terça-feira, 10 de abril de 2007

Ministro da Justiça atropela Constituição ao negar que Forças Armadas possam ser usadas contra a violência

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

O Ministro da Justiça, Tarso Genro, que é advogado e foi Tenente R2 do Exército Brasileiro, demonstrou ontem que desconhece completamente a doutrina constitucional no que diz respeito às Forças Armadas. Tarso se declarou contrário à idéia de se empregar as Forças Armadas no combate à violência no Rio de Janeiro. Tarso Genro esclareceu que essa não era sua opinião como ministro, e sim um princípio da Constituição – muito mal interpretado por seu saber jurídico. Tarso alegou: "As Forças Armadas são treinadas para outro tipo de missão. Não há adequação para isso".

O ministro e ex-militar Genro teria a obrigação intelectual de saber que a defesa da Pátria é um dever supra-constitucional. O artigo 142 de nossa Lei Maior que define a destinação das Forças Armadas se subordina à sua Missão Institucional – e não o contrário, como preferem alguns comodistas intérpretes do Direito Constitucional. O governador Sergio Cabral Filho (PMDB) age corretamente ao pedir ao presidente Lula que mobilize tropas do Exército para cuidar das ruas do Rio – mesmo que faça isso por indignação pessoal, depois que o soldado PM Guaraci de Oliveira Costa, que cuidava da segurança da família do governador, foi assassinado.

Ao comentar o pedido de Cabral para o envio de tropas ao Estado, Tarso Genro afirmou que essa é uma decisão a ser adotada pelo presidente da República. O ministro errou de novo. Isto não depende de Lula. Mas da própria vontade dos militares de cumprirem a Constituição. Embora alguns militares finjam ignorar isto, o Exército, a Marinha e a Força Aérea servem para garantir a defesa da Pátria contra qualquer ação (interna ou externa) que submeta risco à Soberania Nacional. A regra é clara, e a Doutrina, também. A defesa é a ação efetiva para se obter ou manter o grau de segurança desejado. A segurança é a condição em que o Estado, a sociedade e os indivíduos não se sentem expostos a riscos ou ameaças objetivas.

Para quem não conhece a lei

O Alerta Total recomenda ao presidente Lula, ao Governador Serginho Cabral e ao ministro Tarso Genro a leitura doa artigo Os artigos 142 contra os “171”, publicado neste blog em 17 de setembro de 2006.

Também devem ler a monografia, posta à disposição do Ministério da Defesa desde o final do ano passado, com o título: “Como Desestimular a Ação do Terrorismo Internacional no Brasil”, produzida pelos estagiários da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-SP).

O artigo 142 da Constituição Federal é cristalino e fácil de ser lido por quem não seja um “analfabeto político”: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

A Defesa da Pátria não pode se subordinar à vontade política - de indivíduos, autoridades ou partidos – e nem aos interesses econômicos – nacionais ou transnacionais.

Na defesa da Pátria e dos Poderes Constitucionais, a “iniciativa” (prevista no Artigo 142 da CF) deve e pode ser dos comandantes das Forças Armadas, em cumprimento do dever de ofício.

Agir de forma contrária (como agora defende o ministro da Justiça) significa incorrer em crime de responsabilidade ou até de prevaricação, dependendo do caso.

Pinça do Tasso

O ministro Tarso Genro reconheceu que a violência urbana adquiriu um caráter preocupante, sobretudo nas grandes regiões metropolitanas.

Por isso, ele defendeu um "movimento de pinça": de um lado, a ação repressiva da polícia e, de outro, o combate "às fontes da criminalidade", no médio e longo prazos.

Mas o governador Sérgio Cabral Filho, aliadíssimo do governo Lula, já está perdendo a paciência, temendo seu desgaste político pessoal:

"Há 6 mil fuzileiros navais que poderiam estar colaborando", desabafou. "Não vou passar quatro anos em velório, de um policial ou de um cidadão. As pessoas estão em pânico. É hora de unir forças".

A Criança é de todos nós

Cabral pedirá a Lula amanhã, quando o presidente estará em agenda oficial no Rio de Janeiro, o aumento "de maneira significativa" do efetivo da Força Nacional de Segurança na capital para combater a criminalidade.

Lula disse ontem à noite que "se o governador Sérgio Cabral pedir, com o maior carinho vamos trabalhar para atendê-lo".

Lula acrescentou que "essa criança é de todos nós".

Malvadeza para o bem de Lula

Para diminuir o impacto da crise militar que seu próprio desgoverno criou, o presidente Lula apelou até para o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) que ainda se recupera de problemas de saúde.

Lula pediu que ACM usasse de suas boas relações nas Forças Armadas para conter a ira dos comandantes, depois do vai-e-vem sobre a punição aos controladores de vôo amotinados da Aeronáutica.

Mesmo em repouso médico, ACM prometeu a Lula que faria o que pudesse, ainda mais depois que o presidente nomeou um de seus afilhados, o jornalista Miguel Jorge, para o Ministério da Indústria e Comércio.

Maldade desagradou Lula

Por falar em malvadeza, o presidente Lula detestou o teor da entrevista do General quatro estrelas Valdésio Guilherme de Figueiredo ao O Globo, em que o ministro do Superior Tribunal Militar advertiu que o Exército interviria se algum bobo tentasse se perpetuar no poder.

Mas o governo petista prefere não se pronunciar sobre a incisiva declaração do General, que era conhecido como “Toquinho da Maldade”, quando comandou a Vila Militar, no Rio de Janeiro.

E o General não pode ser punido, porque falou como representante do Poder Judiciário.

Em tempo: O General odeia que o chamem pelo apelido injurioso, e já processou jornalistas que assim o fizeram. O Alerta Total não concorda com o apelido, mas o citou porque a expressão foi empregada jornalisticamente na época em que o militar atuava no RJ.

Vai e vem

Após chamar os controladores de vôo de "traidores e irresponsáveis", o presidente Lula agradeceu ontem pela tranqüilidade nos aeroportos durante o feriado de Páscoa:

"Uma relação honesta e sincera entre o governo, a sociedade brasileira e os controladores permitiu que o bom senso reinasse".

Lula completa seus 100 dias de novo mandato sem nada para mostrar, a não ser o Apagão Aéreo agravado por uma crise militar.

A gente erremos por muinto

O General de Exército Antônio Gabriel Esper assume na sexta-feira, às 10h 30min, o Comando Militar do Sudeste (Região de SP) e não o do Leste, como o Alerta Total informou equivocadamente ontem (certamente porque nosso redator tomou umas “Kaisi” a mais, como se faz lá no Planalto).

Seu antecessor, General de Exército Luiz Edmundo Maia de Carvalho, vai ocupar o comando do Estado Maior do Exército.Será o segundo homem do EB, depois do comandante Enzo Martins Peri.

Sujeira no ar

Mais quatro dirigentes da Infraero foram afastados dos cargos por participação em negócios supostamente irregulares e investigados pela CGU (Controladoria Geral da União).

Foram afastados o diretor comercial, José Wellington Moura, o superintendente de Planejamento e Gestão, Fernando Brendaglia, e dois advogados da assessoria jurídica, Napoleão Guimarães Neto e Márcia Gonçalves Chaves.

As demissões foram sugeridas pela Controladoria-Geral da União (CGU), que viu indícios de irregularidades na compra de ônibus para transporte de passageiros e na concessão de área para instalação de um posto de combustível no aeroporto de Brasília.

A decisão foi tomada ontem pelo conselho de administração da estatal que administra os aeroportos do País, a fim de evitar, a todo custo, a abertura da CPI do Apagão Aéreo, que investigaria a “caixa preta” da Infraero.

Baderna agendada

Movimentos de moradia prometem uma onda de invasões, hoje e amanhã, em dez Estados, numa ação já chamada de "abril vermelho".

A mobilização começou ontem com a ocupação do Edifício São Vito, no centro de São Paulo, por 300 famílias.

A polícia retirou os invasores, que protestavam contra o fim do bolsa-aluguel e a demolição do prédio.

Cerca de 180 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadiram na noite de domingo fazenda da Companhia Suzano de Papel e Celulose, em Itapetininga.

PT na lona

O PT resolveu pressionar na cobrança dos débitos de 4 mil filiados na tentativa de diminuir o rombo até as eleições de 2008.

Os devedores estão sendo avisados que, se não colaborarem, poderão perder direito a voto.

O Partido dos Trabalhadores tem uma dívida de R$ 107 milhões.

Rezem bastante

A Justiça Federal em São Paulo acatou ontem uma denúncia do Ministério Público Federal contra os fundadores da Igreja Renascer em Cristo.

Estevam e Sônia Hernandes serão processados por sonegação de Imposto de Renda, PIS e contribuições sindicais da empresa RGC Produções.

Segundo a denúncia, o casal Hernandes consta como administrador da empresa, que omitiu em sua declaração fiscal de 1998 depósitos bancários de origem não comprovada.

A omissão reduziu o valor dos impostos a serem pagos.

Aprendiz de 171

A Superintendência da Polícia Federal em São Paulo investigará se alguém na Procuradoria da Fazenda Nacional-SP sabia das atividades criminosas do estudante de Direito Roberto Hissa Freire da Fonseca, de 23 anos, que se apresentava como assessor jurídico do órgão.

O rapaz, que aparenta ter problemas mentais, foi preso em flagrante como estelionatário no dia 23 de março, com documentos falsos da procuradoria.

Por três vezes, Hissa tentou marcar uma audiência com o governador do Rio, Sergio Cabral Filho, o que levantou a suspeita da segurança do Palácio Guanabara.

Segundo o protocolo, o pedido de audiência entre autoridades é feito através de ofício, e não por telefone.

Golpe de Maluco

Durante os dois dias que passou no Estado, Hissa gastou quase R$ 50 mil.

Alugou um jatinho no aeroporto Santos Dumont para ir do Rio a Campos, no norte fluminense, em seguida para Brasília e depois para São Paulo.

O frete custou R$ 40 mil, que o falso assessor pediu que fosse enviada à sede da procuradoria.

Garoto, deste jeito você acaba convidado para ocupar algum cargo público no Brasil...

Aborte a idéia

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi hostilizado quando participava de um evento político no Ceará.

Acusado de apoiar a legalização do aborto, recebeu ataques até de políticos do PT.

Temporão é marcado de perto pela Campanha Nacional em defesa da vida-Brasil sem aborto (www.brasilsemaborto.com.br) juntamente com a Igreja Católica, e os movimentos Shallon, Face de Cristo, Queremos Deus, Caminhada com Maria, Federação Espírita, e Igreja Batista.

Domingo, em Fortaleza, Jogadores do Ceará e do Fortaleza entraram em campo de mãos dadas e vestidos com uma camisa, com os dizeres ''Em defesa da Vida'', fazendo coro com a campanha contra o aborto defendido pelo ministro da Saúde.

O cantor e humorista Falcão foi ao Castelão para encabeçar o Movimento pela Vida, num protesto contra a legalização do aborto.

Morte na Igreja

Mensagens no computador com supostas ameaças de morte à psicóloga Viviane Castro Miranda, 24 anos, assassinada dentro da Igreja Matriz dos Sagrados Corações, em Ponta D’Areia, Niterói, no fim da tarde de quarta-feira, foram apagados horas depois, às 22h22, por alguém que possuía a senha da jovem.

A descoberta é de um técnico em informática contratado pelo pai da vítima, Vanderlei Miranda, que fez cópia do disco rígido do laptop da psicóloga.

O ex-noivo da jovem, o estudante Felipe Motta Pereira Natal, principal suspeito do crime, foi preso em casa por volta de 23h daquele dia.

Ontem, o juiz da 3ª Vara Criminal de Niterói, Peterson Barroso Simão, estendeu por 25 dias a prisão temporária do acusado, a pedido da Polícia Civil.

Nome mais que perfeito

Carlos Heitor Cony, na Folha de hoje, revela que, na Inglaterra, inauguraram um bordel em Preston, cidadezinha localizada no norte daquele país, no condado de Lancashire, situado na rua Cannon, local de concentração de bares e restaurantes.

A novidade foi o nome que deram ao estabelecimento: "Brasília":

Até lá chegaram as façanhas de nossa capital. Um nome que aos poucos remete para um tipo de atividade específica”.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

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11 comentários:

BRASIL ACIMA DE TUDO disse...

fonte: reservaer****

Muitos são aqueles que nos querem calados, vendo a banda dos corruptos passar. Eu, não! Continuarei falando, mostrando às novas gerações quem são esses 300 picaretas que o Presidente Lula disse existirem no Congresso Nacional! E o que dizer dos Waldomiros, valeriodutos, Zés Dirceu, mensalões, Delúbios, Genoínos e outros picaretas que acompanham Lula, na Presidência da Republica?
A Revolução de 64 foi uma revolução exageradamente branda, sem derramamento de sangue! Houvessem os revolucionários de 64 agido como Fidel Castro, construído um imenso “Paredón” -- aí, sim!-- poderíamos ser chamados de sanguinários! Aliás, na próxima revolução que já se aproxima -- pois este é um problema cíclico, típico de países subdesenvolvidos -- muitos querem que, ao invés de serem construídos “Doi – Codi”, que se construam “Paredóns”, pois é muito mais eficaz, e não trás problemas futuros, procurando ossadas dos companheiros que foram abandonados nas matas e entregues aos tatus; nem milionárias indenizações e outras benesses para os traidores da pátria! No Brasil será sempre assim. Sempre que estamos no fundo do poço, como agora, os militares serão chamados para por ordem na casa. Feito o serviço, lá vem novamente os subversivos e terroristas corruptos para a grande farra da corrupção!
O primeiro dever de um grande Comandante é não ter receios de falar francamente ao Presidente da República os problemas que afetam perigosamente a tropa! Assim como a mãe não deve ter receios de falar francamente aos filhos! E é bom que se diga que não estamos aqui querendo minimizar a hierarquia e a disciplina nas nossas Forças, como andam dizendo por aí... O que não é possível é querer atirar sobre os ombros de uma minoria uma absurda responsabilidade moral, ou operacional pelos problemas no nosso tráfego aéreo. Foi a falta de avisos; de um alerta; do caos político; da grande anarquia salarial que possibilitou os perigosos desafios dos ingênuos controladores, liderados por subversivos

CHEIRO DE FUMAÇA DO AR! disse...

O Governador do Rio de Janeiro, solicita a presença das FFAA, para combater a bandidagem.
Quando a PolÍcia e outros órgãos falham, somos nós os quebradores de galhos. Somos mal remunerados, mal nutridos, na falta do RANCHO e mal assistidos. Muitos colegas, já estão morando nos morros e favelas. Em breve, estarão residindo debaixo das pontes.
O Sr. Presidente da Republica, terá de aumentar urgentemente, os soldos dos Militares.
Não há, porque não fazê-lo.

O dolar cai, as Bolsas de Valores sobem, o risco Brasil cai 156 pontos. Aumento das Exportações, as Indústrias Automobilísticas, tiveram record, faturando mais de 9.000.000.000,00 de dolares.
É uma enxurrada de dolares, entrando neste grande país.
Senhor Presidente, V. Excia. sofrerás as consequências, vamos peita-lo pra valer.
Estamos nos unindo, o picadeiro vai pegar fogo.
Senhor Comandante da Aeronáutica, com todo o respeito: Aproveite a oportunidade que lhes foi dada, usando a vossa inteligência.
A FAMILIA MILITAR PEDE SOCORRO.
Não sou controlador de vôo. Sou de Infantaria.
RESERVAER

CHEGA! CHEGA! CHEGA! disse...

Editorial do Estadão, 10 Abr

CEM DIAS DESPERDIÇADOS
10.04, 09h41


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa os primeiros cem dias do segundo mandato sem uma só realização importante para exibir e sem haver avançado na execução de um único plano. Sem nada melhor para mostrar, ele usou seu programa semanal de rádio, ontem, para celebrar como grande vitória um feriado de Páscoa sem crise no tráfego aéreo. Chegou a agradecer aos controladores por não haverem estragado o feriadão dos viajantes, como se não houvessem apenas cumprido sua obrigação. Uma semana antes ele havia apoiado esses mesmos controladores, amotinados, só não deixando o País mergulhado numa crise militar porque o comandante da Aeronáutica foi mais sensato que o chefe supremo das Forças Armadas. Esse tropeço teria sido espantoso noutra circunstância. Mas foi apenas - para usar uma palavra da moda - emblemático, num governo marcado pelo imobilismo e pela incapacidade gerencial.

Tomar os primeiros cem dias como referência para um balanço inicial é até um gesto caridoso. O presidente deveria ter iniciado o segundo período, de fato, logo depois de confirmada sua reeleição em 29 de outubro. Naquele momento, ele já deveria ter um plano de governo razoavelmente definido. Demorou mais de 50 dias, até 22 de janeiro, para apresentar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma simples coleção de projetos, nem todos novos, mal costurados num pacote. Apenas três das nove medidas provisórias necessárias para a realização dos investimentos foram votadas até agora - e apenas numa das Casas do Congresso. O presidente conseguiu eleger para a presidência da Câmara dos Deputados um congressista de seu partido, depois de muita confusão entre os aliados. Mas não teve capacidade política para se valer da maioria parlamentar e pôr em votação as medidas legislativas de seu interesse.

Também isso não foi surpreendente. Apesar de reeleito com 60,83% dos votos válidos, o presidente julgou necessário, para poder governar, promover uma ampla distribuição de cargos a políticos aliados, loteando ministérios e um grande número de postos de confiança. O loteamento ainda não terminou. Os partidos da base governista continuam disputando secretarias, chefias e orçamentos, como se cada grupo tivesse o direito de constituir um conjunto de feudos na administração federal. Enquanto isso, não se governa.

Até a reforma do primeiro escalão permanecia incompleta, ontem, pois o presidente ainda não havia conseguido substituir o ministro da Defesa.

Suas principais façanhas, na área gerencial, haviam sido o afastamento do diretor de Política Econômica do Banco Central, considerado excessivamente ortodoxo pelo ministro da Fazenda, e a substituição do representante brasileiro na diretoria executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o lugar do economista Eduardo Loyo, um nome respeitado em Washington, foi um professor, Paulo Nogueira Batista, mais conhecido por suas críticas virulentas ao FMI do que por atributos desejáveis para a ocupação do posto.

No meio da confusão, das barganhas políticas de cargos e da exibição diária de incapacidade gerencial, um raro acontecimento animador foi a apresentação de um plano educacional bem concebido, com espaço para fixação de metas, controle de resultados e vinculação da transferência de recursos ao desempenho dos agentes. É cedo para dizer se o Ministério da Educação terá apoio político e condições financeiras para a execução desse plano. Mas, por enquanto, esse é o indício mais forte de racionalidade e de clareza de propósitos numa atividade-fim do governo.

Fora disso, o balanço dos primeiros cem dias - ou, pior, dos quase seis meses desde a reeleição - é desalentador. A inflação continua baixa graças ao trabalho do Banco Central, combatido pela maior parte dos auxiliares do presidente Lula. Pode-se discutir se tem havido ou não excesso de conservadorismo na política de juros, mas não se pode acusar os condutores da política monetária de falta de seriedade e de empenho na execução de sua tarefa. Ter deixado essa área fora do loteamento político e razoavelmente protegida contras as pressões dos companheiros foi um dos poucos acertos do presidente Lula desde a sua reeleição. Nesse caso, seu instinto de sobrevivência política deve ter falado muito alto.

Bagli&Blog disse...

Prezado Jorge Serrão,

Bom dia.

Foi com enorme alegria e satisfação que também li a firme posição deste grande brasileiro, o General quatro estrelas Valdésio Guilherme de Figueiredo (Superior Tribunal Militar). Fico bastante feliz em ver que no Brasil ainda há - além de gente com "três colhões" - pessoas de bem, honradas e que tem respeito pela ordem e pela legalidade constitucional e democrática.

Meu incondicional apoio ao respeitável ministro e general de quatro estrelas.

Abração,

Rapha disse...

Jorge, por que, antes de mandar as Forças Armadas para a rua, o nosso governador não faz valer o próprio decreto, editado no início do governo, mandando todos os servidores, afastados de suas funções e alocados em outros orgãos, retornarem para o orgão de origem? Só nesse "brincadeira" teríamos por baixo uns 5.000 PMs a mais no patrulhamento da cidade. Sem falar nos policiais civis. Vida que segue...

VIVA O EXÉRCITO BRASILEIRO disse...

As Legiões deram o mais duro recado Lula da Silva, desde o começo da crise militar gerada pelo motim dos controladores de vôo da Aeronáutica.
O Ministro do Superior Tribunal Militar (STM) e General de Exército da reserva, Valdesio Guilherme de Figueiredo, aproveitou sua entrevista ao caderno “Prosa e Verso” do jornal O Globo para avisar. "Se algum doido decidir se perpetuar no poder", o Exército vai intervir.

Pela primeira vez um General de Exército do STM comentou o processo movido por uma família de ex-militantes do PCdo B contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (que comandou o DOI-Codi em São Paulo, na década de 70), para que ele seja considerado oficialmente um torturador. O General Guilherme detonou: “Por que não se preocupar com tanto ministro que está aí e que fez pior que o Ustra? Tem ministro aí que matou, enquanto o Ustra dizem apenas que torturou. Não consta que ele tenha matado ninguém”.

Conhecido nos tempos da Vila Militar como “Toquinho da Maldade”, o General também mandou um recado aos petistas que desejam acabar com a Lei de Anistia. Foi a mais forte manifestação desde que o governo Lula indicou para o STM a Procuradora da República Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha. Filiada ao PT, do qual foi advogada, amiga do casal Lula e Marisa, além de pessoa de confiança do advogado José Dirceu, de quem foi assessora na Casa Civil, Maria Elisabeth é casada com o General Romeu Costa Ribeiro Bastos, amigo do presidente Lula, que comanda a Secretaria de Administração da Presidência da República, responsável, só no ano passado, pelo gasto secreto quase R$ 5 milhões de reais no cartão de crédito corporativo do governo.

Ao lembrar que a Lei de Anistia foi sancionada pelo último presidente do ciclo militar, o general Guilherme Figueiredo praticou mais um toquinho de maldade verbal contra o presidente Lula: “Quem cometeu delito está usufruindo dela. E bem. Estão bem remunerados. Agora, quem cometeu delito do outro lado o fez sob a égide de uma Constituição, de 1967. Se comparar a pensão do presidente da Repú­blica (R$ 4,5 mil) com a pensão dos pais do Mário Cozel Filho (soldado que morreu num atentado) é ridículo. Hoje, aqueles que cometeram delitos estão sendo premiados. Agora, não se pode dizer que o Exército é torturador, isso e aquilo. Meia dúzia de malucos faziam isso.

O General adverte que “essa conversa de que o Exército mudou é conversa fiada”. Segundo ele, “as Forças Armadas não mudaram nada, porque não mudam nunca. Apenas se recolheram. Agora, se tiver que intervir, claro que vão
intervir. É missão constitucional, a garantia da lei, da ordem e das instituições. Vem um doido aí e re­solve dar uma de presidente da Venezuela e querer se per­petuar no poder. Quer dizer ... Se o Congresso mudar a Constituição, vamos bater palmas. Se não mudar, aí não pode. É lógico que tem que haver uma defesa das instituições”.

O General Guilherme deu outro recado político ao governo: “Numa ditadura se faz o que quer independentemente da lei. E não sei se agora estamos numa ditadura. Faça uma lei e revogue a Lei da Anistia! Não é mais simples? Processar, pode processar quem quiser. O Ministério Público está aí. Oferece a denúncia e o juiz aceita se qui­ser. Deveríamos estar preocupados não com o coronel Ustra mas com a economia, com o desemprego, com a falta de equipamentos nos hospitais públicos, com a má qualidade do ensino”.

Anônimo disse...

Esquema invencível

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 5 de abril de 2007


Quaisquer que sejam as razões dos controladores de vôo – e elas sem dúvida existem --, uma coisa é óbvia: no momento em que militares prestam menos obediência a seus comandantes do que a agitadores sindicais, estamos em pleno estado pré-insurrecional, alimentado pelo governo para desmantelar o que resta das Forças Armadas e substituí-las por tropas paramilitares a serviço do Foro de São Paulo.

Quem quiser acreditar na sinceridade do recuo do sr. presidente da República, que acredite. As reservas de crédito desse cidadão parecem aumentar na proporção direta do seu invejável repertório de fintas e rodeios.

A comparação com os dias finais do governo Goulart é puramente eufemística: naquela época a sociedade civil organizada – incluindo a mídia -- era maciçamente conservadora, a direita tinha porta-vozes do calibre de um Carlos Lacerda, a Igreja Católica não era comunista, Jango não tinha o respaldo internacional que tem Lula, não havia uma militância esquerdista armada e adestrada com as dimensões do MST e sobretudo as Forças Armadas tinham líderes de verdade, investidos de prestígio histórico.

Hoje a situação da esquerda é tão confortável que já nem mesmo os políticos rotulados de direitistas têm a coragem de fazer ao governo uma oposição ideológica genuína, limitando-se a críticas administrativas menores, com o máximo cuidado de não ferir os preconceitos esquerdistas sacralizados por três décadas de falatório unânime. E mesmo esse direitismo residual, atrofiado, tímido, masoquista, já parece excessivo e intolerável à autoridade imperante, que conta os dias à espera de extirpá-lo como quem corta uma verruga.

Passar para o esquema petista o controle do espaço aéreo é apenas o complemento inevitável da apropriação, já totalmente consumada, do controle do tráfego rodoviário pelas tropas do MST. Fazer isso agora ou daqui a pouco dá na mesma. A técnica da revolução gramsciana é adiar a etapa insurrecional até o momento em que o adversário esteja tão fraco que já nem valha a pena matá-lo. Até lá, é preciso alternar sabiamente a ousadia na ocupação de espaços e o fornecimento de anestésicos para amortecer cada novo escândalo. O timing e o cálculo das dosagens têm sido perfeitos. Até aqueles que se revoltam contra o estado de coisas só conseguem expressar seu desconforto nos termos da retórica esquerdista, infringindo a regra número um da arte do debate – não falar na língua do inimigo – e assim fornecendo à esquerda mais uma vitória ideológica a cada miúda vantagem político-eleitoral que obtêm.

Ditando as regras do jogo, o esquema que nos domina é invencível. Mais um pouquinho de relutância covarde em partir para a oposição ideológica franca, e a oportunidade de fazê-lo terá ido embora para sempre.

***

Pergunta horrorosa: No momento em que a hierarquia militar é flagrantemente quebrada, onde estão os nossos oficiais ditos “nacionalistas”? Não se diziam os primeirões a defender a honra das Forças Armadas? Por que todo o silêncio imemorial dos sepulcros caiados baixou repentinamente sobre esse grupo de tagarelas incansáveis?

Anônimo disse...

Jorge, acho que o governador Sérgio Cabral ainda não se deu conta que é ele quem tem a incumbência de resolver os problemas da segurança no Rio de Janeiro. Primeiro, solicitou a presença da Policia Federal, alegando que estaria tudo “sob controle”. Agora, quer por que quer as Forças Armadas patrulhando o Rio. Acho que o nobre governador quer, sim, que “alguém” resolva seus problemas.

DANIEL PEARL disse...

O Brasil continua vivendo períodos trágicos por erros dos políticos e parte da Sociedade burguesa. As grandes injustiças começaram no início da colonização do Brasil, a matança de mais de 7 milhões de índios e em seguida a escravidão dos negros africanos. A falta de reformas, tanto agrária, social, política, tributária, educacional levaram nossa Nação aos "caos" de seus 507 anos. A pior chaga do país na minha opinião, vem dos meios de comunicações. Seis famílias imperialistas administram a pauta que a Nação deve ingerir semanalmente, através de revistas, rádios e televisão, sem nenhum compromisso com a verdade e a ética; O Quarto Poder (a Mídia) intimida o poder Executivo com suas manchetes sensacionalistas, levando a situações embaraçosas para o presidente Lula e seus Ministros. Invenções, mentiras e calúnias são fabricadas pela Mídia Golpista, preparando o caminho para as eleições presidenciais de 2010. O poder financeiro desses grandes grupos empresariais está em jogo e não o bem estar da população brasileira. A Sociedade Civil vem percebendo algo de errado, e o sinal foi dado pela última pesquisa de popularidade do presidente Lula. Chegou a hora de juntos reconstruirmos os sonhos de uma grande Nação, chamada Brasil, e também uma limpeza geral na mídia nacional. O Editor do Desabafo País.(http://desabafopais.blogspot.com

BRASIL ACIMA DE TUDO disse...

Ô petralha ladrão!!!


Vai ao PAC que te pariu vai!


leva os 40 membros da SOC com vc.!

Anônimo disse...

o nosso pais, por ser riquissimo em recursos naturais, provoca a cobiça de outras naçoes, porm isso que nosso pais tem que se armar ate os dentes, para defender essas nossas riquezas, que so pertence ao povo brasileiro,conquistada com grande sacrificio por nossos antepassados. Defendamos nossa naçao, ate com armamentos nucleares, para que possamos ser respeitados, pelas naçoes, que querem nos sabotar. O BRASIL SO PARA OS BRASILEIROS, DEVEMOS DEFENDELA ATE COM A NOSSA PROPRIA VIDA, VIVA A NAÇAO BRASILEIRA.