terça-feira, 3 de outubro de 2006

Na briga pela reeleição, Lula tenta se livrar do risco de impeachment e recebe o apoio formal de Collor

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Ouça também o Alerta Total no seu computador.
http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal
Edição em áudio a partir de Meio-dia.

Adicione nosso blog e podcast a seus favoritos do Internet Explorer.

Por Jorge Serrão

Antes de conquistar sua sonhada reeleição, o presidente Lula da Silva faz de tudo para espantar o fantasma de um impeachment e escapar do risco de sua candidatura sofrer impugnação por causa do Dossiêgate. Enquanto se refaz da irritação e da ressaca de não ter vencido no primeiro turno, como esperava, Lula trata de se defender da suspeita de envolvimento no esquema do dossiê Vedoin. Na defesa enviada no final de semana ao Tribunal Superior Eleitoral, os advogados de Lula insistem que “seu representado nada, absolutamente nada, tem a ver com o ocorrido”. Condenado pelo TSE, Lula ficaria inelegível.

Em sua tática defensiva no dossiêgate, Lula insistiu que deseja saber "o que aconteceu e quem foi que inventou essa engenharia para nos dar um tiro no pé". Admitiu que sua candidatura pode ter sofrido danos por causa do escândalo, mas lançou a dúvida sobre os petistas que, semana passada, chamou de “aloprados”: "Não posso culpar o PT, assim como não se pode culpar uma família inteira quando um de seus membros comete um desatino". O presidente até defendeu a publicação das fotos do dinheiro que supostamente seria pago pelo dossiê (vazadas pelo delegado Edmilson Bruno, da Polícia Federal), apesar da tentativa do PT de evitá-la: "Se o fato ocorreu, tem que ser mostrado".

Além de se preocupar com a retaguarda, Lula faz articulações políticas para vencer Geraldo Alckmin no segundo turno, marcado para dia 29. Ontem, recebeu o apoio do ex-presidente Fernando Collor de Mello (eleito senador por Alagoas, com o apoio velado do Palácio do Planalto). Também telefonou para Sérgio Cabral Filho (candidato do PMDB ao governo do Rio contra Denise Frossard, do PPS), prometendo subir no palanque dele, em troca de apoio. Nem precisa, pois Lula já teve, no primeiro turno, o apoio velado de Antony Garotinho, em articulação montada pelo deputado Noel de Carvalho. Com tal apoio, somado ao de Marcelo Crivella, Lula obteve 49% dos votos no Rio de Janeiro.

Na defesa contra o Dossiêgate, os advogados do presidente alegam uma série de motivos para que a investigação seja suspensa. Citam desde aspectos formais até factuais. Nos formais, argumentam que a notificação não foi acompanhada de documentos e que a coligação adversária ("Por um Brasil Decente", que apóia a candidatura do tucano Geraldo Alckmin) se baseou apenas em notícias veiculadas pela imprensa e não em provas ou indícios. Nos factuais, a defesa de Lula sustenta que a divulgação de um dossiê contrário a Serra, eleito governador de São Paulo, não teria repercussões na disputa presidencial e não traria benefícios para a campanha de Lula e que Lula não seria beneficiado pela divulgação do material.

Cometendo erro de concordância verbal, a defesa de Lula afirmou que se alguém se beneficiou com a divulgação da história foi o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. "Após a presente ação de investigação judicial, em que maliciosamente e temerariamente se aponta o representado como beneficiário do fato, o que ocorreu é que o candidato da coligação representante, que não estava com mais de 28% das intenções de voto quando veio (sic) à tona os fatos ora narrados e, após, aumentou de 28% para 33%".

Outros que se defendem

Junto com Lula, Márcio Thomaz Bastos (ministro da Justiça) e Ricardo Berzoini (presidente do PT) também encaminharam suas defesas ao TSE.

Da mesma forma que Lula, eles alegaram que não tem nenhuma relação com o dossiê. Berzoini afirmou que os fatos imputados a ele são "absolutamente inverídicos".

"Não emanou dele nenhuma ordem ou comando e não teve ele participação, sequer indireta, com os fatos mal narrados pela peça acusatória".

Thomaz Bastos garantiu que não teve qualquer ingerência, direta ou indireta, sobre as investigações, ações, operações e inquéritos policiais conduzidos pela Polícia Federal para apurar o escândalo do dossiê.

"Não houve a mais vaga influência sobre as atividades policiais, postura, aliás, que tem sido marca incontestável da atual gestão do ministro da Justiça".

Cantando vitória

O presidente Lula da Silva advertiu ontem que, "se faltou um voto, não faltará" no segundo
turno.

"A vitória só vai demorar um pouco mais".

Lula ficou a pouco mais de um ponto percentual de garantir sua reeleição no primeiro turno, como pretendia.

Os números finais foram:

Lula - 46.662.365 (48,61% dos votos)

Alckmin - 39.968.369 (41,64% dos votos)

Sem bola de cristal

Em entrevista no Palácio da Alvorada, o presidente Lula advertiu que não teria como "como medir" se sua ausência no último debate da campanha, organizado na quinta-feira passada pela TV "Globo", minou suas possibilidades.

"Se tivesse uma bola de cristal, teria feito todo o possível para ter os votos que não tive".

Lula prometeu que agora irá aos debates e que espera poder discutir sobre "programas, idéias e desenvolvimento" com Alckmin.

Disfarçando o otimismo

Já Geraldo Alckmin pediu uma "oportunidade para governar com decência".

O candidato tucano disfarçou o otimismo alegando que alcançara apenas seu "primeiro objetivo", que era forçar um segundo turno, no qual poucos acreditavam.

"Lula deixou passar a oportunidade de fazer o Brasil crescer e de dar um exemplo ético. Agora teremos nossa oportunidade de trabalhar pelo País".

Corrida maluca pelas alianças

Lula e Alckmin já iniciaram a busca frenética de alianças para o segundo turno.

Alckmin telefonou ontem para Cristovam Buarque (PDT) e avisou que o PSDB está mantendo contatos com outros partidos, com ênfase no PMDB.

Lula telefonou para Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e vai participar de comícios com o peemedebista no Rio.

Collor apóia Lula

Adversário de Lula nas eleições presidenciais em 1989, o ex-presidente Fernando Collor, manifestou seu apoio a Lula no segundo turno.

Collor, que três anos após vencer Lula em 1989, foi afastado da presidência em processo de impeachment, agora defende que Lula é a melhor opção para o País.

"Grande parte deste povo que vota por ele (Lula) também vota por mim. Não faço críticas ao Alckmin, só mostro minha simpatia à candidatura do Lula. Eu entendo que ele é o que melhor para o Brasil, é o que mais compreende a alma nacional, o que melhor se identifica com o país e com o povo".

Para os leitores do Alerta Total, o apoio de Collor a Lula não é surpresa, pois já foi noticiado aqui, mês retrasado, que eles haviam fechado uma aliança em Alagoas, para conter os votos de Heloísa Helena.

Resposta do povo

Alagoas elegeu Collor com mais de 550 mil votos, cerca de 44 por cento do total dos votos válidos.

Para Collor, o seu triunfo em uma campanha de apenas 28 dias e com menos de um minuto de horário gratuito no rádio e na televisão.

"É uma resposta do povo alagoano às injustiças e ao sofrimento a que eu fui submetido".

Elogiando o aliado

No aniversário de 14 anos da abertura de processo de impeachment contra Fernando Collor na Câmara, o presidente Lula comentou ontem, em entrevista, que o ex-presidente, agora eleito para o Senado, já teve o seu "castigo".

Lula avisou que Collor "poderá, se quiser, fazer um trabalho excepcional no Senado".

Helô não apóia ninguém

Derrotada na disputa presidencial, a senadora Heloísa Helena (PSOL) descartou manifestações públicas de apoio no segundo turno.

"Nossos eleitores são livres, não precisam da nossa indicação".

Para a senadora, o resultado da eleição mostrou a vitória do "banditismo político, da roubalheira e da corrupção".

Heloísa garante não haver diferença nas propostas de governo defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

A senadora só não respondeu se vai votar nulo no segundo turno.

PSOL rechado

O PSOL já parece rachar na questão do apoio eleitoral no segundo turno.

Embora a candidata Heloísa Helena tenha prometido ficar neutra, o candidato ao governo de São Paulo, Plínio de Arruda Sampaio, admitiu apoio a Lula.

Tem lógica, pois os membros do PSOL são petistas históricos, expulsos do partido mãe.

Cristovam promete se definir

O senador Cristovam Buarque (PDT) reiterou que vai se posicionar claramente para o segundo turno das eleições presidenciais, no dia 29.

Porém, manteve em suspenso sua decisão pessoal, avisando que a posição do PDT deverá ser tomada na próxima semana, em uma reunião da direção do partido, na qual terá apenas um único voto.

De antemão, Cristovam impôs quatro condições ao candidato que receberá o apoio do PDT: o compromisso total com a democracia, sem romper nenhuma de suas regras; acabar com a reeleição para cargos do Executivo; colocar a educação como prioridade; defender os diretos trabalhistas.

A tia errou o voto

Corina Guilhermina da Silva, de 77 anos, tia do presidente Lula e sua parenta mais próxima em Caetés, onde ele nasceu no agreste pernambucano, gastou cinco minutos para votar e acabou anulando seu voto.

Na hora de escolher o presidente, marcou o número 38 e confirmou com a tecla verde.

Analfabeta, ela nem percebeu que o sobrinho perdeu seu voto.

Irmã do pai de Lula, que tinha gleba de pouco mais de 13 hectares, ali ao lado, na Várzea Comprida, Corina vive com o marido, José Caetano da Silva, da renda da aposentadoria, (um salário mínimo para cada um) e plantando milho e feijão para despesa.

Lacerda rima com...

O senador Aloizio Mercadante está mesmo preocupado com a ameaça da oposição de entrar com processo para lhe cassar o mandato, por envolvimento com o dossiêgate.

Em mais um dia de explicações, o candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, negou que tenha havido desrespeito à lei no fato de o ex-coordenador de Comunicação de sua campanha, Hamilton Lacerda, ter ocupado ao mesmo tempo um cargo em seu gabinete e outro na campanha.

Mercadante, que acompanhou o presidente Lula em visitas a fábricas automotivas em São Bernardo do Campo, comentou que Lacerda era encarregado de fechar os programas de televisão e rádio da campanha.

Alegando que essas tarefas eram realizadas no período noturno, o senador avaliou que não havia interferência nas atividades de assessor parlamentar.

A legislação não proíbe nenhum assessor parlamentar de participar da campanha. O que ele não pode é fazer isso no exercício da função”.

O senador admitiu, no entanto, que Lacerda participava ocasionalmente de atividades de campanha no ABC Paulista, seu berço político.

Renovação?

Dos atuais 513 deputados, 48,7% não voltarão ao Congresso no próximo ano.

São Paulo, Rio e Minas, os maiores colégios eleitorais, tiveram taxa de renovação de 61,4%, 52,2% e 49%.

É a maior renovação desde 1994, embora muitos dos parlamentares envolvidos em escândalos de corrupção tenham sido reeleitos.

No Senado, o PFL terá a maior bancada, com 18 senadores, depois de eleger seis no domingo.

Os bem votados

O PMDB e o PT conquistaram as maiores bancadas na Câmara dos Deputados.

Os deputados peemedebistas eleitos no domingo são 89 e os petistas, 83.

Na eleição de 2002, o PT elegeu 91 deputados federais.

O PSDB e o PFL elegeram 65, cada.

Embarreirados

Apenas 7 dos atuais 29 partidos políticos conseguiram ultrapassar a chamada "cláusula de barreira" (5% dos votos em todo o País), regra que sufocará legendas que não a cumprirem.

Só PT, PMDB, PSDB, PFL, PP, PSB e PDT cumpriram a exigência de obter o mínimo de 5% dos votos válidos para deputado federal, com um piso de 2% em pelo menos nove Estados.

O PT teria obtido 15,58% dos votos válidos, o PMDB, 15,12%, o PSDB, 14,13%, o PFL, 11,34%, o PP, 7,42%, o PSB, 6,38%, e o PDT, 5,40%.

Partidos tradicionais como PSB, PPS, PL e PC do B não conseguiram atender o requisito.

Drama dos nanicos

Os caçulas PSOL, da senadora Heloísa Helena (AL), e PRB, do vice-presidente José Alencar, tiveram desempenho irrisório na disputa para a Câmara dos Deputados.

Desta forma, perdem o direito de funcionamento parlamentar pleno, como a participação nas comissões permanentes e CPIs e cargos de liderança.

Segundo a cláusula da barreira imposta pela minirreforma eleitoral, passam a ter um minuto de TV, anualmente, e apenas 1% do Fundo Partidário.

Mais e menos votado em SP

Paulo Maluf (PP) foi o deputado federal mais votado no Brasil inteiro, com 739.827 votos.

O Coronel Paes de Lira (PTC) é o deputado paulista eleito com a menor votação - 6.673 votos.

Foi beneficiado pelo “Efeito Clodovil”, um dos fenômenos eleitorais deste ano, que inflou a legenda nanica do PTC.

Conversa de Maluf

Deputado federal mais votado do País, Paulo Maluf (PP) negou ter buscado a volta ao Congresso para se proteger de eventuais processos na Justiça.

"É tudo denúncia vazia. O Supremo Tribunal Federal já mostrou que as acusações que levaram àquilo que fizeram comigo e meu filho não tinham base legal".

Questionado sobre a possibilidade de expressar apoio público a uma das candidaturas no segundo turno presidencial, Maluf afirmou ainda estar indeciso.

"Vou ver qual será a decisão do meu grupo político. Nestas duas semanas, vou me definir".

Clô, para os eleitores íntimos

O deputado federal eleito Clodovil Hernandes conquistou 493.951 votos, terceira maior votação em São Paulo, mas gostaria te ter alcançado dois milhões.

"Poderia ter conseguido mais se meu partido não fosse tão pobre. Não pude viajar pelo interior, não fiz palanque. Não gastei um tostão em campanha. Os votos foram conquistados com o meu trabalho".

Para Clodovil, o que o elegeu foi a sua história, o seu trabalho como estilista e apresentador de TV.

"Meu comportamento foi minha plataforma política. Quiseram que eu fizesse uma televisão promiscua, ordinária. Me mandaram embora e o povo deu a resposta".

Sem projeto

O mais novo parlamentar destacou ainda que não tem projeto político.

"Nunca estudei a Câmara. Preciso ir lá ver como é para poder ver o que posso fazer".

Clodovil avisou que pretende continuar morando em Ubatuba, litoral de São Paulo, e trabalhar de terça a quinta-feira em Brasília.

By, By, Câmara

Mais de 250 dos 513 deputados se reelegeram, mas alguns famosos não tiveram esta sorte.

Entre outros nomes conhecidos, não foram eleitos os deputados Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), Delfim Netto (PMDB-SP), Fleury (PTB-SP), Robson Tuma (PFL-SP), Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), Ângela Guadagnin (PT-SP) e o ex-líder do governo na Câmara Professor Luizinho (PT-SP).

Também não foi eleito ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PE).

Jefferson se deu mal

O deputado cassado Roberto Jefferson fracassou na sua tentativa de eleger a filha. Cristiane Brasil, para a Câmara.

Ela teve 40.594 votos e ficou fora da lista dos parlamentares eleitos pelo Rio.

O eleitorado fluminense também barrou a ida do genro de Jefferson, Marcus Vinicius, para a Alerj.

Poder da mídia

A segunda e a terceira posições na disputa do cargo de deputado estadual do Rio de Janeiro foram conquistadas por dois apresentadores, um de radio e outro de TV.

O radialista Pedro Augusto (PMDB) da Radio Tupi, obteve 115.060 votos, sendo o segundo mais votado.

Já o apresentador da TV Record do Rio de Janeiro, Wagner Montes (PDT), ficou na terceira posição com 111.802 votos.

No Rio de Janeiro, o campeão de votos para a Alerj foi o ex-prefeito de Duque de Caxias, Zito.

Sem roupa e sem voto

Ex-secretária de Marcos Valério e musa do escândalo do mensalão, Fernanda Karina Somaggio conseguiu uma votação irrisória na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

Candidata pelo PMDB, em São Paulo, Fernanda recebeu apenas 2.306 votos, sendo apenas 0,01% dos votos.

A ex-secretária foi uma das principais personagens do escândalo do mensalão, no ano passado, ao participar como testemunha da CPI (Comissão de Parlamentar de Inquérito).

Agora, o Casal Garotinho é maravilhoso...

O candidato ao governo do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB) alegou ontem que jamais escondeu o apoio do casal Anthony e Rosinha Garotinho.

Mas Cabral explicou que sua campanha é independente, não tem padrinhos e que, caso ele seja eleito, vai dar continuidade ao que estiver dando certo e mudará apenas o que estiver errado.

"Eles (Rosinha e Garotinho) são do meu partido, temos uma relação de respeito pessoal, e eu tenho independência. O candidato ao governo sou eu, se eu vencer (a eleição no 2º turno) quem vai governar sou eu. Tenho compromisso com um governo eficiente, com o meu programa de governo".

Denise mais agressiva

Sérgio Cabral reuniu nove partidos em torno de sua candidatura e não tem mais muito espaço para crescer.

Já Denise Frossard, que promete uma campanha mais agressiva no segundo turno, deve conquistar diversos apoios.

É grande o interesse dos adversários de Cabral interromper a seqüência de governos da família Garotinho, que o peemedebista representa por mais que se esforce para demonstrar o contrário.

O fiel da balança

A juíza Frossard, que teve sua campanha impulsionada pelo prefeito do Rio, Cesar Maia, contou apenas com o apoio do PPS, PFL e PV, e não deverá ter dificuldades em atrair o PSDB, de Eduardo Paes, que, assim como ela, apóia Geraldo Alckmin para a Presidência.

Quem poderá ser o fiel da balança no segundo turno é Marcelo Crivella, que teve o apoio de Lula e ficou em terceiro lugar, com 18,54% dos votos.

Crivella atacou tanto Cabral quanto Frossard e poderá decidir a eleição se optar por um deles.

Apesar do poder de convencimento de Cesar Maia, Crivela deve apoiar Cabral, por causa do presidente Lula.

Recordes de apuração

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) contabilizou os votos em tempo recorde.

Antes da meia-noite, 100% dos votos do Rio já estavam contados. Em 2002, a apuração foi além da meia-noite.

São Paulo, que demorou treze horas apurando, mas também superou o tempo da eleição de 2002, quando demorou 60 horas para completar a totalização dos resultados.

Crime louco via internet

A polícia civil de São José dos Campos esclareceu o desaparecimento do norte-americano Raymond James Mierrel, que chegou ao Brasil em março deste ano para passar o aniversário com a então namorada Regina Filomena Rachid, que conhecera pela internet.

Ela e outros dois homens seqüestraram e mataram o compositor norte-americano. Raymond ficou sete dias na casa da namorada, em São José dos Campos.

Na semana em que ficou hospedado na casa de Regina, foi dopado com sonífero, remédios tarja preta e bebida alcoólica e obrigado a contar as senhas bancárias.

Depois que Regina e outros dois homens fizeram os primeiros saques e constataram que as senhas bancárias estavam corretas, decidiram matar o compositor americano, enforcando-o com um fio elétrico.

Crime hediondo

Na tentativa de despistar as investigações, Regina alugou um carro, um Corsa, e no dia 2 de abril , junto com Evandro Celso Augusto Ribeiro e Nelson de Siqueira Neves, vestiram o cadáver, o colocaram no banco de trás com cinto de segurança e o jogaram em um terreno baldio na Estrada do Tatauba, em Caçapava, cidade vizinha a São José dos Campos.

No local, foi ateado fogo em seu corpo para não restar vestígios.

O cadáver, encontrado pela polícia no dia 02 de abril, acabou sendo enterrado no cemitério Parque das Hortências, em Caçapava, como indigente.

Raymond deveria voltar à Califórnia no dia 4 de abril.

Como não retornou, a família dele decidiu levar o caso ao FBI, que fez o contato com a polícia civil de São José dos Campos.

Mancada da ladra

Regina foi presa no mês de junho quando tentava assaltar um empresário em um shopping de São José dos Campos.

Ela deixou a bolsa no carro da vítima e nela a polícia encontrou um cartão bancário em nome de Raymond.

Regina continua detida na cadeia feminina de Caçapava.

Trapalhada e tragédia no ar

O maior acidente aéreo da história do país resultou de uma combinação de erros no controle aéreo em Brasília, ineficiência na cobertura de rádio no Centro-Oeste e dúvidas sobre procedimentos do piloto e equipamentos em pelo menos um dos aviões envolvidos no choque que matou 155 pessoas.

A colisão entre o Boeing 737-800 da Gol e o jato executivo Legacy comprado por uma empresa americana da Embraer ocorreu na noite de sexta-feira.

A lista de erros que levou ao choque ainda está carregada de dúvidas.

Não é possível, a esta altura, falar em culpas.

Erro na altitude

O Legacy - que se chocou com o Boeing 737-800 da Gol - deveria estar a 36 mil pés de altitude, não a 37 mil, nível reservado, naquela rota, para o avião da Gol.

Os pilotos do Legacy disseram à polícia que tinham autorização para voar a 37 mil pés, mas oficiais da Aeronáutica negam isso.

Segundo eles, o Legacy foi avisado de que estava em altitude errada.

As equipes de buscas encontraram ontem as duas caixas-pretas do Boeing.

Mais de 100 restos mortais (pedaços de corpos carbonizados) já foram encontrados.

Vida que segue...

Novas informações a qualquer momento.

Recramasões, ilogius ou revelasões bomba para:
jorgeserrao@gbl.com.br

Faça comentários clicando no link abaixo.

Ouça as informações clicando no link da rádio (podcast) Alerta Total:
http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal/

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

2 comentários:

Anônimo disse...

A corja de ladrões malditos, pensam que enganarão ao povo...
esperem e verão !!!



deveriam estar todos em CATANDUVAS


CANALHAS, BANDIDOS

Anônimo disse...

Caro Jorge Serrão, recebi hoje esta notícia por email e gostaria de saber se ela é verdadeira, se procede.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Notícia gravíssima no blog alertatotal.blogspot do Jornalista Jorge Serrão:
"Aliás, é contra Lurian da Silva que surge a mais recente denúncia da boca de urna. Os serviços secretos norte-americanos informaram à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça que pelo menos US$ 150 mil dólares, para o pagamento do hediondo dossiêgate, saiu de uma conta da filha de Lula, em Miami. A retirada da grana ocorreu no dia 12 de setembro. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, está revoltado com tal informação, e repudia a veracidade de tal notícia, que rolava nesta noite de sábado, pelos bastidores do submundo da política brasileira".
-------------

Abs,

Marcus Duarte