quinta-feira, 5 de outubro de 2006

CPI deve investigar a farra de gastos dos governos Lula e FHC com ONGs e OSCIPs ligadas a políticos

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Por Jorge Serrão

A farra com o dinheiro público, promovida por políticos ligados a Organizações Não-Governamentais ou a Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, será alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que tem tudo para atormentar a administração petista, seja ela vencedora ou não da reeleição. Será apresentado no Senado, depois do segundo turno eleitoral, um requerimento de abertura da CPI das ONGs e OSCIPs . O senador Heráclito Fortes (PFL) já tem 35 assinaturas (oito a mais que as 27 necessárias) para o início das investigações.

O mau uso do dinheiro repassado ao chamado “Terceiro Setor” põe em cheque a tese de que a contratação de organizações sem fins lucrativos pode ser uma boa solução na prestação de serviços importantes para a sociedade, em substituição ao Estado. Em valores atualizados, de janeiro de 2001 até setembro deste ano, aproximadamente R$ 13 bilhões e 400 milhões foram destinados a essas organizações. Apenas este ano, R$ 1 bilhão e 500 milhões já saiu dos cofres públicos para as ONGs. O total de liberações durante o atual governo chega a R$ 8 bilhões. O ano ainda nem acabou e as liberações feitas em 2005 e 2006 já atingiram R$ 4 bilhões e 100 milhões de reais – segundo a ONG Contas Abertas, criada para fiscalizar os gastos públicos e não para receber grana do governo.

Um dos principais alvos do senador é pegar petistas que montam ONGs e recebem dinheiro do Governo Federal. O parlamentar cita o caso de Jorge Lorenzetti (ex-chefe do núcleo de inteligência da campanha petista e que assumiu a idéia de compra do dossiê Vedoin). Lorenzetti é ligado à ONG Unitrabalho, que recebeu R$ 18 milhões dos cofres federais e mais R$ 4 milhões da Fundação Banco do Brasil. Ele também é fundador, junto com Lula, Ricardo Berzoini, presidente do PT, e Aloizio Mercadante (PT-SP), da ONG RCT (Rede de Comunicação dos Trabalhadores).

Mas nem só o governo Lula foi generoso com as transferências a instituições privadas sem fins lucrativos. Nos últimos dois anos da gestão de Fernando Henrique Cardoso, os repasses foram da ordem de R$ 5 bilhões e 400 milhões. Por este motivo, os petistas também querem que a CPI abranja o governo de Fernando Henrique Cardoso. Tanto que três senadores petistas assinaram o requerimento de Heráclito, pedindo a abertura da comissão: Serys Slhessarenko (MT) - investigada no Conselho de Ética do Senado por suspeita de ligação com a máfia dos sanguessugas -, Saturnino Braga (RJ) e Paulo Paim.

Grande fracasso

Um dos maiores fracassos do atual governo, o Programa Primeiro Emprego foi outra ferramenta para beneficiar ONGs ligadas ao PT.

Dos R$ 96 milhões e 200 mil repassados pelo Governo Federal, entre 2004 e 2006, 59% foram para entidades representadas por petistas.

Repasses totais da ordem de R$ 56 milhões e 600 mil foram feitos à 13 ONGs ligadas ao Partido dos Trabalhadores para capacitar e inserir jovens no mercado de trabalho.

Outras 16 entidades, em que petistas não estão como dirigentes, receberam R$ 39 milhões e 600 mil.

Vai sobrar para o MLST?

Mesmo com indícios que confirmam o relacionamento entre a ANARA e o MLST, a Controladoria Geral da União ainda não conseguiu comprovar o repasse de dinheiro público entre as duas instituições.

No entanto, as irregularidades encontradas em uma série de prestações de contas dos convênios celebrados entre o INCRA e a ANARA, indicam a possibilidade de que os repasses tenham realmente acontecido.

O relatório da Controladoria recomenda ao INCRA que apure todos esses fatos suspeitos para que seja possível descobrir a possível ligação financeira entre a ANARA e o MLST – dirigido por outro amigo de Lula, Bruno Maranhão, o mesmo que liderou a invasão do Congresso.

Escândalo notório

Desde o início do governo petista, a Fundação Unitrabalho recebeu R$ 18 milhões e 500 mil em convênios com diversos órgãos federais.
Durante os quatro anos do governo FHC, recebeu diretamente da União apenas R$ 840 mil e 500 reais.

A ONG Unitrabalho teve Jorge Lorenzetti, amigo pessoal do presidente Lula, como um dos principais colaboradores.

Outro amigo com problemasOutra bronca é contra a ONG Ágora, chefiada por Mauro Dutra, amigo do presidente Lula.

Em 2004, o empresário foi flagrado apresentando R$ 900 mil em notas supostamente frias em prestações de contas ao governo.

O caso é investigado pelo Tribunal de Contas.

Quem dá mais

No ano passado, o órgão que mais pagou a entidades sem fins lucrativos foi o Ministério da Saúde, com R$ 518 milhões e 500 mil.

O Ministério de Ciência e Tecnologia também destinou uma quantia considerável (R$ 476 milhões e 300 mil) a essas organizações.

O terceiro que mais gastou em 2005 foi o Ministério do Desenvolvimento Agrário, com R$ 280 milhões e 300 mil.

A farra continua

Este ano, o Ministério da Saúde continua em primeiro lugar, com transferências que ultrapassam R$ 330 milhões para as ONGs.

Em segundo, está o Ministério da Ciência e Tecnologia, com repasses que já totalizam R$ 198,3 milhões.

Os dois ministérios estão sob investigação da CPI das Sanguessugas, já que parte do dinheiro utilizado na compra de ambulâncias e ônibus para inclusão digital foi destinada a ONGs e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs).

Espionando os “aliados”

As controvertidas posições políticas e econômicas dos governos do venezuelano Hugo Chávez e do boliviano Evo Morales (parceiros do PT no Foro de São Paulo, entidade que reúne a esquerda na América Latina) se tornaram uma pedra no sapato do Brasil e do presidente Lula.

Por isso, em portaria sigilosa, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) abriu seleção interna para escolher agentes secretos que serão enviados à Venezuela e à Bolívia.

Os agentes ficarão baseados nas embaixadas e atuarão sob o manto da diplomacia, como adidos civis.

Fugindo da tradição?

A decisão de "embutir" agentes secretos no Itamaraty vai contra a tradição da diplomacia brasileira.

Nem durante o regime militar o Ministério das Relações Exteriores aceitou que agentes secretos de outros órgãos do Executivo ou das Forças Armadas agissem sob o disfarce de diplomatas.

Na época, o Itamaraty montou seu próprio serviço secreto.

Atualmente, a Abin só mantém três agentes fixos, em Buenos Aires, Washington e Key West (EUA).

Operação abafa

Apenas depois do segundo turno eleitoral será divulgado o resultado das investigações do escândalo do dossiê, montado por petistas para prejudicar o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB).

A péssima notícia foi dada foi dada pelo ministro da Justiça (que não existe no Brasil), Márcio Thomaz Bastos, durante reunião com 17 ministros.

A notícia preocupou alguns ministros que temem desgaste para a campanha do presidente Lula da Silva.

Desculpa esfarrapada

Bastos alega que a Polícia Federal estaria com dificuldades para descobrir a origem do dinheiro apreendido durante a operação.

O ministro Bastos poderia dar uma perguntada aos serviços secretos norte-americanos, se eles têm revelações bomba sobre a origem da grana.

Quem sabe, além das informações, eles lhe dão de presente um sofá novinho para colocar na sua sala, onde Bastos poderá curtir as mais eletrizantes canções da pequena notável Carmem Miranda – cantora da qual é fã.

Telefones contam tudo

O chefe da Polícia, pelo telefone, manda avisar...

Justiça Federal, em Mato Grosso, autorizou a Polícia Federal a vasculhar ligações telefonias de 70 pessoas.

O objetivo é desvendar origem do dinheiro para comprar o dossiê contra Serra.

Mantega e a máquina aloprada

A coligação PSDB-PFL vai entrar com uma ação na Justiça Eleitoral, questionando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, por uso da máquina pública.

O ministro é acusado de ter se transformado em cabo eleitoral, no horário de trabalho e no exercício de sua função.

Na tarde desta terça-feira, Guido Mantega concedeu entrevista coletiva na portaria do Ministério da Fazenda em que cobrou o programa econômico do candidato tucano.

De acordo com a legislação eleitoral, Guido Mantega não poderia fazer esse tipo de declaração, pois é ministro da Fazenda do governo Lula e concedeu a entrevista no próprio ministério, utilizando a máquina pública.

A regra é clara

A legislação eleitoral lista uma série de condutas vedadas aos administradores durante o período eleitoral.

Entre elas está ceder servidor público ou empregado da administração direta ou indireta federal, estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus serviços, para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, durante o horário de expediente normal, salvo se o servidor ou o empregado estiver licenciado.

Por isso, especialistas em direito eleitoral afirmaram que, se ficar comprovado o uso da máquina administrativa pela campanha petista, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode punir os responsáveis.

As penas vão desde a aplicação de multa até a cassação do registro da candidatura de Lula.

No entanto, essa última hipótese (cassação do registro) é considerada improvável.

Desculpa do Boi Tatá

A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda transmitiu, nesta terça, comunicado por telefone negando que tenha convocado entrevista coletiva na tarde de terça.

O comunicado destaca: "A assessoria de comunicação do Ministério da Fazenda esclarece que não convocou entrevista coletiva do ministro da Fazenda na tarde desta terça-feira. A assessoria de comunicação social comunicou aos jornalistas do comitê de imprensa que o ministro iria ao Palácio do Planalto e estaria à disposição dos jornalistas para responder a entrevistas que lhe fossem formuladas, como é habitual".

Na tarde desta terça, a assessora de comunicação do Ministério desceu ao comitê de imprensa para dizer: "O ministro vai falar".

Os jornalistas questionaram o tema e a assessora respondeu que não conhecia o assunto.

Gritaria geral dos colequinhas

Os jornalistas protestaram em relação ao fato de que o ministro falaria na portaria do Ministério, e não na sala de entrevista.

Quando chegou à entrevista, o ministro foi novamente interpelado pelos jornalistas, que lhe pediram que concedesse entrevistas como essa, na sala do comitê, e não na portaria, como de hábito.

Mantega respondeu que na próxima quinta-feira, quando saírem os indicadores industriais, fará como pediram os repórteres.

Sujeira com os amigos de Palocci?

A empreiteira Leão Leão, a mesma denunciada por escândalos na gestão de Antônio Palocci na prefeitura de Ribeirão preto, perdeu o direito de participar de licitação para contratar serviço de varrição para a cidade de São Paulo.

A empresa ganhou a licitação que ocorreu na quinta-feira (dia 28), mas não poderá ser contratada.

O juiz Valter Alexandre Mena, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, entendeu que a empresa não podia ter participado do leilão porque não atendeu aos requisitos estipulados no edital.

De acordo com o magistrado, a empresa não ofereceu os equipamentos adequados.

Por esse motivo, o preço apresentado foi mais baixo do que das outras concorrentes.

Mesmo sem atender integralmente ao edital, a Leão Leão pôde participar da licitação munida de uma liminar.

Detonando os bandidos políticos

O procurador regional eleitoral do Rio de Janeiro, Rogério Nascimento, promete a maior dor de cabeça para políticos corruptos que foram eleitos agora.

Mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter revisto as cassações determinadas pelo Tribunal Regional Eleitoral fluminense, ele tentará barrar os mandatos daqueles políticos que, apesar das acusações, sobreviveram às urnas.

Até o final desta semana seus assessores irão recolher nos processos de registro de candidaturas do TRE-RJ cópia de todas as folhas de antecedentes dos 46 políticos que se elegeram para a Câmara dos Deputados, mais os 70 que ganharam cadeira na Assembléia Legislativa do Rio, e ainda alguns suplentes que podem ser chamados a substituir os titulares.

Tão logo os eleitos sejam proclamados — o que deve ocorrer até 20 de dezembro —, o procurador se prepara para ingressar junto ao TRE com pedidos de impugnação dos mandatos.

Campanha de gastos

Na única vez em que despachou no Palácio do Planalto esta semana, o presidente Lula, que só tem cuidado de sua campanha à reeleição, assinou ontem medida provisória para liberar R$ 1 bilhão e 504 milhões de reais para obras e pagamentos de dívidas.

Há dez dias, Lula anunciara corte de R$ 1 bilhão e 600 milhões – o que agora se comprova ter sido um factóide financeiro.

Do total agora liberado, R$ 191 milhões serão remanejados de obras que não estão avançando para outras que podem deslanchar ainda este mês.

Alegria dos aliados

O governo utilizará ainda R$ 1 bilhão e 300 milhões que, desde a virada do ano, estava disponível e era computado como superávit, que foi reduzido.

Com isso, novos cortes terão de ser feitos, até o final do ano, para o cumprimento da meta de economia de gastos.

Mas, aí, a eleição já terá terminado e seus aliados estarão felizes.

Desmontando o discurso

Em uma investida para defender o ponto por onde sua campanha sofreu mais ataques no primeiro turno, o presidente Lula da Silva afirmou ontem que vai colocar as questões sobre ética e corrupção nos debates com o candidato Geraldo Alckmin (PSDB).

Para Lula, Alckmin só discute corrupção porque não tem como fazer comparações entre o governo de Fernando Henrique Cardoso e o do petista.

A união de Alckmin com o casal Garotinho, na opinião dos petistas, joga a tal ética de Alckmin pelo ralo.

Outra tática ofensiva

A demonstração de força que o PT e seus aliados deram nas regiões Norte e Nordeste - oito candidatos a governador eleitos no primeiro turno - é o motivo de mais uma mudança na tática reeleitoral do presidente Lula.

A campanha petista vai trabalhar para colar no candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, a pecha de candidato "antinordestino".

Além disso, os petistas pretendem mostrar que Alckmin é paulista demais.

Ajuda do Imperador

Os petistas já contam com a ajuda do prefeito Cesar Maia, que desembarcou da campanha de Alckmin no estado do Rio, depois da adesão ao tucano feita pelo casal Garotinho.

Em seu ex-blog de hoje, Cesar critica o que define como “paulicentrismo”:

Parafraseando uma máxima de antigo presidente dos EUA: SP não tem amigos, mas interesses. É essa a arrogância que passa. A taxa de identificação do eleitor do nordeste com Lula, numa proporção nunca vista em eleições brasileiras abertas, indica que há uma reação ao paulicentrismo, mais que um voto dos pobres”.

Quem fiscaliza ele?

Encarregado das questões éticas e do combate à corrupção, o chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, usou seu carro oficial para ir à reunião em que ele e outros 16 ministros trataram da campanha do presidente Lula.

O motorista de Hage ainda tentou esconder o carro no fim da rua.

E Hage ainda teve a cara de pau de afirmar que não violou qualquer norma ao usar o carro oficial para se dirigir a uma reunião política.

Crise fatal

A candidata do PPS ao governo do Rio, Denise Frossard, anunciou seu rompimento com o candidato do PSDB a presidente, Geraldo Alckmin, depois que ele recebeu apoio do ex-governador Anthony Garotinho e da governadora Rosinha, do PMDB.

Frossard, que havia feito campanha para Alckmin no primeiro turno, agora prega o voto nulo.

"Retiro o meu apoio a ele e vou cuidar da minha vida".

O presidente do PPS, Roberto Freire, considerou a decisão um equívoco.

Minueto no Rio

O JB de hoje define muito bem a zona eleitoral no Rio de Janeiro, depois do apoio do casal Garotinho a Alckmin:

Garotinho gosta de Cabral, que gosta de Lula, que não gosta de Alckmin, que passou a gostar de Garotinho, que detesta Cesar Maia e Denise, que já não gostam mais de Alckmin”.

Operação panos quentes

As cúpulas do PSDB, do PFL e do PPS montaram uma operação de emergência para debelar a crise aberta pela adesão do ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) à campanha tucana à Presidência.

O objetivo é convencer o prefeito do Rio, César Maia (PFL), e a candidata do PPS ao governo fluminense, Denise Frossard, adversários políticos de Garotinho, a se reintegrarem à campanha de Geraldo Alckmin.

O senador José Jorge (PFL-PE) desembarca hoje no Rio para conversar com César Maia.

Jarbas mete o pau

O senador eleito de Pernambuco Jarbas Vasconcelos criticou a decisão do presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, de aceitar o apoio dos também peemedebistas Rosinha Matheus, e do seu marido, Anthony Garotinho.

"Minha restrição é que Garotinho não acrescenta coisa nenhuma. E Alckmin, a partir de agora, vai ter que ficar dando explicações, como eu estou dando aqui. Política se faz quando não se tem satisfações a dar. Quando você é obrigado a esclarecer as coisas, aí não é uma posição boa. Se fosse candidato e estivesse no lugar de Alckmin, não queria esse apoio. Essa história de que todo apoio é bem-vindo não é verdade".

Tido como um dos principais aliados do tucano no Nordeste, o ex-governador de Pernambuco acusou Garotinho de ter "comportamento inadequado".

"Ele tem uma prática incorreta, usa muitos meios de comunicação e a igreja para atingir os seus objetivos. Tanto ele quanto a esposa têm várias denúncias de malversação de dinheiro público".

Gabeira também detona

Para estancar a crise, o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, procurou Fernando Gabeira (PV).
Tucanos e pefelistas avaliam que uma declaração de voto do deputado mais votado no Rio neutralizaria o impacto da aliança com Garotinho.

O deputado prometeu "pensar no caso", mas advertiu:

"Foi um passo equivocado. Garotinho tem um peso nefasto no Rio".

Zona eleitoral de fato

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou ontem um levantamento segundo o qual dez partidos escapariam da chamada cláusula de barreira, contrariando cálculo da Câmara, que exclui apenas sete siglas das restrições da norma.

Os três beneficiados pela interpretação do TSE seriam PTB, PPS e PL, que já articulam fusões para não serem sufocados.

Diante da confusão, o presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, admitiu horas depois a possibilidade de erro e o atribuiu à área administrativa, dizendo que não há deliberação dos ministros sobre a aplicação da regra.

Alvo para cassação

O senador Jefferson Péres (PDT-AM) pediu ontem ao Conselho de Ética do Senado a cassação do mandato de Ney Suassuna (PB), líder licenciado do PMDB.

Suassuna foi acusado pela CPI dos Sanguessugas de ligação com o esquema de venda superfaturada de ambulâncias a prefeituras com recursos do Orçamento da União.

Seu ex-assessor Marcelo Carvalho foi preso pela Polícia Federal em maio.

Coitado dele

O ex-senador Luiz Estevão foi preso ontem, em São Paulo, enquanto participava de uma audiência no Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

A prisão está relacionada ao caso TRT, no qual Estevão foi condenado a três anos e meio por falsificação de documentos.

O ex-senador é acusado de improbidade administrativa no processo que apura o desvio de R$ 169 milhões das obras do TRT de São Paulo.

Balão de ensaio

O ministro britânico de meio ambiente, David Miliband, classificou de “distorção” a notícia publicada domingo no jornal inglês Daily Telegraph de que o governo da Grã-Bretanha teria interesse em elaborar um fundo internacional para financiar a aquisição de largas porções de terra na Amazônia.

A publicação causou mal-estar na delegação brasileira que participa da 2ª Reunião Ministerial do Diálogo de Gleneagles sobre Mudança do Clima, Energia Limpa e Desenvolvimento Sustentável, com a presença de países membros do G8 mais Brasil, China, Índia e África do Sul, em Monterrey, no México.

Agora, o inglês tenta contar lorota, pois sua declaração ao jornal inglês foi bem clara, falando até da formação de grupos de "stake-holders" (parceiros com compromisso social) para gerenciar a floresta, que, nas palavras dele, sofre uma massiva devastação (massive deforestation).

Miliband ainda apontou como figura chave por trás do projeto o milionário sueco Johan Eliasch, empresário e tesoureiro do Partido Conservador inglês, que já comprou 400 mil acres (ou 160 mil hectares) de terra na floresta amazônica, pela bagatela de 8 milhões de Libras (R$ 32 milhões e 500 mil reais).

Teses sobre o desastre

Controladores de vôo do Cindacta-1, em Brasília, tentaram cinco vezes entrar em contato por rádio com o Legacy antes da colisão com o Boeing da Gol.

O jato ficou com o transponder desligado nos 15 minutos antes do acidente.

O aparelho identifica o avião no radar e integra o sistema de alerta anticolisão.

As gravações da caixa-preta do Legacy confirmam os relatos dos operadores de vôo e os registros dos radares.

Falha humana

Os alertas foram dados porque o jato estava no limite da cobertura da torre e deveria passar a se comunicar com o Cindacta-4, de Manaus.

Sem resposta, Brasília passou a transmitir às cegas.

Essa nova informação reforça a hipótese de falha humana da tripulação do Legacy, já que poucos minutos após o impacto o jato voltou a se comunicar por rádio com Brasília e o transponder voltou a funcionar.

A reconstituição dos vôos não indicou falhas nos radares ou na comunicação por rádio.

Indiciados pela federal

Os pilotos do Legacy que derrubou o Boeing da Gol em colisão, Joseph Lepore e Jean Palladino, estão irritados com o noticiário brasileiro e têm dito a interlocutores brasileiros, aos berros, que em nenhum momento apertaram qualquer botão ou tomaram qualquer iniciativa que pudesse desligar o transponder do avião.

Mas a Polícia Federal abriu inquérito ontem e vai apurar se o Legacy que bateu no Boeing da Gol sexta-feira passada, matando 155 pessoas, havia desligado o transponder, equipamento que permite o monitoramento pelo radar e é parte do sistema anticolisão.

O desligamento caracterizaria atentado contra a segurança aérea.

Petróleo em Niterói

A Petrobras anunciou ontem a mais importante descoberta dos últimos anos no Brasil, na Bacia de Santos.

Trata-se de um novo campo de petróleo leve (30° API), com a mesma qualidade do Brent, do Mar do Norte, utilizado juntamente com o WTI, do Texas, como referência no mercado mundial.

Localizado em frente aos municípios de Niterói e Maricá, no litoral do Rio de Janeiro, o campo poderá ser colocado em produção em um prazo de até três anos, como aconteceu com o campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo.

Novas descobertas

O campo faz parte do bloco BMS-11 e é operado pela Petrobras (65%), em consórcio com a britânica BG (25%) e a portuguesa Petrogal (10%).

Teste da Petrobras no campo BM-S11, com petróleo encontrado sob camadas de sal de 2 mil metros de espessura, abre possibilidade de novas descobertas em toda a costa leste brasileira.

Grande Escritor do Universo

Stephen Hawking, o renomado físico da Universidade de Cambridge que escreveu o best-seller "Uma Breve História do Tempo", vai começar a trabalhar em um novo livro que analisará como e por qual razão o Universo foi criado.
Hawking, de 64 anos, que sofre de uma doença muscular paralisante e vive confinado a uma cadeira de rodas, já escreveu vários livros que examinam as origens do universo e o que o futuro encerra.

"The Grand Design", que tem lançamento previsto para 2008, será co-escrito por Leonard Mlodinov, físico e autor que colaborou com Hawking em "Uma Nova História do Tempo", publicado no ano passado.

"The Grand Design ("O Grandioso Projeto") encara a questão do motivo da existência de um Universo, analisando tanto a origem do cosmos quanto as questões mais profundas relativas a por que as leis da física são o que são.

Hawking também está trabalhando em uma série de livros para crianças com sua filha Lucy, o primeiro dos quais deve ser lançado em 2007.

Mais informações estão disponíveis em http://www.hawking.org.uk.

Vida que segue...

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3 comentários:

Anônimo disse...

...o problema da derrama de dinheiro para ongs é a falta de fiscalização, exatamente a mesma inexistente na distibuição de bolsas assistencias.

jaymeguedes disse...

É verdadeira a noticia abaixo, transcrita do Argumento & Prosa?

Por Nino no Minuto político

TIO SAM DENUNCIOU:
U$ 150 MIL VIERAM DE UMA CONTA DE LURIAN, A GORDINHA FILHA DO APEDEUTA, DE MIAMI.
A notícia se espalha como rastilho em Brasília.

Anônimo disse...

Imprensa safada, venal e vendida...
já devem ter abocanhado seu quinhão do governinho de merda do lula...


Brasil UM PAÍS DE MERDA !!!