sexta-feira, 6 de abril de 2007

Receios e Fundamentos

Edição de Artigos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Especialista em fabricar crises (por visível despreparo no exercício da função), o presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP) disse em jantar com senadores, na última terça-feira (03), que a CPI do Apagão Aéreo “seria uma desmoralização da Aeronáutica”.

Dessa forma, chegamos à conclusão que o melhor a ser feito é nunca investigar nada com relação a coisa nenhuma. Percebe-se que apontados desvios e desmandos da Infraero causam preocupação, mas o foco da questão começa a ser redirecionado.

Naquela mesma terça-feira, o PP elegeu o deputado federal Nélio Dias (RN) para sua presidência. Na ocasião, o também deputado Mário Negromonte (PP-BA), vejam só, pediu “respeito aos companheiros que foram sacrificados”.

Sua excelência se referia, em especial, ao deputado cassado Pedro Corrêa (PE) e ao ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PE), os quais, em sua opinião, “têm sido injustamente perseguidos”. Negromonte recomendou, ainda, “dirigir o carro sem olhar no retrovisor”. Seguindo em frente e esquecendo os atropelos no caminho.

O problema é que desvios na administração pública nacional acontecem todos os dias e ninguém é punido. Agora mesmo, a Polícia Federal descobriu um esquema de fraude no Amapá que envolve até o governador Walder Góes (PT), no roubo de um montante de 20 milhões de reais!

Sem contar que a CPI do Mensalão acaba de completar um ano, com o triste saldo de ninguém ter sido preso, virado réu ou responsabilizado diretamente por comprovadas falcatruas no escandaloso processo.

O jeito é continuar dirigindo “sem olhar no retrovisor”, como aconselha Mário Negromonte, mas vai faltar combustível. Os larápios estão carregando tudo e a galhofa caiu na desmoralização generalizada. Só não tem como se exigir respeito: o substantivo é letra morta desde há muito.

Como o Brasil é administrado de fora para dentro, entregando-se minérios e matérias-primas aos nossos algozes, resta aos atores da cena política cuidar de encher as próprias burras e gozar privilégios infindos.

Há alguns meses, em entrevista na qual cometeu atos falhos e se expôs com sinceridade, o ex-presidente FHC confessou sentir “saudades”, unicamente, “do helicóptero da Presidência e da piscina do Palácio da Alvorada”.

FHC desnacionalizou a economia em 78% e causou dano imensurável ao país. Os prejuízos só poderiam ser revertidos, no caso de investigação profunda e anulação de certas “privatizações”. A doação da Vale do Rio Doce, por exemplo.

Mas o que se constatou foi a continuidade seqüencial da bandalheira. Com o agravante de que o partido que se arvorava de ético (PT) trouxe, em suas fileiras, um sem número de esfomeados que parecem querer compensar o atraso numa velocidade maior que a do trem bala francês.

É lamentável que as CPIs resultem em nada e que os desmandos continuem no mesmo ritmo, espalhando-se por estados e municípios. Nesse descaso, reside parte da violência que se assiste e que se instala em definitivo.

O descrédito de larga parcela de nossas autoridades, em amplas áreas dos três poderes, desestrutura o Estado e fomenta a baderna. Numa sociedade onde os principais agentes do poder público são identificados como transgressores, torna-se impossível exigir o cumprimento de normas e regras a simples cidadãos mortais.

O descaso do poder público brasileiro desconhece limites. Alimenta-se no desencanto da população e se fortifica. O quadro tende a piorar, e muito, antes de ruir.

Márcio Accioly é Jornalista

10 comentários:

Clovis1942 disse...

Não gosto do FHC, como detesto o tal de Lulla. Mas não vejo porque não aplaudir a dita "desnacionalização" feita por FHC. Tudo o que foi "desnacionalizado" hoje prospera,onde? No Brasil... Todas as siderurgicas estavam quebradas. A Embraer, lembram? Quebradíssima.
Tudo o que é do governo é podre. Já pensaram todas essas estatais com o PT no poder? O que eles robam hoje do B.Brasil, Caixa, Petrobrás... estariam roubando também da Siderurgica Nacional, da Usiminas, da Telebrás e outras tantas... Ah!, da Vale do Rio Doce...
Menos estatais, menos roubalheira...

Anônimo disse...

OS MILITARES E LULA: ISSO NÃO PODE FICAR ASSIM
05.04, 17h11
por Paulo Moura, cientista político

Num país de políticos medíocres, governado por um presidente medíocre, até que a elite das Forças Armadas vem dando um show de Política. Com “P” maiúsculo, pois essa é a única Política que cabe aos militares fazer, subordinados que são, nas democracias, ao poder civil eleito. Refiro-me à forma como generais, almirantes e brigadeiros da ativa têm lidado com as agruras da profissão num país sem condições de ter a defesa militar que precisa. Além das dificuldades de natureza profissional (baixa remuneração, equipamento sucateados e defasados), os militares sofrem, ainda, o desgaste político sofrido pela corporação com o fim do regime militar e a chegada ao bolso da classe média, da conta do “milagre brasileiro” dos anos 1970. O ônus da ingerência política em assuntos civis foi pesado.

A situação internacional também não lhes é favorável. Com os comunistas de ontem dóceis e corrompidos pelo exercício do poder, não há mais ameaça vermelha a combater. Os EUA, que patrocinaram as ditaduras latino-americanas nos idos de 1960 e 1970, hoje são os paladinos da democracia e da liberdade. Os novos inimigos são os guerrilheiros suicidas, feudais e pós-modernos, da Al-Qaeda. Parte da política externa hegemonista dos Estados Unidos passa pelo bloqueio à modernização tecnológica das forças armadas de potências emergentes. Dependente de capitais internacionais, o Brasil, de Collor a Lula, diz amém às ordens do Tio Sam.

Não acho isso ruim, dadas às circunstâncias. Apenas constato as adversidades pelas quais passam os militares brasileiros, que, além disso, ainda tem o comandado de um paisano incompetente e despreparado. Sim, caro leitor, o general dos generais; o almirante dos almirantes; o brigadeiro dos brigadeiros – está na Constituição – é o cidadão que a maioria do povo escolheu nas urnas para presidir a nação. É assim que dever ser. Militares, em regimes democráticos, prestam continência à autoridade eleita. Mesmo que seja Lula. É o que prevê a Lei.

Sou crítico duro de Lula. Despejo trilhões de bites, bytes e pixels desaforados na cara de Lula. Debulho freneticamente meu teclado, expelindo caracteres indignados contra o chefe do petismo. Arrasto raivosamente meu mouse em busca dos dicionários virtuais, procurando os vocábulos mais contundentes o possível para atirar contra Lula. Jogo palavras ásperas, aspas irônicas e desaforos explícitos contra a mediocridade de Lula e a corrupção de seus seguidores. É tudo o que posso fazer. Dou o melhor de mim para tentar convencer quem me lê, de que é melhor para nação, pagar mais uma aposentadoria para Lula, do que prosseguir sendo governado por ele. Mas, infelizmente, Lula foi eleito e reeleito, e nem sequer tem oposição.

Respeito os militares, pois nem soltar o verbo eles podem. Eles têm que engolir o sapo, sem beber água para lubrificar a garganta. Imagino, o que se passa na caserna, após o gesto de ignorância desatinada de Lula contra as instituições militares. Isso sim não deve ser fácil de engolir calado. Compreendo que generais, brigadeiros e almirantes, não possam e não devam repetir seus sargentos, insubordinando-se contra o presidente eleito. Mesmo sob essas circunstâncias graves. Há grandeza nas atitudes do oficialato e na forma como a crise está sendo politicamente gerida pelo alto comando das forças armadas.

Digo isso com a convicção resignada de quem começou na política, com dezessete anos de idade, nas manifestações estudantis contra a ditadura militar. Sim, houve uma ditadura, que nos salvou do comunismo, às custas da supressão da liberdade. Jovem, ingênuo e idealista como todo o adolescente; movido pelo ideal da liberdade, fui cooptado pela a esquerda trotskista. A crítica simultânea à ditadura soviética e à ditadura brasileira me seduziu. Mas, cedo descobri que os trotskistas são, em potencial, os piores stalinistas. Socialismo e liberdade são como água e óleo.

Meu teclado só digitou a palavra impeachment depois das confissões de Roberto Jefferson e a convicção de que Lula ofereceu provas para seu impedimento, quando Duda Mendonça confessou a origem ilícita de seu pagamento. Fico por aqui na lista de motivos. Concedo-me o direito de agregar apenas mais um, dada a oportunidade. Vamos aos fatos:

1 - A preservação da hierarquia e da disciplina constitui-se em espinha dorsal de qualquer organização militar.

2 – Em qualquer país; desde o Império Romano, o motim militar é severa e exemplarmente punido, sob pena de desmoralização e desintegração da organização. Em situação de guerra, o ato de rebeldia pode levar à morte do insubordinado, no ato. Ou, à corte marcial e ao fuzilamento. Em temos de paz; é cadeia imediata, julgamento militar e expulsão da força, com os devidos ônus sobre os direitos de cidadania.

3 – Essas regras estão previstas nas leis civis e militares, aprovadas por representantes eleitos pela maioria do povo, em eleições livres e regidas pelo voto universal, direto e secreto.

4 – O que consta nos itens anteriores, ou se aprende estudando, ou se aprende prestando serviço militar. No caso do Brasil, a partir de agora, fica instituído que, se o presidente não passou pelo serviço militar e não estudou, tem o direito de aprender no exercício do cargo, ainda que arriscando produzir uma crise institucional.

5 – Recentemente, cerca de cem sargentos da aeronáutica brasileira, que, juntamente com seus pares, vêm causando, impunemente e a mais de seis meses, o caos nos serviços de transporte aéreo, amotinaram-se e paralisaram os aeroportos do país. Ato contínuo; receberam voz de prisão do comandante da Aeronáutica em pessoa.

6 – Em seguida, os insubordinados; toda a nação e de toda a tropa, viram o chefe da Aeronáutica brasileira, ser publicamente humilhado e desautorizado pelo presidente da República, que determinou a não punição do crime militar.

7 - O presidente da República, que é o Comandante supremo das Forças Armadas; com seu gesto, não só atentou contra a Lei e as regras básicas de preservação dos princípios da hierarquia e da disciplina, sem os quais não existe organização militar, como incentivou, pelo exemplo, a generalização da baderna nas fileiras militares.

Em país sério, isso dá impeachment. Aqui, por muito mais já não deu.

Respeito os comandantes das forças armadas pelo espírito democrático e pela evidente intenção de evitar uma crise institucional de conseqüências imprevisíveis. Mesmo assim, o mínimo que se poderia esperar seria a entrega imediata do cargo por parte do comandante da Aeronáutica. Os bombeiros que agissem depois. Afinal, se foi Lula quem incendiou a tropa, cabe a Lula apagar seu incêndio. Já que temos que pagar para que Lula aprenda Teoria do Estado em pleno exercício da Presidência da República, então que ele tenha uma lição completa. Daquelas que nunca se esquece.

Sem a demissão do brigadeiro, a lição ficou incompleta. Infelizmente, agora é tarde. Será gesto ridículo se a renúncia ocorrer agora. Lula não aprenderá com o erro. E os comandantes das forças armadas saem dessa, subordinados a seus sargentos e sob a suspeita de estarem improvisando uma solução que não soluciona; de fazerem política com “p” minúsculo. Não há jeitinho brasileiro que desfaça esse crime e suas conseqüências nefastas e mal acobertadas. A chaga prossegue aberta. Mais pus virá à tona. Esparadrapo não cura câncer. Sequer esconde.

PÁU NESSA CAMBADA!!! disse...

PEDIDO DE PERDÃO ,É O CACÊTE!!!
Site:http://RESERVAER


A causa do sucateamento das FFAA está identificada; A causa do descaso da insatisfação e do baixo soldo da FFAA está identificada; A causa da omissão de todos os Clubes Militar e de todo Alto Comando que compõe as FFAA está identificada; A causa do caos na aviação e conseqüentemente o seu controle aéreo estás identificada. Agora perdão e pedido de desculpa um ?cacete?. Estou solidário com vocês, mas não concordo com essa tomada de posição. Vocês acertaram no atacado e erraram no varejo ao permitir que o avião desse presidente de merda decolasse e pousasse sem problema nenhum, agora agüentem as conseqüências. Portanto minha repulsa, pelo pedido de desculpa.

DANIEL PEARL disse...

É visível o desprezo da "Grande Mídia" para com a Semana Santa. A insensibilidade dos donos dos jornais, rádios e televisões têm contribuído ao esvaziamento da maior data da cristandade. O blog DESABAFO PAÍS descobriu que essa mesma “Imprensa” além de insensível, não é imparcial, como ela fala pelos quatro cantos do Brasil. Desde 2002, a Mídia Conservadora e PSDB, PFL, PPS e Cia. vêm tramando a queda do Lula. E agora, políticos do PSDB e PFL reuniram com o Comando dos Controladores de Vôo em Brasília, 5(cinco) dias antes do “Caos aéreo” da semana passada. Porque a grande mídia omitiu esse fato? Quem são os jornalistas empenhados em instaurar o terror no País - A legião de colaboradores do Golpe de Estado se divide em três frentes diferentes na mídia: 1) Jornalistas da grande imprensa; 2) Blogueiros e articulistas "independentes"; 3) Formadores de opinião (analistas políticos, artistas, etc...). Acesse: http://desabafopais.blogspot.com. Um abraço, Daniel Pearl.

ATENÇÃO BRASIL!!! disse...

NO MATO SEM CACHORRO E ......SEM RUMO!
Parece-me que, em meus avisos, alertas, comunicados, tenho tido um bom número de acertos. Recentemente, com referência ao problema “CONTROLADORES AÉREOS”, avisei que, a CANALHA tem um SACO DE MALDADES BEM FORNIDO.
Acertei, não acertei?

A simples mudança de nome da CPI, já induz que o problema é da AERONÁUTICA e por ela causado. Quanto ao mentor desses vadios que, vêm roendo nossa amada PÁTRIA, roubando os cofres de nossa NAÇÃO, já o nominei.
GEPETO é como o chamo. Ainda não posso fornecer seu verdadeiro nome. Ele sabe o meu e eu, o dele.
Não existe isso do dengoso lulitcha ter sido apunhalado pelas costas, ter sido traído.
É preciso lembrar que, na guerra, o uso da psicologia é farto. Acreditam que, a ABIN não tenha sido enganada pelo vistoso, barbudo comandante?
Aqui mesmo foi postado que, o ignóbil, chamou um ajudante de ordens de “bundão”. Pois é, qual dos senhores confiaria em uma pessoa à qual chamam de “bundão”? Permaneceria sempre a dúvida, a possibilidade de ser traído, de ser vítima de vingança, não é? Acreditam mesmo que o desditoso, realmente deixaria que o pessoal da ABIN (pelo menos os corretos, decentes e patriotas) soubesse de suas verdadeiras intenções?
Por acaso o “sem dedo” não utilizou a expressão “fui traído”? “Quem “é traído, é traído em algo, por algo; “por algo”, sabemos que se referia aos CONTROLADORES AÉREOS;” em algo”, certamente foi em um acordo. Não foi? Estou errado? Está na cara que foi!
Será que os senhores não perceberam ainda que, tudo isso faz parte de uma vasta e formidável MANOBRA para denegrir nossas FORÇAS ARMADAS? Não perceberam que, a intenção deliberada era criar um fato perfeito, inserir uma cunha entre o pessoal das armas, colocando uns contra os outros, arma contra arma?
Agora, o Brigadeiro IVAN FROTA e a OFICIALIDADE, estão entre o fogo e a caldeirinha, pois que se vier a punição aos CONTROLADORES, se suscitará a IRA, ÓDIO e DESEJO DE VINGANÇA, de GRANDE PARTE da Força. Se tal não vier, passarão por fracos.
GEPETO é MESTRE EM ESTRATÉGIA. Para ele, tudo é válido para alcançar os fins desejados.
Mostrem SENHORES OFICIAIS E BRIGADEIRO IVAN FROTA, um nível de INTELIGÊNCIA E BOM SENSO MAIOR AINDA, ENCONTRANDO SOLUÇÃO HONROSA, BOA E JUSTA, A FIM DE NÃO DAREM MAIS UM TRUNFO AO INIMIGO. LEMBREM-SE QUE, A MAIOR PARTE DOS CONTROLADORES TAMBÉM É PATRIOTA E, SENTEM-SE, JUSTAMENTE REVOLTADOS COM A NEGRA SITUAÇÃO EM QUE VIVEMOS, TODOS NÓS.

SAUDAÇÕES DE UM PATRIOTA!



GRUPO GUARARAPES

ESTAMOS VIVOS E COM OS OLHOS BEM ABERTOS



NÃO TENTEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

BRASIL ACIMA DE TUDO disse...

Por que?

Porque, se todos fizessemos as "coisas certas", o mundo mudaria amanhã bem cedo!

AVISO AOS DESAVISADOS disse...

O incendiário discurso do cabo Anselmo (1964)
25 Março 1964



No dia 25 de março de 1964, poucos dias antes do golpe militar que derrubou João Goulart, o presidente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil, fez um veemente discurso durante ato comemorativo do segundo aniversário da entidade. O discurso teve grande repercussão e, para pressionar o comando da Marinha a rever as punições aplicadas contra 12 dirigentes da AMFNB, a entidade resolveu transformar a comemoração em assembléia permanente, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro. Fuzileiros navais enviados ao local para debelar a sublevação uniram-se aos amotinados, abrindo uma gravíssima crise na Marinha. O movimento só foi sufocado com a ajuda de tropas da Polícia do Exército, mas Jango deu mão forte aos marinheiros. Substituiu o ministro da Marinha e mandou libertar os marujos. Dias depois, era deposto.

O cabo Anselmo foi preso logo depois do golpe de 64, mas conseguiu escapar da cadeia, exilando-se, primeiro no Uruguai e depois em Cuba. Retornou clandestinamente ao Brasil em 1970, sendo preso menos de um ano depois. Na prisão, mudou de lado e, a partir daí, passou a trabalhar para a polícia como agente infiltrado, tendo sido responsável pela prisão e morte de inúmeros militantes das organizações revolucionárias que combateram o regime militar.



É a seguinte a íntegra do discurso:

“Aceite, Senhor Presidente, a saudação dos marinheiros e fuzileiros navais do Brasil, que são filhos e irmãos dos operários, dos camponeses, dos estudantes, das donas de casa, dos intelectuais e dos oficiais progressistas das nossas Forças Armadas;

Aceite, Senhor Presidente, a saudação daqueles que juraram defender a Pátria, e a defenderão se preciso for com o próprio sangue dos inimigos do povo: latifúndio e imperialismo;

Aceite, Senhor Presidente, a saudação do povo fardado que, com ansiedade, espera a realização efetiva das reformas de base, que libertarão da miséria os explorados do campo e da cidade, dos navios e dos quartéis.

Brasileiros civis e militares! Meus companheiros!

A Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil completa, neste mês de março, o seu segundo aniversário. E foram as condições históricas, a fome, as discriminações, os anseios de liberdade, as perseguições e as injustiças sofridas, que determinaram a criação de uma sociedade civil, realmente independente, com a finalidade de unir, através da educação, da cultura e da recreação, os marinheiros e fuzileiros navais do Brasil.

Autoridades reacionárias, aliadas ao antipovo, escudadas nos regulamentos arcaicos e em decretos inconstitucionais, a qualificam de entidade subversiva. Será subversivo manter cursos para marinheiros e fuzileiros? Será subversivo dar assistência médica e jurídica? Será subversivo visitar a Petrobrás? Será subversivo convidar o Presidente da República para dialogar com o povo fardado?

Quem tenta subverter a ordem não são os marinheiros, os soldados, os fuzileiros, os sargentos e os oficiais nacionalistas, como também não são os operários, os camponeses e os estudantes.

A verdade deve ser dita.

Quem, neste País, tenta subverter a ordem são os aliados das forças ocultas, que levaram um Presidente ao suicídio, outro à renúncia, e tentaram impedir a posse de Jango e agora impedem a realização das reformas de base; quem tenta subverter são aqueles que expulsaram da gloriosa Marinha o nosso diretor, em Ladário, por ter colocado na sala de reuniões um cartaz defendendo o monopólio integral do petróleo; quem tenta subverter a ordem são aqueles que proibiram os marujos do Brasil, nos navios, de ouvir a transmissão radiofônica do comício das reformas.

Somos homens fardados. Não somos políticos. Não temos compromissos com líderes ou facções partidárias. Entretanto, neste momento histórico, afirmamos o nosso entusiástico apoio ao decreto da Supra, ao da encampação da Capuava e demais refinarias particulares, e ao do tabelamento dos aluguéis. Aguardamos, aliados ao povo, que o Governo Federal continue a tomar posições em defesa da bolsa dos trabalhadores e da emancipação econômica do Brasil. Na data de hoje comemoramos o nosso segundo aniversário, isto é, o aniversário da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil.

Ao nosso lado estão os irmãos das outras armas: sargentos do Exército e da Aeronáutica, soldados, cabos e sargentos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Estão, também, companheiros da mesma luta, os sargentos da nossa querida Marinha de Guerra do Brasil. Aqui, sob o teto libertário do Palácio do Metalúrgico, sede do glorioso e combativo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Estado da Guanabara, que é como o porto em que vem ancorar o encouraçado de nossa Associação, selamos a unidade dos marinheiros, fuzileiros, cabos e sargentos da Marinha com os nossos irmãos militares do Exército e da Aeronáutica, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, e com os nossos irmãos operários. Esta unidade entre militares e operários completa-se com a participação dos oficiais nacionalistas e progressistas das três armas na comemoração da data aniversária de nossa Associação.

Nós, marinheiros e fuzileiros, que almejamos a libertação de nosso povo, assinalamos que não estamos sozinhos. Ao nosso lado, lutam, também, operários, camponeses, estudantes, mulheres, funcionários públicos e a burguesia progressista; enfim, todo o povo brasileiro.

Nosso empenho é para que sejam efetivadas as reformas de base, Reformas que abrirão largos caminhos na redenção do povo brasileiro. Eis por que, do alto desta tribuna do Palácio do Metalúrgico, afirmamos à Nação que apoiamos a luta do Presidente da República em favor das reformas de base. Aplaudimos com veemência a Mensagem Presidencial enviada ao Congresso de nossa Pátria.

Clamamos aos deputados e senadores que ouçam o clamor do povo, exigindo as reformas de base. Ainda esperamos que o Congresso Nacional não fique alheio aos anseios populares. E com urgência reforme a Constituição de 1946, ultrapassada no tempo, a fim de que, extinguindo o § 16 do art. 141, possa realmente, no Brasil, se fazer uma reforma agrária. Dizemos que somos contrários à indenização prévia em dinheiro para desapropriações. O bem-estar social não pode estar condicionado aos interesses do Clube dos Contemplados. É necessário que se reforme a Constituição para estender o direito de voto aos soldados, cabos, marinheiros e aos analfabetos. Todos os alistáveis deverão ser elegíveis, para que novamente não ocorra a injustiça como a cometida contra o sargento Aimoré Zoch Cavalheiro.

Em nossos corações de jovens marujos palpita o mesmo sangue que corre nas veias do bravo marinheiro João Cândido, o grande Almirante Negro, e seus companheiros de luta que extinguiram a chibata na Marinha. Nós extinguiremos a chibata moral, que é a negação do nosso direito de voto e de nossos direitos democráticos. Queremos ver assegurado o livre direito de organização, de manifestar o pensamento, de ir e vir. Defendemos intransigentemente os direitos democráticos e lutamos pelo direito de viver como seres humanos. Queremos, na prática, a aplicação do princípio constitucional: "Todos são iguais perante a lei". Nós, marinheiros e fuzileiros navais, reivindicamos: reforma do Regulamento Disciplinar da Marinha, regulamento anacrônico que impede até o casamento; não interferência do Conselho de Almirantado nos negócios internos da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil; reconhecimento pelas autoridades navais da AMFNB; anulação das faltas disciplinares que visam apenas a intimidar os associados e dirigentes da AMFNB; estabilidade para os cabos, marinheiros e fuzileiros; ampla e irrestrita anistia aos implicados no movimento de protesto de Brasília.

Iniciamos esta luta sem ilusões. Sabemos que muitos tombarão para que cada camponês tenha direito ao seu pedaço de terra, para que se construam escolas, onde os nossos filhos possam aprender com orgulho a História de uma Pátria nova que começamos a construir, para que se construam fábricas e estradas por onde possam transitar nossas riquezas. Para que o nosso povo encontre trabalho digno, tendo fim a horda de famintos que morrem dia a dia sem ter onde trabalhar nem o que comer. E sobretudo para que a nossa Bandeira verde e amarela possa cobrir uma terra livre onde impere a paz, a igualdade e a justiça social.”

FORA LULA,FORALULA,FORALULA disse...

PORTEIRA ABERTA
editorial da Folha de S. Paulo

No dia em que se completa um ano de conclusão da CPI dos Correios, há algo mais no ar de Brasília que os poucos aviões de carreira decolando e pousando pontualmente. Debate-se abertamente, na capital, se a palavra empenhada pelo presidente da República vale alguma coisa além das metáforas baratas em seus pronunciamentos.

Não é apenas seu papel bisonho no tumulto aeroviário que suscita desconfiança. Brasília permanece Brasília, e ali importam os cargos. Mesmo que o céu caia sobre suas cabeças, os profissionais da política sempre encontrarão oportunidade para debater pontos sensíveis dos acordos planaltinos, como "porteiras fechadas" nos ministérios.

Só o cinismo permite enxergar algum aspecto eufemístico em tal figura de linguagem. A alusão a meros negócios se escancara para qualquer um que conheça a expressão de origem rural: adquirir uma fazenda de "porteira fechada" implica tomar posse de tudo dentro dela. É de rapacidade mesmo que se trata.

Líderes partidários não se pejam de reclamar que Lula teria descumprido trato anterior ao dizer que, "em um governo de coalizão, é saudável que existam pessoas de outros partidos em outros ministérios". PP, PMDB, PTB e PR se levantam pelo direito de "despetizar" as pastas duramente conquistadas a golpes de adesismo. Defendem à luz do dia e dos refletores de TV todas as práticas anti-republicanas que deram origem à investigação do mensalão: troca de apoio político por cargos e oportunidades de negócios escusos, na melhor das hipóteses geradores de recursos para campanhas eleitorais.

Não é de estranhar, assim, que no aniversário da CPI dos Correios nenhuma das 14 instituições oficialmente notificadas pelo Congresso dos resultados da investigação tenha se dado ao trabalho de encaminhar-lhe alguma resposta. Ou, então, que nenhum dos 40 denunciados pela Procuradoria Geral ao Supremo Tribunal Federal (STF) tenha alcançado a condição de réu. Tudo de acordo com a convicção disseminada de que a lisura no trato da coisa pública não conta com a menor prioridade nas mais altas instituições do país.

Isso apesar da lei 10.001, que estipula prazo de 30 dias para que autoridades informadas pelas presidências das duas Casas do Congresso se pronunciem sobre as conclusões de CPIs. A Casa Civil da Presidência, por exemplo, buscou safar-se da obrigação alegando, à reportagem desta Folha, suposto erro formal: além do relatório final da comissão, teria faltado o Congresso remeter a resolução de aprovação do documento.

Pior figura faz o STF. A denúncia de 40 pessoas - Dirceu, Delúbio, Valério e cia. - pelo procurador-geral sob a acusação de integrarem "organização criminosa" depende de decisão da corte para se tornar ação penal. O relator Joaquim Barbosa, porém, já declarou que necessita de ao menos dois anos para apreciá-la.

Assim caminha Brasília - para lugar nenhum, e ainda acredita que o país a segue.

Publicado no jornal “Folha de S. Paulo”.

Bestial disse...

ACHO QUE AS TRÊS FORÇAS - A EMFA, PODERIA FAZER UMA PRESSÃOZINHA, JUNTO AO STF, PARA QUE SEJA INSTALADO A CPI DO APAGÃO AÉREO PARA SER APURADO TUDO, DOA A QUEM DOER. TALVEZ SEJA ESTE O MOMENTO PARA CASSAR O MANDATO DESTE SENHOR. MOTIVO PARA ISSO EXISTE AOS MONTES. NÃO IMPORTA SE ELLES IRÃO AMEAÇAR LEVAR MAIS ALGUÉM JUNTO, SEJA DO DEM (PFL), PSDB, PMDB, PPS, OU SEI LÁ. O QUE IMPORTA É A DESCÊNCIA QUE HA MUITO QUEREMOS.

Anônimo disse...

A BANDALHEIRA É A MARCA DE LULA DA SILVA,ESTAMOS LITERALMENTE SENDO DOMINADOS POR UM DELINQUENTE E SUA PERIGOSA E NEFASTA GANGUE,O BRASIL JAZ MORIBUNDO E SE DEIXA SANGRAR NAS MÃOS DESTA HORDA DE LARAPIOS,ENTREGUISTAS E SANGUESSUNGAS ENQUANTO OS CANALHAS ABOLETADOS NAS TETAS DESTE DESGOVERNO ACABAM DE CONCLUIR A "OBRA" DO OUTRO MISERAVEL ESCROQUE E VERME FHC, CUJOS DESMANDOS E DESMONTE DO BRASIL TERÁ CONSEQUENCIAS PARA MAIS 50 ANOS DE ATRASO , FHC E LULA SÃO AS DUAS MAIORES CALAMIDADES QUE O BRASIL JÁ TEVE,ESCANDALOS PAVOROSOS DE TODOS OS TIPOS, CORRUPÇÃO DESENFREADA, ROUBO DO DINHEIRO PUBLICO ESCANCARADO, POR MAIS QUE A IMPRENSA DENUNCIE AS "AUTORIDADES" (CUMPLICES E CORRUPTAS TBM) NADA FAZEM... CHEFES MILITARES BATENDO CONTINENCIA E DANDO MEDALHAS PARA TERRORISTA E GUERRILHEIROS VAGABUNDOS COMUNISTAS ENQUANTO COMPANHEIROS DE FARDA PASSAM FOME E MORAM EM FAVELAS, MINISTRA DO STF SÓ SE PREOCUPA COM OS AUMENTOS DOS SEUS SALARIOS! QUE ESCARNIO! QUE AFRONTA A SOCIEDADE E AINDA QUE A VIOLENCIA EXPLODA E A TOQUE DE LEVE, ACHA " QUE É NORMAL"!!! O LULAMPIÃO DIZ QUE "VIOLENCIA É AS VEZES QUESTÃO DE SOBREVIVENCIA" (APOLOGIA E INCENTIVO AO CRIME) E A MINISTRA NEGRA RACISTA MATILDE RIBEIRO DO PT FICA IMPUNE APÓS INCITAR O ÓDIO RACIAL EM ENTREVISTA A BBC. TUDO TEM LIMITES ESTA CORJA JÁ ULTRAPASSOU OS LIMITES E MUITO, O QUE ESTA FALTANDO PARA A SOCIEDADE E A JUSTIÇA DESPEJA-LOS(IMPEACH) E FAZER COM QUE RESPONDAM PELOS SEUS CRIMES?