terça-feira, 8 de agosto de 2006

Funasa de Roraima está apodrecida

Edição extra de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Os recursos financeiros, liberados mediante convênios efetuados entre a Funasa – Fundação Nacional de Saúde - e municípios de Roraima, alcançaram, no ano da graça de 2005, o exorbitante montante de R$ 13.097.028,41 (treze milhões, noventa e sete mil, vinte e oito reais e quarenta e um centavos).

A maioria esmagadora foi conseguida através da influência de Romero Jucá Filho (PMDB), líder do governo Dom Luiz Inácio (PT-SP), no Senado, administração que tem se notabilizado pelo grande número de assaltantes ali homiziados. Só numa leva, o procurador-geral da República denunciou 40 deles por “formação de quadrilha”.

Mas não foram apenas esses os valores destinados àquela instituição. O que deixa a todos impressionados (e preocupa funcionários que têm consciência do grau de responsabilidade que os envolve) é a existência solitária de uma única empresa, Consepro Construção e Projetos Ltda., atuando na execução dos serviços.

A Funasa/RR recebe outros valores para a realização das chamadas “obras diretas”. E sabem qual a empresa no comando das tarefas?

A mesma Consepro, cujo proprietário, Zacarias Godin Lins Neto de Andrade Castelo Branco, conseguiu emplacar a mulher, Ananda Azevedo Cardoso Ramos, como chefe da Divisão de Engenharia da Funasa.

A nomeação da nova chefa significou, na prática, a transferência da administração dos recursos financeiros destinados às obras, diretamente à Consepro.

No ano de 2004, tão somente no mês de dezembro, a empresa foi contemplada com R$ 137.501,06. Em 2005, sua participação aumentou: foram dois milhões, 486 mil, 240 reais e 20 centavos colocados à sua disposição. Neste ano de 2006, que ainda não terminou, a Consepro já embolsou 403 mil, 942 reais e 63 centavos.

É dinheiro destinado a abastecimento de água dos municípios, drenagem e esgotamento sanitário, entre outros.

Nas reuniões efetuadas nos municípios, como teatrinho (supostamente celebrando convênios), o senador Filho se faz presente de forma irregular e promete que se sua mulher, Teresa Jucá (PPS) for eleita senadora, o volume de dinheiro irá duplicar.

Teresa já foi condenada pelo TCU por desvio de dinheiro público e apresentação de notas fiscais frias nas obras do Hospital Infantil Santo Antônio (à época em que foi prefeita da Capital). O hospital foi construído pelo atual governador de Roraima, Ottomar de Sousa Pinto (PSDB), e se encontra em condições precárias.

Contra o casal pesam gravíssimas acusações de desvio de material na construção do Terminal de Ônibus do Caimbé (periferia de Boa Vista), cujos valores foram pagos em duplicidade. Os documentos a respeito se amontoam. Apesar disso, nenhuma providência foi tomada para que se impeça a candidatura da ex-prefeita ao Senado.

Considerando-se eleita, ela tem comentado com interlocutores que os desejosos por Justiça terão de esperar muito tempo (um mínimo de oito anos de duração de possível mandato), pois só poderá ser processada pelo STF – Supremo Tribunal Federal -, no caso de confirmação de vitória.

O senador dispõe de atenta equipe de advogados sempre pronta a abrir processos judiciais em cima dos que se insurgem contra sua atividade criminosa. E a Justiça, muitas vezes, é rapidíssima nas ações. Eu mesmo fui citado, processado, julgado e condenado no espaço de dois meses, numa ação movida por Filho. Estou recorrendo.

Mas, como devemos nos preocupar com o futuro desta grande nação, não há como recuar. No próximo artigo, irei comentar e destacar pontos do documento que um dos funcionários da Funasa/RR encaminhou ao Ministério Público Federal.

Abordando sete itens, o funcionário (que prefere não se identificar), põe a nu o nocivo esquema adotado pelo coordenador da Funasa, Ramiro José Teixeira e Silva, solicitando medidas judiciais. Por conta disso, vem sendo ameaçado de diversas maneiras, ele e sua família.

Como no episódio do caseiro Francenildo, o Nildo, que denunciou orgias e negociatas do então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, na “Casa do Amor”, em Brasília (tendo seu sigilo bancário violado de forma arbitrária), o funcionário da Funasa de Roraima teme que suas denúncias caiam no vazio e ele seja o único prejudicado.São essas supostas autoridades, os que agravam clima tenso de guerra civil que já se percebe espraiando no território brasileiro.

É preciso que haja uma mobilização imediata, punindo-se culpados e aplicando-se penas prisionais devidas. O Brasil está se cansando do grau de culpabilidade exibido por quem deveria agir pronta e corretamente.

Márcio Accioly é Jornalista.

2 comentários:

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