sexta-feira, 9 de março de 2007

Chega de Impunidade!

Edição de Artigos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Karina Florido

Nesse ultimo mês o assunto da violência no Brasil voltou à baila. Inspirado pelo brutal assassinato do menino João Helio, que foi arrastado impiedosamente pelas ruas do Rio de Janeiro. Mais uma vez menores estavam envolvidos no crime.

Infelizmente, João Helio é mais um. Mais um na estatística. E o que é pior, não será o ultimo. E sabe porque? Por conta impunidade. Não adianta discutirmos a redução da maioridade penal. Quando ouvimos os que a defendem parece que essa é a solução mágica para todos os problemas, mas não é.

O Deputado Estadual Coronel Ubiratan Guimarães costumava dizer que não devíamos reduzir para 16, 15, 14 ou 10, cada pessoa deve ser punida de acordo com seu potencial de violência. O que resolve são penas duras e que sejam cumpridas e não haver benefícios para criminosos.
A impunidade torna-se a punição dos familiares e amigos das vítimas que correm o risco de se depararem dentro de um supermercado com o algoz de seus entes queridos. Isso é crime.

Há seis meses o Coronel Ubiratan, conhecido em todo país por ter comandado a invasão na casa de Detenção do Carandiru em 1992, foi assassinado com um tiro. A policia concluiu o inquérito e apontou Carla Cepollina como a assassina. Resultado? Ela tem bons antecedentes, compareceu todas as vezes que foi chamada pela justiça por isso tem o direito de permanecer em liberdade até que seja julgada. De acordo com as leis atuais ela não apresenta perigo para a sociedade. Isso causa grande tristeza e revolta para os familiares e amigos, que evitam freqüentar locais em que possam encontrar com ela.

Eu por exemplo penso 10 vezes antes de ir a missa numa igreja que sempre freqüentei pois ela anda rondando por lá, como em vários outros locais públicos onde qualquer pessoa pode encontra-la. Isso mostra que quem é punido são os que ficam.
Você já se imaginou cara a cara com alguém que é acusado de matar uma pessoa que você gostava muito? É a pior coisa que pode acontecer.

Mas essa não é uma situação única é corriqueira Podemos citar o caso de Liana e Felipe, que foram assassinados por um menor que a qualquer momento será colocado em liberdade, beneficiado por ter cometido o crime quando tinha menos de 18 anos de idade. Esses são apenas dois casos de milhares que existem no país da impunidade.
Não existe classe social, idade, sexo, infelizmente todos estamos sujeitos a passar por isso.

Chega de impunidade nesse país, chega de tratar vítimas de assassinatos brutais como pontos de estatística. Basta! Quando ocorre um crime que choca as pessoas a mídia fala sem parar até que o assunto desapareça e ninguém mais se lembre, até que acontece algum outro crime.
Quantos mais vamos esperar acontecer?

O sistema judiciário leva anos para marcar um julgamento e alguém como a advogada Carla Cepollina tem o direito de ficar desfilando pelas ruas de São Paulo como se nada tivesse feito. Coronel Ubiratan era um herói para muitos e um grande defensor das vítimas de crimes de toda a espécie, sempre lutou para que aqueles que perderam seus entes queridos vissem os assassinos punidos, há seis meses foi assassinado, não por um menor, mas por um motivo torpe. Hoje, seis meses após seu assassinato virou mais um ponto nas estatísticas como Rodrigo Damus, Liana Friedenbach, Felipe Caffe, Gabriela Prado Maia Ribeiro, João Hélio e tantos outros. Vamos tratar a violência no país com mais seriedade. Criminosos tem que ser tratados como o que são: parias da sociedade!

Karina Florido Rodrigues, 29 anos, assessora parlamentar do Deputado Estadual Coronel Ubiratan por 5 anos.

5 comentários:

Zaqueu disse...

Parabens pelo texto. É isso mesmo. Infelizmente.

Anônimo disse...

Só uma perguntinha - E se ela, de fato, não for a assassina?

Ela foi presa em flagrante?

Certamente deve ser terrível para os parentes e amigos da vítima terem de conviver com a liberdade do(a) acusado(a) enquanto não houver a sua condenação irrecorrível. O problema, porém, não reside na garantia constitucional de que todos devem ser considerados inocentes até que se prove definitivamente o contrário, mas sim em dois fatos, estes sim, absolutamente inquestionáveis, indefensáveis e irrespondíveis:

a) o chamado poder judiciário leva uma eternidade para condenar o réu de forma definitiva, e;

b)quando este réu é condenado, a pena que lhe foi aplicada não é efetivamente cumprida, graças a uma série de benefícios "legalmente" concedidos ao criminoso.

Catch disse...

como ñ é a assassina?...claro q é!!!
só ela tava no apê dele na hora q ele morreu...
safada vadia...interesseira...doida total...matou ele pq ele foi contra os planos q ela tinha de montar família, virar mulher d coronel e td mais...na maior cara d madeira ainda fica negando e vai negar sempre...
ela tem q ser condenada!!!!
td vai dar certo...a morte do coronel ñ pode acabar em pizza!!!!

Anônimo disse...

Carla foi acusada tendo como base suposições, o inquérito é repleto de pontos obscuros e incoerências.


Esta moça pensa o quê? Que ela deveria se isolar nos porões da subversividade? Não há motivo algum para isso. Seu direito de ir e vir em hipótese alguma poderá ser cerceado e ela tão pouco coagida.



A acusação foi injusta e ela será absolvida. Vocês não terão nada do que esperam!

Catch disse...

suposição e incoerencia até parece... só ela ficou c/ o coronel qdo ele morreu...injustiça seria ela ser absolvida!!!