domingo, 15 de abril de 2007

Fazendo a Feira para o Presidente

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Qual escândalo e de que magnitude seria capaz de afetar a incrível blindagem política do presidente Lula da Silva? Eis o maior enigma da nossa República do Sindicalista. No primeiro mandato, o apedeuta (aquele que nunca sabe de nada) conseguiu boiar, tal como um dejeto no esgoto, no escândalo do mensalão. Sobreviveu e se reelegeu. Mas será que a história vai se repetir como farsa, no segundo mandato, quando uma CPI amestrada, para fingir que apura as causas do apagão aéreo, pode revelar tudo de podre que existe no reino da Infraero.

Uma empresária que tem nome de uma famosa modelo e atriz - Sílvia Pfeiffer – entregou ao delegado Jaber Saadi, da Polícia Federal no Paraná, originais de contratos, cópias de recibos, depósitos bancários e arquivos de computador que comprovam a existência de um “mensalão” na Infraero. Sílvia Pfeiffer (de 47 anos de idade, há 20 no setor de obras e veiculação de publicidade nos aeroportos brasileiros) revelou á revista Isto É que sua empresa foi uma das financiadoras de tal mensalão – resultado do superfaturamento em licitações de compras, obras e serviços da estatal.

Sílvia Pfeiffer se compromete a comparecer à CPI do Apagão e revelar que um empresário paranaense, amigo e freqüentador das churrascadas de Lula da Silva, teria lhe mandado procurar uma secretária do presidente para tratar sobre “dinheiro para o PT”. Sílvia denunciou à Polícia Federal que seus contratos no Aeroporto Affonso Pena, em Curitiba, foram obtidos à custa do pagamento de uma mesada aos diretores da Infraero. A empresa dela pagaria uma propina mensal, desde 2003, aos diretores da Infraero. Segundo ela, os depósitos em dinheiro chegam a até R$ 20 mil nas contas correntes de parentes dos diretores. Outras vezes, a propina é paga com automóveis de luxo. Tal “mensalão” é a contrapartida exigida para contratar os serviços da empresa de Sílvia, a Aeromídia, no aeroporto.

Mas não é só em Curitiba. Em Brasília, Sílvia Pfeiffer denunciou que a Infraero criou uma situação irregular para veicular, com a intermediação da Aeromídia, anúncios feitos pelo publicitário Duda Mendonça, marqueteiro da primeira campanha de Lula. A beneficiária do esquema seria uma empresa de telefonia. Segundo Sílvia, os anúncios foram veiculados sem que houvesse licitação e sem que um contrato fosse formalizado.

As denúncias de Sílvia devem atingir o ex-presidente da Infraero deputado Carlos Wilson (PT-PE). A empresária contou à Polícia que um assessor da estatal, Eurico José Bernardo Loyo, fazia os “acertos” nos contratos da Aeromídia em nome de Carlos Wilson. A empresária indica que o superfaturamento de até 357% nos materiais e nas obras de aeroportos brasileiros, verificado pelo Tribunal de Contas da União nas auditorias que fez na Infraero, é uma das origens da propina cobrada.

Além do escândalo da Infraero, outro caso muito estanho bate à porta do Palácio do Planalto. O presidente Lula assinou, em 21 de dezembro passado, um decreto autorizando o deputado federal Jader Barbalho a transferir sua concessão da Rede Bandeirantes no Pará. A capitania hereditária da mídia estava nas mãos da empresa RBA, que deve R$ 82,4 milhões de reais à Receita Federal, ao INSS e ao fundo de garantia. Lula permitiu que a concessão fosse transferida a uma empresa devidamente saneada, a Sistema Clube do Pará.

O procurador Rômulo Moreira Conrado, da Procuradoria da República no Distrito Federal, estuda o caso com todo carinho. Vai sobrar para Lula? As chances são remotas. A blindagem política dele é impressionante. Por isso, só resta aos brasileiros o direito de “gritar”. Façamos como os feirantes de São Paulo. Afinal, o alcaide Gilberto Kassab (amado por 11 entre 10 empreiteiros) voltou atrás na mal escrita redação de um artigo do ridículo decreto municipal que proibia gritos nas feiras livres da capital paulista.

Na feira livre da politicagem nacional, onde o governo do crime organizado faz suas compras e vendas, gritemos, todos juntos: “Lula, segura o pepino”. Alertemos: “Cuidado com os laranjas”. Recomendemos: “CPI, descasque este abacaxi”. Reclamemos: “Lula, a turma do Mensalão escorregou no tomate novamente”. Esbravejemos: “Presidente, você merece uma banana”. Ou banquemos o feirante metido a filósofo machadiano: “Ao Presidente, as batatas”. "E que a terra, onde elas crescem, lhe seja leve".

PS - Para terminar, o nome do cachorro Doberman que posou entre as pernas da loura Fani, do BBB7, no ensaio da Playboy deste mês: "Picasso".

Au, Au! Pior que essa, só o desgoverno da Répública do Sindicalista mordendo a gente.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

4 comentários:

Anônimo disse...

Todas as Operações da PF, muitos dias antes o General Félix estava a parte....
Entenda como o "Alto Comando das FFAA", juntamente com o General Félix, estão com o desgoverno e vários políticos na "mão" e por que não reivindicam, com todo esse poder de informação, o que as FFAA precisam?

Muito diferente da Polícia Federal, que deixa o desgoverno em "desnudo" se não der AUMENTO....POR QUE?...................................Quem ler com atenção este texto abaixo, ficará "desvirginado" para todo o sempre a respeito do por que o não reaparelhamento das FFAA, o reajuste e aumento dos Militares, afinal possuem informações para derrubar o Lulla e políticos do Congresso, todos estarão de joelhos?......Notem como foi escrito ironicamente contra os militares................O MICRÓBIO DE LULLA..........................


Inteligência

Espião versus espião

Governo decide tornar a Abin um setor dentro da Polícia Federal. Arapongas reagem, disparam ameaças e abrem guerrilha de contra-informações

VEJA: Ano/2006
Por Hugo Studart e Hugo Marques

Houve um tempo em que, às primeiras horas da manhã, os presidentes se sentavam com o ministro responsável pelo setor de inteligência do governo. Esse hábito perdurou de Castelo Branco, o marechal que criou o Serviço Nacional de Informações (SNI), a Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo que extinguiu o “serviço”, mas, com a outra mão, criou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Desde que o governo Lula começou, a Abin entrou em crise profunda. O presidente jamais convidou para as reuniões do círculo íntimo do poder o ministro da área, general Armando Félix, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele olhava a Abin com desconfiança. Com o tempo, foi se afastando cada vez mais de Félix, esvaziou-o, passava semanas sem recebê-lo, até decidir extinguir seu cargo no próximo governo. Agora, Lula está decidido a rebaixar a própria Abin. Dias atrás, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, levou ao presidente um plano para fundir a Polícia Federal com a Abin. Com a PF no comando, naturalmente. Lula foi sincero: “Gostei da idéia, estou de acordo!”

A Abin, segundo esse plano, pode se tornar um simples departamento da Diretoria de Inteligência da PF (DIP), na qual nascem as maiores operações policiais da instituição. Será como se a CIA, a agência onde operam os cinematográficos espiões americanos, de repente tivesse de prestar contas aos policiais do FBI. “Queremos um casamento de véu e grinalda”, explica um ministro. Lula já mandou Thomaz Bastos preparar uma minuta de legislação para permitir a encampação. Quando sair, irá sacramentar uma espetacular inversão de comandos. Por muito tempo, afinal, a PF foi um braço policial do SNI, dirigido por coronéis do Exército. A partir da nova legislação, porém, terá controle sobre a velha estrutura. A medida provisória sobre o assunto deve ficar pronta nesta semana.

Muitas das articulações pela extinção da Abin estão sendo feitas sem o conhecimento do general Félix. Na semana passada, ele estava em missãopelo Oriente Médio, junto com o diretor-geral da Abin, Márcio Buzanelli. Lula já o chamou de volta. Mandou que se apresentasse a seu gabinete assim que retornar das Arábias. Mas a notícia vazou, e uma conspiração teve início em Brasília. Na segunda-feira 13, analistas e agentes da Abin mobilizaram-se para tentar revertera situação. “Se eles fizerem isso conosco, vamos ter que abrir nossos arquivos”, disse numa reunião fechada Nery Kluwe, presidente da associação dos funcionários da agência, a Asbin. “Muita gente pode cair”, acrescentou enigmático. Foram enviados emissários do corpo de elite da Abin para uma série de contatossigilosos com integrantes do Congresso, do Exército e da PF. Na terça-feira 14, quatro representantes da Abin mantiveram um encontro secreto com um assessor direto de Lula.

Na PF, costura-se um pacto com uma das facções internas de delegados para que as duas instituições permaneçam separadas. O plano passa por levar ao presidente Lula duas listas tríplices para a nomeação dos substitutos dos atuais diretores da PF, Paulo Lacerda, e da Abin, Márcio Buzanelli. O grupo ligado a Lacerda defende a sinergia da PF com a Abin. Já Buzanelli quer a manutenção da Abin como está, voltada à espionagem no Exterior e ligada aos centros de inteligência das Forças Armadas. Os analistas civis da Abin, por sua vez, querem se livrar do GSI e dos militares, mas preferem ficar subordinados diretamente a Lula, no mesmo status da Advocacia Geral da União. Na PF, os delegados reclamam da falta de colaboração da agência: “Nunca recebemos informação palpável da Abin que servissem para uma ação concreta da polícia”, queixa-se um dos diretores da PF.

Toda essa movimentação só existe por conta da conjunção de dois fatores. Primeiro porque, no governo Lula, a PF apareceu como nunca: realizou até a semana passada 162 operações especiais e prendeu 4,5 mil pessoas. Em paralelo, a Abin, com 1,7 mil funcionários, entrou em parafuso. A primeira diretora da agência, a psicóloga Marisa Del’Isolla, foi herdada do governo FHC. Ainda funcionava bem. Foi sob sua batuta que o setor de Operações, coração de qualquer agência, descobriu uma rede de agentes contrabandeando urânio brasileiro para a Coréia do Norte. O relatório foi passado para o Planalto, mas nenhuma providência foi tomada. Começou aí a desconfiança mútua. Hoje, acredita-se dentro da Abin que aquele urânio tenha sido a matéria-prima da bomba atômica que os coreanos explodiram semanas atrás. Ocorre que a mesma equipe também arquivou informes de que a campanha de Lula em 2002 teria recebido dinheiro das Farc, da Colômbia. Não tinham provas, mas vazaram o documento para a imprensa. Marisa foi derrubada pelo ex-ministro José Dirceu, que colocou em seu lugar o delegado paulista Mauro Marcelo Lima e Silva. Foi ele quem, atendendo a um pedido de Dirceu, mandou seus agentes investigarem as atividades da multinacional Unisys dentro da Previdência, e acabaram atingindo a Unisys e o grupo de Roberto Jefferson nos Correios.

Hoje, Lula desconfia de tudo que venha da Abin. Só trata seus analistas pelo pejorativo de arapongas e acha que a agência trabalha contra ele. Não pede nada à Abin e, toda vez que precisa de alguma informação, recorre a Márcio Thomaz Bastos. Lula não tem afinidades pessoais com Félix. O general operou pela derrubada do paulista Mauro Marcelo e para que no lugar dele ficasse Buzanelli, um civil ligado aos militares. Buzanelli instalou no setor de Operações o agente Thelio Braun, burocrata que diariamente vai para casa às 18 horas, em ponto, e que deu a ordem aos 320 analistas para que produzam 500 relatórios por ano. Os analistas da Abin confessam que já não produzem nada de relevante. Quando estourou o caso do mensalão, o general Félix admitiu de público que não repassava ao presidente as informações que recebia da Abin. Desde então, os analistas não passam nada de relevante para Buzanelli, que não repassa para Félix, que nada entrega a Lula. Nem Lula pede nada a eles. Destino insólito o de uma instituição que já foi considerada onividente, onisciente e onipotente.

RESERVAER

BRASIL ACIMA DE TUDO disse...

Pelos conhecimentos disponíveis dentro e fora do país, as revistas e os jornais que se julgarem livres deverão ter a coragem moral de denunciar o bandoleiro que chegou à Presidência da República e tenta passar por cima da Constituição, que não é o código daqueles do Japão. De Luiz Inácio da Silva não se espera pedido de perdão pelo desastre imoral de sua pessoa e do seu governo, contrário a tudo que pregava e dizia fazer com a alma patriótica de um trabalhador brasileiro. O exílio estaria garantido com casa e comida em Caracas, Havana ou Roma. (OI/Brasil acima de tudo)

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ATENÇÃO !!!

Transformemos a adversidade em aliada. Se ao deflagrar uma greve os controlodores foram egoístas, pensando só neles, aproveitemos este momento e o transformemos em benefício para todos. Não apenas eles, os controladores, vivem penalizados com este baixo soldo, mas todos os militares.

Manifestem-se! Participem! Retomemos a luta! A maioria está na reserva... somem-se as guerreiras da UNEMFA!

GRANDE MARCHA EM DEFESA DA INSTALAÇÃO DA CPI DO APAGÃO AÉREO E VALORIZAÇÃO DOS MILITARES DAS FFAA BRAS

Objetivo: Entregar aos Presidentes da Câmara e Senado nossas reivindicações.

Data: 18 de abril de 2007
Horário da concentração: A partir das 14:00 horas em frente a Catedral da Esplanada dos Ministérios.
16:00 horas - Marcha em direção ao Congresso Nacional.


RESERVAER

Anônimo disse...

Não tenha dúvidas, que o seu espanto quanto à impermeabilidade do apedeuta, é um sentimento que permeia todos os cidadãos medianamente instruidos. O esquema de rapina montado pelo Governo e os esquemas satélites dos apaniguados estão imunes a qualquer oposição. Porque?

Onde estão os carapintadas da UNE? Com o bolso cheio de grana

Onde está o Judiciário, principalmente o STF? Sentado no Poder, comprados e engavetando;

Onde estão os Congressistas? Alguns poucos esperneando e a maioria se deliciando com as sacanagens que o Poder propicia!!

Onde estão os servidores públicos? A maioria apática e descrente e alguns poucos usufruindo das sacanagens do Poder, inclusive alguns maculando a imagem de instituições honradas!!

E o povão? Usufruindo do bolsa família e outras benesses, cada vez mais felizes pois provaram que trabalhar é um péssimo negócio. Procure um trabalhador rural para trabalhar em regiões agrícolas e você vai entender em que nível o descompromisso com a seriedade chegou.

E os militares? Apáticos, comandados por superiores passivos e só preocupados com seus galardões e com a ida para reserva com a titulação máxima.

E nós os idiotas assalariados continuaremos a pagar a conta da rapinagem!!! Em resumo, somos um povinho da maior venalidade e o apedeuta só não desconhece isto.

RIGHT WING disse...

Cadê os militares para nos salvar?????????????????????????????????????