quarta-feira, 7 de junho de 2006

Lula fica tenso com novas revelações contra o amigo Paulo Okamotto na CPI dos Bingos, e classifica de “futrica” a notícia-crime da OAB

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Por Jorge Serrão

O “gabinete de crise” do Palácio do Planalto entrou em estado de pânico. Depois de fingir "tranqüilidade", classificando de "futrica política" a notícia-crime da OAB contra seu governo, o presidente Lula ficou muito preocupado ontem que revelações comprometedoras contra seu amigo pessoal Paulo Okamotto, na CPI dos Bingos, respinguem sobre sua reeleição, “no formato de batom na cueca”. Lula teme que o relatório da comissão lhe provoque mais desgastes do que a repercussão política negativa da baderna, promovida ontem na Câmara dos Deputados, por 539 inocentes inúteis manobrados pelo Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST), liderados por um de seus “amigos de copo”, Bruno Maranhão, que é Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT.

A Procuradoria Geral da República e a CPI dos Bingos receberam um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério da Fazenda, que complica a vida do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. Do valor total movimentado pela empresa Red Star (Estrela Vermelha), R$ 27 mil foram identificados pelo COAF como depósitos efetuados pelo Partido dos Trabalhadores na conta corrente da pessoa jurídica da família Okamotto. Isto significa que a conta da empresa recebeu do PT valor quase semelhante ao que Okamotto pagou em dívidas para Lula (R$ 29 mil e 400 reais). Até agora, Okamotto não justificou como pagou o débito de Lula com o partido. E o Supremo Tribunal Federal não permite que seu sigilo bancário seja quebrado.

Além de saber, pelo COAF, que os R$ 645 mil movimentados na conta corrente da Red Star, no Bradesco, entre maio de 2002 e agosto de 2005, são “incompatíveis com o patrimônio” e com a “capacidade financeira presumida do cliente”, a CPI dos Bingos obteve ontem outra informação que compromete o passado de Paulo Okamotto e toca no calcanhar de Aquiles do PT: o caso Celso Daniel. Em depoimento fechado na comissão, Joacir das Neves, ex-segurança do Comendador Arcanjo, reconheceu uma foto de Okamotto como um dos interlocutores freqüentes de João Arcanjo de Oliveira, o poderoso chefão do crime organizado em Mato Grosso, que está preso.

Além de comprometer Okamotto, Joacir das Neves confirmou à CPI dos Bingos que a morte do prefeito Celso Daniel foi encomendada pelo grupo de pessoas que, durante a gestão do petista na Prefeitura de Santo André, extorquiam empresários para fazer caixa dois para o PT. O depoente comprometeu outro assessor direto do presidente Lula: seu chefe de gabinete Gilberto Carvalho. De acordo com Neves, o dinheiro desviado era entregue ao então ex-secretário de governo em Santo André, Gilberto Carvalho. Depois, a “verba” ia para o então presidente do PT, José Dirceu, que repassava os recursos a Arcanjo. O Comendador, por sua vez, “lavava” a grana da corrupção e devolvia ao PT.

Joacir das Neves garantiu à CPI que Daniel foi morto porque não concordou em desviar parte do dinheiro destinado ao partido para atender a interesses particulares do grupo que havia colocado em prática o esquema. O ex-segurança do “Comendador” revelou quem teria encomendado a execução de Daniel ao Comendador: o empresário Ronan Maria Pinto, o ex-segurança do prefeito, Sérgio Gomes da Silva (o Sombra) e o ex-secretário municipal de Serviços Públicos de Santo André, Klinger Luiz de Oliveira Souza. Na versão do ex-capanga de Arcanjo, o Comendador teria indicado José Jesus de Freitas, assassinado em outubro de 2002, para o seqüestro. Mas como Freitas não teria aceitado a tarefa, Sombra teria procurado pistoleiros da favela Pantanal, na divisa de Diadema com São Paulo.

Depois de ouvir a testemunha, o presidente da CPI, senador Efraim Moraes (PFL-PB), sentenciou: “Não há dúvida que foi um crime encomendado”. O senador se reúne hoje com os líderes partidários para discutir como será feita a votação do relatório. Efraim confirma para amanhã a sessão destinada à apresentação do relatório final da comissão. O relator da CPI, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), alegou falta de tempo para concluir o texto, que deve sugerir o indiciamento de Paulo Okamotto, José Dirceu e Gilberto Carvalho, comprometendo ainda mais o governo Lula. O relatório final será votado apenas no dia 20 deste mês, porque semana que vem tem Copa do Mundo. Os integrantes da CPI terão até o dia 14 para apresentar sugestões de mudança ao relator.

O presidente da CPI quer evitar a repetição do que ocorreu na votação do relatório final da CPI dos Correios, quando o deputado petista Jorge Bittar (PT-RJ) chegou a xingar o presidente da comissão, o senador Delcídio Amaral (PT-MS). Efraim e Garibaldi avisaram que não aceitarão promover alterações substanciais no texto para garantir a aprovação do mesmo. Garibaldi disse que prefere ver a CPI concluir seus trabalhos sem a aprovação do relatório final a ver a aprovação de um documento que não traduza as investigações feitas pela comissão.

Mera coincidência?

No mesmo dia em que o amigo do presidente Lula leva um petardo da CPI dos Bingos, um outro amigo do presidente, da cúpula do PT, lidera uma baderna radical na Câmara dos Deputados, usando um braço do MST.

Os dois acontecimentos simultâneos teriam sido mera coincidência?

Mas uma coisa é certa. Não há nada melhor que uma grande confusão para desviar a atenção da opinião pública sobre mais um escândalo...

Bomba para Okamotto

O documento do COAF mostra falhar na gestão da Red Star, empresa especializada na venda de canetas, bonés e estrelinhas do PT, da qual Paulo Okamotto foi sócio-gerente até junho de 2003 e depois transferiu as cotas para a mulher e a filha.

A Red Star movimentou R$ 645 mil em conta corrente no Bradesco entre maio de 2002 e agosto de 2005.

Nesse período, o COAF concluiu que o valor movimentado é “incompatível com o patrimônio” e com a “capacidade financeira presumida do cliente”.

Pagamentos sem finalidade especificada

O documento do COAF engloba o período em que Okamotto quitou em parcelas uma dívida de R$ 29 mil e 400 reais do presidente Lula, entre dezembro de 2003 e fevereiro de 2004.

O COAF concluiu que a movimentação não demonstra ser resultado de atividade ou negócios normais da empresa, “visto que utilizada para recebimento ou pagamento de quantias significativas sem indicação clara de finalidade”.

A informação deve custar ao amigão do presidente Lula uma recomendação de indiciamento.

Futrica da oposição?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou de “futrica política” a notícia-crime apresentada contra ele pela Ordem dos Advogados do Brasil à Procuradoria-Geral da República.

Não estou preocupado com futrica política”.

A declaração de Lula foi dada no encerramento da solenidade de inauguração das obras da ferrovia Transnordestina, em Missão Velha, no Ceará.

Fingindo que está calmo

Durante discurso, Lula ressaltou que sabe de suas responsabilidades como presidente e que o cargo não permite perder a paciência.

Quando a gente atinge 60 anos de idade, a gente não tem o direito de ficar nervoso. Quem está na Presidência não tem o direito, quem está na Presidência tem que engolir sapo, rã, cururu, calango, o que tiver que engolir, mas não pode perder as estribeiras”.

Lula se fez novamente de vítima - estratégia que tem dado certo perante o eleitor desinformado:

Eu sou atacado, mas conto até dez e pergunto por que estão me atacando”.

Mais bom-mocismo estratégico

Em seu discurso, com o governador tucano Lúcio Alcântara no palanque, o ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes saiu em defesa de Lula.

Ciro reclamou que a oposição não tem moral nem coerência para atacar Lula e que uma obra como aquela (a Transnordestina) não seria realizada num “modelo ideológico que dominou o Brasil nos últimos oito anos”.

Lula deu mais uma prova de bom-mocismo estratégico:

Eu quero pedir aos governadores que não dêem trégua ao governo, cobrem aos deputados, cobrem, porque a gente só sabe trabalhar se tiver alguém cobrando, se não tiver ninguém cobrando, a gente pensa que está tudo bem, está tudo maravilhoso. É preciso cobrar diuturnamente, porque somente assim a gente vai fazer as coisas que precisam ser feitas no nosso País”.

Bolsa Família neles!

Depois de fazer consultas jurídicas sobre a ampliação do Bolsa Família em ano eleitoral e de receber sinal verde dos técnicos do próprio governo para incluir famílias mesmo no período de campanha eleitoral, o Ministério do Desenvolvimento Social anunciou que governo vai mesmo adicionar 1 milhão e 900 mil novos beneficiários no programa neste ano.

A conclusão é de que o programa Bolsa Família, de caráter “continuado”, pode ser tocado sem ferir a lei eleitoral.

Com isso, o número de famílias atendidas deve pular de 9 milhões e 200 mil para 11 milhões e 100 mil.

Aprovação e voto...

O Ministério também apresentou pesquisa mostrando que o Bolsa Família é aprovado por beneficiários — em média, eles recebem R$ 65 ao mês.

Na região Norte, a aprovação é de 93,5%; no Centro-Oeste, de 91,2%; no Nordeste, de 88,2%; no Sul, de 84,6%; e no Sudeste, de 83,6%.

Foram ouvidos 3 mil chefes de família em março, inscritos no programa há pelo menos um ano.

Conclusão: onde o povo tem fome de informação, ficando analfabeto político, o crime organizado que toma conta da política e promove a ruptura das instituições dos três poderes da República faz a festa e reina absoluto...

Ação contra a corrupção

Depois de 13 anos organizando em todo o Brasil a campanha do Natal sem Fome, criada por Herbert de Souza, o Betinho, a Ação da Cidadania anunciou ontem no Rio que, a partir deste ano, recolherá brinquedos para crianças e não mais alimentos para distribuição às famílias que se encontram abaixo da linha da miséria.

“A campanha começou para denunciar a falta de políticas públicas eficientes de combate à fome. Hoje, a situação mudou e temos vários programas de transferência de renda que garantem alimentos o ano inteiro. A questão agora é lutar para que esses benefícios cheguem às mãos de quem tem direito. Estamos iniciando um trabalho contra a corrupção”.

É o que destaca o coordenador da Ação, Maurício Andrade citando dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e do IBGE.

Os números mostram que o total de benefícios pagos, um total de 18 milhões, supera o número de famílias abaixo da linha de miséria, de 11 milhões e 200 mil, o que apontaria desvios de verbas dos programas públicos.

Um projeto-piloto de fiscalização da distribuição de benefícios de programas públicos da Ação já funciona em Nova Iguaçu (RJ) e deverá ser estendido a todo o País.

Desmentindo Palocci

O ex-ministro da Fazenda de Lula, que agora se esconde preparando sua campanha para deputado federal, teve mais um dissabor ontem na Polícia.

Em depoimento ao delegado seccional Benedito Antônio Valencise, o tucano Nicanor Lopes, vereador de Ribeirão Preto (SP), garantiu que, ao contrário do que afirmou Antonio Palocci, não é verdade que o valor dos contratos de lixo fechados pela prefeitura da cidade na gestão do petista tenha crescimento em razão de ações trabalhistas. O delegado detonou Palocci:

O vereador provou, com documentos, que não é verdade o que o ex-ministro falou em seu interrogatório, de que o preço da varrição de rua teve um aumento exagerado devido às ações trabalhistas em decorrência do fim do programa Cidade Limpa”.

O delegado lembrou que, embora seja verdade que, com a extinção do programa, ações trabalhistas tenham sido movidas contra a prefeitura, os valores dos contratos superam muito o das indenizações, não justificando o aumento de 100% no valor pago pela varrição”.

Governo do Crime Politicamente Organizado

O Brasil teve mais uma prova ontem de que está sendo governado pelo crime politicamente organizado.

Só um analfabeto político ou um deficiente de visão sociológica conseguem negar que as instituições sofreram rupturas, nos três Poderes da República, e precisam ser restabelecidas.

No Brasil, nunca tivemos e deixamos de ter, a cada dia que passa, “Democracia”, que é a segurança plena do Direito exercida e respeitada pelo cidadão.

Criminosos em ação

O crime organizado repetiu o "treinamento" que organizou, semanas atrás, com a guerrilha urbana promovida por marginais politicamente orientados em São Paulo.

A organização politicamente criminosa parou uma metrópole pelo medo e pelo terrorismo, com a ajuda logística comprovada e treinamento dado por terroristas profissionais da Europa, Leste Europeu e das Farc colombianas, segundo os serviços de inteligência das Forças Armadas).

A invasão da Câmara dos Deputados, pela massa ignorante manobrada por radicalóides pretensamente “revolucionários” (na verdade, meros criminosos), apenas foi mais uma demonstração do plano que vem sendo montado, no Brasil e nos demais países da América Latina, para a tomada de poder pelos ideólogos de uma questionável ditadura do proletariado.

Por trás dos atos de violência, corrupção e desrespeito total a qualquer lei, estão políticos que vendem a imagem de idealismo, mas que são inteiramente identificados com as práticas do chamado “quarto elemento”.

Eles promovem ideologias estranhas à democracia se juntam para constituir o governo do crime politicamente organizado.

No Brasil já se formou uma união, para fins delituosos, do poder legalmente constituído com os delinqüentes oficiais, para romper e corromper as instituições nacionais.

Ou os segmentos esclarecidos da sociedade dão um basta, urgente, nesse processo, ou o Brasil vai ser refém de uma guerra civil, pretensamente “revolucionária”, em que os bandidos levam a melhor, porque nada tem a perder, só a ganhar, como já estão ganhando, atualmente.

Outra prova do Crime

O tal "Movimento de Libertação dos Trabalhadores Sem Terra", que comunga de ideologia maoísta (do líder revolucionário chinês Mão Tse Tung), invadiu o Congresso Nacional sob o falso pretexto de exigir a liberação de recursos para reforma agrária.

Na verdade, contrariando o que destacaram seus “líderes”, os 539 invasores (497 adultos e 42 menores de 18 anos) promoveram mais um treinamento de guerrilha urbana para mostrar o poder de fogo daqueles que afirmam ter “ideais revolucionários”.

Os radicais não invadiram o Palácio do Planalto porque lá trabalha um dos seus principais aliados.

O líder do MLST, Bruno Maranhão, Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT, é um dos conhecidos “amigos de copo” do presidente Lula.

MLST na cabeça

Recordar é preciso, antes que o presidente Lula venha afirmar que nunca sabe de nada.

No dia 9 de julho de 2004, o presidente Lula recebeu os membros do "Movimento de Libertação dos Trabalhadores Sem Terra (MLST)", no Palácio do Planalto.

O Presidente Lula não só usou o boné do MLST, como também agitou a bandeira que lhe foi entregue pelos radicalóides.

Um dos líderes do MLST, Hélio Freitas, declarou, na época:

"A estratégia do governo Lula para desenvolver o campo e a nossa são a mesma".

Intimidade com Lula

O pernambucano Bruno Maranhão, que liderou a invasão e depredação da Câmara dos Deputados, é filiado ao PT do seu estado e milita na CUT.

O deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO) lembrou ontem que o líder dos baderneiros é freqüentador de almoços e jantares com o presidente Lula.

Bruno Maranhão integra a coordenação da campanha de reeleição do presidente Lula.

Tirando o PT da reta?

Embora membro do Diretório Nacional do PT, Bruno Maranhão negou que a ação de ontem fosse patrocinada pelo partido:

Essa ação não é do PT. Eu sou do PT, mas essa ação é do MLST”.

Maranhão foi ao Congresso, acompanhado do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), para entregar carta de reivindicações o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), pedindo que fosse acelerada a reforma agrária no País.

PT tira o seu da reta

Em seu site, o PT divulgou uma nota que critica a ação violenta dos sem-terra. Leia a integra da nota, que é assinada pela Executiva Nacional:

"O Partido dos Trabalhadores expressa seu profundo repúdio aos atos de violência ocorridos no dia de hoje, na Câmara dos Deputados. O PT se solidariza com o Poder Legislativo e com o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo".

"O líder do partido na Câmara dos Deputados, Henrique Fontana, em pronunciamento, expressou o sentimento geral do PT diante deste lamentável episódio".

Retrato dos “revolucionários”

Idosos, mulheres, crianças, famílias inteiras formavam o grupo do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) que ontem realizou o protesto violento na Câmara.

Eles não estiveram na linha de frente no confronto com a Polícia Legislativa, mas a grande maioria participou da invasão que transformou os corredores e salões da Casa em um campo de batalha.

Ao fim do conflito, ficou a sensação de que o quebra-quebra poderia ter terminado em tragédia para tanta gente inocente e para outros nem tão inocentes assim.

Família que protesta unida

Em meio aos manifestantes, detidos no gramado em frente ao Congresso, a família do agricultor Divinotônio de Freitas, de 31 anos, que veio de Itaberaí (GO), chamava a atenção dos policiais militares.

Ele segurava no colo o filho Douglas, de apenas quatro meses, ao lado de sua mulher, Divina Sebastiana, de 27, que dava as mãos às pequenas Ana Carolina, de 6 anos, e Vitória, de 4.

Perguntado se aceitava ser fotografado, Divinotônio aceitou de pronto e pôs nas mãos dos filhos uma bandeira do movimento:

A família aqui protesta unida”.

Outro manifestante, o agricultor Francisco Lima, que planta milho, feijão e mandioca em João Câmara, a 75 quilômetros de Natal (RN), deixou clara sua motivação:

Todos aqui são trabalhadores, não é coisa de bêbado, não. Queremos nossas terras e condições para trabalhar”.

Todos foram massa de manobra violenta das lideranças do MLST, que sabem, direitinho, o que pretendem, politicamente.

Todos serão autuados

Os 539 integrantes do Movimento pela Libertação dos Sem Terra (497 adultos) passaram a noite detidos no ginásio de esportes Nilson Nelson, na capital federal.

Já os 42 menores de 18 anos dormiram na Delegacia de Proteção à Criança.

Agora de manhã, todos serão autuados, inclusive os menores, por dano a bem público, formação de quadrilha e, no caso dos maiores, corrupção de menores.

Seis integrantes do MLST, presos como líderes, serão encaminhados ao presídio da Papuda, também em Brasília.

Culpa de Lula

O senador Cristovam Buarque (DF), pré-candidato do PDT à Presidência da República, considerou equivocada a invasão dos sem-terra à Câmara dos Deputados, mas disse que ela só aconteceu porque o presidente Lula está incentivando rebeliões ao não cumprir os compromissos de campanha assumidos em 2002.

Por isso, segundo o ex-petista Cristovam, a revolta dos manifestantes foi endereçada ao alvo errado.

É o Executivo, e não o Legislativo, de acordo com ele, a origem do descontentamento dos movimentos sociais.

Mea Culpa institucional

Mas o senador avaliou que a impunidade reinante no Congresso pode motivar protestos como o de ontem, por parte daqueles que não têm compromisso com a democracia no País e estariam conspirando contra ela.

Nós também fazemos parte dessa conspiração quando não cassamos deputados comprovadamente envolvidos em atos ilícitos. Se o Congresso se mostrasse limpo, puro, a opinião pública se manifestaria contra os baderneiros”.

Erro de endereço

A senadora Heloísa Helena (AL), pré-candidata do PSOL à Presidência, concordou com o colega Cristovam Buarque (PDT-DF) que os invasores da Câmara erraram de endereço ao dirigir ao Legislativo a sua revolta pelo atraso na reforma agrária.

A senadora lembrou que quem contingencia os recursos destinados à distribuição de terra e assistência às famílias assentadas é o Executivo.

Heloísa Helena também afirmou que a desmoralização do Congresso contribui para despertar a revolta dos movimentos sociais.

De qualquer forma, na sua avaliação, a ação promovida pelo MLST deve ser repudiada por toda a sociedade.

Heloísa Helena classificou o quebra-quebra não de protesto, mas de “farsa radicalóide”.

O apelo de ACM aos militares

Depois da invasão da Câmara dos Deputados, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) pediu uma reação dos militares.

Durante discurso na tribuna do Senado, ACM tentou associar o Movimento de Libertação dos Sem Terra — responsável pela invasão da Câmara — ao presidente Lula.

Lembrando do movimento militar de 1964, o senador afirmou:

Eu pergunto: as Forças Armadas do Brasil, onde é que estão agora? Foi uma circular do presidente Castelo Branco, em março de 64, mostrando que o presidente da República não poderia dominar o povo sem respeitar a Constituição, que deu margem ao movimento de 64. As Forças Armadas não podem ficar caladas. Esses comandantes estão aí a obedecer a quem? A um subversivo? Quero dizer, neste instante, aos comandantes militares, não ao ministro da Defesa porque ele não defende coisa nenhuma. Reajam comandantes militares, reajam enquanto é tempo, antes que o País caia na desgraça de uma ditadura sindical presidida pelo homem mais corrupto que já chegou à Presidência da República”.

Mais bondade verbal...

ACM também criticou os presidentes da Câmara e do Senado por não terem reagido para impedir a invasão.

ACM chamou o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) de covarde.

O senador também não poupou o ministro da Defesa, o baiano Waldir Pires.

Para ACM, o ministro “não defende coisa nenhuma” e os militares estão “obedecendo a um subversivo”.

Rainha alega qne não acompanhou nada...

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), José Rainha Júnior, também repudiou os atos de violência contra pessoas, “sejam quem for”.

Rainha frisou que não acompanhou os acontecimentos em Brasília.

O coordenador nacional do Movimento dos Agricultores Sem Terra (MAST), Lino de Macedo, também repudiou o quebra-quebra promovido pelo MLST.

Para ele, destruir o patrimônio público não ajuda a luta dos sem terra.

"O prejuízo é do povo e do próprio sem terra. Apóio a luta e a manifestação pela distribuição da terra, mas é preciso evitar a violência, que não ajuda em nada”.

Reação do mundo jurídico

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) comparou a atitude de ontem a atos de vandalismo típicos de uma anarquia generalizada. Segundo o presidente da OAB, Roberto Busato, a violência dos sem-terra sinaliza a falta de confiabilidade do povo em mudanças sociais e no governo.

Não podemos mais conviver com esse estado de coisas. É necessário que todos tenham uma postura de responsabilidade, uma postura de ordem e de cumprimento à lei. Não é com anarquia que vamos conseguir modificar esse estado de coisas”.

A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) também repudiou o ocorrido e classificou as cenas vistas no Congresso como “um ato de violência que transcende qualquer direito e desqualifica qualquer motivação, ainda que justa”.

Oposição quer punição

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), cobra uma punição ao secretário nacional de Movimentos Populares da Executiva Nacional do PT, Bruno Maranhão, um dos líderes da invasão da Câmara dos Deputados.

Não dá para se tratar essa ação como uma travessura do seu Maranhão, mas sim como um gesto de bandido, que afrontou o Palácio do Congresso Nacional”.

O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), também atacou o dirigente petista e questionou se o PT vai expulsar Maranhão.

O que vai acontecer diante dos fatos? Será expulso o senhor Bruno Maranhão? Uma ova!”.

Desafio para Lula

O fato de o presidente Lula ter usado o boné do movimento, em 2004, também foi mencionado pelos senadores durante seus discursos na tribuna da Casa. Agripino Maia detonou:

O presidente Lula vai esperar o assunto esfriar porque o boné do movimento rende votos. Se ele quiser mostrar que estou errado, Lula deve chamar o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e exigir a expulsão do senhor Maranhão”.

Na defesa de Lula, o senador Flávio Arns (PT-PR) disse não aceitar nenhuma insinuação de que a invasão promovida pelo Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST) tenha sido incentivada pelo governo e pelo PT.

Primeiramente, é preciso dizer que nós repudiamos por completo o que aconteceu na Câmara dos Deputados. Mas não se pode generalizar o que alguns fizeram como se fosse obra do PT”.

Protesto dos fazendeiros

A participação dos fazendeiros na sessão de ontem da Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul terminou em confusão.

Os deputados foram chamados de vagabundos pelos ruralistas.

Objetos como jornais e faixas foram atirados nos parlamentares e a segurança foi acionada para assegurar a ordem.

Punição para o MST

A polícia gaúcha indiciou ontem 495 sem-terra pela invasão de uma fazenda Coqueiros, na cidade de Coqueiros do Sul.

Durante o período que permaneceu na propriedade, o grupo cometeu pelo menos 34 crimes, de acordo com o inquérito aberto para investigar o caso, concluído em 25 meses.

Entre os indiciados, 4 são líderes do MST.

O Marcola de Lula?

O Imperador do Rio, Avae Ceasar Maia, resolveu apertar o botão do PT em sua newsletter diária na Internet. Seu alvo foi Bruno Maranhão, que ele apelida, agora, de Marcola do Lula, numa referência ao marginal que comanda o PCC:

“No auge do desgaste da Câmara de Deputados - com o caso sanguessugas, o Marcola do Lula imaginou que estava na hora de agir. Na sua cabeça de agitador contumaz, tinha a certeza que sairia de lá sob ovação. Levou para dentro pelo menos cem profissionais, que a polÍcia pode identificar a noite revendo em vídeo, pela forma que agiram e seu próprio preparo físico. Receberam preparo para a guerrilha - o que a polícia federal e o exército tem conhecimento. Desconectaram-se aparentemente do MST colocando um L no meio, de forma a poderem radicalizar ao máximo sem responsabilizar a matriz”. Segundo Cesar Maia, essa é a realidade que a polícia federal conhece de fio a pavio e que - pelo menos três - deputados do próprio PT comentavam a noite numa mesa brasiliana regada a vinho.

Para o Imperador do Rio, o círculo dos comensais de Lula vai sendo conhecido: Delúbio Soares, Paulo Okamotto, Bruno Maranhão...

Polêmica da Juíza com o crime organizado

Adversários da deputada Denise Frossard, pré-candidata ao governo do estado pela aliança PPS-PFL-PV, criticaram sua afirmação de que não vai entrar em favelas durante a campanha eleitoral no estado.

Ontem ela reafirmou, em discurso na Câmara, que não se sente segura para visitar as comunidades e acusou os políticos do estado de fazerem pacto com o crime para entrar nas favelas dominadas pelo tráfico de drogas.

Não é segredo para a população que muitos políticos em campanha, na cidade do Rio, se dobram ao crime quando tentam visitar as comunidades onde as gangues estão presentes. Eu reafirmo que não há segurança para a população e muito menos para quem tente avançar no território onde o crime está presente

Sem citar o nome do senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), também pré-candidato ao governo, a deputada insinuou que ele é um dos que poderá visitar as favelas porque tem o apoio do governo do estado.

Reação do adversário

O senador Sérgio Cabral advertiu que a deputada precisa pensar antes de expressar suas opiniões.

O candidato do PMDB acha que Denise Frossard trata a favela como gueto porque tem preconceito.

O senador alegou que sempre visitou favelas, mas nunca fez pacto com marginais.

Mudanças eleitorais

Por seis votos a um, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que as coligações federais terão de ser inteiramente repetidas nos Estados, mudando o padrão das eleições de 2002, embora naquela época também valesse o princípio da verticalização.

Segundo a interpretação de então, não era permitido fazer nos Estados coligações que contrariassem as do plano federal, mas os partidos não eram obrigados a repeti-las.

Agora, elas têm de ser um espelho da União para a disputa federal.

Dilema do PMDB

Até a decisão, o PMDB poderia, por exemplo, não ter candidato próprio na disputa federal.

Isso lhe permitiria o apoio branco a Lula, ficando livre para se coligar nos Estados com quem quisesse, ora com o PT, ora com o PSDB, a depender da conveniência.

Agora terá de escolher o que vai fazer: juntar-se ao Planalto, ou prejudicar suas articulações regionais.

Confusão geral

A decisão do TSE deverá engessar ainda mais as alianças nas eleições deste ano e complicar os planos dos partidos, principalmente o PMDB, que pretendem não lançar candidato a presidente para ficar livres na disputa estadual.

O TSE concluiu que os partidos que se aliarem na disputa presidencial terão de repetir essa aliança nas eleições nos Estados ou concorrer sozinhos aos governos estaduais.

O partido que não tiver candidato a presidente só poderá se associar, nos Estados e municípios, com outro que também não tenha candidato ao Palácio do Planalto.

Manobras políticas forçadas

Essa interpretação deverá forçar partidos como o PMDB a aderirem a coligações federais para não ficarem sozinhos nas disputas estaduais.

Com isso PDT não poderá lançar candidato. O PMDB só poderá coligar com quem não tem candidato a presidente.

PPS e PV teriam que apoiar Alckmin para se coligarem no Rio com PFL.

E o PFL não pode se coligar com PMDB em Pernambuco, nem o PSDB com PP em Goiás.

Coligação do Reino de Deus

O acordão entre Lula e a Igreja Universal do Reino de Deus não vai ser fácil para o PT fluminense.

Se Lula (PT) e José Alencar (PRB) forem candidatos a presidente e a vice-presidente, repetindo a chapa de 2002, o PT i gritar.

No Rio de Janeiro, não será mais possível que esses dois partidos lancem candidatos separados ao governo fluminense, como estavam planejando – Vladimir Palmeira (PT) e Marcelo Crivela (PRB), que vem melhor nas pesquisas que o petista.

Também não será possível, nesse exemplo, que apenas o PT lance Vladimir Plameira ao governo do Rio em coligação com alguma outra agremiação que não esteja na aliança federal entre Lula e Zé Alencar.

Por que Lula “lidera”?

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que o presidente Lula continua liderando as pesquisas de intenção de voto por causa de sua campanha ininterrupta.

O candidato Lula só faz campanha, está 24 horas por dia em exposição, mas não me assusta. Hoje existe um monólogo. Quando a campanha começar, teremos um debate”.

O tucano não gostou que o Ibope divulgou ontem uma nova pesquisa, encomendada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Regiões (Setecesp), mostrando que Lula passou a liderar as intenções de voto no Estado, onde Alckmin mantinha a ponta.

Explicação de Genro

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, avalia que os ataques feitos pelo candidato tucano, Geraldo Alckmin, contra o presidente Lula beneficiaram o petista.

A afirmação foi feita por Genro ao comentar o resultado da pesquisa Ibope:

Em relação aos duros ataques que vêm do candidato Alckmin, para nós não são surpresa, pois duros ataques já estão sendo feitos e os resultados não estão sendo positivos para a sua pré-candidatura”.

Perguntado sobre os ataques de Lula a Alckmin, o ministro respondeu que o direito de resposta é universal.

O presidente entende que não deve entrar no bate-boca que possa parecer um debate eleitoral. Ele vai deixar esse processo para o momento oportuno, quando sua candidatura for apresentada”.

Greve de fome caríssima

A greve de fome do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho vai custar ao PMDB R$ 238 mil.

Esse é o valor da multa estabelecida pelo condomínio do Edifício Piauí, no centro do Rio, onde fica a sede regional do partido.

Foi no diretório que Garotinho permaneceu em jejum por dez dias, alegando perseguição política.

Proprietários e inquilinos do edifício afirmaram que o protesto, que atraiu centenas de correligionários diariamente, causou tumultos e prejuízos, como um incêndio na casa de máquinas provocado pela sobrecarga nos elevadores.

Gol de Janene?

Embora a sessão do Conselho de Ética tenha sido interrompida em razão da invasão da Câmara, o relator do processo de cassação do deputado José Janene (PP-PR) conseguiu concluir a leitura do seu parecer e recomendar a cassação do mandato do parlamentar.

No texto, Jairo Carneiro (PFL-BA) concluiu que Janene participou do mensalão e acusou o deputado de vários crimes, entre eles formação de quadrilha para receber vantagem indevida e ocultação de bens.

Essas ilicitudes provocam um impacto de extraordinária repercussão, culminando irreversivelmente em afronta e violação imperdoável ao decoro parlamentar

A votação do documento, no entanto, foi adiada para terça-feira da semana que vem, dia da estréia do Brasil na Copa do Mundo.

O Janene vai ganhar mais uns dias como deputado...

CPI ou não?

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou para hoje uma reunião com os líderes partidários da Câmara e do Senado para debater qual será o encaminhamento a ser dado ao requerimento que solicita a instalação da CPI das Sanguessugas.

Ontem, Renan admitiu que a comissão poderá ser criada, caso os líderes apóiem a proposta.

Se eles entenderem que é o caso de investigar, vamos instalar a comissão”.

Renan não quer levar a fama de “engavetador de CPIs” que lhe é atribuída pelo senador ACM...

Bispo solto

A Justiça determinou ontem a libertação de sete dos quase 50 envolvidos no esquema de desvio de recursos do Orçamento da União, presos durante a Operação Sanguessuga da Polícia Federal.

Entre eles está o ex-deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro Bispo Rodrigues.

A decisão foi tomada pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, com sede em Brasília.

Investigação continua

Apesar de ganharem o direto à liberdade, todos continuarão sendo investigados.

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, atendeu ao pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e abriu 15 inquéritos para apurar o suposto envolvimento de parlamentares no esquema das compras superfaturadas de ambulâncias com recursos do Orçamento Federal.

Mendes já determinou a remessa dos inquéritos para a Polícia Federal e a tomada de depoimentos de todos os parlamentares suspeitos de participação nas irregularidades.

Ele quer, também, a identificação dos assessores de parlamentares suspeitos de envolvimento nas fraudes.

Bispo Macedo não gostou...

O jornalista Boris Casoy teve uma grande vitória, preliminar, na ação trabalhista que move para receber a multa pela rescisão de seu contrato com a TV Record.

O Tribunal de Justiça de São Paulo, além de confirmar liminar para pagamento imediato dos meses restantes do contrato, julgou a emissora litigante de má fé.

A tevê ainda foi condenada a pagar mais R$ 540 mil, a título de penalidade.

A TV Record, que pertence ao Bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, sucumbiu à pressão política e financeira (retirada de publicidade) do governo Lula e entregou a cabeça de Casoy, conforme lhe era pedido.

Agora, faz um acordo eleitoral com Lula, que se comprometeu a apoiar o senador Marcelo Crivella ao governo do Estado do Rio.

Deixa preso

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou mais um pedido de habeas corpus da defesa do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira para deixar a cadeia.

O ministro Paulo Gallotti rejeitou a liminar solicitada pelos advogados de Edemar, determinando que ele continue preso no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, para onde foi levado no fim de maio.

Na semana passada, a defesa já havia alegado que não existem razões para sua detenção, uma vez que ele teria comparecido a todos os atos para os quais foi convocado desde a abertura da inquérito que apura gestão fraudulenta do Banco Santos.

Olho nos doleiros

Em São Paulo, a Polícia Federal deteve um sobrinho de Edemar que era diretor-executivo do banco, Ricardo Ferreira de Souza e Silva.

Ele foi detido pela Operação Violeta, que desbaratou uma rede de doleiros em ação na Região Metropolitana e no interior do Estado.

Silva estaria ligado a doleiros que remetiam dinheiro ilegalmente para fora do Brasil.

Investidores estrangeiros preocupados

O governo federal começa a temer que a Medida Provisória 281, que isenta de Imposto de Renda os estrangeiros que compram títulos públicos ou ações no país, não seja aprovada pelo Senado Federal até a próxima semana, quando ela deixa de vigorar.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, admitiu o governo “trabalha com todas as possibilidades”, inclusive a de que a MP caduque, sem ser votada.

No entanto, ele não quis detalhar qual seria a alternativa a essa MP.

Lobby da grana Digital

A Coalizão DVB, responsável pelo padrão europeu de TV digital, lançou ontem o Sistema Euro-Latino-Americano e Caribenho de TV Digital (DVB-LAC).

O diretor da Philips, Walter Duran, adverte que o fórum não está condicionado à escolha do padrão de TV digital que será implantado no Brasil.

O executivo afirmou que as empresas têm interesse em participar do sistema internacional de TV digital. Elas estão dispostas a investir R$ 100 milhões ao ano em pesquisa e desenvolvimento na área de TV digital no país, caso seja adotado o padrão europeu.

Segundo Duran, Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai já sinalizaram fortemente que não vão adotar o padrão japonês, como vem acenando o governo brasileiro.

Loucura da Suzane?

O advogado Pedro José Sperandio Galhardo apresentou ontem um habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo para que Suzane von Richthofen passe por exames que identifiquem se ela tem um distúrbio chamado “oligofrenonia”, que deixa o paciente sugestionável a cometer um crime, por exemplo.

Galhardo, que não é advogado constituído por Suzane ou pela família dela, justificou a iniciativa, porque já teve dois clientes portadores do distúrbio e esperava essa ação pelos defensores de Suzane:

"Eu até peço desculpas aos advogados da Suzane, esperei até o último minuto para tomar essa iniciativa, pois achei que os advogados dela fossem fazer um pedido semelhante. Qualquer um pode impetrar um habeas corpus em favor de alguém, e eu decidi fazer isso”.

O advogado Mário Sérgio de Oliveira, um dos defensores de Suzane, também disse não conhecer o autor da petição.

Tradução: Muita gente ainda vai usar o caso Suzane para aparecer na mídia...

Piadinha institucional

Anedota de péssimo gosto que circula pela Internet, mas que retrata bem o clima de ruptura das instituições no Brasil e a bronca dos cidadãos com a classe política:

A lourinha Suzane von Richtofen perguntou a seus advogados:

- Tenho chance de ser ABSOLVIDA?

Resposta imediata do suposto defensor:

- Só se o JULGAMENTO for no CONGRESSO NACIONAL!

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

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Fiquem com Deus!

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4 comentários:

Anônimo disse...

Sr. Serrão, sou sabedor das maracutaias existentes em nossa política, mas porque a Globo televisão e jornal e principalmente os jornais paulistas e nosso Governo Federal batem e querem a qquer custo a falência da Varig?

Anônimo disse...

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Keep up the good work »

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