terça-feira, 3 de abril de 2007

Medo de processo por crime de responsabilidade faz Lula mudar discurso e chamar sargentos da FAB de “traidores”

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Quem tem culpa tem medo! O presidente Lula da Silva sentiu a pressão da revolta militar e apelou a sua retórica de sindicalista de resultados para se transmutar de aliado dos sargentos controladores de vôo (na sexta-feira passada) para algoz deles (ontem, depois de um dia inteiro a porta fechadas). Assessores tentam demover Lula da idéia de usar hoje uma cadeia nacional de rádio e televisão para tentar limpar a barra de seu governo (que é o culpado por não investir no sucateado sistema de controle aéreo) e jogar toda a culpa nos militares da FAB que fizeram um motim ilegal e só não foram punidos por ordem expressa do presidente da República.

A mudança do discurso de Lula, agora contra os “irresponsáveis” controladores, foi provocada pela ameaça objetiva de ser denunciado, por crime de responsabilidade, no Supremo Tribunal Federal, por ter passado por cima da Constituição e ter quebrado a hierarquia militar, na sexta-feira, quando obrigou o comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, a recuar da decisão de punir 18 amotinados. O pedido de processo contra Lula seria feito pelo Clube da Aeronáutica. O Brigadeiro Ivan Frota provou que Lula rasgou o artigo 142 da Carta magna e poderia ser punido por isso. O presidente do Clube Militar, General de Exército Gilberto Barbosa de Figueiredo lançou ontem uma nota de apoio à atitude de Frota.

Lula conseguiu a proeza de colocar contra si os comandantes militares e os sargentos da FAB. As reuniões de emergência não foram suficientes para aplacar a ira dos oficiais superiores. Eles não aceitaram o argumento de Lula, que alegou “ter sido traído”. O presidente tentou se defender argumentando que não teve saída a não ser negociar com lideranças dos sargentos para evitar o pior nos aeroportos: “Acho muito grave o que aconteceu, uma irresponsabilidade pessoas que têm funções que são consideradas essenciais e funções delicadas, porque estão lidando com milhares de passageiros sobrevoando o território nacional”.

Lula batraqueou que os controladores não entenderam que havia disposição do governo para resolver os problemas do setor aéreo. Queixou-se do fato de a categoria ter esperado que ele viajasse, em missão oficial, para deflagrar a greve. Por isso, Lula declarou ontem total apoio ao inquérito policial militar (IPM) aberto para investigar a rebelião. O governo achou melhor descumprir a garantia dada aos amotinados de que não seriam punidos. No futuro, o presidente poderá anistiá-los. Os sargentos promotores do motim de sexta-feira estão há três dias chefiando os próprios trabalhos e temem a represália dos superiores quando a poeira baixar.

Neste clima de caos institucional, pode aumentar o desgaste de Lula com os chefes militares. Os comandantes do Exército, Enzo Peri, e da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, temem que o movimento dos sargentos da FAB contaminem suas tropas. No Exército, já se fala em rebelião de taifeiros.

Os militares também estão contrariados porque o presidente insiste em assinar (provavelmente amanhã) a medida provisória que fará a desmilitarização do controle do tráfego aéreo. A MP criará 200 cargos e um plano de carreira, cujo salário inicial será negociado com a área econômica. Lula escalou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para discutir a MP com os controladores. Ele também terá de negociar com os policiais federais, que prometem uma greve, a partir de amanhã, paralisando o sistema de embarque de estrangeiros nos aeroportos do Brasil.

Leia também os artigos:

Avacalhar para Dominar

O grande Motim à Vista

Ao final da edição desta terça do Alerta

Queda livre

O Ministro da Defesa já caiu e não sabe.

Às 6h de sexta-feira, a Infraero avisou ao ministro da Defesa, Waldir Pires, sobre a greve dos controladores.

Mais tarde, ele foi tranqüilizado e decidiu seguir para o Rio, onde iria a uma festa de amigos.

Ao saber do caos, tentou voltar a Brasília, mas a FAB não cedeu aeronave.

Quem é traidor?

O caboclo sindicalista de resultados, capaz de negociar com Deus e o Diabo, baixou ontem, como de costume, no presidente Lula.

Ele descobriu ser mais conveniente mudar de atitude em relação aos controladores, para evitar o agravamento da crise militar contra seu desgoverno.

Na sexta-feira, durante viagem aos Estados Unidos, deu ordem para que as reivindicações dos controladores fossem atendidas, alegou que o momento não era de radicalização e mandou cancelar a ordem de prisão dada a eles pelo comandante da Aeronáutica, Juniti Saito.

Ontem Lula avisou que, em pronunciamento à Nação, que provavelmente não fará, tratararia os controladores como traidores.

A grande questão é: quem é o verdadeiro Judas dessa história toda?

Os governos Lula e FHC são os responsáveis pela contenção de investimentos para as Forças Armadas que redundam no apagão aéreo – verdadeiro e único causador da morte de 155 passageiros na tragédia da Gol.

Transferência delicada

O governo já sabe que a transferência dos militares para órgão civil de controle da aviação exige cuidados jurídicos.

Um dos problemas envolve a complexa questão salarial, porque controladores civis ganham mais. Uma idéia é compensar os militares com uma gratificação.

Eles também vão reivindicar ao governo uma espécie de anistia disciplinar irrestrita.

Situação complicada

Segundo a Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo, 90% dos 2.200 controladores militares querem aderir ao sistema civil.

A idéia é que o governo baixe um ato — medida provisória ou decreto — estabelecendo as regras para a migração.

Para os atuais controladores, o critério deverá ser o de prova de títulos. Futuras contratações, só por concurso.

Os militares assinariam um termo de adesão voluntária, pelo qual perderiam a patente, e firmariam contrato com uma futura agência que cuidaria do controle.
Mão pesada

O procurador da Justiça Militar, Giovanni Rattacaso, requisitou a abertura de inquérito para identificar os controladores que paralisaram o tráfego aéreo.

O processo foi protocolado no Ministério da Aeronáutica. Segundo o procurador, houve quebra de hierarquia e do código militar.

Jogo para a platéia

O Ministério Público Militar pediu investigação sobre o grevismo ilegal dos controladores de vôo.

Para MPM, os grevistas devem responder por motim, crime punido com até oito anos de prisão.

Já os controladores cobram a anistia prometida na sexta à noite pelo ministro do Planejamento.

Repúdio à insubordinação

O General de Exército Gilberto Barbosa de Figueiredo, Presidente do Clube Militar, lançou ontem uma nota de solidariedade à denuncia feita pelo Clube de Aeronáutica em sua nota expedida em 31 de março de 2007.

A atitude do Governo, ao desautorizar as punições impostas pelo Comandante da Aeronáutica aos controladores amotinados, fere, de forma inconteste, a hierarquia e a disciplina, preceitos básicos da nossa instituição. Os deploráveis acontecimentos causam justa revolta e preocupação diante de desdobramentos que podem, como já ocorreu outrora, tomar rumos incontroláveis. O Clube Militar reafirma sua convicção de que democracia se constrói com o fiel respeito à lei, frontalmente vilipendiada nesse episódio”.

Retórica do sindicalismo

Diante das concessões feitas pelo governo aos militares que trabalham no controle de tráfego aéreo, os controladores civis decidiram, em assembléia realizada no Rio, entrar num período de 15 dias em que se consideram em estado de greve - etapa anterior à paralisação e que na prática representa uma ameaça.

No Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, a categoria decidiu ontem manter estado de greve, interpretado como insurgência ao presidente Lula, que classificou como irresponsável a paralisação nos 49 aeroportos do País na última sexta-feira.

"Estado de greve não quer dizer greve. Mas podemos convocar outra assembléia antes dos 15 dias se acontecer algo".

A promessa, em tom de advertência, é do líder sindical Jorge Botelho.

Semana santa nos aeroportos?

A Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA) garantiu, em nota, que não há intenção da categoria de paralisar as atividades na semana santa.

Mas ressaltou que espera o cumprimento dos acordos com o governo, inclusive de que não haja punição dos grevistas.

Pimenta no atraso dos outros é refresco

No último sábado, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ficou 10 horas no aeroporto de Porto Velho (RO) por causa do colapso na aviação civil.

Ontem ele resolveu enviar ao Supremo Tribunal Federal um parecer pedindo autorização para que seja instalada na Câmara a CPI do Apagão.

O julgamento da pendenga será neste mês.

Mão pesada no STF

O relator da ação no STF, Celso de Mello, concedeu liminar que desarquiva o requerimento de instalação da CPI.

Ontem, Mello pediu punição severa para os controladores.

Reclamou que eles agiram de modo “criminosamente irresponsável e incidiram na prática de crime militar tipificado como motim, um delito muito grave”.

Luta pela indenização

Celso de Mello advertiu que a União terá de ressarcir danos gerados pelo caos, "desde que as vítimas ingressem em juízo".

As aéreas calculam em R$ 100 milhões as perdas desde o início da crise, há seis meses.

A Braztoa, que reúne operadores de turismo, estuda acionar a União por queda de 40% na demanda no período.

Hermanos imitando a gente?

Coincidentemente, os argentinos têm enfrentado o mesmo drama dos brasileiros.

Desde 1° de março, um raio danificou o radar do aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires.

O problema provoca atrasos, cancelamentos de vôos e filas enormes nos aeroportos do país.

Briga de foice e martelo

Os poderosos cargos comissionados na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que gerencia a execução da política agrícola e de abastecimento do governo federal, são alvo de disputa política.

Dona de orçamento várias vezes superior ao do Ministério da Agricultura, ao qual é subordinada, a direção da Conab é disputada pelo Núcleo Agrário do PT, que é amparado por movimentos sociais, como o MST.

Neo-aliado do presidente Lula, o PMDB aposta na influência do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, para garantir o posto a um de seus filiados.

Apontado como "credor" de Lula por ter sido o único líder ruralista a apoiar sua reeleição, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), fará hoje sua indicação para a presidência do órgão.

Polêmica da gratuidade

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio negou ontem provimento aos recursos do prefeito Cesar Maia e da Câmara Municipal do Rio contra a decisão que julgou inconstitucional a lei que concede a gratuidade nos transportes coletivos da cidade.

O tribunal considerou a lei inconstitucional em razão da falta de indicação da fonte de custeio para o benefício.

A representação por inconstitucionalidade foi proposta pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) contra a Câmara Municipal e a Prefeitura do Rio de Janeiro.

O caso agora só poderá ser reexaminado no Supremo Tribunal Federal, através de recurso extraordinário.

O prefeito e a Câmara haviam entrado com recursos, alegando haver contradição, omissão e obscuridade no texto da decisão.

No entanto, por unanimidade, os desembargadores concluíram não haver nada a ser corrigido no acórdão, acompanhando assim o voto do relator, desembargador Roberto Wider.

Viva os bancos

Pelo segundo ano consecutivo, os bancos bateram recorde de rentabilidade no ano passado.

Em 2006, os ganhos das 104 instituições financeiras que atuam no país somaram R$ 33,4 bilhões.

Os balanços mostram que, desde 1996, a receita com tarifas bancárias foi um dos itens que mais cresceram.

A gente financia o lucro deles

As tarifas cobradas pelos bancos subiram até 15,94% em fevereiro deste ano, no comparativo com o mesmo mês de 2006.

Ficaram bem acima da inflação do período (3,02%) medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

As tarifas cobradas do consumidor pelos serviços bancários podem variar, segundo o Procon de São Paulo, em até 259,28%.

O órgão analisou 10 bancos, a partir de valores de 1° de fevereiro.

Fraude eleitoral

Demorou, mas finalmente o TSE vai ter que explicar-se.

Uma recente audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados constatou a necessidade de se analisar o processo eleitoral, em favor de apurações honestas.

No encontro, falou-se abertamente que nosso sistema eleitoral eletrônico é fraudável.

A Câmara irá instalar uma comissão para estudar as melhorias que o Fórum do Voto Seguro tem defendido há anos.

O Manifesto em www.votoseguro.com/alertaprofessores foi citado diversas vezes pelos deputados.

O áudio completo da audiência na CCJ da Câmarasobre o Voto-e pode ser baixado eouvido a partir de :http://www.badongo.com/file/2622097

Salvando o rabino

O grupo "Amigos Brasileiros do Paz Agora", que prega a paz entre judeus e árabes, abriu um abaixo assinado online em solidariedade ao rabino Henry Sobel, que confessou ter furtado cinco gravatas em loja de grife em Palm Beach, Flórida (Estados Unidos), no dia 23 de março e foi detido no mesmo dia pela polícia americana.

"O lamentável episódio que o envolveu mostra que todos somos humanos, e ninguém está livre de atitudes irracionais e autodestrutivas".

O abaixo assinado está no endereço http://www.petitiononline.com/petsobel/petition.html.

Sobel que retornou ao Brasil após pagar fiança de US$ 3 mil nos Estados Unidos, está internado desde o último dia 30 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por "descontrole emocional".

Disputa pelo Pânico

As redes Record e Band tentam contratar a turma "Pânico".

Sílvio, Vesgo e sua turma querem ir para uma emissora que ofereça mais estrutura.

O contrato de Vesgo e Ceará com a Rede TV! vence neste ano.

A emissora vem demonstrado interesse em renovar o contrato, já que o programa tem faturamento e dá audiência.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

5 comentários:

BRASIL ACIMA DE TUDO disse...

O binômio pinguço-sindicalista, enche as calças, frente a uma farda!!!

Te mete pinguço, te mete!!!!!!

vai acabar vendendo coxinha na porta do comitê do PARTIDO TERMINAL!!!

QUEREMOS O BRASIL LIVRE DA QUADRILHA JÁ!!! disse...

Terrorismo sindical com apoio do Presidente da República
03 de abril de 2007

Waldir Pires, o provecto
Ministro da Indefesa,
idolatrado pela esquerda
porque apagou as luzes do
Palácio do Planalto em 31
de março de 1964. Poderá
apagar de novo.



Do Observatório de Inteligência
Por Orion Alencastro


Às vésperas da visita do Papa Bento XVI ao Brasil e da realização dos Jogos Panamericanos, é lamentável a repercussão internacional alcançada pela intempestiva greve dos controladores de vôo no último fim-de-semana, agravada pelo motim de sargentos da Aeronáutica que servem naquele nevrálgico setor da segurança aeroviária no Brasil. O episódio é um alerta aqueles que não querem entender os idos de março de 1964.


O fato é mais grave quando o presidente da República, em seu luxuosíssimo avião-brinquedo, e provavelmente saboreando as costumeiras bebidas alcóolicas de bordo, transmite mensagem ao Palácio do Planalto desautorizando o Comandante da Força Aérea brasileira a não punir na forma dos regulamentos sagrados à indisciplina daqueles militares insurgentes, rompendo a hierarquia dos brasileiros uniformizados.


Luiz Inácio da Silva não honra o título de Comandante-em-Chefe Constitucional das Forças Armadas ao externar impulsos primários do seu tempo de líder sindical, se sobrepondo à lei, à ordem, à disciplina e à hierarquia.




http://brasilacimadetudo.lpchat.com/

BRASIL ACIMA DE TUDO disse...

Apagão Aéreo


Saudades do Bueno

Antes criticado, o ex-comandante agora é bem visto por controladores,
que reclamam da rigidez do brigadeiro Saito

Renata Mariz
Da equipe do Correio

Antes festejada como uma possibilidade de mudanças no controle do tráfego aéreo, a posse do brigadeiro Juniti Saito no Comando da Aeronáutica, ocorrida há dois meses, hoje é mal-vista pelos controladores de vôo. Saito se mostrou mais rigoroso na condução da crise do que o ex-comandante o brigadeiro Luiz Carlos Bueno, famoso pelo estilo linha dura.

Em pouco mais de dois meses, Saito ordenou o remanejamento de pelo menos três controladores apontados como “líderes” dos movimentos de reivindicação feitos até agora. A mais recente das transferências culminou na paralisação de todos os aeroportos do país, na última sexta-feira. O alvo do último remanejamento foi o sargento Edileuso Cavalcanti, mandado de Brasília para Santa Maria, no Rio Grade do Sul.

A operação “caça às bruxas” também rendeu uma prisão em Salvador (BA). Jonas Rodrigues, controlador de vôo na capital baiana, ficou detido por nove dias, acusado de insubordinação. Alegando ter sido preso porque apontou, em relatório, os problemas operacionais enfrentados pelos controladores no Aeroporto Internacional de Salvador, Rodrigues conseguiu ser solto por um habeas corpus. Um colega seu, que também atuava no Cindacta na capital baiana, foi afastado das funções de controlador. Ele entrou com um mandado de segurança para tentar voltar à função original. Segundo os controladores, os colegas foram transferidos para funções burocráticas sem que outros operadores fossem colocados no local.

Foi também na gestão de Saito, coincidentemente, que a juíza Zilah Petesen, do Supremo Tribunal Militar, negou o arquivamento do Inquérito Policial Militar (IPM), que apurava o envolvimento de controladores na operação-padrão, realizada em outubro do ano passado. O protesto dos militares paralisou o país. Agora, o IPM está nas mãos da procuradora-geral do MPM, Ester Henrique Tavares, que pode decidir pelo fim da investigação ou pedir novas diligências.

Aos olhos dos operadores, Saito age de forma mais arbitrária e é menos aberto ao diálogo que Bueno. Não que o ex-comandante fosse de passar a mão na cabeça da categoria, mas chegou a receber representantes dos controladores durante o primeiro “apagão” aéreo. Saito, segundo os profissionais, esconde-se no gabinete.

Benefícios ameaçados

Eles brigaram pela desmilitarização. Mas o anúncio da transferência do comando do controle do tráfego aéreo da Aeronáutica para um órgão civil deixou os militares do setor apreensivos. Depois de tantos protestos, a categoria não comemora vitória. Teme agora perder benefícios como imóvel funcional e atendimento nos hospitais das Forças Armadas. Além disso, os controladores dizem que, como revanche, a Força Aérea sinaliza que não vai colocar à disposição a infra-estrutura existente e necessária para o trabalho.

De acordo com um controlador de Brasília, o Cindacta 3 (de Recife) tirou três cabos da sala de plano de vôo como represália. “Dizem que agora teremos de dar conta de tudo sozinhos”, afirma. Ele alega que sem o apoio de outros militares, como os que recebem o plano de vôos e jogam no sistema para ser monitorado por eles, o controle do tráfego aéreo fica inviável. “É isso que a Aeronáutica quer. Mostrar que nós não temos condições de gerenciar o setor e desmoralizar a categoria”, diz.

Segundo os controladores, a atitude da Aeronáutica pode ser responsável por novo colapso no setor. A Aeronáutica não responde às especulações. Diz que continua valendo o que foi divulgado em nota à imprensa no sábado, depois que o governo federal anunciou o acordo com os controladores.

O DIÁBO TE AGUARDA LULA!! disse...

O monumental jornalita brasileiro, Reinaldo Azevêdo mostra tim tim por tim tim:



Os ilusionistas
É incrível. A retórica ilusionista contaminou também o jornalismo. Vamos lá, na base das perguntas e das respostas. Santo Deus!

1 – O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, tinha decretado a prisão de 18 líderes grevistas. Lula mandou suspender. Houve recuo dessa decisão do presidente?
Resposta – Não.

2 – Lula afirma que quem fizer greve durante o feriado da Páscoa tem de ser preso e incluído num Inquérito Militar. Isso depende de Lula?
Resposta – Não! Isso está previsto no código militar. A abertura de inquérito também nada tem a ver com a vontade do presidente. Ele não é a Justiça.

3 – Faz sentido dizer que o governo voltou atrás da concessão de uma anistia prévia se não pode ser anistiado quem ainda nem mesmo foi punido, uma vez que o Inquérito Militar nem existe ainda?
Resposta – Na pergunta já se encontra a solução desse enigma.

Noves fora, Lula está fazendo de conta que depende da vontade dele o cumprimento da lei de agora em diante. Quando e se aqueles 18 forem colocados em cana, fazendo valer a decisão do comandante da Aeronáutica, então se poderá dizer que houve recuo. A VERDADE É QUE O GOVERNO FOI SURPREENDIDO PELA REAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR, E ALI O APEDEUTA NÃO TINHA COMO DESMORALIZAR NINGUÉM. Então, chama para si a decisão que não tomou.

Lula é muito valente com a greve que ainda não houve e mantém a impunidade naquela que já houve.
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APLAUDO EM PÉ!!
BRAVO ! BRAVO! BRAVO!

tunico disse...

Jorge, criei link do seu blog no meu blog