sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Especialista adverte que Vale do Rio Doce pode ser abduzida por bancos estrangeiros, se falhar na compra de empresa canadense

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Daqui a dois anos, a Companhia Vale do Rio Doce corre o risco de ser absorvida por quatro bancos estrangeiros – ou ser vendida a outras transnacional -, caso não consiga honrar o pagamento de um empréstimo de US$ 4 bilhões e 500 milhões de dólares que a empresa está contraindo para adquirir o controle da Canadá Inco Ltd. A Vale ofereceu US$ 17 bilhões à vista para comprar a empresa líder no mercado mundial de níquel.

A advertência sobre o risco de um mau negócio para a Vale e seus principais acionistas – como a Previ e outros fundos de pensão – é de Léo de Almeida Neves, ex-deputado federal e ex-diretor do Banco do Brasil, autor dos livros “Destino do Brasil: Potência Mundial” e “Vivência de Fatos Históricos”. Almeida Neves cita especialistas para recordar que, em 2002, a Vale poderia ter comprado a canadense ‘Inco’ por 1/4 da oferta atual e, um ano atrás, poderia tê-la adquirido pela metade do preço.

Na polêmica operação, a CVRD vai usar o crédito dado pelos bancos ABN Amro, UBS, CreditSuisse e Santander. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Demian Fiocca, afirmou, com absoluta sem-cerimônia e desfaçatez, que “vê com bons olhos” conceder refinanciamento, se após os dois anos a Vale não puder pagar os bancos. Antes de fazer tal negócio, a Vale deveria acelerar, no Brasil, os seus projetos em andamento de exploração de níquel nas jazidas Vermelho, Onça, Puma, São João do Piauí e Água Branca, investindo mais e antecipando a extração do minério.

Léo de Almeida Neves chama a atenção para um fato objetivo de que a Vale é muito mais lucrativa do que a Inco. Em 2005, a Vale teve o fantástico lucro de US$ 4 bilhões e 800 milhões, com receita total de US$ 13 bilhões e 400 milhões. A Inco lucrou apenas US$ 836 milhões, com uma receita de US$ 4 bilhões e 518 milhões. Outro problema: atualmente, o endividamento da Vale é de US$ 5 bilhões e 900 milhões, mas subirá para US$ 25 bilhões e 600 milhões.

As agências de risco Moody’s e Fitch, com o anúncio dessa aquisição, revisaram negativamente os ‘ratings’ da companhia. Com a oferta de US$ 17 bilhões válida por 45 dias, a cotação das ações da Vale caiu na Bolsa de Valores de São Paulo, enquanto em Toronto/Canadá as ações da Inco fecharam em alta. Leo de Almeida Neves defende que esse negócio com a Inco precisa ser sustado, pois, além de tudo, aplicar US$ 17 bilhões no Canadá é uma afronta ao Brasil, cujo PIB cresceu 2,5% em 2005, superando apenas o Haiti.

Almeida Neves considera frágil argumento de que a Vale precisa internacionalizar-se e diversificar atividades. Ela é a maior produtora mundial de minério de ferro e juntamente com a Austrália e África do Sul detém praticamente o oligopólio dessa matéria-prima, exportada em volume ascendente para a China, União Européia e outros mercados. Ressalte-se que as reservas brasileiras já medidas são suficientes para quatrocentos anos de exploração.

Segundo Almeida Neves, a atitude lógica da Vale seria concretizar o mais rápido possível uma associação, ainda que minoritária, com multinacionais chinesas, alemãs, japonesas, coreanas, norte-americanas ou canadenses, a fim de implantar no Brasil usinas siderúrgicas para que o País, ao invés de exportar bem primário, faça-o com produto industrializado de valor agregado.

Depende dos norte-americanos

A Vale do Rio Doce poderá saber na próxima terça-feira se vai ganhar a disputa pela mineradora canadense Inco.

Nesse dia vence o acordo amigável da Phelps Dodge com a direção da Inco, que recomenda aos acionistas a adesão à proposta de compra feita pela empresa americana.

Segundo analistas, poderá haver um rompimento do acordo em favor da Vale, que se mantém confiante em que levará a empresa - caso nenhum grande competidor faça uma nova proposta.

A grande privataria

A Vale tem dívida para sempre com o povo brasileiro, que durante 55 anos (fundada por Getúlio Vargas em 1942 e privatizada em 1997) arcou com muito sacrifício os investimentos de sua expansão e a transformou na principal mineradora de ferro do mundo, com a produção da Serra de Carajás em destaque, e criou complexo ferroviário e portuário de notável eficiência, tornando a estatal lucrativa e principal geradora de divisas do País.

A Vale foi privatizada em 6 de maio de 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso, por míseros R$ 3 bilhões e 300 milhões.

Almeida Neves critica a equipe de FHC por não ter tomado o cuidado de reservar ao governo uma Ação Gold Share, que daria ao poder público o direito de veto a negócios escabrosos e perniciosos ao interesse nacional.

Na Embraer a União possui essa Ação Gold Share.

Plebiscito sobre reestatização

Caso fosse eleita Presidenta da República, a candidata Heloísa Helena, promoveria um plebiscito sobre a eventual reestatização de empresas federais privatizadas.

"Caberá ao povo brasileiro fazer a melhor decisão possível, fazer através de um processo de consulta, como é o plebiscito, regulamentado pela legislação em vigor".

Helô evitou se comprometer explicitamente com a idéia de reestatizar as companhias vendidas à iniciativa privada.

Mas a candidata da Frente de Esquerda (PSOL-PSTU-PCB) gostaria de abrir uma ampla investigação sobre os processos de privatização marcados por crimes contra a administração pública.

A polêmica proposta da Helô foi lançada na porta da Usina Presidente Vargas da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, no sul fluminense.

Considerando-se reeleito

No mais importante pronunciamento de sua campanha pela reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem união nacional em seu eventual segundo mandato.

Lula falou como quem se julga virtualmente reeleito, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

O presidente-candidato fez promessas de redução de juros, de impostos e do déficit previdenciário.

Também prometeu melhoria nos gastos em infra-estrutura e educação.

Historinha eleitoral

O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, classificou de “estorinha eleitoral” a proposta de um "grande entendimento nacional" para depois das eleições feita pelo presidente Lula da Silva.

Alckmin advertiu que fará um pacto apenas com o povo, enquanto o presidente fez um pacto com os "mensaleiros".

O tucano lembrou que o presidente teve quatro anos para fazer este pacto, mas o sugeriu apenas agora, por causa da eleição.

Sobre a campanha, o ex-governador de São Paulo afirmou que não pretende fazer grandes alterações.

Truque do computador

A coligação A Força do Povo (PT-PRB-PCdoB) acusa a coligação Por um Brasil Decente (PSDB-PFL), do candidato à Presidência Geraldo Alckmin, de utilizar computação gráfica em quatro inserções veiculadas entre os dias 15 e 23 deste mês.

A coligação ajuizou Representação, com pedido de liminar, no Tribunal Superior Eleitoral. Pediu a retirada das inserções impugnadas.

Lula foi condenado esta semana pelo mesmo motivo.

A volta delle?

O ex-presidente Fernando Collor de Mello deve confirmar sua candidatura ao Senado, por Alagoas, pelo PRTB.

O presidente do partido no estado, Eraldo Firmino, desistiu de participar da disputa e abriu caminho para Collor.

A expectativa no estado é de que até segunda-feira o ex-presidente formalize sua intenção de ser senador.

Barrados no baile eleitoral

Aproximadamente 200 candidaturas foram vetadas pelo Tribunal Regional do Rio de Janeiro (TRE-RJ), segundo estimativa do presidente da corte, Roberto Wider.

No Rio, a quantidade de candidaturas anuladas é de mais de 8% do total (cerca de 2.400).
Em São Paulo, 425 registros foram impugnados.

De acordo com o TRE-SP, o total de impugnações representa 14,31% das 2.970 inscrições apresentadas.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais negou 122 registros de candidatura para as eleições de 2006.

A maior causa das impugnações foi a falta de documentação exigida - certidões de antecedentes criminais, quitação de multas eleitorais e falta de prestação campanhas de eleições anteriores.

Todos os candidatos com registros impugnados, no Rio e em São Paulo, poderão recorrer ao TSE, em Brasília.

A Águia bebeu?

O site do Bureau de Assuntos Consulares do Departamento de Estado dos Estados Unidos dá uma mancada de desinformação.

Desde maio, o informativo norte-americano aponta o Rio de janeiro como alvo dos ataques de uma facção criminosa PCC.

Na realidade, os ataques ocorreram em São Paulo.

A organização do PCC

O Gabinete de Gestão Integrada (GGI), principal órgão do Sistema Único de Segurança Pública, formado semana passada para combater o crime organizado após as ondas de violência que atingiram o Estado, recebeu ontem a prova objetiva da organização criminosa do PCC.

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, entregou a autoridades federais e estaduais uma lista com 412 contas bancárias, 980 números telefônicos e 110 nomes ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

Os dados foram entregues para dois órgãos do Ministério da Justiça, Conselho de Controle de Atividades Financeiros (COAF) e Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI).

Ligação perigosa?

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, afirmou ontem que existem inquéritos que apontam para uma ""correlação" entre o PT e a facção criminosa PCC.

Sem dar o número dos inquéritos nem citar nomes dos envolvidos, ele afirmou que a relação ocorre desde a eleição anterior, de 2004.

Para o PT, trata-se de uma "arapuca" de Saulo no período eleitoral.

Mundo VIP do crime

Lavagem de dinheiro, corrupção e sonegação fiscal colocaram 400 acusados ilustres atrás das grades só no primeiro semestre deste ano.

Em 2005, os criminosos milionários detidos somaram 600.

A criação de departamentos de controle e a troca de informações ampliam, e reforçam, o combate a crimes de colarinho branco, que hoje financiam toda espécie de ação criminosa, desde o tráfico de drogas e armas, até o terrorismo internacional.

Capitalista do tráfico

A lei 11.343, publicada ontem no "Diário Oficial" da União, cria uma nova categoria para o terrível mundo das drogas ilícitas.

A legislação, que será implantada daqui a 44 dias, prevê punições para a figura do capitalista do tráfico.

O personagem que obtém lucro ao financiar a produção, o comércio e a distribuição de drogas, poderá ser condenado a uma pena que varia de 8 a 20 anos.

Novidades legais

A lei também instituiu o Sistema Nacional de Polícias Públicas sobre Drogas, voltado para ações de prevenção ao uso, atenção e reinserção social do usuário e dependente.

A legislação revê inclusive a possibilidade de concessão de benefícios fiscais para iniciativas nesse sentido.

Os usuários e dependentes não estão mais sujeitos à prisão.

Caberá aos juizados especiais definirem medidas socioeducativas.

Internet bandida

O Orkut, site de relacionamentos virtuais que foi criado e é mantido pelo Google, pode fechar suas atividades no Brasil ou pelo menos limitar o acesso de internautas brasileiros.
Para a empresa, a decisão radical pode ser tomada se não for possível coibir excessos dos usuários brasileiros ou não se chegar a um acordo com a Justiça do país.

O procurador da República Sérgio Suiama, do Ministério Público Federal, investiga crimes que teriam sido praticados no ambiente ou por intermédio do site desde 2003.

Até hoje, foram abertos 52 pedidos de queda de sigilo, na maioria casos de pedofilia e de crimes de racismo e ódio.

A direção do Google avalia que, seja qual for o resultado da atual disputa jurídica, a imagem do site pode sair irremediavelmente arranhada no Brasil, país que responde por entre 80% e 90% do total de usuários, de cerca de 20 milhões.

Devagar com os sanguessugas

Acusado de usar manobra regimental para favorecer três senadores acusados de integrar a máfia das ambulâncias, o presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu encaminhar representações ao Conselho de Ética.

A Mesa Diretora do Senado pediu ontem abertura de processo de cassação contra os senadores Ney Suassuna (PMDB-PB), Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT) acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas.

Mas o procedimento ainda não foi instaurado porque o presidente do Conselho de Ética, João Alberto Souza (PMDB-MA), viajou antes de assinar o documento.

No Maranhão, onde faz campanha de vice na chapa de Roseana Sarney, o senador alegou que "talvez" vá a Brasília na segunda ou terça-feira para assinar o despacho. Ele deus seus motivos:

"Por que essa pressa toda? Não posso deixar minha campanha eleitoral por conveniência de A, B ou C".

Surpresa a cada instante

O escândalo da máfia das ambulâncias continua a surpreender.
Um dos chefes da quadrilha apresentou provas que ligam o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) ao esquema.

Outro documento aponta o suposto envolvimento na fraude do deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), líder da oposição e sub-relator da CPI que investiga o caso.

Pelo menos quatro acusados de participar do golpe podem ser impedidos, pelo TSE, de disputar as eleições

Fantasminhas nada camaradas

Antes mesmo de o Ministério Público adotar ação efetiva para acabar com a farra das nomeações na Câmara dos Deputados, 20 parlamentares se anteciparam pedindo a exoneração de cerca de 50 afilhados - a maioria fantasmas, que não aparecem para trabalhar.

É a faxina nos cargos de natureza especial (CNEs).

Foram descobertos mais de 8 mil funcionários nessa situação.

O golpe do bilhete

A polícia prendeu, em Brasília, uma quadrilha especializada em comprar passagens aéreas com cartões de crédito de terceiros e revender os bilhetes pela metade do preço.

O grupo tem como integrantes empresários, um militar da Aeronáutica e um piloto de avião.

os bandidos faturaram pelo menos R$ 1 milhão com o golpe.

Baianada tucana no RJ

Além de ação penal por peculato e corrupção, que corre desde terça-feira na 23ª Vara Criminal, o ex-governador Marcello Alencar (PSDB) e o marqueteiro Duda Mendonça também respondem a ação popular por improbidade administrativa, entre 1997 e 1998, junto com outros 17 acusados.

Entre os réus na ação por improbidade, proposta pelo Ministério Público em 2003, estão o ex-secretário de Fazenda, Marco Aurélio Alencar; seu chefe de gabinete, Deodônio Cândido de Macedo, o ex-coordenador-geral de Divulgação Jomar Pereira da Silva, as empresas A2CM, de Duda, e mais seis — Euso, Claudio Carvalho, Artplan, Contemporânea, Pubblicitá e Giovanni — que atendiam o estado.

Os 17 réus estão intimados para que depôr dias 10, 11 e 16 de outubro.

Azar do Velho Barreiro

Marcello chegou a pedir foro privilegiado, negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Aceita na 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio, a ação foi contestada por Marcello, que recorreu para que o caso fosse a instância superior.

O STJ recebeu a petição, mas, em março, decidiu pela volta do processo à Justiça estadual.

O MP Federal foi contra o foro privilegiado, pois considerou que o benefício só cabe em crimes comuns. Mas série de recursos interpostos pelos réus retarda o julgamento.

A ação ainda está no STJ, aguardando decisão sobre um dos agravos.

A jogada com Duda

As ações apontam que o governo tucano teria usado verba da publicidade estadual para pagar campanha eleitoral de 1998, feita por Duda.

As firmas contratadas pelo governo repassavam até 50% do faturamento à A2CM.

Há indícios de superfaturamento nos gastos publicitários do estado.

Um dos acusados, Jomar Pereira alegou que as 6 empresas contratadas pelo governo fizeram contrato com a A2CM espontaneamente.

Os procuradores são os errados?

O advogado Walter Agra, que defende os interesses do ex-prefeito, ex-governador e agora candidato a senador Cícero Lucena, quer processar os promotores federais, pela inconveniência de terem quebrado o segredo de Justiça do escândalo que envolve mais 37 pessoas por desvio de recursos públicos da prefeitura de João Pessoa, no período de 1996 a 2003.

O esquema mafioso, denunciado pelo Ministério Público Federal em João Pessoa, e detonado pela Operação Confraria da Polícia Federal, envolvia fraudes em licitações de convênios para implantação de saneamento, obras de urbanização e serviços de infra-estrutura em vários bairros da capital.

O crime organizado usava várias empresas na realização das obras, com o aproveitamento indevido de licitações realizadas no início da década de 1990.

Todos são acusados de formação de quadrilha, desvio de recursos públicos, emprego irregular de verbas públicas, não prestação de contas e crimes relativos à Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93).

Policiais condenados

A Justiça Federal condenou os policiais federais acusados de roubar o dinheiro apreendido na Operação Caravelas.

Os mais de R$ 2 milhões em dólares, euros e reais, foram roubados de dentro das dependências da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, no dia 18 de setembro do ano passado.
Fábio Marot Kair, Ivan Ricardo Leal Maués e Marcos Paulo da Silva Rocha receberam penas que totalizam mais de 24 anos de prisão.

Recado da Juíza

Quem bateu o martelo foi a juíza da 8ª Vara Federal Criminal, Valéria Caldi Magalhães.

Na sentença, proferida no dia 19 de julho, ela deixou bem claro:

O que se espera de um policial é que ele combata o crime e não que faça dele o seu mister”.

Na mesma sentença, a juíza também condenou o informante de polícia Ubirajara Saldanha Maia a 6 anos por participação no crime.

Os petistas batem

Os petistas andam espalhando pela Internet a seguinte lembrança:

A intitulada "operação caça-vampiros", que acabou com a roubalheira nas licitações para a compra de hemoderivados, que desviou mais de R$ 2 bilhões dos cofres públicos, foi gerada na gestão tucana de José Serra na saúde.

O exemplo clássico fica por conta do caso que ficou conhecido como os vampiros dos hemoderivados, que geraram um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões aos cofres do país.

O esquema todo foi montado na gestão de Serra e se infiltrou sub-repticiamente no início do governo atual.

No entanto, após surgir a suspeita, o próprio governo acionou a Polícia Federal para desmontar a operação da quadrilha.

Por sinal, em outubro de 2002, o Ministério Público já havia denunciado o direcionamento e superfaturamento nas compras de hemoderivados, com Serra gastando o dobro do que o governo chileno gastava com a compra de fator VIII de coagulação sangüínea - produto usado para o tratamento de portadores de leucemia. Tal crime veio a ser desmascarado posteriormente no governo Lula.

O bondoso Lula

O presidente Lula da Silva apelou a uma imagem de vida doméstica para responder a uma pergunta sobre o mensalão, durante entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre.

"Muitas vezes você está na cozinha de sua casa, tomando chimarrão, e não sabe o que seu filho está fazendo na sala ao lado".

Lula quis dizer que um presidente toma conhecimento dos fatos quanto participa deles, é informado pelos participantes ou ocorre uma denúncia.

Quando houve a denúncia, Lula alegou tomou as providências cabíveis, afastando quem deveria e acionando as investigações necessárias.

Por que não ataca?

Lula destacou que não iria abordar "coisas que poderia falar e os adversários sabem", porque "o povo brasileiro merece respeito".

Questionado sobre a declaração, Lula explicou que foi candidato várias vezes e houve momentos em que foi instigado para fazer denúncias contra "determinadas pessoas".

"Eu nunca fiz. Porque ou eu tenho prova ou eu não digo".

O Baixinho da Kaiser com problemas

O cartunista Wilson José Perón, criador do lendário personagem “Baizinho da Kaiser”, agora relançado em campanha publicitária da agência Fischer América, lembra que sua criação é motivo de uma ação judicial contra a Cervejaria Kaiser S/A.

O desrespeito ao autor chega no seu limite máximo quando, uma empresa que está sendo processada por violação de direitos autorais numa ação indenizatória, coloca no ar uma campanha se utilizando novamente da personagem que é objeto da ação que esta em trâmite em 2ª Instância na 4ª Vara Cível no Forum Central de São Paulo”.

O próprio intérprete do Baixinho, o autor espanhol José Valien Royo, reconheceu, por escrito, que o personagem para o qual deu vida foi mesmo criado pelo cartunista Perón.

A briga judicial está em fase de conclusos ao desembargador Elliot Akel em 03/08/06.

Bengalada, neles!

O Bengaleiro-Geral da República, o escritor Yves Hublet, que "bengalou" o cocuruto do ex-deputado José Dirceu, está com um grupo de influentes personalidades, promovendo em Brasília, o DIA NACIONAL DA VERGONHA-NA-CARA.

Será no dia 7 de setembro próximo, a partir das 17:00h, em frente à Praça dos 3 Poderes.

Os organizadores prometem que a bengala vai se agitar.

Marcha Brasil Contra a Corrupção

Nesta sexta-feira, no sábado e no domingo, os brasileiros esclarecidos, que se juntaram pela Internet, promovem uma série de manifestações públicas nacionais contra a corrupção e o crime organizado que ameaça a saúde institucional dos três poderes no Brasil.

Em quatro grandes capitais, os cidadãos sairão às ruas para realizar a “Marcha, Brasil contra a corrupção! Porque filho teu não foge à luta”!

As Marchas acontecem em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

Na capital gaúcha, será daqui a pouco, a partir das 8 horas da manhã, na Praça da Matriz

Em Curitiba, a marcha acontece no sábado, a partir das duas horas da tarde, na famosa Boca Maldita

No Rio de Janeiro será no domingo, a partir das 14 horas, na Av. Atlântica, esquina com Rua Xavier da Silveira - Copacabana

Em São Paulo, a Marcha Brasil Contra a Corrupção será às duas da tarde deste domingo. A concentração será na Praça Oswaldo Cruz.

Brasileiro igual a você

O Exército Brasileiro celebra hoje a figura de seu ilustre patrono Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

Haverá solenidades militares, comemorando o Dia do Soldado, com a presença de autoridades civis e militares, em todos os sete comandos da força.

O Exército aproveita para reforçar seu novo slogan: “Brasileiro igual a Você”, em substituição ao tradicional “Braço forte, mão amiga”.

O exemplo de Caxias

O Clube Militar realizou ontem uma Sessão Solene em homenagem ao Dia do Soldado.

O Presidente do Clube, General de Exército Gilberto Barbosa de Figueiredo, aludindo a Caxias, destacou:

"É justamente a obra deste soldado invicto e estadista exemplar que nos convida a refletir sobre o atual momento político. Quanta diferença. Quanta perda de honradez e dignidade. Mas houve tempo, na história recente, em que os fatos ocorriam de forma diversa. Houve presidentes, do chamado período militar, que exerceram o cargo com patriotismo, pensando antes de tudo no Brasil. E terminaram seus mandatos com patrimônios modestos, compatíveis com ganhos amealhados ao longo de extensas vidas de trabalho. Bem diferente do que acontece hoje em dia, quando políticos surgem, da noite para o dia, com imensas fortunas, absolutamente incompatíveis com seus históricos familiar ou profissional. Alguns, até, reconhecidamente pouco chegados ao trabalho”.

O General Figueiredo acrescenta: “Resta a esperança de que os tempos mudem novamente; que nossa democracia se solidifique com políticos corretos, no lugar de aventureiros, avessos aos princípios da moral e da ética; que o exemplo do Duque de Caxias volte a inspirar a vida política nacional. É bom não esquecermos que somos nós mesmos aqueles que têm a responsabilidade de provocar essa reversão, pois como afirmou Luther King: 'O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons' ".

Guerra assimétrica

O jornalista e filósofo Olavo de Carvalho detona um brilhante comentário-conceito sobre a chamada guerra assimétrica, em seu recente artigo no Jornal do Brasil, que vale para o leitor do Alerta Total pensar na cama:

A novidade da década é o seu uso como instrumento da guerra assimétrica. Já não se trata de subjugar indivíduos, mas de colocar nações inteiras de joelhos ante os caprichos da Rainha de Copas. O império do politicamente correto começa vetando palavras, policiando olhares, maliciando automatismos impensados. As vítimas riem, submetem-se por preguiça, sem perceber que o acúmulo de proibições absurdas vai fabricando aos poucos uma arma mortífera contra a ordem social, as liberdades públicas e, por fim, a segurança do Estado”.

Olavo de Carvalho destaca que, na guerra assimétrica, são as vestais, não as bombas e canhões, que determinam a vitória.

Os controladores são espertos

Os bancos de investimento descobriram um novo comprador para títulos lastreados no crédito consignado: o investidor externo.

Lehman Brothers e JPMorgan estão vendendo para fundos de hedge o crédito consignado gerado por bancos no Brasil, driblando barreiras tributárias.

O grande interesse para esses fundos avalancados e menos avessos ao risco são os spreads ainda atrativos dessas operações, considerando-se o risco relativamente baixo de inadimplência.

Má notícia para o governo

A economia não deu conta de um maior número de pessoas à procura de trabalho no ano eleitoral.

A taxa de desemprego no Brasil alcançou em julho o patamar mais alto desde abril de 2005.

O número de desempregados voltou ao patamar de julho de 2004, com 2 milhões e 400 mil pessoas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o desemprego subiu para 10,7%, ante 10,4% em junho.

Rendimento também cai

O rendimento médio real do trabalhador caiu 0,7% em julho frente a junho, interrompendo cinco meses de crescimento.

O número de trabalhadores informais subiu 2,3% de junho para julho, enquanto o emprego com carteira aumentou apenas 0,8%.

A queda no rendimento foi liderada pela região metropolitana de São Paulo, onde a retração foi de 2%.

Ainda assim, o rendimento de janeiro a julho ainda é 4,2% maior que o registrado no mesmo período de 2005.

Superávit para quê?

A proximidade da eleição, aumentando os gastos, levou o governo federal a ter uma sobra menor de dinheiro em caixa no mês de julho, registrando o mais baixo superávit deste ano.

Os números provam que o Ministério da Fazenda abriu a torneira de gastos.

De janeiro a julho, as despesas cresceram 14,8%, enquanto as receitas tiveram um aumento de 11,1%.

Em julho, as receitas do governo central somaram R$ 44 bilhões e 800 milhões, e as despesas, R$ 34 bilhões e 400 milhões de reais.

Economia mixuruca

A economia feita pelo Tesouro Nacional, pela Previdência e pelo Banco Central foi de R$ 2 bilhões e 900 milhões de reais.

O resultado ficou bem menor do que o resultado de junho, de R$ 5 bilhões e 900 milhões de reais.

A própria Secretaria do Tesouro Nacional justifica que, em ano de eleição, há antecipação de despesas por causa das restrições da Lei Eleitoral, que não permite que sejam efetuados determinados gastos próximos à data das eleições, e também por causa do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

A grande mancada

Combinada com o Fundo Monetário Internacional, a tal economia de gastos públicos, chamada de superávit primário, para pagar juros aos banqueiros nacionais e internacionais foi importante para evitar a explosão da dívida pública nos últimos anos.

Só que a política do superávit primário causou problemas graves, como aumento brutal da carga de impostos e a forte redução do investimento público.

Os dois fatores ajudam a explicar o baixo crescimento do país. E a sociedade brasileira paga a conta dos juros altos e dos impostos elevados.

Do jeito que a situação econômica vai, a política fiscal terá de se basear em cortes de gastos desnecessários, para permitir a redução de impostos e a elevação de investimentos nos setores público e privado.

Pagando mais impostos

Os brasileiros estão pagando impostos mais elevados este ano, principalmente as empresas.

A carga tributária total do Brasil subiu para 37,37 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, em comparação com os 35,88 por cento do PIB em 2004.

O governo tinha como compromisso não elevar a carga tributária no país.

Mas a Super Receita atribuiu o movimento no sentido contrário à expansão da economia, à lucratividade das empresas e a uma maior eficiência da administração tributária.

Por esses motivos, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, qualificou o aumento da carga como "saudável".

Segundo Rachid, os contribuintes que cumpriram com a obrigação tributária não tiveram aumento de tributos".

O homem forte da Super Receita explicou que o PIB de 2005 foi puxado por indústria e serviços, setores que têm carga tributária maior do que a agricultura, que havia sido mais relevante para a economia em 2004.

Quem pagou o que?

Da elevadíssima carga tributária total de 37 vírgula 37 por cento, trabalhadores e empresas pagaram 26,18 por cento ao governo federal.

Dessa parcela, a Secretaria da Receita Federal correspondeu a 17,96 pontos ante 17,13 pontos no ano de 2004.

Estados e municípios representaram 11,2 por cento da carga tributária.

Cada brasileiro hoje precisa trabalhar mais de cinco meses apenas para pagar impostos.

O que ele falou mesmo?

"Apesar das dificuldades que herdei, não houve nem haverá aumento de carga tributária no meu governo".

Foi o que declarou o Presidente Lula...

Mas isso foi no distante mês de maio do longínquo ano de 2004.

Plutão da vida

Os ETs do distante Plutão devem estar, literalmente, plutos da vida com os 2.500 analistas de 75 países membros da União Astronômica Internacional.

Após longas e intensas controvérsias, a entidade excluiu Plutão como um planeta de pleno direito do Sistema Solar, transformando-o em “Planeta Anão”.

Uma das broncas científicas contra Plutão é a forma pouco ortodoxa de sua órbita, cuja inclinação não é paralela à da Terra e a dos outros sete planetas do Sistema Solar.

Menos planetas

Agora, o número de planetas no Sistema Solar foi reduzido de nove para oito.

Os mais de 2.500 analistas de 75 países reunidos na capital tcheca reconhecem desta forma que se cometeu um erro quando se outorgou a Plutão a categoria de planeta, em 1930, ano de sua descoberta.

A nova definição estabelece três grupos de planetas, o primeiro com os oito planetas "clássicos" - Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Netuno, Saturno e Urano -, depois um segundo, que são os asteróides, e um terceiro grupo, com Plutão e o novo objeto UB313, descoberto no ano passado.

Acariciar pode...

Deu no Consultor Jurídico: a 11ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, São Paulo, livrou as sócias da Aishty Confecções de indenizar uma funcionária demitida.

A ação foi ajuizada por que o pai delas acariciou a mão e fez propostas para a autora da ação trtabalhista.

O TRT considerou que a carícia nas mãos da funcionária ou convite para sair não é suficiente para caracterizar assédio sexual.

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

Recramasões, ilogius ou revelasões bomba para:

jorgeserrao@gbl.com.br

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Fiquem com Deus!

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