quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Controladores ingleses da economia mundial confirmam intenção de internacionalizar e privatizar a Amazônia

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Por Jorge Serrão

Para os controladores ingleses da economia mundial, pouco importa se será Lula, Alckmin ou Al Capone quem vai assumir a Presidência. Eles estão mesmo interessados na manipulação das organizações político-administrativas do Brasil para garantir a exploração econômica da Nação e dos recursos naturais do seu território. Um dos principais alvos dos controladores é Amazônia. Prova recente disto é o plano de transformar a floresta Amazônica em uma grande área privada, internacional. A idéia foi anunciada semana passada, na cidade mexicana de Monterrey, pelo secretário de Meio Ambiente britânico, David Miliband, durante um encontro que reuniu os governos dos 20 países mais poluidores do mundo.

Não é cascata, nem teoria da conspiração. Os controladores ingleses, liderados pelos banqueiros Rothschild, já têm uma estratégia bem definida para atingir o objetivo de internacionalizar a Amazônia. Eles investem na atuação de agentes de influência, que são as ONGs, a mídia e os chamados “movimentos populares”, para defenderem a tese de que o governo brasileiro não tem competência para administrar a região. Toda a trapalhada no controle do espaço aéreo, na recente tragédia do avião da Gol, será mais um fato negativo a ser explorado, comprovando que o Brasil não tem condições, sozinho, de proteger e conservar a região florestal que eles consideram “um patrimônio da humanidade”.

Outra ação inglesa, antes de chegar ao governo brasileiro, é comer o Brasil pela beirada. Não foi outro o espírito do Tratado dos Povos das Américas com Londres, assinado quase que secretamente, no dia 17 de maio, entre os ingleses e o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez (um homem que viaja mais vezes a Manaus que o Presidente da República do Brasil). Por isso, os ingleses apostam e investem na eleição de membros do Foro de São Paulo, entidade que reúne a chamada esquerda na América Latina. No planejamento inglês, Cháves será um dos latinos a lançar a idéia de se formar um “consórcio mundial”, pretensamente liderado pelo Brasil, para proteger a Amazônia.

O plano dos ingleses prevê que uma grande área da Amazônia passaria a ser administrada por um consórcio internacional. Grupos ou mesmo pessoas físicas poderiam então comprar árvores da floresta. A proposta dos empresários ingleses conta com o aval do primeiro-ministro Tony Blair. Na conversa fiada dos controladores, usando o ministro Miliband como porta-voz, a idéia visa a proteger a floresta. O ministro admitiu ao jornal "Daily Telegraph" que a idéia está em seu estágio inicial e que será preciso discutir as questões de soberania da região com o Brasil.

Outra frente em que os controladores ingleses atuam é a de apressar a regulamentação da Lei de Gestão de Florestas Públicas. Teoricamente, a Lei 11.284 prevê a possibilidade de explorar madeira, frutas, remédios e outros produtos da floresta amazônica sem prejudicar o meio ambiente. E ainda ajudar as populações ribeirinhas, os índios e os quilombolas que vivem na região. Em ação integrada com Londres, ontem, membros de organizações não-governamentais, representantes de universidades e do “setor produtivo” começaram a discutir o assunto. Divididos em dois grupos, eles reuniram sugestões sobre o que deve constar das licitações para que empresários brasileiros possam obter as concessões de terras.

Em tese, a população brasileira também vai participar dessa definição, dentro da agenda elaborada pela diretoria do Serviço Florestal Brasileiro. O órgão foi criado pela lei de Gestão de Florestas Públicas e é dirigido por Tasso Azevedo. Já existe até um Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, que os banqueiros ingleses têm a intenção de gerenciar. Até o final deste mês, tal agenda prevê visitas de técnicos do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis a oito cidades da região amazônica, onde promoverão audiências públicas para analisar sugestões. Quem quiser opinar sobre a regulamentação da lei pela internet, pode acessar o site: www.mma.gov.br.

De boas intenções...

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo,defende que a Lei de Gestão de Florestas Públicas é um processo que possibilitará a criação de emprego e renda, além da preservação.

Sérgio Leitão, da organização não-governamental Greenpeace, avalia que a lei permite que o governo federal retome o controle sobre a maior parte da Amazônia, que são terras públicas e hoje vêm sendo griladas, privatizadas de forma irregular.

A intenção dessa lei é permitir que o Estado possibilite a exploração, de forma ordenada, respeitando as regras do bom manejo florestal”.

Negativa inglesa

Na tarde de ontem, o secretário-executivo do Meio Ambiente, Cláudio Langone, chefe da delegação brasileira, foi procurado informalmente pelo ministro Miliband para desfazer o que chamou de mal-entendido.

O britânico assegurou que a imprensa inglesa distorceu suas idéias e que nunca se falou em privatização da floresta amazônica.

Segundo o secretário brasileiro, Miliband alegou defender todas as iniciativas para a redução do desmatamento e emissão de gases que causam o efeito estufa.

E reiterou que não faria nenhum tipo de proposta que ferisse a soberania brasileira sobre a Amazônia

Pesquisa ou exploração?

Além da Lei de Gestão de Florestas Públicas e da proposta inglesa de privatizar áreas da Amazônia, os defensores da soberania brasileira na região devem ficar de olho na Instrução Normativa n° 114/06, baixada no último dia 20 de setembro, no Diário Oficial da União, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama.

Tal legislação estabelece que deverão firmar o Acordo de Manejo e Empréstimo todas as instituições no exterior que desejam receber animais pertencentes à lista oficial das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção.

Na teoria, a Instrução Normativa padroniza as normas que asseguram ao Ibama o controle sobre a integridade física e o patrimônio genético das espécies que deixam o Brasil para essa experiência em outros países.O Ibama informa que já mantém vários convênios com entidades estrangeiras visando a reprodução de animais ameaçados de extinção.

Dotadas de centros com alta tecnologia, elas arcam com os custos desse processo - que transcorre em cativeiro - e da devolução das novas populações à natureza.
Resta saber como tal regulamentação vai funcionar, na prática...

Apanhando dos controladores

A Suprema Corte da Inglaterra condenou o Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, a pagar ao ex-executivo do grupo Luiz R. Demarco o equivalente a 3,5% de participação do Opportunity E. Partners, empresa de fundos de investimentos das Ilhas Caiman.

Daniel Dantas começa a sentir na pele, em proporções diferentes, o peso de fazer negócios com os controladores ingleses experimentado pelo empresário brasileiro Irineu Evangelista de Sousa, o famoso Barão de Mauá, na segunda metade do século 19.
]
O Barão, que também era banqueiro e contrariou os sócios e financiadores ingleses de seus empreendimentos, foi levado à falência pelos controladores.

Quem tiver curiosidade em conferir essa estória, é só alugar nas locadoras, em videocassete, o filme “Mauá, o Imperador e o Rei”.

O azar maior de Daniel Dantas é que o caso dele não vai virar filme...

Para entender os controladores

Leiam o artigo "O Governo do Crime Organizado no Brasil ", publicado na edição de domingo retrasado do Alerta Total.

A Amazônia vai aos debates?

Lula da Silva agora promete comparecer aos debates de segundo turno, depois que não conseguiu ganhar a eleição no primeiro – sobretudo pelo desgaste de não ter ido ao debate da Globo, onde sua cadeira vazia foi massacrada pelos adversários.

Mas será que a questão da Amazônia vai comparecer ao debate junto com Lula e Alckmin?

Eis a questão, já que os candidatos a sucessão (todos eles) se recusam a falar, objetivamente, sobre várias questões fundamentais para a soberania e a auto-determinação do Brasil (assunto que os presidenciáveis também não abordam de maneira clara e objetiva.

As questões tabus

A primeira é a questão do nióbio (o Brasil perde US$ 100 bilhões por ano com o subfaturamento na exportação deste minério usado por toda indústria de alta tecnologia do mundo e do qual o Brasil detém 98% das reservas).

A segunda é sobre a implantação do transporte ferroviário e hidroviário (sem mentiras), em substituição do falido modelo rodoviário.

O terceiro tema tabu para os presidenciáveis é a própria Amazônia.

O quarto é o combate ao atual modelo financeiro, baseado nos juros altos, com definições claras sobre a queda nas taxas.

Debates marcados

A TV Bandeirantes realiza o primeiro debate entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin no próximo domingo, a partir das 20 horas.

Na Record só existe, por enquanto, a intenção de realizar um debate no dia 16, o que depende exclusivamente da confirmação da presença dos participantes.

Os jornalistas Paulo Henrique Amorim, Celso Freitas e Adriana Araújo já estariam escalados para apresentar e mediar um eventual encontro.

Na Globo, o último e derradeiro encontro do segundo turno está agendado para o dia 27, às 22h30, antevéspera da votação.

Escândalo à vista

O Palácio do Planalto tenta abafar ao máximo tal informação (ou especulação) contra Lurian da Silva.

Os serviços secretos norte-americanos informaram à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça que pelo menos US$ 150 mil dólares, para o pagamento do hediondo dossiêgate, saiu de uma conta da filha de Lula, em Miami.

A retirada da grana ocorreu no dia 12 de setembro.

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, está revoltado com tal informação, e repudia a veracidade de tal notícia, que rolava nesta noite de sábado passado, pelos bastidores do submundo da política brasileira.

Estratégia de defesa

A Folha de São Paulo adverte: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados no PT consideram fundamental punir - com expulsão e afastamento de cargos no comando partidário -, os envolvidos no caso do dossiêgate para evitar danos maiores no segundo turno.

O PT está convencido de que, se perdoar os correligionários, como fez no mensalão, a reeleição de Lula está ameaçada.

Se não houver uma atitude espontânea dos envolvidos para se desligarem da legenda, a idéia é que o caso seja analisado ou por sindicância interna ou pela comissão de ética do PT, respeitando o direito de defesa.

O episódio do dossiê, que já tinha derrubado o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, do comando geral da campanha de Lula, atingiu também Paulo Frateschi, que chefia o PT em São Paulo e era o coordenador da campanha no Estado.

Opinião de quem sabe tudo

Jilmar Tatto, terceiro vice-presidente do partido e contra quem foram levantadas suspeitas de atuação conjunta com a máfia dos transportes coletivos, adverte:

"O dossiê foi um desastre e acho que a direção executiva estadual e nacional deveriam renunciar para recompor a direção. Devemos dar uma resposta à sociedade, mostrar que o PT não aceita este tipo de prática".

Eleito deputado federal no domingo 145.081 votos, Jilmar Tatto é aliado da ex-prefeita Marta Suplicy e ligado à tendência PT de Massas.

Marta em alta

Marta Suplicy, que não concorreu a postos nesta eleição, está em alta no partido por seu engajamento nas campanhas deste ano.

Ela aceitou convite do presidente Lula para comandar a campanha da reeleição no Estado de São Paulo.

Quem não gostou nada disso foi o poderoso José Dirceu, que sabotou a pré-candidatura de Marta ao governo do Estado, na disputa com o derrotado Aloízio Mercadante, agora candidato a sofrer um processo no senado, pelo envolvimento direto de seu assessor Hamilton Lacerda no escândalo do dossiêgate.

Estratégia de ataque histérico

Num movimento coordenado, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, e o deputado eleito Ciro Gomes (PSB-CE) já estão explorando denúncias de corrupção contra o PSDB - deixadas de lado pelos petistas na primeira etapa da campanha, quando a vitória de Lula parecia certa.

Numa operação de guerra que contrasta com o tom suave e confiante do primeiro turno, o presidente Lula da Silva escalou ministros para bater duro no candidato ao Palácio do Planalto do PSDB, Geraldo Alckmin.

Lula decidiu que alguns deles vão tirar férias do ministério para se engajar completamente na campanha, como é o caso de Luiz Marinho e Mares Guia.
A idéia é fazer um "mutirão" de aliados para distribuir missões de combate nos Estados.

Sacaneando ACM

Ao receber ontem o governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), Lula provocou o senador Antonio Carlos Magalhães:

"Vão lá no Senado fotografar o ACM para ver a cara dele".

ACM prometeu troco no segundo turno, buscando votos para Alckmin.

O governador Paulo Souto, apoiado por ACM, não se reelegeu.

Tudo em família?

A governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus (PMDB), seu marido, Anthony Garotinho, e a filha Clarissa, viajaram ontem a São Paulo para declarar apoio à candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência.

O presidente do PMDB, deputado Michel Temer, liderou a iniciativa, que mostra a divisão clara do partido na sucessão.

Enquanto Temer lidera a ala oposicionista ao PT, os senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP) manifestaram apoio a Lula já no primeiro turno e prometem novas articulações em favor do petista no segundo turno.

Apoio eleitoral virótico?

O prefeito Cesar Maia (PFL) criticou a aproximação de Alckmin com Garotinho.
Na opinião do Imperador do Rio, tal aliança "pode ser virótica".

"O propinoduto de Garotinho é pior do que o dossiê de Lula. A fotografia com Garotinho desmonta o discurso ético de Alckmin".

Cesar, que sempre fustiga Alckmin quando pode, considera a decisão de aceitar o apoio um "tiro na cabeça".

Manobra curiosa

No primeiro turno, Lula obteve 49% dos votos do eleitorado do Rio de Janeiro, onde Garotinho tem inegável peso eleitoral, pois elegeu os aliados que quis.

Ainda no primeiro turno, Garotinho ensaiou um apoio a Alckmin, que foi repelido pela cúpula de campanha tucana.

Também no primeiro turno, Garotinho autorizou um de seus fiéis escudeiros, o deputado Noel de Carvalho, a negociar com o amigo dele, Lula da Silva, todo o apoio, por debaixo dos panos, da máquina dos Garotinho ao petista.

Isso é o que se chama “cercar o resultado por todos os lados” na política...

Confusão no palanque

No Rio, o peemedebista Sergio Cabral Filho, decidiu apoiar Lula, contando com a ajuda do Planalto para derrotar Denise Frossard no segundo turno.

Lula virá ao Rio amanhã para um ato de apoio mútuo.

O ex-governador Garotinho, que teoricamente apóia a eleição do peemedebista, já avisou que não subirá no palanque de Cabral com o presidente Lula.

Da mesma forma, Garotinho advertiu que não acompanhará Alckmin quando ele subir no palanque de Denise Frossard (PPS), adversária de Cabral na disputa pelo governo do Estado.

A Grande Família

No primeiro turno, Rosinha votou em Alckmin, e Garotinho, em Heloísa Helena (PSOL).

O casal Garotinho jura que o apoio a Alckmin não envolveu nenhum tipo de troca.

Os dois alegam que votarão no tucano pelo compromisso do candidato com o desenvolvimento e com a ética.

Bronca com Lula

Rosinha manifestou também o seu descontentamento com a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tratado o Rio.

"Quando Garotinho era governador e Fernando Henrique era presidente, não houve retaliação. A gente pôde até renegociar as dívidas. Eu, como governadora, não consigo ter uma relação institucional com o governo Lula, que tira recursos do Estado".

Se eleito, Alckmin lhes prometeu o contrário:

"Lula perseguiu o Estado do Rio de Janeiro, virou as costas, e eu quero ser o presidente do Estado do Rio de Janeiro, trabalhando junto com o Estado".

Temer também apóia

O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), que acompanhou o encontro do Garotinho e das Garotinhas com Alckmin, advertiu que o apoio do casal fluminense a Alckmin representa o início de uma mobilização para que os membros do partido apóiem o tucano.

"Nós começamos a fazer um trabalho no PMDB para obter a parcela mais ampla de apoio à candidatura Geraldo Alckmin. Hoje foi o primeiro gesto".

A reunião entre eles e Alckmin durou mais de duas horas.

E ninguém negociou nada neste tempo todo? É ruim, hein?!

Argumentos do Imperador

O Imperador do Rio, ave Ceasar Maia, em seu ex-blog de hoje, lista vários argumentos para que Alckmin tema o apoio dado a ela pela família Garotinho:

1. A assessoria de Alckmin, (espera-se que tenha sido a assessoria), promoveu um encontro dele com Garotinho em SP, provavelmente pela leitura equivocada do resultado eleitoral no Rio. No Rio a senadora HH cumpriu um importante papel denunciando o governo Lula e obteve sua maior votação. No Rio, ao lado de Brasília, foi onde Cristóvam teve seu maior porcentual de votos. Avaliar o resultado comparando Lula e Alckmin é um equívoco de quem faz política apenas com equações de primeiro grau.

2. Cabral durante todo o primeiro turno, escondeu Garotinho que nunca apareceu na TV ou na rua com ele. Em entrevistas e debates tentavam esconder o patrocínio. Na abertura do segundo turno quem aparece na TV e tira fotos com Garotinho é o Alckmin. Só pode ter sido decisão tomada pela comissão das meninas do colégio de freiras de Pindamonhangaba.

3. Os escândalos nos governos Garotinhos não devem nada aos do governo de Lula: propinoduto, ongoduto, máfia dos combustíveis, Loterj com Waldomiro Diniz,Fundo de Pensão da Cedae,... e por aí vai. Acabou a força do discurso ético da candidatura de Alckmin no cidade do Rio de Janeiro.

O eleitor vai dizer assim: "Como diz o Lula, são todos iguais".

Os desafios de Cesar

Cesar Maia desafia a candidatura de Alckmin a aparecer no calçadão de Copacabana no domingo, ao lado do Garotinho. O Imperador pega pesado na sugestão de idumentária para o evento:

Recomenda-se capacete de aço”.

Cesar provoca que o PFL desafia os políticos do PSDB da Capital a participarem de reuniões e comícios com Garotinho, (com Alckmin), e tirarem fotografia ao lado deles para sair nos jornais.

Malandragem de Garotinho

Cesar Maia avalia que a assessoria do Alckmin se precipita e faz uma enorme bobagem.

"Garotinho esperto, quando viu o mapa da votação no interior do Estado do Rio, correu para o Alckmin que venceu Lula com mais de 40% dos votos nas regiões serranas, no noroeste e quase igualou em outras. Clique e veja o georeferenciamento dos votos de Alckmin no Estado do Rio. Isso sem incluir Heloisa Helena que na capital -somou uma surra no Lula. O desgastado Garotinho deu um golpe nos ingênuos do entorno do Alckmin e reapareceu como apoio significativo.

Cesar Maia sugere uma olhada no Georeferenciamento dos votos de Alckmin no Estado do Rio http://photos1.blogger.com/blogger/4304/545/1600/georeferencia_alckmin.0.jpg

Lula com os eleitos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne hoje de manhã, no Palácio da Alvorada, com os governadores eleitos do Acre, Binho Márquez (PT); do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB); da Bahia, Jacques Wagner (PT), do Ceará, Cid Gomes (PSB); do Piauí, Wellington Dias (PT) e do Sergipe, Marcelo Deda (PT).

Parte da agenda de Lula nesta manhã foi reservada para telefonemas a eleitos para cumprimentá-los pela vitória em primeiro turno.

Ontem, o presidente já conversou até com os tucanos Aécio Neves, governador reeleito de Minas Gerais, e José Serra, eleito em São Paulo.

Indeciso exemplar

O compositor Caetano Veloso, sempre polêmico quando abre a boca para falar de política, avalia que Lula e Alckmin ganharam com a realização do segundo turno.

Segundo Caetano, Lula deixou de dizer "aquelas bobagens megalômanas" e Alckmin deixou de ser "um fantasma de candidato".

Caetano, que rejeitou Lula no primeiro turno para não se sentir "um imbecil", revela que votou em Alckmin.

Mas agora afirma que pode votar pela reeleição do presidente.

"Posso votar num ou noutro, a depender do andamento das campanhas".

Detonando os eleitos

O procurador regional eleitoral Rogério Nascimento pediu a impugnação do mandato de quatro deputados federais reeleitos na bancada do Rio.

Dos 46 deputados fluminenses, 21 se reelegeram. Serão denunciados pelo Ministério Público os deputados Edson Ezequiel, Eduardo Cunha, Nelson Bornier, do PMDB, e Sandro Matos, do PTB.

A lista poderia ser bem maior, mas o procurador Nascimento lembra que "o eleitor ajudou ao não reeleger muitos políticos que já respondem a processos criminais ou de improbidade administrativa".

Outros na alça de mira

Entre os novos parlamentares eleitos, alguns já estão sendo processados criminalmente e o procurador também vai recorrer contra a eleição de deputados estaduais.

A possibilidade de cassar os eleitos foi levantada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), com base no parágrafo 10 do artigo 14 da Constituição, que fala da impugnação de mandato eletivo, quando houver prova de corrupção e abuso de poder.

O pedido tem que ser protocolado até 15 dias depois da diplomação do eleito, junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Miro chegou a questionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não quis se pronunciar de forma genérica.

Pudim do Garotinho

O procurador Rogério Nascimento espera também que o TSE julgue o processo que considerou inelegível o deputado federal Geraldo Pudim, eleito com a segunda maior votação: 272 mil votos.
Pudim e o casal Rosinha e Garotinho foram condenados pela juíza eleitoral da cidade por abuso do poder econômico na campanha de 2004.

O TRE do Rio reviu a condenação, por quatro votos a três.

A procuradoria recorreu e o TSE pode cassar o deputado.

Rio sem sanguessugas

Nenhum sanguessuga representará o Rio na próxima legislatura.

O Rio teve 16 parlamentares envolvidos na lista dos Sanguessugas.

Destes, três foram inocentados pela CPI, mas dois deles permaneceram na lista enviada pelo Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal com pedido de abertura de investigação.

Dos 15 a serem investigados, dez tentaram a reeleição e perderam.

Churrasco do Valdemar

A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo ajuizou, no domingo da eleição, uma representação contra o ex-deputado e deputado federal eleito Valdemar Costa Neto por captação ilícita de votos.

No dia 27 de setembro 2006, o candidato é acusado de ter feito campanha eleitoral com farta distribuição gratuita de churrasco e bebida a grande número de eleitores.

Os fatos ocorreram no bairro de Borocéia, em Bertioga, num espaço de eventos situado na rodovia Rio-Santos, quilômetro 192.

Provas objetivas

A representação da Procuradoria eleitoral apontou que "os elementos de convicção existentes nos autos não deixam margem a qualquer dúvida de que o candidato representado, em conduta plenamente típica à luz do artigo 41-A da Lei das Eleições, ofereceu e deu ao enorme contingente de eleitores presentes, de um modo geral pessoas humildes, que moram nas redondezas e dispõem de poucas possibilidades de lazer, comida e bebida em abundância, agindo com o fim precípuo de obter-lhes os votos, tanto assim que, em seu discurso, realizado imediatamente antes do início da distribuição da comida e da bebida, pediu expressamente que votassem nele".

O ilícito eleitoral previsto no artigo 41-A é punido com multa e cassação do registro ou diploma do candidato responsável pela prática da conduta.

Protagonista do escândalo do mensalão, Valdemar foi eleito com 104.107 votos.

Sem voto e mal educado

Mensagem mal educada deixada na caixa de orkut por um candidato que perdeu a linha porque teve apenas 1.394 votos para deputado federal no Estado de São Paulo

Subject: a todos filhos da puta !!!!!!!!!!! Depois de uma trairagem enorne que tive nas urnas estou antes de excluir este prefil de merda do orkut onde só se tem puta e viado e gente que quer ver este pais na merda não quero mais fazer parte do relaionaeto de ninguem. Favor me exclua de seu grupo de amigos , pois não sou seu amigo se Brasil só quer politio ladrao e mensaleiro e problema de vocês eu fiz minha parte e saio de cabeça erguida e quero que o Brasil se foda e voces todos tb. Lavei minhas mãos”.

Será que os eleitores merecem uma mensagem dessas? Um político que age assim deve ser banido da vida partidária e eleitoral para sempre.

Bancada dos Zumbis

Com a aplicação da chamada cláusula de barreira em fevereiro, 118 deputados de 14 partidos terão atuação limitada, sem direito a ter um líder, gabinetes de liderança ou integrar comissões e CPIs.

É a maior bancada informal na Casa, com 23% dos deputados, já apelidada de bancada dos zumbis.

A Lei dos Partidos Políticos definiu que cada legenda deveria obter pelo menos 5% dos votos no país e 2% em no mínimo nove estados.

Embarreirados

Dos 21 partidos que elegeram deputados na eleição de domingo, apenas 7 conseguiram ultrapassar a chamada cláusula de barreira.

Essa cláusula não extingue os demais 14 partidos, mas as legendas que descumpriram a cláusula ficam com apenas dois minutos de programas gratuitos anuais no rádio e na TV.

De acordo com o TSE, terão de dividir, entre si, 1% do Fundo Partidário, hoje em torno de R$ 100 milhões.

Ou seja, vão repartir R$ 1 milhão, o que dará menos de R$ 80 mil para cada.

Salvos e perdidos

Os partidos que tiveram desempenho para fugir da cláusula de barreira foram o PT, com 15,58% dos votos para deputado; PMDB, 15,12%; PSDB, 14,13%; PFL, 11,34%; PP, 7,42%; PSB, 6,38% e PDT, 5,40%.

Os partidos que não conseguiram 5% dos votos no País e 2% em pelo menos nove Estados foram: PTB, PPS, PV, PL, PC do B, PSOL, PSC, PRONA, PTC, PMN, PHS, PAN, PRB - do vice-presidente José Alencar - e PT do B.

O salvador da pátria

Coube ao ex-ministro Ciro Gomes (CE) salvar o PSB.

Ele obteve 667.830 votos, tornando-se proporcionalmente o candidato mais votado do País, com 17,82% de todos os votos do Ceará.

Quando foi sondado para ser o candidato a vice na chapa do presidente Lula, Ciro disse que preferia ser candidato a deputado, porque poderia ajudar o seu partido a superar a cláusula.

Fusão é a solução?

Partidos pequenos buscam saídas, como a hipótese de fusões partidárias, mas os partidos maiores descartam mudanças na lei.

Para fugir da regra, alguns partidos, como PPS, PV e PHS já pensam em se unir, numa fusão que não atrapalhe a autonomia programática de cada um.

De acordo com a fórmula pensada por Roberto Freire, do PPS, eles teriam um estatuto em comum que lembraria a origem de cada um dos partidos, dando-lhes autonomia, como se fossem tendências políticas dentro da legenda - fórmula que já é aplicada pelo PT.

Greve dos bancários

O comando nacional de greve dos bancários rejeitou a nova proposta apresentada ontem pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A greve por tempo indeterminado da categoria deve crescer em todo o País a partir de amanhã.

Desde ontem, funcionários de 14 Estados já estavam parados.

A Fenaban apresentou proposta de reajuste salarial de 2,85%.

Esse percentual representa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 1º de setembro de 2005 a 30 de agosto deste ano.

Na proposta apresentada na semana passada pela Federação, o reajuste era de 2%.

Sociedade dos Amigos de Plutão

O jornalista Carlos Chagas é o autor do maior fake (notícia falsa) que circula pela Internet nos últimos tempos.

Chagas explica que a tal ONG "Sociedade dos Amigos de Plutão" não existe.
Pelo menos, ainda não foi criada.

O jornalista justifica uma piada que fez para mostrar como são perigosas as relações entre o governo e algumas organizações não-governamentais:

Simples metáfora, mas, reconheço, sem a caracterização explícita. Como no período eleitoral que agora se encerra andam exasperadas as emoções, houve quem supusesse naquela crônica uma agressão ao PT, às lideranças sindicais, ao presidente e à Esplanada dos Ministérios. Penitencio-me, para que não haja dúvidas”.

Carlos Chagas tem crédito, por ser um dos raros jornalistas defensores da soberania e da autodeterminação do Brasil.

Vida que segue...

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Um comentário:

Bira disse...

Caro Serrão
O governo atual ampliou a faixa de desmatamento e faz vista grossa ao tráfico de madeira e biodiversidade. Se os grupos controladores querem privatizar e ditam as regras conforme post anterior, há contradição entre as duas afirmações.