sábado, 24 de março de 2007

Palavras Vazias

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Marco Felício

Creio, sinceramente, que o ex-comandante do Exército perdeu, no decorrer de sua última fala oficial, difundida para toda a Força e brevemente comentada por alguns jornais de circulação nacional, a grande oportunidade de reconciliar-se com o pensamento de grande parte de seus comandados da Ativa e da Reserva.

Perdeu a oportunidade de reconciliar-se com a manutenção da mais cara das nossas tradições que é a de manter viva, na memória nacional, permanentemente, principalmente através das sucessivas gerações de militares, os feitos heróicos de milhares de anônimos brasileiros, movidos pelo patriotismo, a serviço da Nação, em defesa da soberania, do sentimento de liberdade do nosso povo e da integridade do nosso território.

Surpreendentemente, cabe a pergunta: Como esquecer a contra-revolução de 64, obstando um bando de insanos que, em nome da busca da implantação de uma ditadura marxista-leninista no Brasil, roubaram, assassinaram, aterrorizaram e, de armas na mão, instalaram violentas guerras de guerrilha urbana e rural, sob orientação externa? Como esquecer aqueles que se sacrificaram para impedir que o Brasil se tornasse uma grande Cuba? Como esquecer os milhões de brasileiros, nas ruas das principais capitais, exigindo, em 64, a ação das Forças Armadas? Como esquecer que os militares, em todos os momentos cruciais de nossa História, responderam aos anseios e expectativas da Nação?

Como esquecer as positivas e inegáveis conseqüências para o País, advindas pós 64? Como esquecer a intentona comunista de 35, a bestialidade dos subversivos, matando covardemente companheiros enquanto dormiam; Como esquecer os movimentos (considerados como já esquecidos pelo ex-Cmt do Exército) de 22, 24 e 1930, os seus heróis, os vendilhões da Pátria, os reflexos sobre a marcha do País na direção do seu futuro? Será que é possível esquecer a fulgurante ação de Caxias, nosso patrono?

A verdadeira História de um povo não pode jamais ser olvidada, principalmente por aqueles que têm o poder nas mãos. Como esquecer a formação de nossa nacionalidade, a conquista e a defesa deste vasto território, a integração nacional, ao longo dos tempos, com o trabalho, o esforço e sacrifício de muitas vidas para que tivéssemos o País e a liberdade de que hoje desfrutamos? Esquecer a verdadeira História, seus fatos nos mínimos detalhes, por menor que sejam, é permitir a construção de uma nova estória, respondendo a objetivos obscuros como estão o fazendo os derrotados em 64, sob a mudez e a omissão de tantos que se dizem responsáveis.

Falou o ex-comandante na sua ação voltada para a conciliação das Forças Armadas com a sociedade brasileira. Cabe uma nova pergunta : Quando as Forças Armadas estiveram apartadas da sociedade brasileira? Essa é a idéia daqueles que tentam fraturar a unidade interna, apartando a "sociedade civil" da "sociedade militar". Dividem a sociedade e tentam desmoralizar e denegrir os militares para melhor dominar.

São as Forças Armadas a mais real representação de nossa sociedade, integrando e contribuindo para a formação física e moral de pretos, brancos, índios, mestiços, pobres, remediados e ricos, estando em todos os rincões deste País, muitas vezes de forma isolada, levando, além da segurança, o atendimento médico-hospitalar, ensino, estradas, aeroportos, ajudando nos momentos de catástrofes, integrando, congraçando, incutindo valores pátrios.

A verdade é que em nome de uma conciliação nacional unilateral, abrimos mão do que não poderíamos jamais fazê-lo: da dignidade militar. O fato da nota do ex-Comandante do Exército, atendendo às pressões do governo, condenando a que o CComsex emitiu, esta última com intensa repercussão positiva no meio militar, quando do caso das falsas fotos de um subversivo que se matou na prisão, até hoje é uma nódoa na História da Força, não digerida pela maioria de seus integrantes.

Será necessária a reconciliação com ressentidos e revanchistas, que não escondem publicamente a sua aversão aos militares, alguns indiciados como formadores de quadrilha, deformados de caráter? Infelizmente, alguns já agraciados com condecorações militares, sem qualquer sustentação plausível para isso.

Creio que a reconciliação a ser procurada pelos chefes militares é a da Força com equipamentos modernos, com alto índice de operacionalidade e poder de dissuasão frente às incertezas de um mundo cada vez mais violento. É a reconciliação com a verdadeira liderança; É a reconciliação com a valorização dos seus integrantes; É a reconciliação com a capacidade de respaldar os interesses nacionais (Estamos a mercê até mesmo de nossos subdesenvolvidos vizinhos).

É a reconciliação com um projeto de Nação, que possa projetar poder além de suas fronteiras; É a reconciliação com a capacidade de influir nos destinos do País; É a reconciliação com a coragem de falar à Nação sempre que houver esta necessidade frente a descaminhos inaceitáveis; É a reconciliação com a verdadeira História da Instituição Armada e com a imagem de um Brasil respeitado internacionalmente.

Marco Felício é General da Reserva do Exército Brasileiro

Um comentário:

Anônimo disse...

É muito engraçado, os militares da reserva são "valentes" e combativos" cobram posição de patriotismo e nacionalismos dos colegas da ativa... mas porque não agiram assim ??? quando estavam na ativa?? Covardes! vcs mnilicos de merda só servem mesmo para "mamar" de militares mesmo vcs só são ""soldadinhos" de brinquedo...
Os da ativa são uns bundas-moles batem continencia até para marginal, pode o brasil vir abaixo pela desordem que estes covardes assitem o desastre em posição de sentido e apresentado armas a bandidagem! os da reserva são outros tipo de bundões , são hipocritas, igual a cachorro vira-lata só lata de longe... pois tem medo de briga... vão a merda!