domingo, 1 de abril de 2007

Um Silêncio Muito Suspeito

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

O fanatismo é mais perigoso que o ateísmo e mil vezes mais prejudicial, pois este não inspira paixões sanguinárias, enquanto que aquele pode levar à prática de crimes (Voltaire).

Por Gilberto Barbosa de Figueiredo

A Nação tomou conhecimento, com cauteloso júbilo, de uma declaração pública do Presidente da República, reafirmando sua fé no regime democrático, feita por ocasião do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento. Auspiciosas e alentadoras palavras. No entanto, a referência à cautela não pode ser olvidada, pois, por mais que não tenhamos razões para duvidar da sinceridade do Presidente, sempre restará uma sombra de dúvida sobre quantos dos que o cercam pensam da mesma forma, quantos e quais abandonaram, realmente, suas convicções marxistas do passado.

De alguns, conhecemos as experiências pretéritas nada democráticas, quando lutaram para a implantação de ditadura socialista em nosso país. Entendo que muitos patrícios julgam que isso foi coisa do passado, que a todos deve ser dada a oportunidade de reverem suas posições e de se arrependerem dos crimes cometidos. Efetivamente, a evolução do pensamento é algo possível e, portanto, possível também é acreditar na conversão à democracia.

Mas, se passaram a repudiar toda e qualquer forma de ditadura, por que o profundo silêncio sobre o que vêem em nosso continente e aqui mesmo no Brasil de práticas absolutamente fora dos padrões legais? Por que não se ouve uma única censura a Cuba, uma das ditaduras mais sanguinárias e violentas do planeta? Por que usar evasivas quando se referem ao aprendiz de ditador instalado em nossa vizinhança setentrional? Por que o interesse nacional não é defendido na Bolívia?

De fato, pelo comportamento observável fica difícil se acreditar em uma real conversão. O que se percebe é justamente o oposto: choros emocionados na presença de Fidel Castro; silêncio respeitoso sobre as estripulias de Hugo Chavez, que merece, no máximo, uma nota neutra de algum ministro. E o que fica mais incompreensível, a Petrobrás, mesmo depois da trombada que levou na Bolívia, parece nada temer em face das recentes iniciativas do Sr Chavez, em que pese o alto investimento mantido naquele país.

No campo interno, da mesma forma, nada é feito no governo, nem ao menos um comentário de desaprovação, quando arruaceiros, travestidos de movimentos sociais, infringem claramente as leis em monumentais ações de anarquia. Pode-se falar em democracia, admitindo-se o desrespeito à lei?Outro fator que produz dúvida quanto à sinceridade desses dirigentes está nas constantes e despropositadas mentiras que elementos de proa do partido do governo tentam impingir ao povo brasileiro. Por muitos anos tentaram convencer os eleitores de que detinham o monopólio de um modo especial de governar, centrado na ética, moldado na competência, voltado para os reais interesses nacionais.

Hoje, após a experiência do primeiro mandato, ficou a sensação de que de inédito, mesmo, restou apenas um novo impudor ao mentir. E a desfaçatez chega, às vezes, a tal nível, que expõem seus argumentos, normalmente ao avesso de uma evidente realidade, com a convicção de quem realmente acredita naquelas ilógicas explicações. A sabedoria de Confúcio já havia nos alertado: “O homem superior compreende o que é certo; o homem inferior só compreende o que pretende impingir”.

Para merecer integral crédito junto aos brasileiros, parece imprescindível que o Governo abandone seu viés ideológico e mostre claramente que não compactua com ditaduras, seja a do antigo ídolo Fidel Castro, seja as explicitadas pelas manobras dos amigos recentes, Chavez e Morales. Oportuno seria também mostrar que não aceita a pressão exercida por baderneiros, infratores da lei, como instrumento de ação política de seus partidos aliados.

Como é pouco provável que o governo, através de seu chefe ou de qualquer de seus auxiliares, venha a se manifestar com clareza sobre o assunto, teremos de conviver com esse estranho silêncio. Silêncio que, avaliado sob a perspectiva da ideologia que até pouco tempo abertamente professavam, torna-se muito mais do que suspeito.

Gilberto Barbosa de Figueiredo é General-de-Exército e Presidente do Clube Militar.

3 comentários:

Anônimo disse...

General, tinha que ser corajoso enquanto estava fardado. Agora que vestiu o pijama, é fácil se passar por estrategista. É por causa de sangue-sugas como você que nossa nação está na m...

Anônimo disse...

Parabéns ao amigo, pois falou a verdade. Esses Generais quando estão na ativa só querem, usufruir do poder, participando de coqueteis pomposos e caros, vivem pressionando as praças, esmagandos-as com autoritarimo, em beneficio próprio, não fazem nada pela Força que serviram ou pela nação. Depois quando estão na reserva, veêm que foram comprados e se venderam por preço de banana, vem falar besteira. Eu sou Sargento da Marinha e sei oque estou falando. Se vocês imaginassem as idéias idiotas que eles tem e oque fazem quando estão na ativa, entenderiam melhor porque hoje o Brasil está nessa merda.

Anônimo disse...

A DESMILITARIZAÇAÕ.

Por Ricardo Antonio Filgueiras
Desmilitarização: em seus princípios democrático e humano haveria uma grande valia para a sociedade isto é se fosse uma sociedade completa em seus pensamentos de paz e progressos humanitários sem o egoísmo e vaidades que invade e subjuga o próximo como um ser melhor, os políticos seriam pautados nos princípios da verdade e da consciência democrática plena e humanitária onde caminharia com o progresso e no equilibro do respeito das instituições criadas, dando assim o exemplo incessante para o bem estar de toda sociedade.

O que assistimos hoje em todo o universo são político e suas políticas em maior quantidade sendo empregado pela sua classe desrespeitando a verdade e se apropriando da mentira em benefícios financeiros e de poder, fala em (democracia social) mais impera no imperialismo do comunismo onde se perdeu no momento da historia do capitalismo que foi empregado sem as regras necessárias para a direção do social e assim o capitalismo se tornou selvagem com seu tempo onde constrói e ao mesmo tempo se destrói na completa irracionalidade humana e agora volta a florescer as raízes do comunismo e sua bandeira com o seu martelo e sua foice para desmantelar o que ainda sobra do capitalismo em Pé.

Ao contrario do capitalismo social democrático que será implantado em uma nova era da sociedade onde ira florescer a verdade nos horizontes do bem estar social e sua verdadeira democracia. A humanidade cociente será repleta de alegria e derramara sobre toda a terra as abundancias intelectuais e materiais (quem ver verá).

http://ricardoricofil.blogspot.com/