domingo, 1 de abril de 2007

Breve Raio-X dos Reais Patrões do Lula

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

Hoje é mundialmente conhecido como o “Dia da Mentira”. Nada como celebrar a data revelando algumas duras verdades aos brasileiros que são vítimas do Governo do Crime Organizado - a perversa associação, para fins delitivos, entre a classe política, os membros dos três poderes da República, e os criminosos de toda espécie, para usurpar o poder do Estado, praticando o roubo, a corrupção e a violência em todos os níveis.

Por trás do Governo do Crime está uma Oligarquia Financeira Transnacional. Os chamados “Controladores” do mundo não são fruto de uma “teoria da conspiração”. Eles são a prática viva da própria conspiração contra os interesses do Brasil. Os controladores são os principais financiadores de uma mídia amestrada, de ONGs e de “movimentos sociais” que trabalham para manter o Brasil artificialmente na miséria.

Historicamente, o Brasil não nos pertence. Nunca foi nosso, de verdade. O Brasil é uma rica colônia de exploração moderna controlada e mantida artificialmente na miséria por um Poder Real externo, cujos interesses e sistemas manipulam uma ociosa oligarquia política interna que pratica o crime organizado nos três poderes do Estado contra os cidadãos. Mas o crime só nos governa porque nós permitimos. Ou nos omitindo, ou nos submetendo a ele e seus agentes de controle.

Entender como funciona o mundo real é fundamental. Os cidadãos esclarecidos precisam sair da ignorância e conhecer os reais inimigos de nosso povo e do nosso desenvolvimento. Devem saber que o mundo globalizado é controlado por um “governo secreto” que atua nas sombras. Seu dogma é a “globalização inevitável”. Sua verdadeira ideologia é a “moeda única”. Sua verdadeira paixão é o “poder pelo poder”. Seu consenso virtual se baseia na tese pretensiosa de que tudo que é bom para as grandes oligarquias financeiras ou empresariais é bom para todos. Os Estados nacionais que se danem! Seus povos, idem.

A Globalização pós-moderna nos vende a falsa idéia de que só é válida a “soberania supranacional”. Prega um governo mundial, a partir da Organização das Nações Unidas, que é controlada por uma oligarquia financeira. Sua ação principal é a exploração econômica das nações e dos recursos naturais dos seus territórios. Seu objetivo estratégico é a contenção das potencialidades sócio-econômicas, políticas e militares da Nação, na medida exata dos interesses transnacionais ou “globais” – termo que as oligarquias transnacionais preferem.

No cumprimento de sua missão, os controladores da globalização manipulam agentes conscientes e inconscientes nas esferas política, econômica, social e cultural. Eles administram, nas sombras, os três principais mecanismos de controle social no mundo: o “crime organizado” (sinônimo de violência, terrorismo e corrupção), os meios de comunicação de massa e a oferta de dinheiro (via monetarismo).

Os controladores viabilizam a dominação através de três instrumentos. 1) As ideologias (que vendem pretensas soluções, felicidade, sonho e utopia); 2) as diferenças regionais (sejam econômicas, sociais, religiosas e raciais); 3) No caso extremo, a violência e sua evolução radical: o terrorismo. Os indivíduos se tornam reféns destes três instrumentos empregados criminosamente, consumindo vidas e muito dinheiro, na guerra sem fim do Poder pelo Poder.

No mundo, manda quem pode e obedece quem não tem juízo sobre o papel dos seus verdadeiros controladores. Os Estados Nacionais são manipulados pela minoria que detém o poder real mundial. Não se pode compreender o Brasil sem identificar quem realmente governa o mundo. Por isso, é necessário identificar os escalões do Poder Real – que verdadeiramente controlam as nações, sobretudo as não-desenvolvidas. Estes controladores dominam, há séculos, a “Tecnologia para o Exercício do Poder”. Afinal, seus antepassados diretos criaram as bases fundamentais para o surgimento do Capitalismo. Por isso, mandam no mundo há mais de 500 anos.

O primeiro escalão do Poder Real Mundial é a Oligarquia Financeira Transnacional. Bancos & Petróleo formam sua base de sustentação, que age a partir do poder político-econômico-militar anglo-norte-americano. Os dois segmentos, principais controladores do mundo, representam os interesses da nobreza econômica que acumulou capital desde os primórdios do Capitalismo. Eles financiaram a primeira “globalização”, que foi a expansão ultramarina que “achou” a América.

Os controladores têm entre seus membros de cúpula os Bancos Rothschild, o HSBC e o Barclay’s, a British Petroleum, a Royal Dutch Shell, (do lado inglês e europeu) e os Rockefeller, os Morgan, a ExxonMobil e Chevron (do lado dos EUA). O principal alvo destas empresas é a hegemonia do sistema financeiro internacional. Controlam os negócios globais dos mercados bancário, acionário, investimentos financeiros e commodities (mercadorias e futuros). Comandam as dívidas externas do Terceiro Mundo.

No segundo escalão do poder mundial, vêm os bancos centrais do Reino Unido e dos Estados Unidos. Ao lado deles figuram o Banco do Japão e o Banco Central Europeu (para os 12 países Europeus que, em 1999, adotaram a moeda única Euro). Todas são instituições com um poder imenso, muito maior do que a maioria das pessoas imagina. Estes bancos centrais têm uma enorme influência nas condições financeiras de praticamente todos os países, incluindo obviamente o seu próprio, num mundo financeiro sem fronteiras, no qual um acontecimento econômico significativo em uma nação tende a afetar a maioria das outras, tanto para melhor como para pior.

Os principais controladores são o Bank of England e o Federal Reserve Board, que é um organismo privatizado, cuja a imagem é vendida, falsamente, como a de “um banco central independente”. Não é nem nunca foi. O Sistema da Reserva Federal norte-americana é uma corporação privada, com fins lucrativos, que funciona às custas do interesse público. O Federal Reserve Board não é uma agência do governo norte-americano, mas uma coligação privada de bancos poderosos, protegida pela Lei dos EUA.

O FED foi criado, mafiosamente, em uma estranha sessão do Comitê de Conferência do Congresso dos EUA. A reunião foi cuidadosamente preparada e agendada entre a 1h30 e 4h30 da madrugada de 22 de Dezembro de 1913. Naquele momento, a maioria dos congressistas dormia. O decreto foi então votado no dia seguinte e aprovado apesar de muitos membros do Congresso estarem ausentes para as férias do Natal e muitos que ficaram não terem lido ou compreendido os seus conteúdos. O Congresso dos EUA agiu em 1913 em violação da constituição que jurou proteger e praticar.

O Artigo 1º, Secção 8, da Constituição dos EUA decreta que o Congresso dos EUA tem o direito de cunhar (criar) dinheiro e regular o seu valor. Em adição o Suprema Corte dos EUA decretou, em 1935, que o Congresso dos EUA não pode constitucionalmente delegar esse poder a outro grupo ou entidade. Mas isto foi muito depois de 1913, quando o FED já tinha sido criado. Tudo por idéia de sete banqueiros que se reuniram secretamente na ilha privada de Jekll, à beira da costa da Geórgia. Os Morgans, Rockefellers, Rothschilds estavam lá.

O povo dos EUA ficaria preocupado se soubesse que alguns dos proprietários da Reserva Federal são poderosos investidores estrangeiros do Reino Unido, França, Alemanha, Holanda e Itália. Eles são parceiros de gigantescos bancos dos EUA como o JP Morgan Chase e o Citibank, bem como de poderosas firmas de Wall Street e da City de Londres, como a Goldman Sachs. Todos fazem parte da coligação bancária da nova ordem mundial, que influencia e altera a atividade de negócios em todo e qualquer lado do mundo, mexendo com nossas vidas.

O FED foi fundado em 1913 pelos bancos que mandam há séculos no mundo. Repetiu-se nos EUA a experiência do Banco da Inglaterra, que foi criado em 1694, quando Guilherme III precisou de ajuda para financiar a guerra contra a França. O rei inglês precisava de ajuda financeira para facilitar o comércio e gerir a dívida do país afetada pela guerra. Apelou aos banqueiros privados ingleses.

O Banco da Inglaterra não foi o primeiro banco central. Mas foi o primeiro do mundo moderno a ser detido por interesses privados num país poderoso. Foi denominado Banco da Inglaterra para impedir o público de perceber que, tal como a Reserva Federal dos EUA, o Bank of England era (e ainda é) propriedade privada - e não parte do governo. O mesmo modelo foi utilizado para a criação do banco central dos EUA e a grande maioria dos outros bancos centrais pelo mundo afora.

O Bank of England e o Federal Reserve Board têm papel importantíssimo nas deliberações do pouco conhecido Banco de Compensações Internacionais (Bank for International Settlements). O BIS, o banco central dos bancos centrais, é sigiloso, inviolável e completamente autônomo. Fundado em 1930 e sediado na Basiléia, na Suíça, o BIS é um organismo privado. Portanto, acima do poder dos Estados nacionais. Não é à toa que lá se reúnem, todos os anos, os mais poderosos países do mundo.

A Oligarquia do Capitalismo Financeiro fundou este “banco dos bancos” para ser o ápice de poder sobre o sistema financeiro mundial. Trata-se de um sistema possuído e controlado por eles. O plano era utilizar este banco para dominar o sistema político de cada país e controlar a economia mundial de uma forma “feudal”.

Os controladores querem reinar no mundo controlando o dinheiro e seu fluxo. Os bancos centrais dominantes e o BIS, em conjunto com grande parte dos demais bancos privados, exercem a sua influência através de uma aliança semelhante a um cartel. Tal esquema mafioso assegura que todos se beneficiam mais do que lhes seria possível isoladamente.

Os banqueiros centrais têm o poder de criar e tirar de circulação o dinheiro necessário para atender às necessidades dos seus governos nacionais, dos seus militares e de todas as atividades de negócios que não poderiam funcionar sem uma pronta injeção de capital. Eles têm o poder de mover montanhas, ou arrasá-las.

O terceiro escalão do poder mundial, que segue as ordens diretas dos banqueiros situados no primeiro escalão, é formado pelas Bolsas de Valores que comandam os negócios mundiais: a tradicional City de Londres e a recém fundada bolsa de valores transatlântica. Esta nova empresa financeira foi o resultado da fusão da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) com o grupo europeu Euronext, que administra as Bolsas de Paris, Bruxelas, Amsterdã e Lisboa, além da bolsa de derivativos em Londres.

No quarto escalão do poder, estão os ministros da Fazenda dois países desenvolvidos, que implementam a política monetária definida pelos controladores, impondo-a ao resto do mundo. São eles os propagadores da “religião” do Monetarismo, uma aberração do pensamento único na política econômica. Não é outro o papel histórico do Chancellor Exchequer inglês e do Secretário do Tesouro norte-americano. Eles são os principais executores do monetarismo global.

Curioso é notar que, apenas no quinto escalão do poder, aparecem os “políticos” dos EUA e do Reino Unido. O presidente dos EUA e o Primeiro Ministro inglês seguem as ordens dos clubes de poder da Oligarquia Financeira Transnacional. Marionetes do marketing político, eles as executam e as difundem para o resto do mundo que tem a impressão de que eles mandam de verdade em seus governos.

Nesse jogo de ilusionismo do poder, entra na jogada o sexto escalão do poder mundial. Ele é formado pelas instituições financeiras multilaterais, como o Banco Mundial, FMI e Banco Interamericano de Desenvolvimento (no caso da América Latina). Tais organismos são meras correntes de transmissão das decisões e da vontade dos Bancos Centrais e da Oligarquia Financeira Transnacional. Neste mesmo sexto escalão se situam a Organização das Nações Unidas (ONU) e as organizações regionais de países. Todos obedecem a um mesmo controlador.A

penas a partir do sétimo escalão começam a aparecer os governos formais dos países em desenvolvimento e suas organizações político-administrativas. A escala é formada pelo Banco Central dos países, cuja diretoria é geralmente nomeada de acordo com a vontade dos banqueiros internacionais e de seus aliados internos no sistema financeiro nacional. No caso do Brasil, os interesses e diretrizes do BC comandam o oitavo escalão, formado pelo Ministério da Fazenda e pela máquina coercitiva da arrecadação: a Super Receita Federal. Eles controlam o fluxo de dinheiro e capacidade de investimento do Estado.

O Presidente da República ou um Chefe de Governo, seja ele quem for, aparece apenas no nono escalão da esfera do Poder Real. Subordina-se diretamente aos escalões acima do Sistema Real de Poder. No caso brasileiro, a manipulação é ainda mais grave. Nosso Chefe do Governo não conta com a proteção de um “núcleo monolítico do poder” – como ocorre nos países desenvolvidos, a partir dos quais a Oligarquia Financeira Transnacional opera.

Enquanto não tivermos soberania e autodeterminação, qualquer ocupante do Palácio do Planalto será uma mera marionete que finge comandar nossas organizações político-administrativas. O presidente será um mero instrumento (agente consciente) do organizado governo do crime mundial.

Na verdade, a Oligarquia Financeira Transnacional joga o jogo que lhe convém. Nosso governo só é dirigido pelos interesses dos controladores externos, porque nós assim os permitimos. Nada fazemos para neutralizá-los. Este é o xis da questão brasileira. O problema não vem dos outros. Nós mesmos somos o problema. E a solução. Basta vontade nacional.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

11 comentários:

Anônimo disse...

Prezado Serrão, magnífico artigo. Plenamente esclarecedor. Ocorre que, dominados inteiramente pela mídia, o povo não acredita em nada disso. A não ser que passase no Jornal Nacional da "Grobo"; ou no "Fantasco"; no "Grobo Reporti" ou, ainda, se algum "intelectual" do "Bigui Brodi" levantasse a questão. Mas nada disso acontecerá, como sabemos. Este povo nasceu para ser escravo, simplesmente.

Anônimo disse...

Caro Jorge. Esse assunto eh muito vasto, complexo, interessante e, de tão tenebroso, provoca arrepios. Admira-me a tua coragem de publicar algo com esse teor, dado os perigos que podem decorrer de mexer com tais poderes. Transparece logo que são poderes ocultos, ou melhor, poderes visíveis mas cujas decisões são absolutamentes ocultas. Eh interessante notar que nos é impossível escapar destes poderes. Pois, se até os EUA e a Inglaterra estão sob este manto diabólico, o que restará para nós. Que os presidentes eleitos democraticamente não passam de fantoches, há muito tempo se sabe. É curioso notar que o teu artigo vai em linha paralela com o que rezam os famigerados "Protocolos de Sião". Outra curiosidade é que os nomes, de pessoas e entidades, citados são de origem judaicas, ivariavelmente.

ENTEBE disse...

A CRISE NA FAB, NÃO SUBESTIMAR A SUA GRAVIDADE

O motim praticado pelos sargentos controladores de vôo criou a mais grave crise militar desde o fim do ciclo da Revolução de 1964 com a posse do sr. José Sarney.
A crise vem se arrastando desde o fatídico acidente com o boeing da Gol. Teve início quando ainda comandante da Aeronáutica o brigadeiro Bueno a partir de negociações que o Ministério da Defesa promoveu com os controladores ainda em 2006, à revelia da Força Aérea.
O Alto Comando da FAB reuniu-se sábado e hipotecou solidariedade ao seu atual comandante, resguardando, em nota, a necessidade de defesa da hierarquia e da disciplina. É a primeira vez que uma manifestação de um Alto Comando alude a esses princípios sob o Governo Lula, para criticar veladamente a atuação de autoridades civis que se imiscuíram em assuntos estritamente militares.
Os sargentos amotinados podem se considerar já fora da Força Aérea Brasileira. Serão criados mecanismos legais para afastá-los imediatamente do serviço ativo.
A repercussão da indisciplina foi enorme, chocando a esmagadora maioria da oficialidade das FFAA. Alguns episódios permanecem na penumbra, sob a forma de boatos: 1) os três comandantes das FFAA teriam cogitado a possibilidade de um pedido coletivo de demissão como forma de levar o governo a rever sua posição benevolente com a indisciplina; essa solução não prosperou diante da consequente instauração ,em plena Semana Santa, de uma incontrolável crise político-militar; b) oficiais da Força Aérea foram contidos por seus superiores quando pretendiam prender os insurretos apesar da ordem presidencial; c) nenhum brigadeiro estava disposto a assumir o Comando da Força na hipótese de demissão do atual comandante, podendo reabrir o precedente do governo JK quando o general Lott, Ministro da Guerra, substituiu o Ministro da Aeronáutica em meio a uma grave crise militar; d) as FFAA não pretendem contribuir para a desestabilização do atual Governo, fiéis ao acatamento ao princípio da autoridade; entretanto, não mais será tolerada leniência em relação a atos de indisciplina militar; e) o Governo Lula conseguiu obter a reprovação da esmagadora maioria da oficialidade das FFAA; f) o ministro da Defesa deverá ser substituído ainda no mês de abril; g) não haverá, no âmbito da FAB, revisão de punições disciplinares fora das formas previstas no devido processo legal aplicável às punições disciplinares; h) nada obsta que autoridades do Ministério Público Militar venham requerer a instauração de IPM diante do levante ocorrido em 30 de março; i) não duvidam as autoridades militares que a manifestação dos controladores decorre de intensa ação de grupos sindicalistas junto às FFAA; j) as relações entre Governo e FFAA estão em seu pior momento, sendo imprevisível o próximo encontro do Presidente Lula com os futuros oficiais generais recém-promovidos; k) os brasileiros comprometidos com projetos de desenvolvimento econômico e social com ordem, torcem para que os acontecimentos de 30 de março não levem o País ao agravamento de uma crise político-militar de funestas conseqüências para as instituições democráticas; l) para as autoridades militares, não resta dúvida que o Ministério da Defesa, ainda na gestão do Brigadeiro Bueno, foi responsável pelo incentivo à quebra de disciplina, ao promover reuniões com os controladores de vôo da FAB, para discussão de questões salariais, à revelia da Força; m) reina no seio das FFAA grande inquietação sobre o desdobramento do motim, inclusive diante da possibilidade de ações de igual teor em outros setores, mesmo civis, como a Polícia Federal.

DANIEL PEARL disse...

O Brasil está ameaçado por conspiradores que planejam um golpe de Estado. Não tenho mais dúvidas disso. Esses conspiradores estão na imprensa e na oposição tucano-dem(oníaca), mas podem estar, também, na temível...caserna. Além do jornalismo de convencimento (aquele que em vez de informar o público procura vender-lhe teses), a grande imprensa brasileira pratica, concomitantemente, um jornalismo sabujo e outro pit-bull, e ajuda os partidos de Direita (PSDB, PFL, PPS e Cia.) na tentativa de voltar ao Palácio do Planalto. Vamos relatar alguns jornalistas independentes que descobriram o “Golpe”. Veja tudo no blog Desabafo País(Brasil), acesse: http://desabafopais.blogspot.com. Leia hoje no DESABAFO: 1) Dossiê "O Golpe de Estado e a Caixa-Preta da Imprensa - Assassinato, Corrupção e Jornalismo Alugado". 2) A farsa da Rede Globo; 3) Pronto para o confronto 4) Jornalismo Sabujo; Diga Não ao Golpe; 5) CPI "Apagão Aéreo" é desculpa para privatizar Infraero; 6) A Gênese do Golpe; 7) Caluniar, o jornalismo de Noblat; 8) Golpe - a mídia quer a CPI; 9) Brasil: A República dos Jornalistas Corruptos; 10) Noblat tenta incriminar Lula. Jornalismo independente. Um abraço, Daniel Pearl.

Anônimo disse...

IMPUNIDADE – “APAGÃO” INSTITUCIONAL.


O Clube de Aeronáutica vem a público para denunciar o ostensivo e arbitrário descumprimento, pelo Governo Federal, da Constituição do País e de outros diplomas legais, e exigir que sejam adotadas imediatas providências corretivas, dentro de 72 horas. Entre estas, a imediata reconsideração da decisão de “desmilitarizar” o controle do tráfego aéreo e a restituição ao Comando da Aeronáutica da autoridade para administrar o problema militar surgido, com o envolvimento de seus subordinados.
A não se concretizarem tais providências, o Clube de Aeronáutica, como associação de âmbito nacional e de acordo com suas competências estatutárias, dará entrada, no Supremo Tribunal Federal, a uma ação direta de inconstitucionalidade e denúncia de crime de responsabilidade contra a pessoa do Presidente da República, Sr. Luiz Ignácio Lula da Silva.

Constituição Federal de 1988
Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Mais uma vez, o Governo Central demonstra fraqueza (ou cumplicidade) em suas posições, ao apoiar a baderna e a desordem, e ignorar a Lei.
Ao impedir a punição dos controladores de vôo, militares amotinados, o Presidente da República descumpriu, deliberadamente, a Constituição, sendo passível de ter incorrido em “crime de responsabilidade”

Art. 85, da CF de 1988 e Art. 4º da Lei nº. 1.079, de 1950
São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal (...)
Pena: Perda do cargo e inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública (Art. 2º da Lei nº. 1.079 de 1950).

O manifesto de insubordinação lançado pelos controladores de vôo militares é uma preciosidade de cinismo, até porque seu ridículo jejum não durou mais do que algumas horas. Tal absurdo ato se constituiu no clímax de um processo de uso da figura dos militares como “inocentes úteis” para o alcance dos objetivos políticos de uma minoria de arruaceiros.
Ao se declararem amotinados, os militares afrontaram os seguintes diplomas legais, entre outros:

Código Penal Militar – Dec.-Lei nº. 1.001 de 1969
Art. 163. Recusar obedecer a ordem do superior sobre assunto ou matéria de serviço, ou relativamente a dever imposto em lei, regulamento ou instrução.
(Em tempo de guerra – Pena de morte).
Art. 195. Abandonar, sem ordem superior, o posto ou lugar de serviço que lhe tenha sido designado, ou o serviço que lhe cumpria, antes de terminá-lo.
(Em tempo de guerra – Pena de morte).
Art. 196. Deixar o militar de desempenhar a missão que lhe foi confiada.
Art. 301. Desobedecer a ordem legal de autoridade militar.
Art. 319. Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra expressa disposição de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

Estatuto dos militares – Lei nº. 6.880 de 1980
Art. 14. A hierarquia e a disciplina são a base institucional das Forças Armadas. (...)
Art. 31. Os deveres militares emanam de um conjunto de vínculos racionais, bem como morais, que ligam o militar à Pátria e ao seu serviço, e compreendem, essencialmente:
...............................................
IV - a disciplina e o respeito à hierarquia;
...............................................
Art. 32. Todo cidadão, após ingressar em uma das Forças Armadas mediante incorporação, matrícula ou nomeação, prestará compromisso de honra, no qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres militares e manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-los.

Abre-se, assim, mais uma vez, um perigoso precedente, com os militares amotinados, nesse episódio.
A atitude frágil e parcial que o governo adotou – desde os primeiros momentos dessa crise na Aviação brasileira, iniciada por uma greve dissimulada (operação padrão) – em posição dúbia, mas tendente ao apoio explicito aos grevistas, deu-lhes força e estímulo para prosseguirem no seu movimento.
Os Comandantes Militares foram, com isso, desautorizados e enfraquecidos.
Esses lamentáveis acontecimentos, nos quais o interesse da sociedade foi, sempre, deixado para o último lugar, tiveram origens diversas:
Primeiramente, pelo desespero dos controladores envolvidos na responsabilidade pela morte de 154 pessoas, os quais, orientados por seus advogados, procuraram transferir sua culpa para eventuais deficiências do sistema, que eventualmente existiram, por falta de apoio financeiro do governo federal, mas que nunca impediram seu funcionamento satisfatório.
Em segundo lugar, pelo interesse político do grupo estratégico do governo, que buscaria garantir o seu continuísmo no poder, por quaisquer meios, e que, por isso, trabalharia para enfraquecer os militares, retirando do seu controle, toda atividade que lhes possa conferir um pouco de força.
A se confirmarem, portanto, as notícias de flagrante insubordinação militar praticada pelos controladores de vôo, o Povo Brasileiro não poderá mais continuar a silenciar-se e terá de se pronunciar, coletivamente, para exigir do Presidente da República as devidas providências legais, custe o que custar.

Nota:
Dependendo das providências corretivas a serem praticadas pelo Governo Federal, o Clube de Aeronáutica exorta a todos os oficiais da Aeronáutica e das demais Forças Singulares, ativos e inativos, da mesma forma que a todos os civis que se preocupem com a integridade das suas Forças Armadas e da sua Pátria, ameaçadas por instâncias do próprio Governo Federal, para se reunirem em Assembléia Permanente, em vigília cívica, nas instalações do Clube de Aeronáutica, na Praça. Marechal. Âncora, nº. 15 – Centro – Rio de Janeiro.
O apoio a este movimento poderá ser manifestado por meio do endereço eletrônico presidente@caer.org.br ou pelo telefone 2220-8741, das 9 às 17 horas, de terça a sexta-feira.

Rio de Janeiro – 31 de março de 2007.

Ten.-Brig.-do-Ar Ivan Frota
Presidente do Clube de Aeronáutica

Essa é a senha que faltava. Na minha opinião, os Cmts das FFAA deveriam ter batido o cuturno no chão e esmurrar a mesa naquele momento. Mas antes tarde do que nunca. Como a mensagem também inclui civis, temos o dever de apoiá-lo. Em nome de nossa integridade, da nossa Pátria e de nossas famílias. Mãos a obra!

Anônimo disse...

ô babaca daniel pearl de araque




tá com o couro jurado

3 m. apenas de "pda" e já era!!"!

Anônimo disse...

O General, você está pensando que os Sargentos são idiotas?? É melhor vocês não levantarem essa bandeira, pois nós estamos farto da inércia de vocês, estamos a cada dia vendo nosso país sendo vendido, entregue a multinacionais, a violência, e muito mais. Os controladores querem equipamentos de qualidade para trabalhar, e oque você faz?? Nada, querem usar a força bruta, acho melhor não insistir nessa idéia, pois sou Sargento da Marinha e opero os equipamentos semelhantes nos nossos navios, só que tem uma diferença, os radares dos nossos navios são para destruir o inimigo, e os radares dos controladores evitam que vidas se percam, desde que em boas condições. Os militares da Aeronáutica cansaram da inércia de vocês que deveriam brigar por equipamentos melhores, porém são comprados com promessas de promoção, de cargos de comando e outras mazelas que todos nós sabemos que vocês aceitam. Por isso, vejo que é a hora de nos unirmos por um País melhor, chega de punições idiotas, chega de sermos massacrados por Comandantes vendidos. Vamos nos unir também e nos defender. Sou Sargento da Marinha e nós apoiamos qualquer movimento que traga melhor qualidade no trabalho que por vocês controladores é prestado a essa nação, para que não tenhamos que ver mais tragédias. Cuidado General!!

Verde Oliva disse...

Seis meses, 155 mortes.



Agora é Lula


Mais de seis meses. Exatos 185 dias, um atrás do outro. Esse é o tempo que passou desde que o vôo Gol 1907 se chocou com o jato Legacy nos céus do Brasil, matando 154 pessoas inocentes.

Mais de seis meses, 185 dias, sem que o governo tomasse uma atitude coerente e encaminhasse minimamente a gestão da crise área. Crise que reduziu passageiros a indigentes esgotados, famintos e irritados jogados em saguões abarrotados de aeroportos.

Os feriados de fim de ano e vários fins de semana se passaram com milhares de pessoas em meio a esse caos. Dia após dia, semana atrás de semana. Nada foi feito.

No sábado passado, mais um morto por conta da incompetência do governo: um sujeito de 54 anos morreu após passar mal no aeroporto de Curitiba. Morreu depois de esperar mais de 12 horas pelo seu vôo madrugada adentro. Quem é o responsável por essa morte?

Mais de seis meses, 185 dias. Foi necessário que os próprios controladores de vôo forçassem uma solução radical --greve de fome e paralisação na semana passada-- para que o governo agisse. E agiu mal.

Atropelou o comando da Aeronáutica e, bem ao estilo sindicalismo de porta de fábrica, fechou um acordo em cima dos joelhos com os controladores. Sem a anuência dos oficiais. Desautorizada e humilhada, a cúpula da FAB lavou as mãos. Abandonou o comando dos Cindactas aos próprios controladores e caiu fora.

Hoje, a situação é a seguinte: não existe um órgão que comanda formalmente os controladores de vôo no Brasil. Quem responsabilizar em caso de um novo acidente?

Mais de seis meses, 185 dias. Só então Lula, de Washington, para onde voou e retornou no horário e em segurança em seu jato presidencial, determinou que a crise do setor aéreo brasileiro seja resolvida "definitivamente" em três dias. Em três dias, mais de seis meses, 185 dias depois.

Já era tempo. Um novo acidente ou uma nova morte terá, a partir de agora, um responsável: Lula. Fernando Canzian, -pensata da Folha

FORA LULA disse...

ao Anônimo disse... 1:00


Em vez de ficar aqui esbravejando anonimamente, comunique-se diretamente com o Brig. Ivan Frota - o e-mail está disponível na matéria postada.

Anônimo disse...

O Daniel de araque é cria do satã comunista. No blog dele, ele fala de Jesus, de semana santa, mas é o que de maior escória existe na humanidade: a merda comunista, que não deu certo em lugar nenhum do mundo livre e que prospera em ditaduras banhadas em sangue e martírio de corações e mentes. Vá se danar, seu comuna de merda.

Anônimo disse...

Ótimo artigo, infelizmente não tenho fé de que as coisas vão mudar, mas de qualquer jeito é preciso tentar.
Valeu pelo artigo vou passar a diante, afinal, conscientização é a melhor solução.