sábado, 14 de abril de 2007

Agruras do Brasil-Colônia

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Na introdução do livro “As Veias Abertas da América Latina”, 44ª edição (editora Paz e Terra, 307 pág.), Eduardo Galeano afirma:

“Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder.”

Isso vem bem ao caso, no instante em que observamos intermináveis explosões dentro do Iraque, centro de guerra civil brotada de criminosa invasão armada, efetuada pela maior potência militar do planeta, os EUA.

Nos países islâmicos, a revolta política se traduz em ferozes ataques e manifestações de fundo religioso, na luta pela expulsão dos saqueadores “infiéis”. As riquezas são carregadas, mas a preço altíssimo!

No nosso quintal, a insatisfação se acumula em número gritante de homicídios anuais (com a classe política também desmoralizada e levada na galhofa), enquanto seitas religiosas aplicam golpes que enriquecem seus missionários, apóstolos, pastores e “bispos”. Mas o fermento de guerra civil generalizada vai sendo muito bem batido.

Esse parecer ser o rumo traçado para a raça humana: a violência. Nada se conquista fora de seu âmbito. É preciso muita luta e morte para que se façam valer os direitos. O autor de “Geografia da Fome”, Josué de Castro, afirmou certa ocasião:

“-Eu, que recebi um prêmio internacional da paz, penso que, infelizmente, não há outra solução que a violência para América Latina.”

Em países como o Brasil, criou-se casta que assalta o Estado impunemente, carregando de maneira bem clara todos os seus recursos e deixando a população na miséria. Eles se instalam nos três poderes, juram defender a democracia e valores éticos e morais, mas formam apenas quadrilhas que minam toda organização social.

Instrumentos criados para correção de desvios, dentro do sistema, não passam de lorotas mal contadas. Quando a CPI do Banestado flagrou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, incurso nos crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e falsidade ideológica, o presidente da República resolveu de imediato a questão.

Elevou seu cargo ao mesmo nível ministerial, evitando ações incômodas na Justiça Comum e transferindo a discussão para a esfera do STF (Supremo Tribunal Federal). E ainda se exige dos cidadãos comuns o cumprimento das leis.

Na gestão FHC (1995-2003), quando a economia foi desnacionalizada em 78%, pretendeu-se entregar aos norte-americanos a Base de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, fato que não se concretizou por causa da grita geral que ecoou pelos meios de comunicação.

A elite político-administrativa tupiniquim transformou o Brasil numa grande lixeira. Como as que presenciamos na entrada e saída da maioria de nossas cidades, onde urubus rondando buscam carregar o que resta de alimento nos detritos.

Há quem acredite que o Brasil não deu certo, porque sua população inicial era constituída de assaltantes degredados e condenados. Fosse assim, a Austrália seria rebotalho, não teria suas cidades entre as primeiras em qualidade de vida no planeta.

O Brasil não deu certo porque os colonizadores vieram a passeio. Queriam enriquecer e levar para casa todo ouro possível de carregar. Exatamente como os enfatiotados de hoje: vivem no exterior e voltam à lixeira qual urubu, tão somente quando precisam de reabastecimento.

Márcio Accioly é Jornalista.

3 comentários:

RESERVAER disse...

Os militares continuam os mesmos, jamais permitirão que seja destruído o Estado Democrático de Direito neste país.
Eles saberão intervir no momento certo.
Esse momento está mais próximo do que pensam os comunistas que se apossaram do governo.
Não podemos confundir intervenção militar com golpe militar
Em 64 foi assim, houve uma intervenção militar, com o total apoio da sociedade brasileira, que impediu o golpe comunista que estava sendo planejado pelo governo Jango.

despudorado disse...

Este jornalista é a mais pura reencarnação do Lulla da Silva. Se tirar uma xerox, lá estará a boca dele. Por absoluta falta de VIRTUDES, ao mesmo estilo do palaciano, não tem um comentário ou texto, deste idiota, que não deixa de citar o ex-presidente. Se liga.

Stefano disse...

Um jornalista que cita, em 2007, Eduardo Galeano (que já era cretino, obtuso, esquerdopata e burro, muito burro, há 30 anos) merece ser ignorado (ou escrever paras a Caros Amigos, o que dá no mesmo.).