sexta-feira, 30 de março de 2007

Na Corda Bamba

Edição de Artigos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Márcio Accioly

Ainda bem que existem os EUA, para que os pobres mortais dos países “em desenvolvimento” (que não irão se desenvolver jamais), tomem conhecimento de parte dos podres de homens que vivem a pregar valores éticos e morais.

Os que transformaram o Brasil numa lixeira imunda, um bordel povoado de assassinos, assaltantes e “Big Brother”, cujos alguns dos integrantes estão sendo convidados para filme pornográfico (vejam o que a Rede Globo joga todos os dias nos lares), vão terminar prisioneiros do solo pátrio.

Explica-se: eles não irão para a cadeia aqui, essas prisões medievais que só conhecem pobres, pretos e prostitutas, em sua maioria. Mas vão ficando impedidos de viajar para os paraísos onde depositaram milhões carregados dos cofres públicos.

Olha só o caso de Paulo Maluf, ex-governador indireto de São Paulo (1979-83) e ex-prefeito da capital (1993-97), numa eleição direta em que ganhou de Eduardo Suplicy no segundo turno.

Acusado de todo tipo de falcatrua e desvio do dinheiro público, foi flagrado com recursos milionários no exterior, tendo sido, inclusive, detido na França, no Banco Credit Agricole, quando tentava transferir “uma quantia superior ao permitido por uma lei local”. Num dia, Maluf movimentou milhões e milhões de dólares!

Até hoje, sua excelência nega possuir dinheiro fora do país, mas foi também indiciado pela Promotoria Distrital de Nova Iorque, no dia 08 de março último, devido à movimentação ilegal de 11 milhões e 600 mil dólares.

Não pode mais colocar o pé em nenhum país que tenha acordo de extradição com os EUA, pois corre o risco de passar o restante de seus dias no xilindró. Adeus Paris, Suíça e outros lugares paradisíacos onde circulava como se potentado árabe fosse.

Agora, um outro moralista, que passou a vida defendendo crimes de guerra cometidos por Ariel Sharon, foi preso em Palm Beach, na Flórida, “roubando gravatas”. O rabino Henry Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelista Paulista foi algemado e conduzido à cadeia local, onde dormiu acusado de furto.

O fato aconteceu na última sexta-feira (23), foi abafado de todas as maneiras, mas terminou vazando. O rabino, que deveria receber o papa Bento XVI em sua visita ao Brasil, negou de pés juntos, mas não teve jeito. Foi ele mesmo!

Corre o risco, doravante, ao conversar com alguém, ter a gravata elogiada e ouvir inevitável pergunta: “-Roubou onde?” Foi solto (nos EUA), depois de pagar fiança estipulada em três mil e 680 dólares. Que vergonha!

Na Câmara, deputado da base aliada comentava, na quinta-feira (29), que o maior medo da Presidência da República (com relação à instalação da CPI do Apagão Aéreo), diz respeito à investigação na Infraero.

Nos corredores do Congresso, afirma-se que a montanha de dinheiro levantada para a última campanha eleitoral, no famoso caixa dois, passou pelas obras dos diversos aeroportos espalhados pelo país. “É muito, muito dinheiro”.

Depois que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello concedeu liminar derrubando recurso do PT que queria arquivar a CPI, o caldo engrossou. A decisão final vai agora para o plenário do Supremo.

No meio de todo esse imbróglio, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que diz uma coisa pela manhã e outra à tarde, afirmou que “dificilmente será aprovada na Casa uma taxa para financiar a aviação regional”. O projeto já havia sido aprovado. O PPS é que barrou, numa manobra regimental. Assim, somos “governados”.

Márcio Accioly é Jornalista.

Um comentário:

Anônimo disse...

Saudações.

A coisa está pior do que o querido jornalista Márcio Accioly escreve de forma absolutamente verdadeira:

“Os que transformaram o Brasil numa lixeira imunda, um bordel povoado de assassinos, assaltantes e “Big Brother”, cujos alguns dos integrantes estão sendo convidados para filme pornográfico (vejam o que a Rede Globo joga todos os dias nos lares), vão terminar prisioneiros do solo pátrio.”

Sim, o jornalista esqueceu dos “brancos”, que sofrerão igualmente, em solo pátrio a perseguição dos “não brancos” ...

De acordo com as palavras da Ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em entrevista à BBC – BRASIL:


“Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”.

Atenciosamente.

Manoel Vigas