segunda-feira, 23 de abril de 2007

Cúpula palaciana faz pressão para que nome de Waldomiro Diniz não entre no olho da operação Furacão

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Por Jorge Serrão

O bicho está pegando no Palácio do Planalto. A cúpula do governo fez de tudo para que o nome de Waldomiro Diniz (famoso ex-assessor e amigo pessoal do ex-ministro José Dirceu) não fosse colocado no olho do Hurricane da operação da Polícia Federal contra a máfia dos bingos e seus esquemas de compras de sentenças judiciais. O grande temor do Palácio do Planalto é que as investigações da Operação Furacão façam alguma remissão ao escândalo denunciado pela CPI dos Bingos. Se o caso se misturar com a Máfia dos Combustíveis, também investigada no Rio de Janeiro, o inquérito tem tudo para explodir.

Waldomiro Diniz foi diretor e presidente da Loterj, nas gestões de Antony Garotinho (PMDB) e de Benedita da Silva (PT). Diniz foi denunciado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira por fazer parte do esquema de arrecadação de dinheiro da cúpula dos jogos de azar para campanhas eleitorais petistas. Na Polícia Federal, um grupo de agentes e delegados não aceita pressões do governo para abafar o caso que envolveria o grande amigo de José Dirceu. Alguns já mandam avisar que não serão coniventes com eventuais ordens superiores, vindas do Ministro da Justiça, Tarso Genro, para livrar a cara de Waldomiro.

Nesta semana, 21 presos — entre empresários, advogados, bicheiros e policiais federais e civis — presos na carceragem da Polícia Federal de Brasília, voltarão ao Rio. Todos vão prestar depoimento na 6ª Vara da Justiça Federal, para onde o processo foi transferido. Em outra fase do processo, eles deverão ser transferidos para um presídio federal de segurança máxima. Dos quatro magistrados presos na Furacão, três ganharam liberdade, sábado, por força de habeas corpus. Apenas o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas Ernesto da Luz Pinto Dória continua encarcerado, pois ao ser preso portava uma arma ilegal. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa hoje o pedido de relaxamento da prisão de Ernesto Dória.

Cadê os Tesoureiros?

A PF acionou a Interpol para encontrar os três tesoureiros da máfia dos bingos, que estão com prisão preventiva decretada.

Ligados aos três maiores bicheiros do Rio, presos na operação Furacão, os três teriam fugido do país com US$ 15 milhões de dólares.

A Organização Internacional de Polícia Criminal terá a nada fácil missão de Nagib Teixeira Sauid, João Oliveira de Farias e Marcelo Kallil , ligados aos bicheiros Aniz Abrahão David, o Anísio; Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães; e Antônio Petrus Kallil, o Turcão, respectivamente.

Os três são acusados de atuar como tesoureiros dos contraventores na quadrilha que comprava sentenças judiciais favoráveis a bingos e caça-níqueis no Rio, desarticulada há 10 dias na Operação Furacão da PF, que resultou na prisão de 25 pessoas.

O trio, que teve a prisão decretada pela Justiça Federal sábado, teria fugido com US$ 15 milhões.

Quase deu certo

Quinta-feira, Nagib Teixeira Sauid, homem de confiança de Anísio, tentou sacar R$ 1.249.964,12 de uma agência bancária em Nilópolis.

Mas investigadores da PF descobriram a manobra e conseguiram impedir o saque.

Nagib é pai de Rogério Suaid, vice- presidente da Escola de Samba Beija-Flor, campeã do carnaval carioca deste ano.

Outro membro do trio caçado pela Interpol, Marcelo Kallil, é filho de Turcão.

Espera que vamos ver...

Em maio, o STF decide se aceita o pedido de prisão preventiva apresentado sábado pela Procuradoria Geral da República contra o ministro do STJ Paulo Geraldo de Oliveira Medina, os desembargadores José Eduardo Carreira Alvim, José Ricardo de Siqueira Regueira, Ernesto da Luz Pinto Dória e o procurador eleitoral João Sérgio Leal Pereira.

Paulo Medina — irmão do advogado Virgílio Medina também preso na ação — não foi preso, mas aparece nas apurações da PF como investigado.

Eles foram notificados pelo ministro do STF Cezar Peluso, relator do inquérito sobre a Furacão, para apresentar resposta à denúncia do procurador-geral Antonio Fernando Souza.

O prazo de 15 dias para a defesa começa a partir de hoje.

Espírito de corpo?

Se aceitar os argumentos da PGP, o Plenário do STF abrirá processo criminal contra os cinco magistrados.

Na mesma sessão, os ministros decidem se ratificam o despacho de Cezar Peluso contrário ao pedido de prisão preventiva do grupo.

Peluso entendeu ser desnecessário decretar a prisão preventiva dos cinco denunciados, já que as investigações e diligências do inquérito foram concluídas.

Os de cima e os debaixo

O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, criticou a decisão do STF de soltar os detidos na Operação Hurricane ligados à Justiça e dividir o processo:

"A elite fica no STF e a plebe, na vara comum. Isso leva o senso comum a pensar em corporativismo".

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve decidir hoje se abre uma investigação interna e se determina o afastamento de um de seus membros, o ministro Paulo Medina, acusado de envolvimento com a máfia dos bingos.

Transporte oficial

Depois de ser solto, rumando a bordo de um Santana preto com chapa branca, o desembargador José Ricardo de Siqueira Regueira chegou domingo pela manhã, em casa, num condomínio localizado em Botafogo, atrás do Palácio Guanabara.

O condomínio onde Regueira reside é considerado um dos mais luxuosos da região.

E conta com vigilância de câmeras de circuito interno de TV, seguranças e até ronda de policiais militares.

Segundo PMs lotados na 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), o patrulhamento no local é rotineiro.

Regueira foi libertado na noite de sábado por força de habeas-corpus concedido pelo ministro César Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Injustiça com o trabalhador

Revoltada com as acusações contra seu pai, a juíza Sofia Regueira soltou o verbo:

O que estão fazendo contra ele é uma injustiça. Enquanto os verdadeiros bandidos ficam soltos pela rua, tirando a vida de inocentes, a Polícia Federal prendendo trabalhadores honestos como meu pai, que há mais de 20 anos se dedica à magistratura. Mas não tem problema, vamos provar que ele é inocente”.

Devassa

A Justiça decretou a quebra do sigilo de três desembargadores e dois juízes federais investigados na Operação Têmis da Polícia Federal, sobre um suposto esquema de venda de sentenças em ações relativas a causas tributárias e ao jogo do bingo.

A decisão foi tomada pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), relator da devassa que mira 43 pessoas, entre empresários, advogados, lobistas e magistrados, além de empresas devedoras de tributos.

Iniciada em agosto, a Têmis só foi deflagrada sexta-feira, quando a PF cumpriu mais de 80 mandados de busca e apreensão em casas e escritórios dos investigados.

Nem prisão, nem bloqueio

O ministro Felix Fischer não mandou prender e nem autorizou o bloqueio de bens de nenhum dos citados.

O congelamento de bens e a prisão preventiva foram requeridos pelo Ministério Público Federal, que alegou risco de dilapidação de patrimônio.

A pesquisa sobre movimentações financeiras e dados fiscais atinge os desembargadores Alda Basto, Nery Júnior e Roberto Haddad, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, e dois juízes federais de primeira instância, Djalma Moreira e Maria Cristina Barongeno Cukierkorn.

Ligações perigosas

O juiz federal Manoel Álvares, primeiro alvo da Operação Têmis, admitiu em entrevista ao jornal "Estado de São Paulo” ter ligações com o advogado Luís Roberto Pardo.

Ele é apontado pela Polícia Federal como o principal lobista de uma organização criminosa supostamente envolvida em venda de sentenças judiciais em causas tributárias.

O magistrado revelou ter tido "bastante contato" com Pardo, entre 1999 e 2001.

Nessa época, ele entrou na lista de promoção para desembargador quatro vezes.

Caixão de Bingo

Para financiar esquema de corrupção e ganhar liminares na Justiça que mantivessem os bingos funcionando, a organização criminosa alvo da Operação Furacão criou taxas de arrecadação batizadas de ‘caixinhas’, ‘cestinhas’ e ‘pedágios’.

Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal mostram que no Rio os donos de bingos e de máquinas caça-níqueis teriam que pagar propina de R$ 150 mil, cada.

Como no Rio há pelo menos 41 bingos, se todos contribuíssem com R$ 150 mil, a quadrilha arrecadaria R$ 6,1 milhões, apenas com as casas de bingos.

Nada a declarar

O chefe da Polícia Civil, delegado Gilberto Ribeiro, afirmou que “não tem nada dizer” a respeito das escutas telefônicas que flagraram a então a inspetora licenciada e atual deputada federal Marina Maggessi (PPS) acusando o ex-chefe Álvaro Lins e o sub José Renato Torres de serem os comandantes de suposta quadrilha que recebia propina de bicheiros.

Para Ribeiro, cabe a Maggessi explicar se realmente existe o que ela disse nas gravações.

A Secretaria de Segurança Pública informou que José Mariano Beltrame, por enquanto, não se pronunciará.

Censura, não!

O juiz Sérgio Jorge Domingos, da 22ª Vara Cível de Curitiba, concedeu liminar sexta-feira passada proibindo a circulação da revista IstoÉ.

O pedido para impedir a circulação da semanal foi feito pelo ex-prefeito de Curitiba Cássio Taniguchi — hoje deputado federal pelo DEM e secretário de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal.

A capa de IstoÉ traz uma longa entrevista com a empresária Silvia Pfeiffer, na qual ela descreve um esquema complexo de corrupção na Infraero.

Na entrevista, a empresária cita o nome de diretores da empresa que controla os aeroportos no país, de políticos e pessoas próximas ao poder: entre eles, Duda Mendonça e Cássio Taniguchi, que obteve a liminar.

Papo para boi dormir

O presidente Lula da Silva declarou hoje ser contra a reeleição.

Em seu programa semanal "Café com o Presidente", Lula advertiu que não pretende participar de discussões sobre o assunto.

Para Lula, a tese da reeleição tem de estar ligada à reforma político-partidária.

"Todo mundo sabe o que eu pensava em 2006. Eu sempre fui contra a reeleição. Acontece que tem o instituto da reeleição, e eu sou um presidente reeleito, portanto, eu não possa agora dar palpite na reforma política no que diz respeito à reeleição. Não me peçam opinião que eu não vou dar".

Explicando o conchavo

Sobre as conversas que tem com o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), e com o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), Lula ponderou que como não tem mais o que disputar, tem liberdade de procurar todos os setores da sociedade para conversar.

"Veja, não havia por que não conversar com o Tasso Jereissati, de quem eu sempre tive uma boa relação, que ficou truncada no primeiro mandato. Coube a mim, como presidente da República, chamar o Tasso para uma conversa".

Até porque o escândalo da Infraero atinge os tucanos, em cuja gestão começou a farra nos aeroportos e suas obras superfaturadas.

Exemplo de anistiado

Um ex-terrorista, sem nunca ter sido, mas por ter passado dezesseis dias no xadrez, com direito a cela especial ao lado do gabinete do delegado, recebe R$ 4.509,25, sem descontar Imposto de Renda.

E ainda tem direito a décimo terceiro salário.

Quem quiser mais detalhes sobre o caso é só acessar o link abaixo:

Aposentadoria de Anistiados

URL: http://www.previdenciasocial.gov.brBeneficios:Extrato de pagamento de benefícios

Número de beneficio: 1025358780Data de nascimento: 06/10/1945

http://www3.dataprev.gov.br/cws/contexto/hiscre/index.html

Extrato para declaração do imposto de renda:Número de beneficio: 1025358780Data de nascimento: 06/10/1945

http://www010.dataprev.gov.br/cws/contexto/irpf01/index

Energia dos especuladores

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ameaça cassar concessão de 103 pequenas centrais hidrelétricas (PCH) que ainda não saíram do papel, apesar das autorizações para a construção terem sido dadas, em alguns casos, há uma década.

O diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, reclama que a razão do atraso das centrais, que demandariam investimentos de R$ 12 bilhões, é que as concessões viraram um bem especulativo.

São vendidas para outro empresário, que espera o melhor momento para negociar a energia.

Terrorismo

O advogado Luciano Blandy dá palestra hoje à noite, a partir das 19h 45min, no Auditório do Campus de Marte da Uniban, em São Paulo.

O tema é "Terrorismo - um risco real para o Brasil".

Blandy foi o advogado que, junto com a empresária Ana Prudente, pediu o impeachment do presidente Lula da Silva.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

4 comentários:

Jornal Diz Persivo disse...

O SILÊNCIO DOS INTELECTUAIS

OS INTELECTUAIS DESNATADOS
A grande e incontestável verdade é que há uma enorme distância entre o que se fala e o que se ouve e o que se escreve e o que se lê. E, não posso deixar passar em branco, comentários que são feitos com inteligência e acuidade mental ainda mais quando, no fundo, alicerçam a esperança. A loucura, meus amigos, é poderosa, subvertedora da ordem. E, no momento atual, a verdadeira loucura é a ordem. Embora os meios de comunicação, em geral, falem da ausência dos intelectuais, da sua perda de importância este não é um processo que esteja fora da esfera do poder. E o poder somente deseja (e engrandece) os intelectuais inócuos, os que provocam escândalos controláveis, que, na verdade, somente desejam as luzes do palco. Daí que, no poder centralizado que temos, os espaços intelectuais foram também centralizados, monopolizados, transformados em igrejas que somente transmitem as rezas certas, ou seja, não é que o intelectual tenha perdido importância. È que os intelectuais importantes são os que dizem amém, os que, mesmo fazendo discursos de esquerda ou contra o governo, desejam cargos, estar perto do poder. E, a grande, a imensa verdade, é que não há mais intelectuais livres. Todos, de uma forma ou outra, estão atrelados ao poder. Daí só a loucura nos tornará livres outra vez.
O certo é que as opções da crítica e da dissensão foram arrebatadas dos intelectuais que, hoje, se optam por ela tem seus espaços institucionais reduzidos, são impedidos de obter a repercussão que teriam, se avaliados dignamente, de forma que ficam circunscritos às margens e não alcançam a grande mídia nem o povo como no passado. Há todo um processo institucionalizado de práticas corporativas que situam como essencial que o intelectual se submeta à “negociação” e à concertação, ou seja, aos parâmetros governamentais (vide os patrocínios e a publicidade) que inibem o enfrentamento, que realizam, na prática, a censura sob o rótulo de “democratização” e privilegiam os mansos de espírito, de tal forma que a função ideológica tradicional de pensar do intelectual perde força trocada pela condição de louvadores do poder em troca de melhores condições materiais. Hoje, a grande maioria dos intelectuais, são eunucos mentais vinculados a um aparato estatal como forma de sobrevivência. Outros, sem o mesmo acesso, se tornam bebes chorões de tempos passados onde, ocasionalmente, descolavam alguma subvençãozinha para ter como exercer algum inconformismo. O fato é que nenhuma outra classe tanto quanto os intelectuais pauperizou-se tanto com os governos ditos de esquerda e isto inclui até mesmo os militares, no Brasil sempre houve bons pensadores militares, que também aprenderam o que seja viver de forma miserável. Assim o aparecimento do manto estatal, o discurso democrático de bem-estar, tem pauperizado a intelectualidade a ponto desta priorizar a garantia do sustento material distraindo-se, em grande medida, da tarefa primordial de dedicar suas forças a reflexão crítica. Não há mais verdadeiros críticos, não há mais grandes críticos, não há mais notáveis intelectuais. Isto é visível até mesmo no Senado ou na Câmara onde sempre houve alguns deles. A atividade intelectual é exigente. Requer conforto, mas vive longe do dinheiro, não é o seu motor, então é melhor que seja fragmentada, desnutrida, gerida pelos incultos para os incultos que é uma garantia de desenvolvimento sustentável da incultura eterna e da certeza que viveremos eternamente em berço esplendido. É claro que há o discurso da educação. Impossível não existir o discurso da educação, da importância do saber, mas o poder, sua prática, é cada vez mais a do imediatismo, do subir a qualquer preço, do se manter mesmo compactuando com a criminalidade. Logo só a loucura nos salvará. É preciso que alguns loucos sejam os anti-hérois e, como Tiradentes modernos, percam a cabeça para mudar a loucura presente. Os intelectuais, como o leite, foram desnatados. Os discursos são todos ralos.

Anônimo disse...

Não vejo outra saída .....há não ser com uma intervenção das forças armadas para um processo de limpeza e a arrumação dos poderes democráticos no Brasil

Anônimo disse...

Não vejo outra saída .....há não ser com uma intervenção das forças armadas para um processo de limpeza e a arrumação dos poderes democráticos no Brasil

ricardo antonio filgueiras

Anônimo disse...

O Grupo de idosos ex Cabos da Força Aérea Brasileira, vem pedir ajuda aos canais das imprensas Internacionais, que publique esta matéria no sentido de mostrar as Autoridades da Anistia Internacional, que a Lei de Anistia Política 10559/2002., não vem sendo cumprida a quatro anos pelo o “GOVERNO DO BRASIL”, onde vem prejudicando pessoas idosas, frágeis, indefesas e doentes e que não tem mais tanto tempo para lutar pelo seus direitos.

No período de 1964 á 1985, anos que foi instalada a Ditadura Militar no País, onde foi um fato vergonhoso e sem decoro militar. Os Generais de Linha dura fortalecidos pelo o “(AI-5) ATO INSTITUCIONAL Nº. 5”, aproveitando que as Constituições de 1946 e 1967 tinham sido desrespeitadas pelos Presidentes Militares, tomaram o Brasil na mão grande e prenderam políticos torturando todos nos porões dos quartéis, mataram milhares de inocentes covardemente pelas as costas, sumiram com centenas de famílias e jogaram milhares de brasileiros nos mares através dos navios da Marinha Brasileira, cercearam os direitos de expressão e pensamento da Imprensa livre, o Poder Judiciário ficou sobre o controle dos Presidentes Militares. Os Cabos da Força Aérea Brasileiros não afinados com o “Novo Regime” foram legislados pela Portaria 1.104/Gm3/1964 que através dela, os Oficiais por determinação dos Comandantes, humilhavam, torturavam e espancavam todos barbaramente, onde alguns não agüentavam chegando até morrer, e aqueles que continuavam vivos, eram submetidos a pesados treinamento de exercícios militares comparados ao Regime de escravidão, até completarem oito anos de efetivo serviços, e depois eram sumariamente expulsos como “subversivos de fundo Comunista” pela Portaria 1.104/Gm3/1964 sem direito a nada, o qual a Lei do Serviço Militar e seu Estatuto foram contrariados pelo o Alto Comando da Força Aérea Brasileira no período de 1964 á 1982.
A PORTARIA 1.104/GM3/1964, foi um instrumento nocivo, perigoso, desleal e criminoso nas mãos dos Cruéis Comandantes da Força Aérea Brasileira, onde puniu culpados e inocentes militares subordinados, que estavam a serviço da Pátria no período da “DITADURA MILITAR”

E hoje, o Presidente da República do Brasil Luis Ignácio Lula que se proclamou um democrata, ao tomar conhecimento de tudo que aconteceu com os idosos ex militares da Força Aérea Brasileira na truculenta “Ditadura Militar”, também viola a Lei da Anistia Política 10559/2002 contrariando a maior Carta Constitucional do País, que é a CONSTITUIÇÃO DO BRASIL, dividindo a unidade em duas categorias: pré e pós 1964, anistiando uns prejudicando outros, com julgamentos discriminatórios para a mesma classe de Ex militares que foram punidos na mesma situação, o qual estar governando semelhante ao período dos “Tiranos, Imperadores, Reinados, e dos Presidentes Militares”, onde Leis não eram cumpridas pelos Governantes, e com isto, a maioria da população era penalizada.
Com descumprimento da Lei da Anistia Política 10.559/2002, e dezenas de Leis descumpridas pelo Governo Brasileiro, onde a nossa Constituição de 1988 foi totalmente desrespeitada comparada as Constituições de 1946 e 1967 pisoteadas pelo o Governo do Regime Militar, É uma vergonha um governante democrático que no ínicio do seu mandato jurou defender a nossa Constituição, e hoje quebra o juramento dando continuidade a repressão ocorrida nos tempos da Ditadura. O Grupo dos idosos Ex militares da Força Aérea Brasileira só querem do Senhor Presidente do Brasil Luis Ignácio Lula, o cumprimento da Lei de ANISTIA POLÍTICA 10559/2002, contrariada quatro anos e cinco meses pela administração do seu Governo.