quarta-feira, 25 de abril de 2007

Lula quer dividir o Ibama em dois, retomar programa nuclear e tirar poder de Marina Silva no Meio Ambiente

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Sem querer-querendo, o presidente Lula da Silva toma uma decisão que prejudica a ação da chamada “máfia verde” que usa e abusa das boas intenções ambientais como forma de inviabilizar projetos de desenvolvimento para o Brasil. Lula decidiu dividir em dois o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Lula também avisou à ministra Marina Silva que o governo retomará o programa nuclear, com a construção de Angra 3 e outras cinco usinas.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tratou da reestruturação ontem com o presidente Lula e promete apresentar hoje as mudanças ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A divisão do Ibama foi decidida depois que o presidente Lula reclamou da demora do Instituto em dar licença para a construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia.. As obras, segundo o Planalto, são fundamentais para alavancar o Programa de Aceleração Econômica (PAC). Mas a motivação real do governo é que o investimento de R$ 20 bilhões interessa às grandes empreiteiras aliadas do governo.

A reestruturação do Ibama virá por Medida Provisória a ser editada nos próximos dias. Uma parte do novo Ibama cuidará do licenciamento ambiental e de tudo o que se referir à área; A outra tratará das unidades de conservação da natureza. Na nova estrutura, a Secretaria de Recursos Hídricos vai cuidar também de problemas urbanos relacionados com a água. A canetada de Lula vai gerar mais cargos para os aliados. Serão criadas duas secretarias: uma de qualidade ambiental e mudanças climáticas e, outra, que cuidará só do extrativismo.

Burocracia criminosa

Até ontem, não seria dada, de imediato, a licença prévia para a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira (RO).

A direção Ibama rejeitou o parecer técnico elaborado por especialistas da autarquia contrário à concessão de licença, "em face da dubiedade de suas conclusões".

A diretoria do Ibama determinou uma nova rodada de "complementação" dos estudos de impacto ambiental (EIA) diretamente com representantes do consórcio formado por Furnas e Construtora Norberto Odebrecht.

Desejo mortal

"Se eu pudesse acabaria com o Ibama".

A confissão de Lula foi ouvida por interlocutores íntimos dele – segundo revelou o blog de Ricardo Noblat.

Lula está irritado com as exigências feitas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para conceder licenças ambientais.

Discurso ambiental

O rio Madeira é o terceiro do mundo em volume de sedimentos transportados e um dos campeões em biodiversidade.

Havia o risco, que acabou tecnicamente afastado, de os sedimentos se acumularem nas duas represas, provocando o alagamento de grandes áreas.

Permanece o risco das represas barrarem a migração de peixes bagres, dourados e afins.

Do consumo e da venda deles dependem cerca de 2.500 pessoas que vivem às margens do rio.

Por que não começa em casa?

O Presidente Lula da Silva vai baixar um decreto presidencial para instituir a Política Nacional sobre o Álcool.

Não se trata de mais um programa factóide em favor da produção do Etanol, mas sim uma série de medidas oficiais para combater o consumo excessivo de bebidas.

Entre as iniciativas previstas, estão a proibição de vender bebidas ao longo das estradas federais e incentivos para que prefeituras limitem esse tipo de comércio na vizinhança de escolas e hospitais.

A imposição de restrições à propaganda de bebidas deverá fazer parte de outro texto - uma resolução que já está pronta, mas cuja adoção ainda depende de discussões dentro do governo.

Conceitos do Imperador

Cesar Maia, em seu ex-blog de hoje, traz alguns conceitos que a turma do Planalto deveria aprender:

Política é reunir pessoas em torno de idéias.

Partido é organizar pessoas em torno de idéias.

Populismo é reunir pessoas em torno de pessoas.

Demagogia é reunir pessoas em torno de quaisquer idéias.

Recado duro dos militares

Os militares promovem hoje um grande desfile para pedir a “dignificação da condição militar”.

Sob o lema ‘Dignificação da Condição Militar’ e devidamente identificados pelas faixas com os emblemas das associações, os militares e seus familiares irão vestir ainda camisetas brancas com as palavras “condição militar” escritas com as cores da bandeira.

O movimento é liderado pela Associação Nacional de Sargentos (ANS), pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e pela Associação de Praças da Armada (APA).

Calma, comandante...

O presidente Lula, comandante em chefe de nossas Forças Armadas, só respira aliviado porque tal protesto acontecerá em Portugal.

Os militares portugueses prometem protestar durante o desfile comemorativo do 33.º aniversário do 25 de Abril (A Revolução dos Cravos) em Lisboa e no Porto.

As associações militares portuguesas não temem novos processos disciplinares movidos pelo governo lusitano contra elas.

Guerra aos militares

Como é ruim viver em um País em que as Forças Armadas, amadas ou não, vivem sucateadas, com ridículos investimentos em armamentos, equipamentos e logística, com 38% dos recursos cortados para alimentação da tropa, recebendo soldos incompatíveis e bem abaixo de outros órgãos do Estado.

Além disso, as Forças Armadas brasileiras são vítimas de uma guerra assimétrica.

Movida por questões ideológicas, uma campanha difamatória tenta atribuir aos militares a culpa por todos os problemas do passado.

Se tal processo criminoso perdurar, logo o Brasil terá um Exército, uma Marinha e uma Aeronáutica de mentirinha.

Fim de papo

A Aeronáutica encerrou as negociações com controladores de vôo, especialmente sobre a desmilitarização.

A ordem é ver como ficam as coisas, pois está em contagem regressiva a CPI do Apagão Aéreo no Senado.

Os partidos terão 20 dias para indicar os integrantes da comissão.

Até lá, o governo tentará evitar a investigação que mexe na Infraero, podendo pegar irregularidades desde o governo FHC até o atual.

Tal risco justifica as recentes reuniões de emergência entre lideres tucanos com o presidente Lula.

Condenação inútil

Aviso aos navegantes: As decisões do Tribunal de Contas da União são meramente administrativas, não tendo força de condenação judicial.

Embora tenha equivocadamente a designação de “Tribunal”, o TCU é um órgão auxiliar do poder Legislativo, com a função de fiscalizar atos administrativos do governo.

Por isso, pode dar em nada a sugestão de auditores do TCU para que o ex-ministro Luiz Gushiken e o secretário adjunto do setor de publicidade do Palácio do Planalto, Marcos Flora, sejam obrigados a pagar multas de até R$ 30 mil reais por má gestão na propaganda do governo Lula

Decisão aloprada

O presidente Lula só não pode é beber a cachaça do santo; o resto pode tudo, pois está politicamente blindado.

Por unanimidade, seis ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram ontem arquivar a representação do PSDB e DEM (ex-PFL) contra a suposta existência de abuso de poder por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral de 2006.

Eles seguiram o voto do corregedor do TSE, César Asfor Rocha, que julgou improcedente a representação por entender que não há provas que configurem a existência de crime eleitoral no episódio do dossiegate.

Rocha alega ainda que não existem indícios de que o dinheiro apreendido com Gedimar Passos e Valdebran Padilha fosse do PT, nem qualquer comprovação do envolvimento do presidente Lula ou do presidente do PT, Ricardo Berzoini, com a apreensão.

Lembrete

O julgamento ocorreu seis meses após o episódio da compra do suposto dossiê.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi réu na investigação, ao lado do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, do presidente do PT, Ricardo Berzoini, do ex-assessor da Presidência Freud Godoy, do empresário Valdebran Padilha e do advogado Gedimar Passos.

Na ação, os partidos de oposição, que estudam como recorrer da decisão de ontem, relatam que a PF prendeu em 16 de setembro de 2006 Valdebran Padilha e Gedimar Passos, com US$ 248,8 mil e R$ 1,168 milhão, respectivamente.

O dinheiro seria usado para comprar um dossiê contra os candidatos do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e ao governo de São Paulo, José Serra.

Tá na Hora do Pau II

A Justiça cospe no malandro pequeno, mas se ajoelha diante da maioria dos canalhas da corrupção e do corporativismo sórdido. Basta serem amigos, cúmplices ou protetores do “Príncipe” canalha e de seus asseclas.”

Geraldo Almendra faz uma adaptação parcial do texto divulgado na internet, decorrente de uma frase-título citada por um ministro do superior Tribunal Militar, deixando no ar poluído pelo corporativismo sórdido que circula nos corredores dos podres Poderes da República, uma pergunta ao próprio ministro citado.

Leia o artigo na postagem ao final desta edição: Tá na Hora do Pau II

Afastamento, já!

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e o ministro Vantuil Abdala, relator da sindicância do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) defendem que fiquem afastados do cargo enquanto estiverem sob investigação criminal ou disciplinar todos os magistrados envolvidos na Operação Hurricane da Polícia Federal.

Abdala, que é ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e membro do CNJ, afirmou que no dia 15 de maio próximo o conselho deverá decidir sobre afastá-los e abrir processo disciplinar contra cada um.

Os magistrados são investigados por desvio de conduta.

Acredite quem quiser

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem os 47 projetos de lei, decretos e portarias interministeriais que compõem o Plano de Desenvolvimento da Educação, o PAC da Educação.
A intenção é investir na área R$ 8 bilhões até 2010, segundo o governo.

Um mês após admitir que a educação brasileira está entre as piores do mundo, o presidente Lula batraqueou que, se o Plano de Desenvolvimento da Educação for implantado integralmente, seu governo entrará para a História por botar o Brasil "em pé de igualdade com qualquer País do mundo desenvolvido, na área de educação".

Pirotecnia educacional

Entre as medidas do PDE estão o repasse, nos próximos 12 meses, de R$ 1 bilhão adicional aos mil municípios com ensino de pior qualidade.

Também será criada "Provinha Brasil", para avaliar alunos de 6 a 8 anos.

As universidades terão autonomia para fazer concursos e contratar professores.

Até 2010, serão construídas escolas técnicas em 150 municípios, sete deles no Rio

Acredite quem quiser II

Além de destinar R$ 1 bilhão neste ano aos mil municípios com piores indicadores no setor, o Plano de Desenvolvimento da Educação premiará escolas públicas que conseguirem melhorar seu desempenho.

Para isso, haverá acréscimo de 50% no orçamento do Programa Dinheiro Direto na Escola, que transferiu R$ 327 milhões em 2006.

Acredite quem quiser III

Indicado para assumir a diretoria de Política Monetária do Banco Central, o economista Mário

Torós afirmou que a taxa de juros do País "é cadente e pode cair muito mais nas próximas reuniões" do Comitê de Política Monetária (Copom).

Torós, que foi sabatinado e teve a indicação aprovada por 52 votos a 7, no Senado, garantiu que o Brasil não está condenado a ter juros elevados por muito tempo.

Embora ressalvando que o BC precisa ser prudente, o economista alega que a inflação controlada permite o relaxamento da política de juros.

Perigo, Perigo...

Investidores estrangeiros aplicaram US$ 1,940 bilhão em títulos da dívida interna em março, o maior volume desde maio de 2006.

O dinheiro externo busca os juros altos brasileiros, depois que a farta liquidez internacional reduziu o retorno dos títulos negociados no exterior.

O movimento ganhou impulso com a isenção de Imposto de Renda aos estrangeiros, concedida em fevereiro de 2006.

Desde então, os ingressos somaram US$ 14,5 bilhões.

Os capitais aplicados em títulos ajudam a inundar o mercado de câmbio, reforçando a tendência de apreciação do real.

Alguns analistas alertam que a estratégia poderá gerar instabilidade, pois os mercados não têm liquidez.

Foi o que aconteceu em maio de 2006, quando "hedge funds" que queriam sair do país pressionaram os mercados.

Brincando com a grana alheia

O governador de São Paulo, José Serra, anuncia hoje a criação do salário mínimo paulista, que será o maior do País.

Haverá faixas de piso conforme a atividade profissional, entre R$ 410,00 e R$ 490,00 - o piso nacional é de R$ 380,00.

A medida valerá somente para trabalhadores da iniciativa privada.

As categorias que já têm piso definido em acordo coletivo estarão fora.

O projeto terá de ser aprovado pela Assembléia.

Grande negócio

A BM&F inicia na 1ª semana de maio o pregão dos contratos futuros de etanol.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros serão negociados títulos de 30 metros cúbicos desse biocombustível.

Entrevista importante

Será apresentada nesta quarta-feira, às 19 horas, entrevista dada pelos Professores Bautista Vidal e Adriano Benayon à TV-Senado, que transmite sua programação por cabo na NET, para todo o Brasil.

O tema é a perspectiva de o Brasil virar plataforma de exportação de álcool combustível (Acordo Energético EUA-Brasil).

Os entrevistados pelo jornalista Beto Almeida discutem também alternativas compatíveis com o bem-estar da sociedade brasileira.

Quem não assina a NET, pode ver e ouvir ao vivo pela Internet no site http://www.senado.gov.br/.

Na página principal, clicar no ícone da TV, ao alto à direita. Ou então, há ainda a antena parabólica.

Saudades da Varig

Está na Internet um novo vídeo é mais um feito para Homenagear aos Homens e Mulheres que fizeram a História da VARIG.

É uma homenagem a todos os Homens e Mulheres pela luta em prol da Maior Empresa Aérea Brasileira de todos os tempos.

http://www.youtube.com/watch?v=--JwN8CCaxc

Bela jogada

A Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), responsável hoje por 88% do volume de transferências bancárias, quer reduzir os limites das transferências eletrônicas (TED), hoje em R$ 5 mil.

Também planeja concentrar as operações de pagamento realizadas em celulares e padronizar sistemas de arrecadação tributária, substituindo boletos por meios eletrônicos de cobrança.

Os bancos estão incentivando as transações eletrônicas, porque elas hoje são lastreadas em títulos público, e não em dinheiro.

Briga de banqueiro grande

A disputa pelo banco americano La Salle pode reabrir a maior fusão entre bancos da história.

Incluído na operação Barclays/ABN, foi vendido para o Bank of América, mas é objeto de desejo do Royal Bank of Scotland, líder de consórcio de que faz parte o Santander.

Cobrando do ABN mais informações sobre as condições do negócio, o Royal Bank está agora estudando fazer uma contraproposta.

Marketing para tarados

Tem gente que não acredita que o mundo seja movido por poder, dinheiro e sexo.

A revista Sexy, que chega às bancas na próxima segunda-feira, com a ex-BBB Flávia Viana, esbanjando a sensualidade de seus 23 aninhos, tem uma novidade de marketing.

Retirando o adesivo da capa, Flávia aparece nuazinha.

A moça assinou contrato com a poderosa Rede Globo para ser assistente de palco de Luciano Huck.

Reduzindo a mordida

A Câmara dos Deputados aprovou ontem a medida provisória que corrige a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física em 4,5 % ao ano, até o ano de 2010.

A medida, que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), também altera leis tributárias prorrogando benefícios e prazos.

Agora, o assunto tem de ser apreciado pelo Senado.

Dúvida fiscal

Um Auditor da Receita Federal foi acionado para tirar a seguinte dúvida de um contribuinte:

"Sou corinthiano e pago carnê de sócio. Estou fazendo minha declaração de Imposto de Renda. Como pago a prestação todo mês, devo lançar o Corinthians como meu dependente?".
Resposta dos Auditores da Receita:

Claro que não. Somente deve lançar dependente na Declaração de Imposto de Renda quem ganhou alguma coisa em 2006 . No seu caso, uma simples Declaração de isento é o suficiente”.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos

5 comentários:

Alexandre Core disse...

Lula se pudesse acabaria o IBAMA, fecharia o Congresso e agiria como sempre sonhou sendo o "nosso" Hugo Castro Morales.

Isso não está longe de acontecer porque as instituições democráticas do país estão cada vez mais fracas e desmoralizadas.

Salvem a Democracia! Salvem a República!

Anônimo disse...

Serrão, depois de assistir ao vídeo The Great Global Warming Swindle e posteriormente ler seu artigo sobre a ação do Apedeuta em relação à política do Ministério do Meio ambiente. Encontrei uma concidência interessante: http://cerebroacessorio.blogspot.com/2007/04/pura-coincidncia-ser.html

O vídeo estou compartilhando aqui: http://cyberbau.blogspot.com/2007/04/aquecimento-global-fraude.html

REVANCHISMO disse...

*Paulo Napoleão Nogueira da Silva



A Folha de São Paulo publicou (26.8.2001, Caderno 2, Cultura, p.1), A convivência dos militares com a democracia. Nela estão depoimentos de 14 ex-ministros da Marinha, Exército e Aeronáutica sobre a ótica e o comportamento das Forças Armadas a partir da "Nova República".

O ponto comum nesses depoimentos é o revanchismo da mídia. Segundo o brigadeiro Sócrates da Costa Monteiro, a Revolução de 1964 perdeu totalmente a batalha da mídia, até hoje é execrada, e nada do que foi positivo é noticiado. Como também disse o almirante Henrique Sabóia, a anistia foi estrada de uma via só: os militares anistiaram legalmente, mas até agora não foram moralmente anistiados. Na verdade, acrescentamos ao depoimento, essa atitude da mídia e da classe política desconfirma a Constituição.

Têm razão o brigadeiro e o almirante, como outros que depuseram no mesmo sentido. E no entanto, é de justiça reconhecer que no episódio da posse de José Sarney na Presidência, o que permitiu a volta do poder civil, as Forças Armadas se comportaram estritamente no seu papel de garantir o cumprimento da Constituição. E, quando do impedimento de Fernando Collor não se manifestaram: mais uma vez pautaram-se nas competências políticas previstas na Constituição.

O profissionalismo das Forças Armadas na sua missão constitucional, se já estava presente antes de 1985, acentuou-se depois do retorno pleno dos civis ao poder.

A propósito da Revolução de 1964, algo deve ser refletido e dito, a bem da verdade, e de não permitir que as gerações futuras continuem sendo culturalmente esbulhadas pelo absurdo conceito do "politicamente correto", no qual a mídia - sobretudo por ignorância e por falta de senso democrático - se encastela, transformando em correto o historicamente incorreto.

Quem deflagrou a revolução, os militares? Com certeza, não. Que já se conspirava em 1963, é certo; mas o que deu o seu "start" foram as "marchas da Família com Deus e pela liberdade", organizadas pela Igreja Católica, que reuniram mais de milhão de pessoas em São Paulo, outro tanto no Rio de Janeiro, assim como em Belo Horizonte, além de números menores, mas significativos, em outras cidades.

O que pretendia a Igreja? Apenas, lutar vigorosamente contra o comunismo que visivelmente tomava conta do governo de João Goulart. De anotar, ainda não havia os "padres de passeata" e sua "teologia da libertação". Mas, não foi só a Igreja quem protestou: políticos de todos os matizes viviam batendo às portas dos quartéis, clamando contra o avanço do comunismo.

Quando ficou claro que era preciso agir, quem organizou a revolução? Quatro civis: Júlio de Mesquita Filho, diretor do jornal "O Estado de São Paulo", Ademar de Barros, governador de São Paulo, Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais, e Carlos Lacerda, governador da Guanabara. Como articuladores militares, três marechais reformados -- Odílio Denys, ex-Ministro da Guerra de Juscelino e de Jânio, Nelson de Mello, ex-Chefe da Casa Militar de Juscelino, e Cordeiro de Farias, figura emblemática do Exército - e mais os almirantes Sílvio Heck e Grunevald Radmacker, e os brigadeiros Grün Moss e Correia de Mello.

Durante todo o regime "militar", quem foram os principais Ministros de Estado, os que verdadeiramente procediam à administração? Roberto Campos, Otávio Gouveia de Bulhões, Mário Henrique Simonsen e Delfim Netto, na área econômica e financeira; Antônio Azeredo da Silveira e Mário Gibson Barbosa, nas relações exteriores; Ivo Arzua e outros civis, na Agricultura; Milton Campos, Gama e Silva, e Petrônio Portela, na Justiça; assim como em outros ministérios. Enfim, quase todos civis.

Mas, o que fez de bom o regime "militar", hoje é ocultado pela mídia que só se atém a aspectos que possam ser objeto - justa ou injustamente - de "malhação". Aqui, deve-se acautelar os internautas e leitores, não se está defendendo o retorno de um eventual regime de preponderância militar, mas somente defendendo a verdade histórica em relação ao que realmente ocorreu.

Não houve o denominado "milagre econômico brasileiro", porque milagres só Deus faz. Mas, houve, sim, uma grande realização humana: o Brasil, que em 1964 ocupava o 43° . lugar no "ranking" das economias mundiais - um verdadeiro vexame em face de suas dimensões continentais - em apenas oito anos, 1972 - já ocupava a 8° . posição!

A inflação, que no governo Goulart era de 81% ao mês, em um ano foi reduzida para 25% ao ano, e se manteve em patamares suportáveis durante anos. A agricultura tinha financiamento, sem burocracia ou entraves: a qualquer pequeno agricultor - imagine-se aos grandes - o Banco do Brasil dava crédito imediato. O reequipamento da industria, igualmente: o financiamento de máquinas pelo FINAME era concedido quase que no ato. Sem as falcatruas dos pseudo-projetos que no regime posterior a 1985 têm caracterizado a atuação da SUDAM, SUDENE e outros órgãos.

O Brasil passou a ter indústria naval, construindo navios para a maior parte do mundo, e concorrendo em pé de igualdade com as indústrias navais escandinava, inglesa, e norte-americana. Substituiu o obsoleto sistema de comunicações, pelas telecomunicações via satélite.

Além, a indústria bélica brasileira incomodava os Estados Unidos, Europa Ocidental, e União Soviética: seus clientes importadores eram a Líbia, o Iraque, o Irã, Israel, os próprios Estados Unidos, Grã-Bretanha, França etc.

Acima de tudo, não se cogitava de aumento de preços nos supermercados: meses e anos a fio, o consumidor encontrava o mesmo custo para todos os produtos; e não havia prateleiras vazias, como durante os cinco primeiros anos da "Nova República". A propósito, os combustíveis tiveram o mesmo custo durante anos.

E finalmente, a política era séria: não havia a pletora de "ambições menos dignas" - a que se referiu Rui Barbosa - disputando o primeiro lugar do Estado. Nem, presidentes ofendidos e desprestigiados, contestados, como agora, ou desmentindo no dia seguinte o que haviam afirmado na véspera.

Havia, além de tudo, um grande respeito institucional pela História do País, e pela formação cívica dos jovens: além das cadeiras de Educação Moral e Cívica, Organização Social e Política Brasileira, e de Estudos de Problemas Brasileiros, era celebrado o culto aos símbolos nacionais, inclusive com hasteamento da bandeira e canto do Hino no início das aulas. Mas, o poder civil pós-1985 acabou com tudo isso entendendo que era prática "militar".

A conseqüência é a de que os nossos jovens, hoje, antes de aprender a escrever no idioma nacional, preferem freqüentar cursos de inglês.

Em face dessas realidades, é de indagar por qual motivo a mídia continua penalizando as Forças Armadas, excluindo-as da anistia concedida pelo próprio regime de 1964.

A razão é simples. Em 1964 os militares saíram às ruas, motivados pelos apelos e "marchas" da sociedade civil e dos políticos, por entenderem que - no seu grosso - a classe política estava moralmente falida; entendimento que, anote-se, não seria inadequado nos dias atuais. Relembre-se, a propósito, que já no seu "Diário" de 1861, Dom Pedro II anotou só ver na classe política interesses e disputas pessoais: o problema é antigo.

Em virtude de sua constatação quanto à falência da classe política, o regime de 1964 cortou suas asas: competências foram retiradas ao Congresso, exigências foram impostas à criação de partidos. Tudo isso provocou grande ressentimento dos políticos - sempre preocupados com sua situação pessoal, e não com a do País - e provocou retaliação após 1985.

Ocorre que, para tal retaliação a classe política necessitava da comunicação de massa, da mídia; e esta também fora cortada no seu sensacionalismo e mercantilismo pela Revolução. Resultado: uniram-se ambas, após 1985, para execrar as Forças Armadas; temerosas - e, acautelando-se - de que não viessem a ser, no futuro novamente reduzidas às suas verdadeiras dimensões.

Assim, por obra da mídia e da classe política as atuais gerações são levadas a abominar o período de 1964-1985. Na verdade, se soubessem exatamente a realidade, talvez agradecessem por esse período, mormente nas circunstâncias em que ele se iniciou e desenvolveu.

Relembre-se, a partir de 1985 os consulados portugueses no Brasil chegaram a ter um número flutuante e permanente, superior a 250.000 brasileiros pedindo visto para irem viver em Portugal; a cidade de Governador Valadares tornou-se campeã nacional de imigrados para os Estados Unidos. Hoje, brasileiros continuam indo buscar melhores oportunidades em Portugal, Estados Unidos e Japão. Nada disso havia durante o denominado "ciclo militar".

E, a censura? Com certeza, ela é uma instituição nacional. Nada pior do que a censura de Floriano Peixoto, de Artur Bernardes nos seus quatro anos sob estado de sítio, e de Vargas.

Entretanto, muito pior é a censura atual da "democratura" civil que vivemos, com a mídia inteiramente aliada ao governo - cooptada e "bancada" - só veiculando o que for do interesse deste e das oligarquias das quais uma e outro dependem.

"Fazem as cabeças" de incautos telespectadores, como foi no caso de um programa da Rede Globo - "Fantástico" -- sobre os "perigos" dos remédios elaborados à base de ervas medicinais, como se não fosse isso o que os laboratórios fazem; e sobre o aumento da "carteira assinada", óbvia fonte de arrecadação para o Estado loteado por facções políticas, que malversam impunemente o dinheiro público arrecadado com a tal "carteira assinada". Em qualquer país que se preza, ninguém recolhe para a previdência social: todos se aposentam ao atingir os limites de idade estabelecidos, e o dinheiro sai do recolhimento normal dos impostos.

Parece que está na hora de o povo brasileiro ser libertado dessa submissão, desse condicionamento de consciências, feito a quatro mãos pela classe política e pela mídia. De ter, enfim, a sua História não mais sujeita à decomposição dos cadáveres, mas conhecida e mantida na sua verdadeira feição e nos seus reais significados. É hora de alguma coisa ser feita.



* O autor é Jornalista. www.brasilrealidade.com.br – brasil_realidade@brasilrealidade.com.br

BRASIL ACIMA DE TUDO disse...

CARTA DO GEN TORRES DE MELO AOS RESPONSÁVEIS PELA REPÚBLICA

Aos Excelentíssimos Senhores: Presidente da República, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Vereadores, Ministros do STF e dos demais Tribunais Superiores, Ministros de Estado, Juizes, Procuradores e demais autoridades.

Mais um Dom Quixote aparece na história do Brasil. Neste País, todo aquele que sonha, por um Brasil mais ou menos sério, é considerado, no mínimo, um bobo da corte, quando não o alcunham de outros termos mais vulgares. Tal é a degradação existente no Estado Brasileiro que a busca do conhecimento da VERDADE passa por ser considerada um ato de hipocrisia por quem deseja conhecê-la. Vivemos a inversão de valores e tudo passa a ser permissível.

Esse Dom Quixote escreve para todos. Não podemos mais concorrer com Vossas Excelências, pela idade. Tenho 82 anos e correndo para 83. Podem ficar tranqüilos. Não estou interessado em direita, esquerda ou centro, nem em qual partido Vossas Excelências se encontram ou no cargo. Estou pensando em ajudar a salvar a Nação que se encontra ameaçada de uma grande ruptura social. Cada um de Vossas Excelências é responsável pelo que poderá acontecer no futuro próximo. O que estamos vivendo? Uma tragédia. Somos todos responsáveis. A sociedade por calar, e Vossas Excelências, em maioria nos diversos campos de atuação, por ficarem silentes, aceitando o crime ou sendo conivente com o crime. No livro A MARCHA DA INSENSATEZ, de Bárbara W. Tuchman, onde se aborda o excesso do poder na base da insensatez política, pode-se vislumbrar o nosso destino, pois todos os casos analisados no livro levam aos grandes desastres da humanidade. Há crime maior de INSENSATEZ do que a INQUISIÇÃO e o PAPA vestindo-se de general para manter o PODER, a todo custo? Não é o que estamos vivendo no nosso País? Tudo ao PODER, VENDENDO-SE ATÉ A HONRA, é o que se presencia no Brasil de hoje. Vamos aos fatos.

Será que os títulos de Vossas Excelências, Meritíssimos, Digníssimos, que os colocam entre os mais altos, acima de tudo, ou no vulgar, habitam o andar de cima, podem conviver com pessoas que praticam o crime, até alguns réus confessos? Ou crime só para os humildes da vida? Não representa isso a promiscuidade que vai degradando o sistema político e jurídico? Será que não temos mecanismos para colocar na cadeia quem conduz dólar na cueca, em mala, mente, suborna, usa o Poder em benefício próprio, declara que falsificou a Constituição, compra consciências etc.? Estamos cheios de processos que se arrastam nos meandros das filigranas jurídicas e, de repente, são presos desembargadores, procuradores, bicheiros e outras autoridades envolvidas nos porões da criminalidade. Estamos vivendo a época dos AL-CAPONES ou, talvez, pior, e parece-nos que isso não é mais do que a conseqüência da impunidade.



Será que Vossas Excelências não sentem no pulsar do coração, o que o povo sente? O povo esclarecido experimenta nojo, náusea, enjôo, repugnância e asco com esses criminosos enquanto Vossas Excelências, muitas vezes, permitem que eles estejam freqüentando o Congresso, os Palácios, as reuniões sociais. Chegou-se ao ponto de degradação social em que, muitas vezes, aqueles que não souberam honrar seus mandatos ou posições conquistadas merecem elogios de autoridades, que fingem esquecer um passado que degradou a sociedade brasileira, para se manterem a qualquer custo no PODER.

Será que Vossas Excelências não sabem que gostamos de modismo? Agora vivemos na época dos “apagãos”. “Apagão” elétrico, “apagão” aéreo e não se fala no mais grave deles que são os “APAGÃOS” ético e moral”. Vossas Excelências estão esquecidos que o fundamental do homem público é o exemplo? O melhor exemplo é pregar a VERDADE, SER ÉTICO E SER UM EXEMPLO de DIGNIDADE.. Não se pode esquecer que “discursos sobre ética nada valem se a prática é outra”. A FALTA DA PRÁTICA DE ÉTICA ESTÁ DEGRADANDO O PAÍS.

Será que Vossas Excelências não sabem que nossa juventude se degrada no álcool e nas outras drogas? Será que não sabem que ela está sem esperança no futuro? Será que não sabem que “a juventude é algo que se conquista. E sem um ideal, a conquista da juventude é impossível”? Qual é O IDEAL que Vossas Excelências estão transmitindo aos jovens do nosso País? Qual o exemplo que estão mostrando? Temos que ser sinceros. O que promovem nos indica a prática da degradação moral, onde o fácil, o apadrinhamento e o golpe servem de exemplos. Chegou-se ao fim de uma linha, pois somos governados, em princípio, por MEDÍOCRES. Num opúsculo, escrito aos jovens pelo autor dessas linhas, encontramos: O medíocre é capaz de não se indignar ante uma ofensa, pois não tem honra. Bóvio pintou o HOMEM MEDÍOCRE em maravilhosas letras incandescentes:

“é dócil, é acomodado a todas as pequenas oportunidades, adaptadíssimo a todas as temperaturas de um dia variável para todos os negócios”. Nós, autor dessas linhas, afirmamos que O MEDÍOCRE é escorregadiço, sem forma, sem idéias, sem caráter, se ajusta de acordo com suas conveniências e não tem o mínimo de personalidade. Afirmar é fácil, mas é preciso que se mostre o que acontece. Será que mudanças de Partido, políticos que da oposição passa a ser governo num piscar de olhos, ladrões chamados ontem, santos hoje, a luta para encobrir apuração da verdade seja qual for a verdade nos parecem indícios graves da presença da mediocridade nos meandros do PODER. Poderia até parar por aqui, mas há dois pontos que penso serem fundamentais: As publicações das revistas semanais e a nossa Receita federal.

As revistas semanais, com o sistema investigativo, publicam reportagens que deveriam abalar toda a sociedade brasileira. Ou as publicações são mentirosas e as Revistas deveriam ser processadas pelos que estão envolvidos ou são verdades ditas que deveriam ser apuradas pelos órgãos oficiais do governo. O comum é nada acontecer e vamos vivendo a vida de uma sociedade que aceita o fácil. Assim, marchou-se para a destruição de ROMA, para as sangrentas revoluções francesa, inglesa e russa e outras que trouxeram a morte de milhões de inocentes. Tudo continua no melhor dos mundos. Até quando precisamos, urgentemente, de um CÍCERO para repetir: “OS HOMENS SEM LEI SÃO ANIMAIS E, SEM ELA, AS NAÇÕES CAEM NA ANARQUIA”.

Quanto à nossa RECEITA FEDERAL? Não podemos esquecer que ela é o grande trunfo que podemos ter para restabelecer a VERDADE DA LEI. Ela poderá ser a chave que descobrirá as grandes fortunas que aparecem do nada. O Brasil aguarda que a JUSTIÇA seja feita. Não queremos a perseguição e sim o cumprimento da lei. Todo cidadão brasileiro pode ficar rico, mas não pode passar por cima da sociedade e da lei para assim chegar ao dinheiro podre e as vezes ao Poder. Como pode o cidadão que foi ou é funcionário público e político se tornar da noite para o dia dono de grande fortuna?

Chegou a hora de parar. Iremos copiar dois pensamentos que expressam todo um sentimento da Nação brasileira. Palavras de CÉVOLA, o canhoto:

“quando uma nação se torna corrupta e cínica ,preferindo o governo dos homens e não o governo da lei, é que começou a sua destruição”.

VAMOS DESTRUIR O BRASIL ou escrever em letras de forma o que os defensores das TERMÓPILAS inscreveram:

"à Esparta que aqui morremos, em obediência às suas santas leis."

LEIS AS TEMOS. PRECISAMOS APLICÁ-LAS COM RIGOR! NÃO ESQUEÇAM DO QUE AFIRMOU O GRANDE AUGUSTUS:

“A LIBERDADE SÓ É UMA COISA BOA QUANDO SE OBEDECE À LEI”.

NÃO QUEIRAM PERDER A SANTA LIBERDADE!

Fortaleza, 16 Abril de 2007.

Gen Div Ref FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO

Grupo Guararapes.

Anônimo disse...

“CHACINA NA “DITADURA MILITAR”


Os brasileiros que fizeram no mínimo o 1º Grau, nunca devem esquecer do que estar escrito nos livros didáticos de nossa historia do Brasil, referente ao período da Ditadura Militar, onde foi um fato vergonhoso e sem decoro militar. Os Generais de Linha dura daquela época tomaram o Brasil de assalto, prenderam políticos torturando todos nos porões dos quartéis, mataram milhares de inocentes covardemente pelas as costas, sumiram com centenas de famílias e jogaram milhares de brasileiros nos mares através dos navios da Marinha, cercearam os direitos de expressão e pensamento da Imprensa livre, o Poder Judiciário ficou sobre o controle dos Presidentes Militares.

E após a decretação do AI-5 Ato Institucional nº 05, originou uma nova repressão, e desta vez foi fechado o Congresso Nacional com prisões de novos políticos, artistas, escritores, jornalistas, empresários e militares insatisfeitos com o Regime. Alguns civis pela a truculenta repressão conseguiram fugir do País, e parte da população ativa foram demitidos, outros transferidos e os militares não afinados com o Regime, foram presos torturados e expulsos da Corporação a exemplo dos Cabos da Aeronáutica que não conseguiram serem poupados pelos cruéis Comandantes da Aeronáutica, os quais legislaram o tempo todo sobe a égide da Portaria 1.104/Gm3/1964, expulsando sumariamente os militares subordinados pela a referida Portaria, temos que fazer igual o Iraque e ao Chile, levar os responsáveis desta chacinas que ainda se encontram vivos, a tirar o resto do seu tempo de vida na cadeia, e responsabilizar o ex Comandante da Aeronáutica Tenente Brigadeiro Luiz Carlos da Silva Bueno e o Ex Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos a responderem por crimes de desobediência a Lei 10.559 de 13 de Novembro de 2002, não cumprida para os Ex Cabos Pós 1964 da Força Aérea Brasileira, em suas gestões.