quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Inteligência da “Águia” se une com a banda boa da PF e da Receita para promover o dilúvio contra os mega-soneradores

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Por Jorge Serrão

As garras investigativas da inteligência da “Águia” norte-americana atacam novamente o crime organizado no Brasil. A pedido da Justiça brasileira e com a colaboração do DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA), uma equipe de policiais norte-americanos, acompanhada de policiais federais e auditor da Receita Federal brasileiros, colaborou, diretamente, no combate aos autores do maior golpe aplicado na área de comércio exterior, que resultou no desvio de R$ 500 milhões em impostos.

A Polícia Federal prendeu 95 pessoas na megaoperação “Dilúvio”. Ela foi desencadeada para desarticular uma quadrilha acusada de cometer fraudes no comércio exterior. No total, foram emitidos 118 mandados de prisão e outros 220 mandados de busca e apreensão, em oito estados: de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Espírito Santo, Ceará, Pernambuco. Também ocorreram buscas em Miami – EUA, sob autorização da justiça americana, em empresas controladas pelo grupo empresarial objeto da investigação.

A Polícia Federal avalia que esse era o maior esquema já constatado de fraudes no comércio exterior, interposição fraudulenta, sonegação, falsidade ideológica e documental, evasão de divisas, cooptação de servidores públicos, entre outros ilícitos, cometidos por um grupo empresarial estabelecido em São Paulo e com diversas ramificações. O grupo que atuava há cerca de 10 anos. Segundo a PF, o empresário Marco Antonio Mansur liderava o esquema. Ele e o filho, Marco Antonio Mansur Filho, estão entre os já presos pela operação.

As investigações mostram que as empresas do grupo importaram mais de US$ 1,1 bilhão, nos últimos quatro anos. Considerando que os valores declarados provêm de um subfaturamento em média de 50%, pode-se estimar uma sonegação de tributos federais aduaneiros em mais de US$ 500 milhões, sem levar em conta os outros tributos como ICMS, IPI, PIS, COFINS e Imposto de Renda.

As mercadorias importadas com preços subfaturados chegavam a grandes lojas. A operação pretende rastrear todos os beneficiados com o esquema a partir dos documentos que estão sendo apreendidos. Entre os "clientes" do grupo, segundo a PF, estão a botique de luxo Daslu e o empresário Law Kim Chong, apontado como um dos maiores contrabandistas do Brasil. Redes varejistas também estão sendo investigadas por suspeita de receptação. Sobrou até para o Canal Shoptime.

Perguntinha idiota

Quando é que a "águia" vai chegar ao esquema de subfaturamento do nióbio brasileiro?

Empresas que cuidam do lucrativo negócio com o nosso mineral raro agem de forma parecida com o esquema desbaratado na operação Dilúvio.

O esquema dá um prejuízo de US$ 100 bilhões ao Brasil, por ano.

Criando empresas de fachada

Nos últimos dez anos, o grupo registrou dezenas de empresas importadoras, conhecidas como "tradings", além de diversas distribuidoras que intermediavam as operações de forma a ocultar e a blindar o real importador (cliente do grupo), e realizar uma expressiva redução fraudulenta de tributos.

Uma das tradings, criada no inicio do grupo, foi citada no relatório final da CPI da Pirataria do Congresso Nacional, por envolvimento na rede de abastecimento para o esquema de Law Kim Chong.

O esquema permitiu a importação de aparelhos eletrônicos, equipamentos de informática e telecomunicações, pneus, equipamentos de ortopedia e luvas cirúrgicas, frutas, embalagens plásticas ou PET, tecidos e vestuários, pilhas e baterias, carros e motos, vitaminas e complementos alimentares, produtos de perfumaria, entre outros.

Os principais clientes estão localizados nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Como funcionava a fraude

Na maioria dos casos, as empresas importadoras promovem uma simulação fraudulenta, registrando operações como se as importações tivessem sido realizadas por conta própria, ou com registro na modalidade “Por Conta e Ordem”.

Nesse caso eram indicadas como compradoras empresas de fachada controladas pelo próprio grupo, acobertando o real cliente .

As investigações apuraram que enquanto as empresas importadoras (tradings) e distribuidoras do grupo atuavam diretamente nas operações de comércio exterior e circulação no mercado interno, o grupo constituiu diversas empresas para promover uma “blindagem patrimonial”.

Isto era feito com o uso de empresas “offshore” do Uruguai, Panamá, Ilhas Virgens Britânicas ou Estados Unidos (Estado de Delaware).

Importadores de fachada

Os importadores de fachada também não são empresas efetivas.

O quadro societário destas empresas é constituído por pessoas sem aparente capacidade econômico-financeira (“laranjas”), vinculadas ao grupo.

Também ficou demonstrado que o grupo tinha estrutura para atender a um variado perfil de clientes, desde aqueles de menor expressão econômica a grandes distribuidores de marcas conhecidas no mercado.

Os cabeças do esquema

O esquema era dirigido, segundo a PF, pelo empresário Marco Antonio Mansur, preso ontem de manhã com o filho, Marco Antonio Mansur Filho, em seu apartamento dúplex no Paraíso, na zona sul de São Paulo.

A PF apreendeu US$ 250 mil em um escritório do empresário em São Paulo.

O grupo MAM, batizado com as iniciais de Mansur, é acusado de ter sonegado R$ 500 milhões em cinco anos.

Ilustres envolvidos

A Daslu, a Shoptime, que tem um canal de vendas por TV e internet, e a rede de lojas de roupas Via Veneto recorriam a Mansur para intermediar suas importações, de acordo com os policiais.

Law Kin Chong, empresário preso sob acusação de contrabando, também era freguês de Mansur, diz a PF. Outras investigadas pela PF são Elgin, Britania, Gráfica Cinco Irmãos, Cil e H.Stern.

Empresas globalizadas, como a Sharp (distribuída no Brasil pela empresa Plena) e a Maxwell, são investigadas pela PF sob a suspeita de utilizarem os serviços do grupo MAM.

De volta para a cadeia

Em liberdade desde o dia 9 de junho, por força de liminar, o empresário Antônio Carlos Piva de Albuquerque, diretor-financeiro da boutique de luxo Daslu e irmão da proprietária da loja, Eliana Tranchesi, voltou para a prisão.

A decisão de mandá-lo novamente à prisão foi tomada pela 1ª Turma Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Os donos da Daslu e mais cinco proprietários de importadoras são acusados de formação de quadrilha, descaminho aéreo consumado, descaminho aéreo tentado e falsidade ideológica.
Caso sejam condenados, Eliana e o irmão podem pegar até 21 anos de prisão.

Briga da modelo Brunet

O Governo federal não quer pagar os R$ 100 mil de indenização por danos morais que deve à modelo e empresária Luiza Brunet.

O governo entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça contra decisão da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Para os desembargadores do TRF-1, houve dano à imagem da modelo, no ano de 1994, quando a empresa dela, em Armação de Búzios, foi alvo de fiscalização, num sábado, às 22h.

Agentes da Fazenda Nacional estiveram no local acompanhados por vários repórteres.

A juíza federal Gilda Maria Carneiro Sigmaringa Seixas entendeu que os agentes desrespeitaram o princípio da discrição de atos de servidor público, principalmente o de servidor vinculado a entidades tributárias.

Cheiro de Pizza no ar

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), sinalizou ontem que deve arquivar os pedidos de cassação contra os senadores Ney Suassuna (PB), ex-líder de seu partido, e contra os senadores Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT).

João Alberto desqualificou os depoimentos que são a base da acusação feita pela CPI dos Sanguessugas.

"Não aceito a palavra do Vedoin como prova. Ele é um bandido".

João Alberto se referiu aos depoimentos de Darci Vedoin e de seu filho Luiz Antonio Vedoin, donos da Planam, empresa que encabeçou a fraude das ambulâncias.

João Alberto argumentou também que supostos depósitos feitos pela quadrilha para um assessor de Suassuna não bastam para incriminá-lo.

Destino dos velhos sanguessugas

A Procuradoria-Geral da República pedirá hoje ao Supremo a abertura de inquéritos para investigar mais parlamentares suspeitos com a máfia.

Após pedir a cassação de 72 parlamentares (dos três senadores e de 69 deputados), a CPI dos Sanguessugas prepara uma lista de 27 ex-parlamentares acusados de fraudar emendas para compra de ambulâncias.

Mais uma vez, o Rio é o estado com mais políticos na lista: nove.

Empreguismo dos sanguessugas

Um seleto grupo formado por 149 deputados federais e 24 ex-parlamentares - incluindo 22 acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas - empregou 600 afilhados em cargos de confiança, supostamente criados para assessorar órgãos técnicos da Câmara.

Levantamento ao qual o jornal Correio Braziliense teve acesso, com exclusividade, revela que os salários pagos variam de R$ 1.900 a R$ 8.200 reais.

Na lista figuram parentes de deputados, cabos eleitorais e até gente que nem vai trabalhar.
Juntos, eles dão despesa extra de R$ 20 milhões por ano aos cofres públicos.

Primeiro-secretário da Casa, o deputado Inocêncio Oliveira (PL-PE) é o autor do maior número de nomeações: 55.

Em seguida, vêm Ciro Nogueira (PP-PI), que apadrinhou 39, e Nilton Capixaba (PTB-RO), que nomeou 31 protegidos.

Punição severa e exemplar

O Comando do Exército decidiu instaurar conselhos de honra para julgar os 11 militares presos pela Polícia Federal, na semana passada, na chamada Operação Saúva.

Os tribunais de honra são constituídos por portaria, assinada pelo comandante do Exército, o general Francisco Albuquerque.

Eles têm a finalidade de julgar a conduta de militares do ponto de vista de honestidade, probidade profissional, disciplina e lealdade com a instituição.

Não fazem parte do foco da análise as ações do militar do ponto de vista administrativo ou criminal.

A PF acusa os 11 militares de envolvimento em um esquema de fraude em licitações públicas no Amazonas, comandado por empresários, para a venda superfaturada de alimentos para merenda escolar, quartéis do Exército e famílias carentes.

Depende da patente

Há nomes diferenciados para os tribunais de honra, conforme a patente do militar alvo.

Os oito oficiais presos serão submetidos a um Conselho de Justificação.

Quanto aos três sargentos, eles ficarão sob análise de um Conselho de Disciplina.

Expulsão à vista

Motivo de vergonha e constrangimento no Exército, os militares presos podem ter como punição máxima decorrente dos tribunais de honra a expulsão da Força, sem prejuízo das medidas de caráter civil e criminal que devem resultar da operação policial deflagrada na última sexta-feira.

Os tribunais de honra têm prazo de 30 dias, renováveis por igual período, para chegar ao seu veredicto.

Um dos militares que passará pelo tribunal de honra é o coronel Vitor Augustos de Fellipes, que há três meses era gerente da Diretoria de Subsistência do Comando do Exército, em Brasília.

STF para Marcola

Caberá ao Supremo Tribunal Federal decidir se “o Regime Disciplinar Diferenciado é uma aberração jurídica que demonstra como o legislador ordinário, no afã de tentar equacionar o problema do crime organizado, deixou de contemplar os mais simples princípios constitucionais em vigor”.

Pelo menos essa foi a tese do desembargador Borges Pereira, que levou a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, por votação unânime, a determinar a remoção de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, do RDD.

O irônico é que tal decisão que beneficia o poderoso chefão do PCC foi provocada por um pedido de Habeas Corpus ajuizado pela advogada Maria Cristina de Souza Rachado — que hoje também está presa.

Ela alegou que o pobre Marcola sofria constrangimento ilegal por ser mantido em regime tão severo.

Bastos discorda

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, garante que o RDD constitucional.

A medida é dura e tem que ser usada com muito cuidado para chefes de quadrilha, mas não é inconstitucional. Não acredito que o Supremo dirá que é inconstitucional”.

Bastos acredita que o governo de São Paulo será bem sucedido no STF no julgamento do recurso da decisão do TJ paulista.

Insegurança no gasto público

A ONG Contas Abertas denuncia que a crise na pública do País pode ser explicada, em parte, pelos números do Orçamento da União.

O governo federal desembolsou apenas 6%, o equivalente a R$ 63 milhões da verba de R$ 930 milhões e 200 mil prevista para investimentos (gastos que agregam valor ao patrimônio da União) em segurança pública no orçamento de 2006.

Além disso, a área sofreu cortes de 58,5% nos últimos cinco anos.

Os investimentos, que atingiram R$ 1 bilhão e 200 mil (no ano de 2001), despencaram para R$ 483 milhões e 700 mil, em 2005.

O crime organizado comemora

No primeiro ano do Governo Lula em que foram aplicados R$ 352 milhões, a redução foi de R$ 377 milhões em relação a 2002, que teve investimentos de R$ 729 milhões e 600 mil reais.

Em 2004, os investimentos em segurança pública chegaram a R$ 575 milhões.

No ano passado, houve nova baixa para R$ 483 milhões e 700 mil.

Em 2006, até agora, R$ 199 milhões e 200 mil foram aplicados.

Propaganda escamoteada?

A coligação "Por um Brasil Decente" (PSDB-PFL), do candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB), ajuizou representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a coligação "A Força do Povo" (PT-PRB-PCdoB), do presidente Lula da Silva.

A coligação tucano-pefelista alega que a campanha de Lula teria veiculado terça-feira, nas emissoras de rádio, inserções de propaganda eleitoral sem a identificação da coligação, nem das legendas que a integram.

A coligação PSDB-PFL sustenta que houve desobediência à Lei Eleitoral, que estabelece que na propaganda para eleição majoritária, a coligação deve usar, obrigatoriamente, sob sua denominação, as legendas de todos os partidos que a integram.

Querem descobrir o Cabral

A coligação Unir para Mudar (PPS-PFL-PV), da candidata a governadora Denise Frossard (PPS), entrou com uma ação judicial no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo a impugnação da candidatura de Sérgio Cabral Filho (PMDB).

A coligação acusa o candidato favorito nas pesquisas de ter sido flagrado fazendo campanha ilegal.

A coligação sustenta que em fotos divulgadas no próprio site de campanha, Cabral pode ser visto circulando com "praguinhas" (adesivo para camisa), material proibido por lei.

Além disso, Cabral teria sido filmado em Resende com seus cabos eleitorais distribuindo camisas e brindes.

Cabral se defende

A assessoria de imprensa de Sérgio Cabral respondeu que a lei leitoral não proíbe as "praguinhas" .

Garantiu que as fotos veiculadas no site foram tiradas no início da campanha, antes de os partidos fazerem um acordo com o TRE pelo não-uso dos adesivos.

Quanto à distribuição de brindes, a assessoria garante que eles sequer foram produzidos.

De acordo com os assessores, as gravações citadas pela coligação "Unir para mudar" podem ser da campanha para o Senado, em 2002.

Uso eleitoreiro dos bancos

Momentos depois de beijar e cumprimentar ontem funcionários do Banco do Brasil, o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva negou, de forma enfática, o uso político das instituições bancárias federais.

Em visita à sede do BB, ele atacou a "sanha de privatização" e a caça de "marajás" nos governos anteriores e negou ter empregado petistas e indicados políticos na Caixa Econômica, no BNDES, no Banco do Nordeste e no Banco da Amazônia.

"Só chamo eles (presidentes de bancos) para perguntar se as coisas podem melhorar.Em todos esses anos que convivemos, nunca pedi a nenhum deles que colocasse um faxineiro, ascensorista ou assessor, só discutimos redução de juros e facilitação do crédito".

Cuidado com a musiquinha

Durante um rápido corpo-a-corpo no BB, Lula sugeriu que os funcionários não fizessem greve.

Lula também pediu, com gestos nervosos, a um deles para parar de cantar seu jingle da campanha.

O presidente queria evitar uma possível reação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão que anda "rigoroso" no cumprimento às normas de campanha.

Lucro dos bancos

O lucro líquido semestral dos cinco grandes bancos brasileiros (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Unibanco e Banespa) cresceu 132,5% nos últimos quatro anos.

O Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad) revela que, só no primeiro semestre deste ano, os lucros atingiram a marca de R$ 11 bilhões e 500 milhões de reais.
Bradesco teve crescimento no lucro de 205 por cento.

O Banco do Brasil lucrou 260% por cento, mas seu resultado foi turbinado por créditos tributários referentes a prejuízos de 2001 e 2002 que entraram como receita na contabilidade deste ano.

Viva os empréstimos

A pesquisa avalia que o lucro é turbinado pelo expressivo crescimento do crédito.

Os ativos de crédito dos cinco bancos cresceram 147,8% entre junho de 2003 e junho deste ano.

As receitas com empréstimos respondem por 59% da receita bruta dos bancos.
Em junho de 2003, representavam 51,5% da receita bruta das instituições financeiras.

Grande armação

Bancos estão aumentando a concessão de crédito consignado usando associações sem fins lucrativos de aposentados e funcionários públicos.

Isentas de impostos quando emprestam a seus associados, muitas estão atuando como promotoras de crédito normais.

O crédito consignado, segundo dados do Banco Central, chegou a R$ 40 bilhões e 400 milhões de reais em junho, quase metade da carteira de crédito pessoal.

Não há estimativas da parcela feita por meio dessas entidades, porque as operações não são diferenciadas nos balanços.

De olho gordo nos quartéis

Os grandes bancos fazem pressão no governo para a criação de um regime privado de previdência para as Forças Armadas, fora dos cofres Tesouro Nacional, que vai mexer com o dinheiro de mais de 700 mil pessoas.

O olho gordo é na atual arrecadação previdenciária dos militares das três Forças é de R$ 1 bilhão e 300 milhões, por ano.

É assim que o mercado interpreta as recentes declarações do comandante do Exército, General Francisco de Albuquerque, que chamou a atenção para o suposto déficit da Previdência Social, e ainda alegou “o atual sistema de previdência é favorável ao roubo e ao crime”.

O Exército, a Marinha e a Aeronáutica têm, atualmente, 331.993 militares na ativa, que contribuem com 11% de seus salários para a Previdência.

As Forças Armadas pagam a verba do pijama para 321.371 mil militares na reserva, que recebem uma média de R$ 4.044,54 por mês.

Ganhos da previdência

Um estudo do economista Ricardo Bergamini revela:

Com base nos números conhecidos até junho de 2006 podemos projetar para o exercício de 2006 uma arrecadação do sistema de previdência geral (INSS) de R$ 133 bilhões (sendo R$ 8,5 bilhões via CPMF), em contribuições de patrões, empregados e autônomos ativos da iniciativa privada.

Cerca de 36 milhões e 800 mil trabalhadores pagam benefícios da ordem de R$ 155 bilhões e 900 milhões de reais para um contingente em torno de 24 milhões de aposentados e pensionistas do INSS.

Aposentados e pensionistas recebem um salário médio mensal de R$ 496,00.

Previsão oficial de rombo

O valor pago a aposentados e pensionistas da iniciativa privada, pelos critérios de “déficit” do governo Lula, estariam gerando um déficit previsto de R$ 22 bilhões e 900 milhões de reais para este ano, valor que corresponde a 1,14% do PIB.

Já a arrecadação do governo federal junto aos de 1.121.554 servidores públicos (789.561 civis e 331.993 militares) é de R$ 13 bilhões e 800 milhões de reais.

O bolo é dividido entre Militares: R$ 1,3 bilhão; Parte Patronal da União dos funcionários civis Ativos e Inativos: R$ 7,4 bilhões e Parte dos Funcionários Civis Ativos e Inativos: R$ 5,1 bilhões.

O pessoal ativo recebe um salário médio/mês de R$ 4.576,98.

O governo paga benefícios de R$ 47 bilhões para um contingente de 1.054.914 servidores aposentados e pensionistas (733.543 civis e 321.371 militares), com salário médio/mês de R$ 4.044,54.

O valor pago a aposentados e pensionistas do setor público, pelos critérios de “déficit” do governo Lula, estariam gerando um déficit previsto, gerando um déficit previsto de R$ 33 bilhões e 200 milhões (o que equivale a 1,66% do PIB).

Em números, o PIB brasileiro (tudo que a nossa economia produz em um ano) está calculado pelo IBGE em cerca R$ 2 trilhões de reais.

Déficit previdenciário que não existe

Uma Ação Popular movida pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social (Anfip) já demonstrou: o déficit da Previdência – sempre alegado na hora de reajustar as aposentadorias e pensões – não existe.

O “rombo previdenciário” é fabricado pelo “caixa único” criado pelo governo para a arrecadação previdenciária.

Tudo por culpa de uma interpretação indevida que o governo faz da Lei de Responsabilidade Fiscal, que isola a previdência do financiamento da seguridade, gerando um déficit artificial.

Os “burrocratas” tucanos e petistas não consideram a receita total do sistema previdenciário, que inclui a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), além de outras como a parcela que recebe dos jogos de prognóstico da Caixa Econômica Federal.

Aposentados que deram mole

A Previdência Social já encaminhou aos bancos a primeira lista de corte final de benefícios cujos titulares foram convocados para a primeira etapa do censo — chamados em outubro e novembro de 2005 — e que até hoje não compareceram aos bancos para atualizar dados.

Oficialmente, nenhum número é divulgado pelo ministério, mas segundo estimativas do setor, a suspensão deve afetar em torno de 20 mil aposentados e pensionistas.

Após a medida, esses segurados só poderão recuperar o benefício caso compareçam a uma agência da Previdência. Só assim o pagamento poderá ser restabelecido.

Os bancos não poderão mais resolver o problema sem a intervenção do INSS.

Novo porto do Rio

Tomara que não seja mais um sonho de uma noite de promessas eleitorais.

Os armazéns do Porto do Rio de Janeiro vão passar por grande reforma, elaborada pelo Instituto Pereira Passos e três empresas de engenharia, ganhando áreas comerciais, como se fosse um grande shopping.

O terminal de passageiros — segundo em movimentação em cruzeiros marítimos e primeiro de passageiros internacionais — será totalmente remodelado.

Empresários e autoridades públicas apresentaram o projeto “Porto do Rio — Século 21, Desenvolvimento e Integração Porto/ Cidade”. A execução prevê investimentos públicos e privados de R$ 286 milhões no porto.

Tadinho do Toddynho

O cinegrafista Alexandre Peixoto dos Santos, famoso pelo apelido de Toddynho no programa Noite Afora, apresentado pela ex-modelo e gostosona Monique Evans, da Rede TV! acaba de ganhar uma indenização de R$ 5 mil reais por danos morais.

Quem bateu o martelo foi a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) que considerou que houve sim constrangimento público.

Embora não fosse sua função, o câmera era freqüentemente chamado para servir de modelo para as brincadeiras eróticas, ao lado de mulheres em trajes sumários na cama onde Monique apresentava o programa e brincava com o apelido dele:

Ele é marronzinho e tem um canudinho pequenininho”.

Toddynho alegou que a exposição acabou interferindo no relacionamento com sua mulher, também evangélica, que não gostou nada de ver o marido em rede nacional de TV naquela situação.

Caipirinha Elétrica dos baianos

Um belo programa para o feriado de 7 de setembro, na Costa do Descobrimento baiana, é o festival “Caipirinha Elétrica”.

O mega-evento cultural-etílico acontece no Cabana Grande, que fica na Praia do Parracho, em Arraial D`Ajuda, na Bahia.

É mais uma produção da Katraka Eventos, comandada pelo publicitário José Luiz Figueiredo.

Os organizadores informam que o festival começa faltando um minuto para a meia-noite, no dia 7 para 8 de setembro, com Caipirinha liberada até 2 da manhã.

Também até às 2 hora da madrugada, a mulherada boa de copo não paga.

Vitória colorada

Inter e São Paulo travaram uma verdadeira batalha na final da Copa Libertadores da América de 2006, no Beira-Rio.

E quem levou a melhor foi o time gaúcho, que colocou-se duas vezes à frente do placar e garantiu o empate (2 a 2) que precisava para ser campeão continental pela primeira vez em sua história.

E, ano que vem, se preparem: terão de enfrentar a máquina chamada Flamengo, um super-time que fará uma bela campanha.

Depois que o editor-chefe do blog escreveu isso, a mulher dele o mandou dormir mais um pouquinho, o que atrasou um pouco a edição desta quinta-feira...

Vida que segue...

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