domingo, 18 de março de 2007

Caras da Decadência de uma Sociedade

Aos poucos o Estado totalitário foi substituindo o “Estado burguês”. O processo incluiu certas providências como a extinção do Poder Legislativo através do cerceamento de suas prerrogativas. No Poder Judiciário julgava-se de acordo não com a lei, mas com a vontade de Hitler. Conseqüentemente se deu o desmesurado fortalecimento do Executivo que assumiu o poder de legislar através do ditador e dos seus auxiliares diretos. Simultaneamente foi implementado o controle completo da burocracia estatal ou aparelhamento do Estado”. (Do artigo Totalitarismo Tupiniquim da socióloga Maria Lúcia Barbosa)

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Geraldo Almendra

I

Sempre que vejo propagandas alardeando “a compra em muitas vezes sem juros”, ou anunciando nos horários nobres as chamadas de bancos ou financeiras que prometem maravilhas para os tomadores de crédito, não tenho como evitar uma reflexão sobre como nosso país foi tomado por um humilhante movimento de ignorância quase que coletivo.

Vou às lojas e testemunho o jogo sujo de venda que, consciente ou inconscientemente, vendedores fazem com os infelizes consumidores, que procuram trocar seus eletrodomésticos, por exemplo, encantados pelos longos crediários “sem juros” oferecidos para comprar produtos de qualidade quase sempre duvidosa.

Temos que reconhecer que são os próprios consumidores, vítimas da mídia engana-trouxa, os maiores responsáveis pelas suas agruras na administração dos seus orçamentos familiares; estamos falando daqueles ainda conseguem pensar em comprar o não essencial, o que está ficando cada vez mais raro.

Envolvidos na armação sub-reptícia dos anúncios, e pela falta de consciência crítica como uma resultante da absurda falência da educação no país, os consumidores são levados, em geral, ao endividamento e a uma vida financeira estressante, cercada de injustas limitações compulsórias para viver com um mínimo de conforto, o que afeta a saúde e a educação de suas famílias.

O espírito de gastar racionalmente e poupar o que for possível, não se arraigou como uma cultura predominante em nosso país, principalmente em relação aos que precisam trabalhar muito para construir um futuro melhor para seus filhos e suas famílias, enquanto uma minoria de bem afortunados continua sendo a âncora de consumo mais caro, mais sofisticado, e mais supérfluo da sociedade.

Os consumidores comuns fazem do seu sangue, suor e lágrimas, os alimentos preferenciais dos exploradores do capitalismo selvagem; vivemos sob o jugo de sua versão mais criminosa, aquela que sobrevive nas nações em que a incompetência do poder público – dominado pela corrupção e pela prostituição dos lobies da política canalha – não consegue controlar com o devido aparato legal os desmandos dos exploradores dos menos informados. O “seja o que Deus quiser” das relações da oferta e da procura, subvertem ética e moralmente todos os princípios que deveriam ser base de comportamento de uma sociedade minimamente esclarecida e honesta nos seus fundamentos.

II

Esta abominável e covarde arquitetura social é conseqüência direta da falta de um ordenamento jurídico – fiscalizado por verdadeiros defensores da Justiça − que minimize os efeitos da falência da educação, da ganância dos agentes econômicos, da corrupção nas relações públicas e privadas, e da prevaricação de servidores públicos de sucessivos desgovernos.

A degradação corporativista do sentido de Justiça é um dos principais responsáveis pelo fato de nosso país ter uma perspectiva social e econômica cada vez mais sombria; são os prostitutos da política que fazem as leis, e os togados, lacaios do corporativismo fétido entre os poderes da República, quem as tornam um instrumento do relativismo em um jogo sujo de poder que coloca em último plano o interesse público.

Somos explorados há décadas para sustentarmos o enriquecimento de uma minoria e a contínua sobrevida do empreguismo de um poder público servidor das oligarquias políticas espúrias – agora dominadas pelo petismo − que não permitem que nosso país se transforme em uma sociedade moderna, desenvolvida, justa e igualitária, apesar de todas as imensas riquezas naturais de nossas terras.

A minoria das elites dirigentes continua insistindo que o país trabalhe para satisfazer prioritariamente seu egoísmo, seu individualismo e sua soberba. Nem as evidências escandalosas de estarmos sendo dominados por uma gang de comunistas representantes do Foro de SP, os afastam dessa postura covarde e apátrida.

Somos escravos da cultura empresarial de que o negócio é explorar o máximo a mão-de-obra − no pior sentido −, sonegar como princípio, enganar o consumidor sempre que houver oportunidade, e ficar milionário o mais rápido possível, seja por que meio for, mas preferencialmente fraudulento. “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão...”.

III

Os donos do capital vivem do aproveitamento “das mágicas” da livre iniciativa corrupta, nicho da formação de riqueza fácil com a ajuda da “mão invisível”, sócia-manipuladora da falência moral e ética do poder público, assim como da imbecilidade coletiva resultante da falência da educação, da cultura e, consequentemente, do mínimo sentido de cidadania.

Tudo acontece na presença de um poder público corrupto, corporativista e prevaricador, que está sendo construído há décadas para edificar um paraíso de sinecuras para os empregados de um Estado prostituído, que encontrou sua mais “feliz” e completa dimensão imoral e aética no desgoverno petista, conseguindo ser muito pior do que a era FHC.

Ou, quem sabe, muito pior do que da era do agora “injustiçado” Collor – por efeito comparativo do que fez −, sob os olhares e aplausos de um Parlamento prostituído, serviçal do Poder Executivo.

Todos esses cúmplices dos estelionatários da política estão fazendo o nosso país ser a latrina dos toletes contaminados dos dirigentes do Foro de SP que estão sendo jogados nas nossas cabeças entre risos e aplausos da platéia de comunistas do Circo do Retirante Pinóquio.

E a “festa” do consumo continua...

Os ricos pagam suas compras em todas as modalidades porque podem, e assim mesmo, pelo seu maior esclarecimento, tendem a tomar decisões mais racionais no seu consumismo.

Os pobres e os menos esclarecidos pagam o preço de sua imbecilidade. A questão importante para eles é saber se a prestação cabe no seu bolso, independente da real necessidade de comprar, ou se juros escondidos no valor presente do custo de oportunidade do capital do empresário embutido no preço “sem juros” seja um verdadeiro escândalo, tendo como parâmetro os índices de inflação do país.

Uma minoria de esclarecidos se aproveita da imensa ignorância e da falta de consciência crítica que tomou conta das mentes da maioria dos consumidores do país.

Não consigo esquecer do meu tempo de mercado financeiro, quando percebia a alegria de tomadores de crediário que eram ludibriados com um tipo de oferta de parcelamento que se fosse pago pontualmente, tinham sua última prestação quitada sem pagamento. Os otários acreditavam que estavam fazendo um grande negócio!

Por uma economia de espaço não vamos discorrer sobre a enorme sacanagem que os empresários fazem com os consumidores em relação ao consumo dos produtos vendidos em território nacional, pois o preço da diferença de qualidade do produto exportado do mesmo tipo é pago pelo imbecil do consumidor nacional. Quem tem oportunidade de ver um carro popular feito para ser e exportado e um – do mesmo tipo − para ser vendido em território nacional sabe do que estou escrevendo.

Apenas para dar mais um exemplo, recentemente fui comprar um piso e escutei do vendedor que aquele piso era diferente do exportado, que tinha uma qualidade superior. Sem comentários adicionais...

IV

O grande cúmplice dos canalhas da exploração da imbecilidade coletiva dos filhotes da falência da educação e da cultura no país é a mídia de propaganda.

Este “maravilhoso” instrumento de manipulação e enganação – e raras vezes de esclarecimento − promove valores naquilo que é isento de valores para uma decisão racional de compra, realçando qualidades no mínimo duvidosas. Assim vai se criando moda ou necessidades de consumo, induzindo o imbecil a comprar o que não é necessário e trocar o que não precisa ser trocado a um preço que sua renda não pode bancar; o jeito é recorrer aos crediários “sem juros” ou outras maracutaias, fazendo a alegria dos exploradores do mercado financeiro pela utilização de seus cheques especiais e cartões de crédito que cobram juros estratosféricos.

Para completar o “servicinho” sujo da “mão invisível”, vem o desgoverno petista – essa assustadora máquina comunista incompetente e prevaricadora − alardear sistematicamente as “vantagens” dos empréstimos consignados a perder de vista com uma “pequena” taxa de juros mensal – algumas vezes maior que a inflação. É a “democracia” da imbecilidade de poder tomar dinheiro emprestado fácil somente porque o prazo de pagamento é longo e a taxas “baixinhas”; é a “democracia” do consumo burro e inconseqüente.

É incrível como os aposentados estão aceitando serem manipulados como otários de plantão para financiar a “perder de vista” uma parcela de um pífio crescimento econômico à custa do sofrimento de consumidores desinformados. Depois da percepção do engodo o jeito é reduzir a quantidade de compra dos bens realmente essenciais de que precisa, pois o valor impresso no contracheque vai ser menor também, “a perder de vista”, sem direito a contestação ou a devolução do produto.

Os banqueiros, apesar do risco zero dos empréstimos descontados compulsoriamente nas aposentadorias deitam e rolam em cima dos aposentados, pois suas taxas efetivas são absurdas, acrescidas de todos os custos de manutenção das contas correntes que são repassados aos seus clientes de uma forma ou de outra.

Esses grandes parceiros do petismo, os banqueiros, sustentam, graças aos tomadores dos seus empréstimos, parte da felicidade de seus acionistas, o extremo luxo de suas estruturas empresariais, e os salários milionários de seus executivos; tudo com o sofrimento de todos os otários que aceitam – a maioria − ver seu contracheque todo mês reduzido compulsoriamente por impulsos imbecis e irresponsáveis de compra.

Para complementar o quadro de idiotice congênita de um consumo muitas vezes desnecessário, influenciado pela mídia engana-trouxa, as elites dirigentes aproveitam para ficarem cada vez mais ricas pelos caminhos dessa estúpida concentração de riqueza que é gerada pelo financiamento de uma dívida pública criminosa, enquanto o povo cai de braços abertos no endividamento.

A sacanagem do superávit primário – remunerado com a maior taxa de juros do mundo – aceita pacificamente pelos consumidores que pagam escorchantes impostos embutidos nos preços dos produtos, é componente de uma carga tributária que consome mais de cinco meses por ano do trabalho dos contribuintes, e se transformou na fonte de felicidade dos investidores em títulos do governo. A “grana preta” que rola dos contribuintes para os cada vez mais ricos aplicadores, faz sua felicidade de consumo e ainda sobra muito para continuar explorando a incompetência do Estado e depositar uns “trocados” em contas correntes no exterior.

Na prática estamos financiando com os impostos que pagamos o controle do caráter potencialmente questionador de uma elite podre, para a felicidade geral da burguesia petista que faz − sem contestação – das instituições públicas, um paraíso do empreguismo para militantes do PT e para o enriquecimento coletivo de todos aqueles que aceitarem levar o Brasil ao desfiladeiro da mediocridade econômica e social.

Assim vai caminhando o país da corrupção, da prevaricação, e da injustiça social, agora virando comunista de carteirinha.

V

Avante imbecis! Vamos continuar comprando o que não é necessário; vamos continuar trocando o que não precisamos trocar, e vamos continuar dando audiência para a maior emissora de TV do país, cúmplice assumida dos poderes instituídos; tudo em nome da felicidade de patricinhos e patricinhas criados com a visão do “esplendor” de um mundo imoral, anético, rico, sofisticado, e formatado para satisfazer a mania de soberba das elites dirigentes – leitora ou cliente assídua da Revista Caras −, tendo como pano de fundo uma subversão criminosa de valores familiares, religiosos, morais e éticos.

Para a maior rede de televisão do país, sempre teremos uma “atenção” especial. O seu papel para desconstruir a moralidade e a ética se revela “esplendidamente” nos roteiros das novelas de horário nobre, em que os temas principais são tomar o homem da próxima e aumentar a angústia de uma sociedade decadente por enfatizar, como fato cultural consumado, a decadência da própria sociedade.

Esta crítica que sempre fazemos se fundamenta no fato desta poderosa organização dos meios de comunicação não fazer nada de relevante para contestar duramente uma grotesca degeneração dos valores éticos e morais que está apodrecendo o tecido social; as notícias são apenas um negócio, e a absurda crise de valores por que passa o país uma fatalidade contra a qual nada pode ser feito. Insiste em ressaltar o senso comum meliante e criminoso da sociedade, evitando enfatizar adequadamente os verdadeiros caminhos que precisam ser seguidos para que a justiça social e a dignidade possam ser os novos paradigmas dos que exercem posições de liderança e comando nos poderes públicos e privados.

Os heróis do nosso país não são mais os homens e as mulheres de bem que dedicam sua vida tentando salvar o mundo do naufrágio da corrupção, da imoralidade, e da prevaricação do poder público.

Os heróis do nosso país não são mais os grandes homens e mulheres que dedicam suas vidas à ciência ou a ajudar os excluídos.

Os heróis do nosso país não são mais líderes marcados pela responsabilidade social, pela ética, pela moralidade de seus atos e pela sua honestidade de propósitos.

Os heróis do nosso país não são mais os educadores que vivem dentro ou na fronteira da pobreza para continuar tentando salvar crianças e adolescentes da prática da cartilha do banditismo.

Os heróis do nosso país, na voz do construtor de biografias − um dos filhos bastardos, excrescências malignas, de uma sociedade corrupta, imoral e aética − são os astros decadentes do BBB. É muito triste é ver a inconseqüência de suas famílias e amigos aplaudindo entusiasticamente para comemorar a saída das vítimas dos paredões da absurda prostituição de valores da casa que virou um símbolo para uma sociedade decadente, imoral e corrupta. Todos querem aparecer nas telas do Plim-Plim, mesmo que sejam esquecidos no dia seguinte. Idiotas!

VI

Este é o país do PT. Este é o desejo do Foro de SP que tem no decálogo de Lênin os paradigmas de sua luta para assumir o controle político, social e econômico do nosso país.

A sociedade continua sendo ludibriada por um populismo que não gera empregos, mas apenas fornece “pratos de comida” para garantir a permanência no poder em 2010, de algum representante do mais sórdido filho da serpente da prostituição da política – ou ele mesmo. A meta é manter tomando conta dos palácios da corrupção e da prevaricação, todos os seus cúmplices, inclusive a gang dos 40, que em breve terão seus crimes contra o país − denunciados pelo Procurador Geral da República − “perdoados” pelo STF diante de um silêncio coletivo. Estamos sendo vítimas da falência da cidadania de um povo, da falta de vergonha na cara da parcela organizada de nossa sociedade e da degradação dos podres poderes da República.

Ao terminar de ler este artigo alguns talvez pensem que sou contra o capitalismo.
Grande engano! Este continua sendo o único sistema que consegue promover simultaneamente o crescimento econômico e a justiça social.

O problema é que ele dá certo em países que não foram capturados por um poder público corrupto e prevaricador.

Dá certo nas sociedades em que a educação e a cultura atingiram níveis que permitem à população ter consciência crítica e mania para o correto exercício da cidadania.

Dá certo nas sociedades que têm uma Justiça digna desse nome e não essa sujeira que conhecemos em nosso país.

Dá certo nas sociedades em que os empresários ladrões e sonegadores via de regra vão para na cadeia.

Dá certo nas sociedades onde o crime não compensa.

Dá certo nas sociedades onde os políticos são servidores do povo e não canalhas prostitutos da política, lacaios de um retirante estelionatário da política.

Dá certo nas sociedades em que a corrupção é duramente combatida e não considerada como uma virtude política.

E dá certo nas sociedades em que sua parcela que detém o poder não faz do seu próprio país a latrina fétida de seu egoísmo, do seu individualismo e de sua soberba.
Por tudo isso, e mais muitas outras coisas sujas, é que o capitalismo não tira nosso país da mediocridade econômica e social.

Mas merecemos ainda sofrer muito mais!

Estamos agora silenciosos, presenciando a tomada do poder pelo mais medíocre Ministério político que se pode imaginar; um Ministério comprometido com o jogo sujo da formação de apoio parlamentar majoritário, com a permissividade da prevaricação corporativista, e com a destruição moral e ética do poder público.

Essa é a evidência mais forte do âmago de um projeto de preservação de poder político tão descarado, que deveria já ter feito nossa sociedade virar o país do avesso para tentar salvar o futuro dos nossos filhos e de suas famílias.

Escutamos do próprio presidente que apenas dois Ministérios, o da educação e da saúde, têm que ter competentes técnicos à sua frente; o resto, por dedução óbvia de que escuta tanta ignorância, pode ser comandado por qualquer um incompetente, e por motivos meramente políticos.

Os sorrisinhos e aplausos da súcia de puxa-sacos para a verborragia idiota de um irresponsável estelionatário da política, continuam ecoando em nossos ouvidos.
Mas não fiquem tristes, tem mais!

No apagar das luzes de nossos sonhos de democracia e justiça social estaremos presenciando nada menos que um comunista de carteirinha assumir a pasta da Justiça e o comando supremo das forças de segurança civis e militares do país.

Isso somente pode acontecer em um cenário social de apatia, omissão, covardia ou cumplicidade com a destruição do futuro dos nossos filhos e de suas famílias.

− O que está acontecendo com a sociedade organizada do nosso país?

− O que faz a caserna permanecer em uma hibernação apátrida que condena seus ocupantes a parecem iguais ou em conformidade com os vermelhos?

Geraldo Almendra é ensaísta.

3 comentários:

Anônimo disse...

Excelente artigo, Geraldo. O quadro é este mesmo. Sinceras congratulações.

Anônimo disse...

Nunca ninguém pincelou com tintas tão acertadas, o quadro que se observa no País.Infelizmente poucos brasileiros tem oportunidade de ler um texto de tamanha lucidez, ou por comodismo ou por estar se locupletando com esta miséria que assola o Brasil. E, infelizmente,são estes os que são considerados "formadores de opinião"

Anônimo disse...

Infelizmente a genealogia do povo brasileiro é pobre. Decendentes de indios tupinambás ,africanos e ibericos degradados não poderia dar outra coisa, o brasileiro .
tudo que vc colocou no artigo tem como principal responsavel o proprio povo, que adora o clientelismo, nepotismo o jeitinho do GERSON e que prefere cachaça,futeboL e carnaval acima de todos os outros DEVERES e assim transformando este país em um verdadeiro paraíso da EXPLORAÇAO e do CRIME , no atacado e no varejo, agora "legitimado" pela quadrilha petista e seu chefe maior ALí LULA.O Brasil esta acabado e o povo ainda celebra!!!