segunda-feira, 28 de maio de 2007

Teste fatal para a fórmula do Pão & Circo

Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

A Venezuela acaba de colocar em teste a eficácia, eficiência e efetividade do padrão “pão & circo da mídia” para fazer a cabeça da opinião pública. Tudo vai depender dos desdobramentos do fechamento do mais importante e popular canal de televisão da Venezuela (a RCTV equivaleria à Rede Globo por aqui). Foi uma medida de força, absolutamente legal, do governo Hugo Chávez, aparentemente contra a vontade da opinião pública, em retaliação aos principais opositores que lhe impuseram o frustrado golpe de 12 de abril de 2002.

O povo venezuelano deverá julgar se Hugo Cháves teve razão e agiu com Justiça ao fechar a Radio Caracas Televisión. Mas é preciso ficar claro que Chávez agiu com rigor seletivo contra o império de comunicação do empresário Marcel Granier. No mesmo dia em que detonou a RCTV, o governo Chávez renovou a concessão da Venevisión. O canal pertence a outro “adversário” Chavista: o magnata Gustavo Cisneros, que é concunhado de Granier. Acontece que o ricaço é dono da Direct TV América Latina, em parceria com o anglo-australiano senhor das comunicações Rupert Modoch, da News Corporation. Ou seja, Chávez não mexe com seus aliados ingleses da oligarquia financeira transnacional. Não brinca com os parceiros que comandam os negócios dos bancos, do petróleo e da mídia no mundo.

O diretor do Últimas Notícias, o jornal venezuelano de maior tiragem, resumiu bem o que acontece na Venezuela e na maior parte do mundo, onde a mídia costuma ser amestrada dos poderosos de plantão. Eleazar Díaz Rangel comentou que a decisão de Chávez em fechar a emissora oposicionista afeta apenas "a liberdade que tiveram os donos da RCTV para informar o que acreditavam ser importante e a não informar o que, sendo importante, não convinha a seus negócios ou interesses político-empresariais". Parece que o jornalista venezuelano conhece bem a realidade prostituída da mídia no Brasil. Aqui a banda podre toca do mesmo jeito: afinadinha com os poderosos de plantão.

A alfinetada de Eleazar Díaz Rangel tem procedência objetiva. Depois do referendo de 2004, que confirmou Chávez na presidência, a Venevisión e a Televen abandonaram a linha de confronto. As verbas publicitárias públicas, que costumam prostituir a visão jornalístico-editorial, fazem bem à tesouraria dos grandes conglomerados de comunicação. O canal de oposição que resiste na Venezuela é a rede de notícias 24 horas Globovisión. Mas seu alcance é restrito e muito elitizado. A emissora só tem sinal aberto em Caracas e na terceira maior cidade do país, Valencia. Só chega a outras regiões por cabo.

O governo brasileiro tem todo interesse na análise dos desdobramentos dessa crise de poder na mídia venezuelana. Chávez inaugurou ontem sua “televisão pública”. Igual ao modelo que Lula quer ver implantado por aqui. Só que a venezuelana TVes herda uma estrutura de transmissão digna de uma “rede Globo”, atingindo todo território nacional venezuelano. A TVes agora é a única emissora de alcance nacional por sinal aberto na Venezuela. Pesquisas de opinião revelaram que, entre 70% e 80% dos venezuelanos discordaram da decisão do governo de não renovar a licença de transmissão da RCTV.

Aqui no Brasil, Lula jamais cassaria a concessão da Rede Globo ou de qualquer outra rede. Até porque nenhuma delas lhe faria oposição sistemática. Nossa oligarquia da mídia é amestrada por generosas verbas de publicidade oficiais. A grana que tão bem faz aos poderosos da nossa mídia vêm de governo ou de suas empresas estatais. Ou das grandes transnacionais que dão sustentação ao sistema, gerenciado pelo nosso desgoverno, cuja política econômica mantém o Brasil artificialmente na miséria, apenas como uma colônia que tem seus recursos explorados criminosamente.

Se houver, realmente, uma grande mobilização popular na Venezuela, em defesa dos interesses da RCTV e seus dirigentes, obrigando o governo Chávez ou a justiça venezuelana a voltar atrás na decisão de cassar a concessão do velho canal de tevê da família Granier, estará confirmada a tese de a mídia faz mesmo a cabeça das grandes massas populares, fazendo-a agir até contra um governo aparentemente popular e populista, como o de Chávez.

Mas se Hugo Chávez sair vencedor nessa batalha, com a população se acostumando ao novo canal público de televisão, teremos a vitória do princípio do “pão & circo”. Ou seja, basta entreter o povo, também desinformando-o, e as massas populares não criarão problemas aos governos – por piores que sejam. Este teste venezuelano interessa demais aos bolcheviques do PT que têm planos de se perpetuar no poder, aqui no Brasil, usando a mídia estatal como grande agente de influência para seus objetivos.

Jorge Serrão é jornalista, radialista e publicitário, especialista em Administração Pública e Assuntos Estratégicos. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total (http://alertatotal.blogspot.com)

8 comentários:

Anônimo disse...

LULA DEVE ESTAR SE MORDENDO DE INVEJA!!!!

OU FICAR A PÁTRIA LIVRE OU... disse...

Lá foi o Renam, dar uma de grande ator que é...


toma povo boçal

vocês merecem

João Luiz Cruz disse...

“ESTATUTOS DESRESPEITADOS”.


“Chamo atenção de nossas Autoridades governamentais, que existe o Estatutos das Crianças e dos Idosos”, pois sendo assim, de acordo com os citados Estatutos, aqueles que tratarem mal ou abandonar crianças e pessoas e idades avançadas, estar cometendo crimes humanitários, portanto, qualquer pessoa ou Entidade não Governamental que cometerem estes abusos, terão que responder perante a Justiça, pelos excessos praticados de acordo com as Leis brasileiras. È descabível a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça juntamente com o Comando da Aeronáutica, contrariar a Lei de Anistia Política 10.559 de 2002, que assegura os direitos dos Ex Cabos da FAB, os quais foram expulsos da Aeronáutica por motivos políticos no período de 1964 á 1982, onde se constata claramente um injusto julgamento discriminatório por estes dois Órgãos Governamentais, que estão se comportando como se o País fossem patrimônio particular deles, onde no 1º mandato deste Governo, mais de 3.000 Ex Cabos foram anistiados, 2.324 faleceram doentes, e mais de 4.000 ficaram com seus direitos espezinhados, os quais estes Órgãos junto com o Presidente da República, desobedeceram a Lei 10.559 de 2002 e contrariaram a maior Carta Constitucional do País. E como se isto ainda não bastasse e por abuso de Poder, também violaram os Estatutos dos idosos uma vez sabendo-se que, prejudicaram direitos de cidadãos que hoje se encontram velhos, doentes, frágeis e indefesos, e toda essa maldade foi para manter os cofres da Nação super abarrotados de reais, deixando os idosos amparados pela referida Lei, totalmente em estado de miséria.

Como os atuais Comandantes da Aeronáutica ainda tem um forte Poder no Brasil, não existe nenhum Órgão fiscalizador para levar o Alto Comando a responder por crime de irresponsabilidade administrativa perante a Justiça Comum, perguntando por que expulsaram os Cabos da FAB pela Portaria 1.104/Gm3/64 com a Lei do Serviço Militar em Vigor? E Por que mantiveram a Punição para os Jovens inocente Cabos que estavam a serviço da Pátria nos anos de 1965 á 1982? Por que ainda fazem resistência aos veteranos Cabos da FAB também desrespeitando o Estatuto dos Idosos? Uma vez havendo um Órgão administrativo responsabilizando o Alto Comando da Aeronáutica por estas atrocidades, e movendo uma ação direta de inconstitucionalidade contra a União, estará fazendo uma lídima e costumeira justiça a todos que foram vítimas pela Portaria 1.104/Gm3/1964, no período da repressiva “Ditadura Militar”.

BASTILHA disse...

QUEM ESCREVEU?
28.05, 13h29
Por Denis Rosenfield, do Estadão

Vivemos, no Brasil, um tempo de relativização da propriedade privada. Tempo em que se solapam os fundamentos da própria justiça, em nome de uma pretensa justiça social. Sob o manto de uma suposta reparação histórica, a propriedade privada e, com ela, as liberdades começam a enfraquecer. Dissemina-se, inclusive, de parte daqueles que agem em nome dessas bandeiras ditas sociais e raciais, o sentimento de que respondem a uma “causa” que tudo justifica, uma “causa” que não pode nem ser limitada pela lei. Não deveria, portanto, surpreender que bens “públicos” também se tornem objeto de invasões e depredações, pois as barreiras começaram a saltar quando a autoridade pública deixou de se fazer presente.

Um dos grandes “reformadores” do século 20 tinha uma idéia semelhante de cerceamento da propriedade privada em nome do bem público. As garantias constitucionais da propriedade deveriam ser relativizadas. Segundo ele, a propriedade era “não mais um assunto particular, mas um tipo de concessão do Estado, limitada pela condição de ser utilizada ‘corretamente’”. Numa outra colocação do mesmo problema, que se aparenta ainda mais às bandeiras utilizadas pelos ditos (e autodenominados) movimentos sociais, dizia: “Quero que todos mantenham a propriedade que adquiriram para si conforme o seguinte princípio: o bem comum vem antes do interesse próprio. Mas o Estado deve manter o controle e cada proprietário deve se considerar um agente do Estado.” Ou esta outra: o Estado tem a autoridade de “limitar ou expropriar propriedades à vontade onde essa limitação ou expropriação estiver consoante com os ‘deveres da comunidade’”. Hugo Chávez, Evo Morales, o MST, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o MLST, o PSOL e setores do PT estariam totalmente de acordo, com o apoio da CUT. Os últimos ministros do Desenvolvimento Agrário e os dirigentes do Incra, também!

Em nome da função social da propriedade, as propriedades no campo e na cidade se tornaram objeto de invasões e violências, que não guardam nem a mais remota relação com a paz que os “movimentos” dizem apregoar. Decisões judiciais são sistematicamente desrespeitadas, a lei que impede a desapropriação de terras invadidas não é aplicada e a insegurança tende a se ampliar. Uma sociedade que sofre da insegurança jurídica tem o seu crescimento entravado. Observe-se que, nos últimos meses, as invasões têm aumentado, alcançado também bens públicos, a exemplo da Usina de Tucuruí, como se o objeto fosse uma provocação que obrigasse o governo a intervir.

Em nome da função indígena da propriedade, fatias cada vez maiores do território nacional são distribuídas, em dimensões equivalentes a vários países europeus juntos. É como se o Estado renunciasse voluntariamente à soberania de seu próprio território. Se isto fosse apenas uma ação circunscrita para reparar uma injustiça histórica, o critério da justiça teria sido respeitado. Acontece que a generalização de práticas de invasão e de auto-intitulação indígena está também se tornando comum, desorganizando as relações jurídicas, sociais e econômicas.

Em nome da função racial da propriedade, presenciamos a multiplicação de quilombolas fictícias por todo o País. Um decreto presidencial de 2003 - logo, uma medida meramente administrativa, autocrática - está servindo para justificar por mera autodesignação um grupo como “remanescente quilombola”. As pessoas em questão não precisam morar na área, o que constituiria um quilombo propriamente dito. Basta consultar o dicionário, sem nenhum viés ideológico-semântico! Passam, assim, a indicar uma área qualquer, rural ou urbana, como tendo pertencido a um “quilombo fictício”, dando início ao trâmite formal por intermédio da Fundação Palmares e do Incra. O resultado já é previsível, dada a ideologização e a partidarização dessas instituições.

O arbítrio não tem limites. Propriedades privadas e públicas são igualmente atingidas. Por exemplo, a Marinha brasileira, na Ilha de Marambaia, é objeto de uma ação arbitrária desse tipo, embora ali esteja presente há mais de um século, cuidando, inclusive, conforme laudos, da preservação ambiental. É mais uma das áreas “autodeclaradas”. Território “livre”, também se poderia dizer.

Esqueci-me de citar o nome desse grande “reformador social”: Adolf Hitler. O que horroriza é o seu nome, e não as suas propostas. Ora, as políticas econômicas fascistas e nazistas se assemelhavam às do “socialismo estatal” de Lenin, em seu início, ao procurarem subordinar a propriedade privada às determinações do governo, como se empresas devessem seguir o estipulado pelo Estado. A propriedade privada era, por assim dizer, um privilégio concedido pela instância estatal, privilégio esse que poderia ser suspenso a qualquer momento. Lenin terminou por seguir uma via mais radical, passando, num segundo momento, a estatizar todas as propriedades privadas, eliminando-as completamente. Mussolini e Hitler mantiveram, pelo seu lado, a propriedade privada sob uma forma condicional, o seu condicionamento sendo dado pelas orientações do Estado e de seus planos. Todos compartilhavam, na verdade, a mesma posição contrária à economia de mercado, à propriedade privada, ao Estado de Direito e à democracia representativa.

Convém, por último, observar que tanto no discurso dos nazistas quanto no dos comunistas aparece uma mesma crítica dos valores “capitalistas”, dentre eles o do egoísmo, que regularia as relações individuais em detrimento dos valores da comunidade, do coletivo. A crítica ao individualismo, à propriedade e ao egoísmo é constante nessas formulações, sempre ditas e representadas como se fossem uma verdade exercida em nome da comunidade. Neste sentido, ela termina sendo uma condição para a posterior eliminação do indivíduo, da liberdade de escolha, da economia de mercado e dos direitos das pessoas em geral.

Anônimo disse...

A sub- raça da america latrina tem o que merece e aprecia! MERDA!

Anônimo disse...

Mas vamos ficar de braços cruzados, a assistir nossa própria decaptação?

Anônimo disse...

Quando Deus é rendido pelo “super-homem” de Nietzsche, com o pretexto de que o estado moderno é laico e que não importa a liberdade interior, mas a falsa liberdade exterior de fazer o que der na veneta; quando padres de passeata deixam o Evangelho na estante e incentivam invasões de propriedades; quando, enfim, tudo isso acontece, passa automaticamente a vigorar uma das poucas leis respeitadas “neste país”: a lei do vale-tudo!

UBIRATAN IÓRIO

Anônimo disse...

Isso aqui é um país de alucinados,


o povo analfabeto

tem o que merecem


fuck all of you!!!