segunda-feira, 16 de abril de 2007

No Reino da Bandalha

Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Matéria assinada por Chico Otávio, publicada no jornal O Globo desta segunda-feira (16), assusta os cidadãos que trabalham e pagam impostos no Brasil, pois deixa claro que a organização político-administrativa nacional está voltada para ações criminosas. Não se tem a quem apelar.

O jornalista revela que, o juiz federal Macário Ramos Júdice Neto, “afastado do cargo desde 2005”, responde a acusação do Ministério Público Federal por dar, “em troca de propinas, sentenças favoráveis a advogados que criavam empresas apenas para ingressar com ações na Justiça, pleiteando benefícios tributários ao governo”.

Macário liberou, “entre 2001 e 2003, cerca de 1.600 máquinas caça-níqueis completas e montadas”. A liminar por ele concedida “foi confirmada, em segunda instância, pelo desembargador Ricardo Regueira (preso pela Hurricane na sexta-feira)”.

Quando se retira um foco, centra-se noutro: no dia 21 de dezembro último, com a ajuda do presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP), o deputado federal Jader Barbalho deu um prejuízo de 82 milhões e 400 mil reais aos cofres públicos. Reportagem da Veja.

O parlamentar transferiu da empresa Rede Brasil Amazônia de TV para a firma Sistema Clube do Pará de Comunicação, a concessão da TV Bandeirante no Pará. A Rede Brasil deve à Receita Federal, à Previdência e ao FGTS. O governo agora não tem como cobrar, pois vai acionar na Justiça uma empresa que não possui faturamento.

É a isso que chamam de “Estado de Direito”, onde os vivaldinos ficam com o bônus e a população, obrigada a cumprir leis, regras e determinações, arca com o ônus. E, depois, não se sabe dizer por que surge um líder como Hugo Chávez, na Venezuela, desmontando a estrutura estatal com o aplauso quase unânime da população.

A Receita Federal (sempre tão ciosa de suas responsabilidades e deveres) sente dificuldade em verificar o visível enriquecimento e a ostentação de pessoas ligadas ao poder público (mandatários, funcionários de altos postos e seus parentes), com padrão de vida muito acima de seus salários.

Persegue-se quem denuncia, com sentenças arbitrárias e injustas. O que não se observa é a falência das instituições, na desmoralização generalizada. O que fazer para reverter dantesco cenário?

No STJ (Superior Tribunal de Justiça), ninguém consegue falar com o ministro Paulo Medina, investigado pela Operação Hurricane por suspeita de venda de sentença, vejam só! O advogado Virgílio Medina, irmão do ministro, foi um dos 25 presos na última sexta-feira (13).

O ministro esteve envolvido num rumoroso caso de assédio sexual, ocorrido no último ano, quando uma funcionária de seu gabinete (filha de um outro ministro do próprio STJ) o denunciou à Corregedoria.

O interessante é que, no meio do redemoinho, o Palácio do Planalto trabalha febrilmente para barrar a CPI do Apagão Aéreo no Senado, visto que a desordem dentro da Infraero ainda é capaz de deixar estarrecido qualquer possível desavisado.

E já que falamos nos dois poderes, Executivo e Judiciário, é bom dar uma passada pelo Legislativo: o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que pediu à surdina um salvo conduto ao Ministério da Justiça e das Relações Exteriores (para viajar a países com tratado de extradição com os EUA), não vai encontrar vida fácil.A França já avisou, através de meios diplomáticos, não ter como sustar sua prisão e extradição para os EUA, onde tem mandado de prisão por “lavagem de dinheiro”. Se ficar aqui (duvida-se que viaje) continuará impune e solto, justiça se faça.

Márcio Accioly é Jornalista.

4 comentários:

Newton disse...

A podridão não tem limite. Que a corrupção grasava nos tres poderes, já sabia desde 1985, pelo menos. Me formei em direito, em dois anos de atividade me enojei a a tal posto, que joguei tudo pro alto e passei e não accreditar em nada. Que tristeza.

RGHT WING disse...

CHEGOU A HORA!!!

OU OS MILITAES ASSUMEM O PODER E FECHAM O CONGRESSO E PRENDEM TODOS OS PTISTAS E POLÍTICOS, OU.....

NÃO RESTARÁ PEDRA SOBRE PEDRA EM 2010!!!!!

Anônimo disse...

Aos que não viveram a Contra-Revolução de 31 de março de 1964

Ternuma Regional Brasília

por Carlos Alberto Brilhante Ustra

No dia 31 de março próximo faz 42 anos que foi deposto o presidente da República, João Goulart.
Uns chamam esse acontecimento de golpe militar, outros de tomada do poder, alguns outros de Revolução de 1964. Eu prefiro considerá-lo como a Contra-Revolução de 31 de março de 1964.
Vou explicar-lhes o meu ponto de vista ao longo deste artigo. Espero que ao final vocês tenham dados suficientes para julgar se estou certo.
Vocês foram cansativamente informados por seus professores, jornais, rádios, TV e partidos políticos :
- que os militares tomaram o poder dos civis para impedir que reformas moralizantes fossem feitas;
-que para combater os "generais que usurparam o poder" os jovens da época uniram-se e lutaram contra a ditadura militar e que muitos deles morreram, foram mutilados, presos e torturados na luta pela "redemocratização" do país;
- que os militares assim agiram a mando dos Estados Unidos, que temiam o comunismo instalado no Brasil;
- que jovens estudantes, idealistas, embrenharam-se nas matas do Araguaia para lutar contra a ditadura e pela redemocratização do país.
Com quantas inverdades fizeram a cabeça de vocês! E por que essas mentiras são repetidas até hoje? Foi a maneira que eles encontraram para tentar justificar a sua luta para implantar um regime do modelo soviético, cubano ou chinês no Brasil.
Por intermédio da mentira, eles deturparam a História e conseguiram o seu intento. Vocês que não viveram essa época acreditam piamente no que eles dizem e se revoltam contra os militares.
Vamos aos fatos, pois eu vivi e participei dessa época.
Em março de 1964 eu era capitão e comandava uma bateria de canhões antiaéreos do 1º Grupo de Artilharia Anti-Aérea, em Deodoro, no Rio de Janeiro.
A maioria dos oficiais que servia no 1º Grupo de Artilharia AAe, entre eles eu, teve uma atitude firme para que o Grupo aderisse à Contra-Revolução.
Eu era um jovem com 31 anos. O país vivia no caos. Greves políticas paralisaram tudo: transportes, escolas, bancos, colégios. Filas eram feitas para as compras de alimentos. A indisciplina nas Forças Armadas era incentivada pelo governo. Revolta dos marinheiros no Rio; revolta dos sargentos em Brasília. Na minha bateria de artilharia havia um sargento que se ausentava do quartel para fazer propaganda do Partido Comunista, numa kombi, na Central do Brasil.
Isto tudo ocorria porque o governo João Goulart queria implantar as suas reformas de base à revelia do Congresso Nacional. Pensava, por meio de um ato de força, em fechar o Congresso Nacional com o apoio dos militares "legalistas".
Vocês devem estar imaginando que estou exagerando para lhes mostrar que a Contra-Revolução era imperativa naqueles dias. Para não me alongar, vou citar o que dizem dois conhecidos comunistas:
- depoimento de Pedro Lobo de Oliveira no livro "A esquerda armada no Brasil" - "muito antes de 1964 já participava na luta revolucionária no Brasil na medida de minhas forças. Creio que desde 1957. Ou melhor, desde 1955". "Naquela altura o povo começava a contar com a orientação do Partido Comunista".
- Jacob Gorender - do PCBR, escreveu no seu livro "Combate nas Trevas": "Nos primeiros meses de 1964, esboçou-se uma situação pré-revolucionária e o golpe direitista se definiu, por isso mesmo, pelo caráter contra-revolucionário preventivo. A classe dominante e o imperialismo tinham sobradas razões para agir antes que o caldo entornasse".
Diariamente eu lia os jornais da época: O Dia, O Globo, Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias, etc... Todos eram unânimes em condenar o governo João Goulart e pediam a sua saída, em nome da manutenção da democracia. Apelavam para o bom senso dos militares e até imploravam a sua intervenção, para que o Brasil não se tornasse mais uma nação comunista.
Eu assistia a tudo aquilo com apreensão. Seria correto agirmos para a queda do governo? Comprei uma Constituição do Brasil e a lia seguidamente. A minha conclusão foi de que os militares estavam certos ao se antecipar ao golpe de Jango.
Às Forças Armadas cabe zelar para a manutenção da lei, da ordem e evitar o caos. Nós não tínhamos que defender o governo; tínhamos que defender a nação.
O povo foi às ruas com as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, no Rio, São Paulo e outras cidades do país. Todos pedindo o fim do governo João Goulart, antes que fosse tarde demais.
E, assim, aconteceu em 31/03/1964 a nossa Contra-Revolução.
Os jornais da época (Estado de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil; Tribuna da Imprensa e outros) publicaram, nos dias 31/03/64 e nos dias seguintes, editoriais e mais editoriais exaltando a atitude dos militares. Os mesmos jornais que hoje combatem a nossa Contra- Revolução.
Os comunistas que pleiteavam a tomada do poder não desanimaram e passaram a insuflar os jovens, para que entrassem numa luta fratricida, pensando que lutavam contra a ditadura. E mentiram tão bem que muitos acreditam nisso até hoje. Na verdade, tudo já estava se organizando. Em 1961, em pleno governo Jânio Quadros, Jover Telles, Francisco Julião e Clodomir dos Santos Morais estavam em Cuba acertando cursos de guerrilha e o envio de armas para o Brasil. Logo depois, alguns jovens eram indicados para cursos na China e em Cuba. Bem antes de 1964 a área do Araguaia já estava escolhida pelo PC do B para implantar a guerrilha rural.
Em 1961 estávamos em plena democracia. Então, para que eles estavam se organizando? Julião já treinava as suas Ligas Camponesas nessa época, que eram muito semelhantes ao MST de hoje. Só que sem a organização, o preparo, os recursos, a formação de quadros e a violenta doutrinação marxista dos atuais integrantes do MST.
E foi com essa propaganda mentirosa que eles iludiram muitos jovens e os cooptaram para as suas organizações terroristas.
Então, começou a luta armada.
Foram vários atos terroristas: o atentado ao aeroporto de Guararapes, em Recife, em 1966; a bomba no Quartel General do Exército em São Paulo, em 1968; o atentado contra o consulado americano; o assassinato do industrial Albert Boilesen e do capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler; seqüestros de embaixadores estrangeiros no Brasil .
A violência revolucionária se instalou. Assassinatos, ataques a quartéis e a policiais aconteciam com freqüência.
Nessa época, eles introduziram no Brasil a maneira de roubar dinheiro com assaltos a bancos, a carros fortes e a estabelecimentos comerciais. Foram eles os mestres que ensinaram tais táticas aos bandidos de hoje.Tudo treinado nos cursos de guerrilha em Cuba e na China.
As polícias civil e militar sofriam pesadas baixas e não conseguiam, sozinhas, impor a lei e a ordem.
Acuado, perdendo o controle da situação, o governo decretou o AI-5, pelo qual várias liberdades individuais foram suspensas. Foi um ato arbitrário, mas necessário. A tênue democracia que vivíamos não se podia deixar destruir.
Para combater o terrorismo, o governo criou uma estrutura com a participação dos Centros de Informações da Marinha (CENIMAR), do Exército (CIE) e da Aeronáutica (CISA). Todos atuavam em conjunto, tanto na guerrilha rural quanto na urbana. O Exército, em algumas capitais, criou o seu braço operacional, os Destacamentos de Operações de Informações (DOI). Para trabalharem nos diversos DOI do Brasil, o Exército selecionou do seu efetivo alguns majores, capitães e sargentos. Eram, no máximo, 350 militares, entre os 150 mil homens da Exército.
Eu era major, estagiário da Escola de Estado Maior. Tinha na época 37 anos e servia no II Exército, em São Paulo. Num determinado dia do ano de 1970, fui chamado ao gabinete do comandante do II Exército, general José Canavarro Pereira, que me deu a seguinte ordem: "Major, o senhor foi designado para comandar o DOI/CODI/II Ex. Vá, assuma e comande com dignidade".
A partir desse dia minha vida mudou. O DOI de São Paulo era o maior do país e era nesse Estado que as organizações terroristas estavam mais atuantes. O seu efetivo em pessoal era de 400 homens. Destes, 40 eram do Exército, sendo 10 oficiais, 25 sargentos e 5 cabos. No restante, eram excelentes policiais civis e militares do Estado de São Paulo. Esses foram dias terríveis! Nós recebíamos ameaças freqüentemente.
Minha mulher foi de uma coragem e de uma abnegação total. Quando minha filha mais velha completou 3 anos de idade, ela foi para o jardim da infância, sempre acompanhada de seguranças. Minha mulher não tinha coragem de permanecer em casa, enquanto nossa filha estudava. Ela ficava dentro de um carro, na porta da escola, com um revólver na bolsa.
Não somente nós passamos por isso! Essa foi a vida dos militares que foram designados para combater o terrorismo e para que o país continuasse a trabalhar tranqüilo e em paz.
Apreendemos em "aparelhos" os estatutos de, praticamente, todas as organizações terroristas e em todos eles estava escrito, de maneira bem clara, que o objetivo da luta armada urbana e rural era a implantação de um regime comunista em nosso país.
Aos poucos o nosso trabalho foi se tornando eficaz e as organizações terroristas foram praticamente extintas, por volta de 1975.
Todos os terroristas quando eram interrogados na Justiça alegavam que nada tinham feito e só haviam confessado os seus crimes por terem sido torturados. Tal alegação lhes valia a absolvição no Superior Tribunal Militar. Então, nós passamos a ser os "torturadores".
Hoje, como participar de seqüestros, de assaltos e de atos de terrorismo passou a contar pontos positivos para os seus currículos, eles, posando de heróis, defensores da democracia, admitem ter participado das ações. Quase todos continuam dizendo que foram torturados e perseguidos politicamente. Com isso recebem indenizações milionárias e ocupam elevados cargos públicos. Nós continuamos a ser seus " torturadores" e somos os verdadeiros perseguidos políticos. As vítimas do terrorismo até hoje não foram indenizadas.
O Brasil com toda a sua população e com todo seu tamanho teve, até agora, 120 mortos identificados, que foram assassinados por terroristas, 43 eram civis que estavam em seus locais de trabalho (estima-se que existam mais cerca de 80 que não foram identificados ); 34 policiais militares; 12 guardas de segurança; 8 militares do Exército; 3 agentes da Polícia Federal; 3 mateiros do Araguaia; 2 militares da Marinha; 2 militares da Aeronáutica; 1 major do Exército da Alemanha; 1 capitão do Exército dos Estados Unidos; 1 marinheiro da Marinha Real da Inglaterra.
A mídia fala sempre em "anos de chumbo", luta sangrenta, noticiando inclusive que, só no cemitério de Perus, em São Paulo, existiriam milhares de ossadas de desaparecidos políticos. No entanto o Grupo Tortura Nunca Mais reclama um total de 358 mortos e desaparecidos que integravam as organizações terroristas. Portanto, o Brasil, com sua população e com todo o seu tamanho, teve na luta armada, que durou aproximadamente 10 anos, ao todo, menos de 500 mortos.
Na Argentina as mortes ultrapassaram 30.000 pessoas; no Chile foram mais de 4.000 e no Uruguai outras 3.000. A Colômbia, que resolveu não endurecer o seu regime democrático, luta até hoje contra o terrorismo. Ela já perdeu mais de 45.000 pessoas e tem 1/3 do seu território dominado pelas FARC.
Os comunistas brasileiros são tão capazes quanto os seus irmãos latinos. Por que essa disparidade?
Porque no Brasil dotamos o país de leis que permitiram atuar contra o terrorismo e também porque centralizamos nas Forças Armadas o combate à luta armada? Fomos eficientes e isso tem que ser reconhecido. Com a nossa ação impedimos que milhares de pessoas morressem e que essa luta se prorrogasse como no Peru e na Colômbia.
No entanto, algumas pessoas que jamais viram um terrorista, mesmo de longe, ou preso, que jamais arriscaram as suas vidas, nem as de suas famílias, criticam nosso trabalho. O mesmo grupo que só conheceu a luta armada por documentos lidos em salas atapetadas e climatizadas afirma que a maneira como trabalhamos foi um erro, pois a vitória poderia ser alcançada de outras formas.
Já se declarou, inclusive, que: "a ação militar naquele período não foi institucional. Alguns militares participaram, não as Forças Armadas. Foi uma ação paralela".
Alguns também nos condenam afirmando que, como os chefes daquela época não estavam acostumados com esse tipo de guerra irregular, não possuíam nenhuma experiência. Assim, nossos chefes, no lugar de nos darem ordens, estavam aprendendo conosco, que estávamos envolvidos no combate. Segundo eles, nós nos aproveitávamos dessa situação para conduzir as ações do nosso modo e que, no afã da vitória, exorbitávamos .
Mas as coisas não se passavam assim . Nós que fomos mandados para a frente de combate nos DOI, assim como os generais que nos chefiavam, também não tínhamos experiência nenhuma. Tudo o que os DOI faziam ou deixavam de fazer era do conhecimento dos seus chefes. Os erros existiram, devido à nossa inexperiência, mas os nossos chefes eram tão responsáveis como nós.
Acontece que o nosso Exército há muito tempo não era empregado em ação. Estava desacostumado com a conduta do combate, onde as pessoas em operações têm que tomar decisões e decisões rápidas, porque a vida de seus subordinados ou a vida de algum cidadão pode estar em perigo.
Sempre procurei comandar liderando os meus subordinados. Comandei com firmeza e com humanidade, não deixando que excessos fossem cometidos. Procurei respeitar os direitos humanos, mas sempre respeitando, em primeiro lugar, os direitos humanos das vítimas e, depois, os dos bandidos. Como escrevi em meu livro "Rompendo o Silêncio", terrorismo não se combate com flores. A nossa maneira de agir mostrou que estávamos certos, porque evitou o sacrifício de milhares de vítimas, como aconteceu com os nossos vizinhos. Só quem estava lá, frente a frente com os terroristas, dia e noite, de arma na mão, pode nos julgar.
Finalmente, quero lhes afirmar que a nossa luta foi para preservar a democracia. Se o regime implantado pela Contra -Revolução durou mais tempo do que se esperava, deve-se, principalmente, aos atos insanos dos terroristas. Creio que, em parte, esse longo período de exceção foi decorrência de que era preciso manter a ordem no país.
Se não tivéssemos vencido a luta armada, hoje estaríamos vivendo sob o tacão de um ditador vitalício como Fidel Castro e milhares de brasileiros teriam sido fuzilados no "paredón" (em Miami, em fevereiro, foi inaugurado por exilados cubanos, um memorial para 30.000 vítimas da ditadura de Fidel Castro).
Hoje temos no poder muitas pessoas que combatemos e que lá chegaram pelo voto popular e esperamos que eles esqueçam os seus propósitos de 42 anos passados e preservem a democracia pela qual tanto lutamos.

O autor é coronel reformado do Exercito e foi Comandante do DOI/CODI/ II Ex ; Instrutor Chefe do Curso de Operações da Escola Nacional de Informações e Chefe da Seção de Operações do CIE



Hoje, 16 de abril de 2007 o TERNUMA publica em seu site, uma série de artigos co-relacionados com esse. Se por um lado fica um pouco massante, enfadonho para quem já leu, por outro, torna-se um farol em termos de esclarecimentos, à luz da verdade tão deturpada por esquerdistas brasileiros, que no afã de reescrever a nossa História, mentem sem um pingo de pudor, sobre o que aconteceu, acontece e o que está por vir.

Anônimo disse...

CARLOS ALBERTO BRIHLANTE USTRA. Desse homem (ou é animal?) só podia ser esperado o que ele escreveu. NÃO SOU COMUNISTA, NÃO SOU PETISTA, NÃO SOU DE ESQUERDA, NÃO SOU DE DIREITA, NÃO SOU DE CENTRO: sou simplesmente legalista. O que a "REDENTORA" fez contra alguns brasileiros foi condenável por todos os aspectos. Foram atos desumanos. Admitamos, só para argumentar, que o GOLPE teve como escopo impedir a implantação de um regime comunista no Brasil. Pergunta-se: por que torturar e assassinar pessoas presas, que já não ofereciam nenhum perigo? USTRA, você pode justificar as atrocidades cometidas, mas nunca terá um sono tranquilo. Eu também vivi aqueles terríveis dias da chamada REVOLUÇÃO. Os chamados terroristas foram à luta contra o estado de coisas implatado por vocês, ou seja: as torturas e os assassinatos foram a causa da luta pela democracia, não como você quer fazer crer. QUE DEUS TENHA PIEDADE DE SUA ALMA, Cel. Brilhante.