domingo, 5 de agosto de 2007

Nova Versão da Tragédia

Da Redação do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

A Airbus só aguarda um pronunciamento oficial das autoridades norte-americanas sobre o caso para colocar um ponto final no problema. O Correio Braziliense de sábado publica mais uma versão sobre o acidente. O comando de freios do Airbus A-320 da TAM, que se chocou com um prédio da empresa na Avenida Washington Luís na noite do dia 17 de julho, não foi reconhecido pelo computador de bordo do aparelho, segundo um investigador que estuda as causas do maior acidente da aviação civil ocorrido no País.

“O manete (alavanca de aceleração) não estava na posição idle (marcha lenta) e o programa não conseguiu perceber que o avião estava pousado. Para o computador, ele ainda estava voando”. Segundo outro investigador, o Airbus A-320 sofre algumas restrições operacionais em virtude dos softwares. No caso de um pouso sem reverso, se a alavanca não estiver em idle, o programa transfere força total para o outro motor e o avião ganha aceleração. Isso não seria problema para um aeroporto que possuísse uma área de escape adequada, como Cumbica (Guarulhos), mas é fatal em Congonhas”.

O software Full Authority Digital Engine Control (Fadec - Controle Digital de Autoridade Total do Motor), que avisa o piloto do Airbus A-320 da necessidade de reduzir a posição da manete para idle, numa situação de reversor pinado, pode ter induzido o comandante do vôo 3054 ao erro. Além disso, um projeto mal elaborado da alavanca desse sistema teria contribuído para o acidente ocorrer.

Pela transcrição da gravação da cabine, às 18h48min21s6, o Fadec emitiu o som duas vezes, antes de surgir o barulho do movimento do manete. O avião estava a cerca de 6m de altitude, em pouso. Dois segundos depois, a tripulação na cabine escutou mais uma vez a ordem “Retroceda!”. Segundo o especialista ouvido pelo Correio, depois que a alavanca direita foi colocada em reverso, o computador interrompeu o alerta e os pilotos teriam posicionado lentamente a alavanca esquerda para climb (aceleração máxima).

Após o trem de pouso tocar a pista de Congonhas, o motor esquerdo teria ativado o reverso, desconectando o sistema de aceleração automática (autothrottle) da aeronave. Segundo ele, a máquina reagiu, provocando aumento da velocidade seguido de assimetria de potência, guinando o Airbus A-320 para a esquerda.

6 comentários:

Anônimo disse...

o Air Force 51 não é do mesmo modelo?

domaneschi

Pati Haddad disse...

Jorge, não li a matéria do Correio Brasiliense, mas gostaria de colocar uma questão. Para mim e para meu pai, que trabalhou anos com manutenção preventiva de aeronaves, o mais provável é uma falha do computador. Para pousar, o piloto, na aproximação, coloca as manetes no idel, ou marcha lenta. Somente após tocar o solo é que ele aplica reversão máxima que, no caso do Airbus, é trazendo as manetes para trás. Caso a turbina direita estivesse em climb desde a aproximação, o avião simplesmente não teria pousado. Temos que lembrar sempre que, até o avião tocar o solo, tudo parecia normal. Não há queixas dos pilotos em seus diálogos e o fato é que a aeronave pousou direito. Como a ciaxa preta acusa que o avião veio com a manete em climb, acredito que aqui esteja o primeiro erro do computador. Quando o piloto passou as duas manetes para idle na aproximação, o computador ignorou o fato e manteve a informação de climb no registro da caixa preta. Veja bem, estou falando da nossa suposição aqui em casa, levando em conta que se a turbina direita continuasse acelerando (climb) enquanto a esquerda corretamente fosse para idle, haveria assimetria e o avião simplesmente não pousaria. CONT.

Pati Haddad disse...
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Pati Haddad disse...

Jorge, não li a matéria do Correio Brasiliense, mas gostaria de colocar uma questão. Para mim e para meu pai, que trabalhou anos com manutenção preventiva de aeronaves, o mais provável é uma falha do computador. Para pousar, o piloto, na aproximação, coloca as manetes no idel, ou marcha lenta. Somente após tocar o solo é que ele aplica reversão máxima que, no caso do Airbus, é trazendo as manetes para trás. Caso a turbina direita estivesse em climb desde a aproximação, o avião simplesmente não teria pousado. Temos que lembrar sempre que, até o avião tocar o solo, tudo parecia normal. Não há queixas dos pilotos em seus diálogos e o fato é que a aeronave pousou direito. Como a ciaxa preta acusa que o avião veio com a manete em climb, acredito que aqui esteja o primeiro erro do computador. CONT.

Patricia Haddad disse...

CONT. Quando o piloto passou as duas manetes para idle na aproximação, o computador ignorou o fato e manteve a informação de climb no registro da caixa preta. Veja bem, estou falando da nossa suposição aqui em casa, levando em conta que se a turbina direita continuasse acelerando (climb) enquanto a esquerda corretamente fosse para idle, haveria assimetria e o avião simplesmente não pousaria. Quando o avião pousou, o piloto (que era experiente) provavlemente fez o procedimento correto de trazer as duas manetes para traz, aplicando reversão máxima. Para ele, a reversão só aconteceria na turbina esquerda, já que a direita estava pinada. Aqui, para nós, aconteceu o segundfo erro do computador. Ignorando que o reverso estava travado, a turbina foi acelerada, como a outra. No entanto, como o reverso estava fechado, a aceleração funcionou normalmente, levando o avião para frente, como se ele estive em vôo. Enquanto isso, a aceleração da turbina esquerda forçava o avião para trás, já que o reverso estava aberto invertendo o fluxo do ar.

Pati Haddad disse...

Não sei se deu para entender o que quero dizer, mas é que acho pouco provável que o piloto tenha cometido erro tão primário. Ele pode até ter cometido alguma falha que poderemos descobrir adiante, mas não essa, entendeu? Ah, por favor, apague as mensagens (as duas primeiras) duplicadas. É que tava dando erro, eu voltava a página e clicava de novo, achei que não tava indo e diminuí o texto. Abraços.

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