sábado, 4 de agosto de 2007

Que Fazer com Tantos Ilícitos

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly

Muitas vezes, o presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP), transmite a impressão de adotar comportamento de pessoa que bebe. Como se afetado por espécie de amnésia alcoólica. Só isso poderia explicar o total esquecimento e desconhecimento no qual sua excelência parece imerso.

Se não for isso, o presidente da República deve ser então, pessoa muito brincalhona e meio sadista à sua maneira. Que gosta de se divertir com a perplexidade exibida por grande parte dos habitantes desse país que vai ruindo a olhos vistos.

É certo que existem os otimistas bem-humorados. Aqueles que nada percebem, até que percam a respiração no afundamento total no mar de lama e incompetência em que alguns já soçobram. Paciência! As pessoas são mesmo diferentes.

É na multiplicidade de personalidades, caracteres, gostos e manias que a sociedade se forma e se integra. Complementando-se em alguns casos, amando-se e odiando-se noutros. A natureza é sábia. Por isso, a eternidade realiza o jogo da existência na transformação permanente. Mas não nos percamos em divagações.

Pois não é que o presidente da República afirmou desconhecer a gravidade da crise aérea que ameaça isolar o Brasil, já que não temos estradas nem ferrovias e, tampouco, navegação de cabotagem?

O fato (reconhecimento) aconteceu a portas fechadas, numa reunião com seu conselho político na última quinta-feira (2). O que deixou muita gente confusa foi a existência de relatório elaborado pelo ex-ministro José Viegas (Defesa), no início de 2003 (antes de deixar o posto), prevendo o apagão aéreo.

Naquele documento, Viegas grafou que a situação reclamava “providências inadiáveis e indispensáveis”. Que não se deveria perder mais tempo, diante da gravidade do cenário. Agora, alguns assessores procuram justificar o desconhecimento de Dom Luiz Inácio, por conta de seu horror à leitura de qualquer coisa.

O que o presidente gosta mesmo é de andar de avião mundo afora, fazendo trabalho de relações públicas, contando piadas e lucubrando sobre metáforas nos discursos de improviso (embora algumas de péssimo gosto). Seu risco é descobrir, num dos retornos à base, que o país o qual supostamente governava, desfez-se.

Mas o alarmante de tudo foi a denúncia de Jorge Serrão no “Alerta Total ( http://alertatotal.blogspot.com/ ), sexta-feira (3), apontando que “os dados da caixa preta e do Gravador de Dados de Vôo” do Airbus da TAM “passaram pelo Palácio do Planalto antes de remetidos para exame” nos EUA.

A informação foi passada por brigadeiro da FAB que, de forma compreensível, não quer ser identificado. Segundo o oficial, a ordem foi dada pelo próprio presidente da República, deixando claro que sua excelência não é exatamente tão inocente como deseja que se acredite.

O artifício contou ainda com a participação do ministro Franklin Martins (Comunicação Institucional), que fez chegar à revista Veja e à Folha de S. Paulo o resultado levantado, como forma de livrar o Palácio do Planalto da culpa pelo acidente.

Por isso, segundo o brigadeiro, enviou-se um gravador para os EUA como se fosse a caixa-preta, pois o Planalto queria mais um dia com o material para decodificar informações. Não haveria como confundir a caixa preta. O plano foi bem armado.

Isso seria motivo para impeachment, num escândalo de proporções impensáveis em qualquer país dito sério. Será que a grande imprensa irá repercutir o caso? O Brasil é dirigido por denúncias veiculadas na mídia. São elas que dão o tom do dia-a-dia.

Márcio Accioly é Jornalista.

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