, de que uma das substâncias contidas na bebida da “ayahuasca” está na lista de entorpecentes proibidos pela legislação em vigor.

A decisão abre espaço para que outras seitas nascidas no Brasil, como o Santo Daime e a Barquinha, busquem autorização semelhante na Justiça norte-americana.

Quem engole o pato?

O senador Antônio Carlos Magalhães, cacique do PFL baiano, voltou ontem a detonar uma de suas maiores malvadezas humorísticas.

No Senado, contou a seguinte piada:

Corria um boato de que o Jacaré havia articulado um plano maléfico para comer todos os bichos da floresta.

O leão comentou:

- Comigo ele não se mete, sou o Rei da Selva, e, como gato malandro, corro em alta velocidade...

Um gavião emendou:

- Também não tenho medo dele. Jacaré não voa...

O peixe contou vantagem:

- Nado mais depressa que ele...

Eis que o pato resolveu tirar a maior onda com todos os bichos:

- Eu nado, vôo e corro. O jacaré não é páreo para mim. Já ganhei dele...

Vida que segue, chega na floresta, lá para o dia primeiro de outubro, a triste informação de que o jacaré engoliu o pato...

Moral da Piada, segundo ACM:

O pato em questão voa, corre e nada. Mas faz tudo isso muito mal. Não temos mais espaço para pato em nosso País”.

Perguntinha: a que "Pato" está se referindo o senador ACM??????

No Palácio do Planalto, ninguém entendeu a piada... Lá não tem pato. Tem Lula...

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

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2 comentários:

Anônimo disse...

Keep up the good work » »

Anônimo disse...

That's a great story. Waiting for more. »